quinta-feira, 18 de maio de 2023

O bichinho ataca!

 


Como não consigo evitar o bichinho carpinteiro que não me deixa parar, venho aqui deixar duas palavras para que saibam que ainda pertenço ao mundo dos vivos. Estou a teclar com 2 dedos da mão esquerda e vejo-me grego cada vez que preciso de usar uma maiúscula, pois não é fácil segurar o shift enquanto se tecla a letra escolhida. Ainda pensei em escrever tudo em minúsculas, mas pensando vocês, meus fiéis leitores merecem que eu me esforce um pouquinho mais apresentar um escrita condigna.

E mais não digo para não me cansar a escrever e vos cansar a ler estas poucas palavras sem sentido!

Abraço !!!

quarta-feira, 17 de maio de 2023

terça-feira, 16 de maio de 2023

Se eu fosse ambidestro!

 


Poderia escrever a publicação que os meus leitores gostariam de ler. Infelizmente, só com a mão direita tenho habilidade para fazer certas coisas, entre elas escrever usando as teclas de um computador, a mão esquerda tem um papel secundário, ajuda em muitas tarefas e neste tipo de escrita também, pois a metade esquerda do teclado está-lhe reservada.

Digo isto, porque as malditas artroses resolveram atacar-me de novo e as dores são "atrozes". A semana passada foi o pé esquerdo que me fez regressar ao uso das canadianas para me movimentar em casa, esta semana passou para a mão direita e até o pensar me faz doer. Por isso vai ser mais curta esta mensagem e espero que as coisas fiquem por aqui, senão tenho que fazer como a Elvira, dar férias ao computador e aproveitá-las também eu para arrumar as ideias.

Divirtam-se por mim que eu perdoo-vos o deslize!

segunda-feira, 15 de maio de 2023

A pressão assusta!


Ontem à noite, não sei quem sofreu mais, se eu à espera que o resultado desfavorável se mantivesse ou o Sérgio Conceição à espera que o FCP marcasse um golo que evitasse a vergonhosa derrota que se adivinhava. A perder, ao intervalo, o treinador do Porto deve ter dito das boas aos jogadores que pagos a preço de ouro não conseguiam dar a volta aos rapazes da Casa Pia. Lia-se na cara do treinador portista a revolta que lhe ia por dentro e foi notório o alívio, quando o Porto marcou o golo do empate.

O Porto acabou por ganhar, o Benfica já tinha feito a sua parte ganhando também e, por conseguinte, tudo continua como dantes. A decisão fica adiada para o próximo fim de semana em que o Benfica tem que ir a casa dos leões arrancar-lhe a pele, nem que seja à dentada. Será um dia de grande festa, se conseguir a vitória e uma grande dor de cabeça se a decisão for adiada para a última jornada. Mas de um modo ou do outro, acredito que este ano comemoraremos a vitória final. So help me God, como dizem os americanos!

domingo, 14 de maio de 2023

Kirmes da Primavera!

 


Na cidade que me acolheu, como emigrante, está a decorrer a feira/quermesse da Primavera que leva à cidade milhares de pessoas à procura de diversão. Eu que vivia no centro da cidade não tinha mais que abrir a porta e já estava no meio da festa. A zona é eminentemente agrícola pelo que a festa era, como poderia dizer-se aqui, em Portugal, um encontro de labregos. Carrocéis, salsichas e batatas fritas - a loucura dos jovens alemães - e muita cerveja.

Enquanto o álcool não embota os sentidos, há muito namoro também nessa festa, mais tarde já sem controlo dos sentidos só se pensa na bebedeira. Apanhar uma cardina a sério é um modo de fugir da realidade e da vida trabalhosa do dia-a-dia. Eu nunca embarquei muito nessa coisa de beber até cair, pois a cerveja pesava-me no estômago e a paginas tantas já não a conseguia engolir.

Um belo dia, durante a feira de Outono, fui até ao centro da festa e entrei numa cervejaria a abarrotar de gente. Calhou-me em sorte uma miúda de 19 anos, em trabalho eventual, para servir copos aos clientes e motivá-los a esvaziá-los o mais rápido possível. O costume ali era, sempre que o copo ficasse vazio aparecia logo outro cheio e o vazio era retirado da mesa. A base em papel ou corticite servia para apontar os copos bebidos, cada copo um risco a imitar os raios de uma roda de bicicleta, que no fim era apresentado na caixa para pagar a conta. Tinha um amigo galego que só parava depois de ter completado o círculo completo de risquinhos (raios). Para completar o círculo era preciso beber 55 copos e ele consegui-o mais que uma vez. Na manhã seguinte aparecia no trabalho com os olhos em bico. Só era aconselhável fazer aquilo numa sexta-feira, mas ele não ligava a isso.

O que facilitava essa corrida à cerveja era o preço de 0.50 DM. Eu ganhava numa hora de trabalho 6.50 DM líquidos, o equivalente a 13 chopes brasileiros (200 mls), ficava barato encher a cara, embora o baixo teor de álcool desse mais para passar a noite a correr para o urinol que outra coisa. Imaginam um alemão de copo na mão esquerda e pila na mão direita a esvaziar a bexiga? Pois eu assisti a essa cena mais que uma vez.

Os alemães são muito bêbados, mas também muito responsáveis. Como o trabalho é coisa sagrada e respeitar horários é com eles, aos domingos, por volta das 6 horas da tarde, acabou.se a tarefa de emborcar copos. Ir para casa, comer qualquer coisinha e dormir muito, pois o despertador toca às 5 da matina e é preciso saltar da cama bem disposto para um novo dia de trabalho.

Num desses domingos, à tardinha, com a cervejaria a ficar sem clientes, veio a tal miúda de 19 anos sentar-se na minha mesa e meter conversa comigo. A páginas tantas, o patrão disse-lhe que era melhor ir embora que não estava ali a fazer nada. E ela foi. E eu acompanhei-a até casa. E subi com ela as escadas até ao sótão, onde tinha o seu quarto. No Natal seguinte trocámos prendas e ela segredou-me que estava grávida. Que rica prenda! 

O ano de 1971 começou com muitas dores de cabeça para mim. Tinha uma mulher e uma filha, em Portugal, e outra à espera de uma filha (soube-o quando ela nasceu), na Alemanha. Como organizar o meu futuro? Escolher uma das duas ou ficar com as duas? Eu não me via a trabalhar como operário metalúrgico uma vida inteira e foi mais isso que pesou na minha decisão que outra coisa qualquer. Nas férias de verão desse ano, fiz a trouxa com os meus poucos pertences e regressei a casa.

Arranjei um bom emprego e por aqui fiquei até hoje. Mas penso muitas vezes o que teria acontecido se eu tivesse decidido de outro modo, ficando lá a criar a filha e enviando apenas uma pensãozita à minha mulher para criar a outra. Só Deus sabe responder a essa pergunta, de qualquer modo não posso rebobinar o filme e escolher outro fim. Paciência! 

sábado, 13 de maio de 2023

Resultado escasso!


Tantos golos perdidos só não me deixam pena porque com 5 já me dou por satisfeito. Mas assim como entraram 5 poderiam ter entrado 10 e não era pedir demais. A jogar assim o Benfica merece ser campeão.

Depois do jogo do Benfica, assistir ao jogo dos lagartos até dá náuseas. Eles ganharam, mas não jogaram grande coisa, ainda por cima com um dos últimos classificados que luta para não descer de divisão. E acabou tudo a soco e pontapé dentro do relvado. Estava a ver que era desta que o árbitro ia levar que contar, escapou por pouco. E ainda ficaram sem guarda-redes para o jogo do próximo domingo, contra o Benfica. Para nós não poderia ter corrido melhor!

Fico admirado como o nosso treinador depositou todas as fichas no João Neves, um puto inexperiente, para tomar conta do meio campo. Já nem me lembro quem jogava naquela posição, antes de ele surgir do anonimato. Depois do Tó Silva que ganhou um lugar de honra, logo no princípio da época, agora temos o Joãozinho para fechar o ciclo com chave de ouro. Quem se deve estar a rir é o Rui Costa, já a pensar quantos milhões vai pedir ao mercado por estes craques.

Só precisamos de mais uma vitória para ir buscar o caneco. Temos que ganhar ao Sporting ou ao Santa Clara, mas, de preferência aos dois, para terminar em beleza com mais 4 pontos que os morcões do Sérgio aziado. Com isso talvez ele se decida a ir embora e desamparar-nos a loja que com ele aqui o futebol é um espectáculo degradante. E no próximo ano, talvez o Pintinho desista de se candidatar outra vez e então ficaríamos a viver no céu.

Muitas vezes me questiono como será o futeluso, depois da era do Pinto da Costa. Ele tem sido como o Padrinho da Cosa Nostra e a malta do futebol vai sentir-lhe a falta. Talvez haja até quem se queira fazer ao lugar deixado vago, mas não vai ser fácil. Benfica, Sporting e Braga não têm presidentes com carisma para tanto e os outros são pequenos demais para se atreverem a isso.

A nós, benfiquistas, resta-nos esperar para festejar o 38º título, talvez uma semana, talvez duas, mas depois tudo acabou, somos campeões!!!

sexta-feira, 12 de maio de 2023

Jogou e ganhou!

 


Hoje, jogou o meu Gil Vicente e averbou mais uma vitória. Ultimamente tem andado mal e o fantasma da segunda liga anda por perto. Com a vitória de hoje deu um passo na direcção certa, a da permanência junto dos grandes.

A equipa do Petit fez-lhes fel e vinagre, mas não adiantou nada, foram para a Boavista com 3 batatas e de orelha murcha. E o treinador, de quem gosto muito, por acaso, levou um cartão vermelho para guardar junto das outras recordações. Pode apontar que foi ganho em Barcelos, no dia 12 de Maio, enquanto decorria a Procissão das Velas, em Fátima.

Amanhã joga o nosso Glorioso SLB e até acabar o jogo vai ser um "aguenta coração!, a menos que os artistas encham a baliza dos algarvios de golos para me curar a ansiedade. Por falar nisso, já tenho saudades de um HAT TRICK, bem podiam oferecer-me um, amanhã!

A nossa Língua!

 O Português é uma Língua muito traiçoeira, aos estrangeiros custa a aprender e os portugueses não estão muito melhor. Há um programa na RTP3 em que anda um jornalista pela rua a perguntar às pessoas como se escreve isto ou aquilo. A palavra de hoje era ILAÇÕES, escreve-se com i ou com e? Metade dos inquiridos erraram, o que me leva a dizer que são 50% os que não dominam a coisa como deve ser.

Resolvi abordar esta questão por causa do portal Sapo que é talvez o maior portal de notícias em Português. Se não é o maior foi, pelo menos, o primeiro a levar os portugueses a navegar pelo ciber-espaço. E o símbolo desse portal é uma RÂ e não um SAPO como obrigaria o nome que lhe deram.

Sapo, toad em inglês

Sapo é um bicho feio e repelente, será por isso que decidiram trocá-lo por uma rã? Eu acredito que sim, o fundador do portal precisava de um bichinho que fosse atractivo para cativar os clientes. Por isso foi buscar a imagem de uma rã, mas não uma qualquer, tinha que ser uma bonita.


E a escolha caiu numa verdinha que é raro gente ver na natureza, pois as andam pelos nossos charcos são como os nossos políticos, feias e nojentas. No meu tempo de andar com uma fisga no bolso de trás, confesso que eram um dos alvos preferidos para eu treinar a pontaria. Pecados todos temos e eu pecador me confesso.

Rã, frog em inglês

Ficava furioso, quando elas abandonavam a sua posição, refasteladas em cima de uma folha de nenúfar, e mergulhavam nas profundezas do charco. Lá se foi o meu alvo, agora tenho que ir à procura de outro. Pombas em bando no meio de um campo de milho, recém-semeado, era uma boa aposta, pois as pombas (e pombos) eram tantas que em alguma haveria de acertar. Bem, isso são outras aventuras e não para isso que aqui vim.

O assunto é a falta de habilidade gritante para falar, leia-se pronunciar, a nossa Língua Materna. Gostaria mais de ver a tal jornalista, abordar os deputados, à saída do Parlamento, ou os juristas a sair do tribunal e questioná-los sobre a Fonética de certas palavras. Conhecem o Zé Colmeia (alcunha que arranjei para o Zé Ferreira da SIC)? Pois ele é um dos que me tira do sério ao usar as palavras PERDA e PERCA, com o acento tónico errado e significado duvidoso. Eu só conheço a perca que é do Nilo e dá uns bons filetes e não existe no meu dicionário como sinónimo de perda (que se pronuncia como se levasse um acento circunflexo no "e")

Mas o que me trouxe aqui, hoje, foi a rã do Sapo, chateia-me cada vez que clico no Sapo para ler as notícias e me aparece uma rã verde de grandes olhos e a rir-se da minha cara de desconforto. Por falar nisso, o Sapo mudou a maneira como apresenta as notícias e a maioria que escolho para abrir torna-se ilegível tal é o tamanho reduzido da letra que nos é mostrado.

Haverá alguém com olhos para ler isto?

E por aqui me fico, tenham todos um bom fim de semana e os benfiquistas que se preparem para sofrer, amanhã, em Portimão, pois o Pintinho vai mover os céus e aterra para fazer o Benfica perder!


O fumo!

 


Más notícias para os fumadores!

Em breve só poderão fumar fechados em casa e isso se não forem acusados de estar a prejudicar a família.

Não há onde comprar, não há onde consumir, porquê persistir no vício?

Não fumar faz bem à saúde e à carteira!

Eu fumei durante muitos anos, mas já me deixei disso, há quase 40 anos!

Façam como eu, não fumem!!! 

quinta-feira, 11 de maio de 2023

Realidades!

 Num país que caminha, de olhos vendados, para o abismo valem-nos os mais velhos para lembrar de onde viemos e dar valor ao que perdemos. Mesmo que alguns digam que perdemos mais coisas que não prestavam para nada, a começar pela política e suas implicações na vida de cada u de nós. Livrámo-nos do Salazar e tudo aquilo que ele representava e viemos parar às mãos do Costa que é um demagogo do piorio que já vi na minha vida. De política e políticos, estamos pois conversados.

Trocamos um modo de vida mais terra-a-terra e mergulhámos num mundo visto através de um smartphone pelos olhos de uma criança que tem tudo sem saber como isso lhe vem parar às mãos. Dou-vos um exemplo passado cá em casa. Avô, instala o MBWAY no teu telemóvel. Para que me serve isso, pergunto, anjinho que ainda vivo preso ao século XX e aos carros com poucos cavalos, a maioria das vezes só com um e que , por vezes nem cavalo era, talvez uma mula ou um burrico de fraco físico. Para me mandares a féria mais rapidamente e sem problemas, foi a resposta que recebi do meu neto. Avô, podes mandar-me a féria do mês que vem, pois tive um imprevisto e estou à rasca?

O pão que pomos na mesa (todos os dias) tem um sabor muito diferente quando reconhecemos que nos custou a ganhar, quando tem um pouco de suor do nosso rosto. Os nossos mais novos que vivem nas cidades já não sabem o que é uma enxada, palavra que foi banida do seu vocabulário, embora o Mr. Google saiba o que é e possa responder se lhe perguntarem. E os que ainda vivem no campo estão pouco melhor, pois só de tractor mexem na terra. Faz-me impressão ver as pessoas calçar luvas para mexer na terra, eu gosto de mergulhar as mãos nela e pensar que é ela que cria tudo aquilo que preciso para não morrer à fome.

A esse propósito, trouxe-vos, hoje, um poema de raiz alentejana para pensarem nisso e sentirem-se mais felizes, mais próximos das nossas origens terrenas.


quarta-feira, 10 de maio de 2023

Andar aluada quer dizer o quê?

 Andas com a cabeça na lua!
Tu vives na lua!
Aquela anda aluada!

Há muita gente que não faz nada sem ver a fase da Lua em que estamos. Seja para semear, para colher, ou até para comprar certos haveres, sem confirmar qual a fase da Lua que nos alumia, em noites de Lua Cheia, claro que durante a Lua Nova não se vê um palmo à frente do nariz. Comprar um porquinho para cevar até Novembro é melhor comprar na Lua Nova senão ele não medra como deve ser.

Tem tudo a ver com o porquinho, hoje decidi ir cortar o cabelo e quero garantir que ele me volta a crescer. Mas, azar o meu, descobri que estamos quase a entrar no quarto minguante e, por conseguinte, a minha sorte vai ser vê-lo mingar cada vez mais. Ainda pensei em adiar para quando entrar o quarto crescente, mas depois fiquei a pensar que tudo isto é uma patacoada em que não devemos acreditar.

É como a história dos bruxedos. Há dias vi na TV a história de um bruxo que prometeu amarrar o noivo para sempre e deu à rapariga que estava interessada no negócio um saquinho de terra do cemitério para ela engendrar o bruxedo. Despejava a terra no chão à entrada da porta, punha-lhe em cima os sapatos do noivo, com as biqueiras viradas para dentro de casa e fazia uma reza, assim ao jeito de: - quando entrares por esta porta ficas para sempre agarrado a mim e só te livras desse fado quando eu morrer!

A minha avó Maria era pobre, coitadinha, nunca aprendeu a ler nem escrever. Tudo o que ela aprendeu foi trabalhar para ganhar o pão nosso de cada dia, para ela e para a filha que um desgraçado qualquer lhe tinha feito e logo fugido para a França. Se ela tivesse conhecido alguma brasileira, como milhentas que andam por aí, agora, com certeza teria aprendido a fazer esse tal bruxedo que trouxesse de volta o fugitivo pai da sua filha.

Passou a vida a cuidar, sozinha, dessa filha e depois dos 12 netos que a filha lhe deu. E nas noites de serão, à luz de uma candeia de petróleo, adormecia-me contando-me histórias de bruxas e bruxedos que pareciam ser a única coisa que sabia. Nunca leu nenhuma obra da Literatura Portuguesa, é o que é, nem os versos do Camões, nem Camilo, nem Eça, nem coisa nenhuma, pois afinal ela não sabia ler.

 Bom dia e tenham cuidado com os/as bruxas!!!

terça-feira, 9 de maio de 2023

Cada cum com as suas manias!

 Vivemos, hoje, o dia 9 de Maio, data que não tem qualquer significado para mim. Há quem faça uma grande festa, nesta data, como acontece com a Rússia, e há quem passe de hoje para amanhã sem nada que lhe faça recordar este dia.

Talvez ainda vá ao barbeiro e então ficará a ser, para mim, o dia em que cortei o cabelo, embora no próximo ano o não corte neste dia, mais faltava, e acabe o significado que tem hoje. Cortei o cabelo no dia da vitória que os russos comemoram sobre o III Reich, no fim da segunda guerra mundial - devia escrever isto com letra maiúscula, mas no meio de tantas guerras, porque há-de essa merecer tal distinção - Dia da Vitória, dizem eles e quem se lixou foi o Hitler que deu um tiro na mioleira e se foi desta para melhor.

Cada um de nós tem as suas datas mais marcantes gravadas a ferro e fogo no arquivo da memória. Nasceu-me um filho, morreu-me a mãe, esse tipo de coisas que é diferente de pessoa para pessoa e a que cada um dá o valor que entende. Eu juraria que o Putin não dá qualquer valor a este dia, nem se lembra dos milhões de russos que morreram às mãos de Hitler. A festa serve apenas para se vangloriar e armar em importante entre os seus.

Ao dizer, "entre os seus" poderia acrescentar "amigos" ou "inimigos", pois a coisa dá para os dois lados. Com os amigos distribui o poder e a riqueza que gama sem vergonha ao estado russo e com os inimigos mostra o seu poder e amedronta-os com as armas e as tropas que faz desfilar à frente dos seus olhos. Apoia-me e serás recompensado, enfrenta-me e serás eliminado.

O Putin faz-me lembrar os machos dominantes do mundo animal que lutam entre si até à morte para mostrar quem é o mais forte. Como acontece com todos, um dia acabará por perder e terá que fugir com o rabo entre as pernas. Outro tomará o seu lugar e só esperamos que seja um bocado mais humano que ele.

Estive a assistir à festa russa na CNN e mais uma vez a apreciar as opiniões divergentes de dois comentadores, o Agostinho Costa (pró russo) e o Isidro Pereira (anti Putin). Ele há gente para tudo neste mundo, cães que comem cães e mais se há-de ver!

domingo, 7 de maio de 2023

Uma data marcante!

 


O ano de 2010 foi uma data marcante na minha vida de fuzileiro reformado que tinha partido à procura dos seus camaradas da Guerra Colonial, no ano de 2008. Para levar a cabo a tarefa que a mim mesmo impus recorri à internet aproveitando as imensas possibilidades que as novas tecnologias emprestam à informação.
Criei o meu primeiro blog, em 2008, para me permitir ir registando os avanços das pesquisas que ia fazendo e publicando fotos e relatos que me ajudassem a espalhar a mensagem que pretendia chegasse o mais longe possível.
A Companhia de Fuzileiros Nº 2 que partiu para Moçambique no Outono de 1962 tinha 160 homens. Nem o nome deles sabia, nem tão pouco tinha a menor ideia por onde andariam ou se eram ainda vivos ou já pertenciam ao rol dos falecidos. Recorri aos amigos que sabia terem feito carreira na Marinha e tinham maior facilidade de me ajudar nas pesquisas. Visitei algumas instituições da Marinha, como o Arquivo Histórico e com a ajuda de alguns camaradas corri Portugal, de norte a sul e de este a oeste à procura de indícios que me permitissem encontrar as pessoas e completar os dados que ia recolhendo.
Ao saber que um oficial da Marinha tinha publicado uma série de livros contando a história dos fuzileiros, em África, adquiri aquele que se referia a Moçambique e lá encontrei 90% da informação que precisava. Foram dois anos e picos de grande trabalho que no fim do Verão de 2010 dei por completo. Nesse ano organizei um convívio, em Montemor-o-Novo para motivar os residentes no Alentejo e Algarve a aparecerem, sendo a distância mais curta.
Foi o convívio que mais gente reuniu, vieram até alguns camaradas que estavam emigrados e até houve um caso que veio uma senhora em representação do marido que residia no Brasil. Depois dessa data realizei ainda uma meia dúzia de convívios, mas cada vez iam rareando mais as presenças. Depois parei, pois já me sentia cansado de andar à caça deles e levar muitas negas, comecei a sentir que alguns diziam que sim só para me agradar. Em 2016 organizei um último, em Vila Real, para caçar alguns transmontanos que nunca tinham comparecido, dizendo que a viagem era muito longa.

Com a morte do Floriano, na passada sexta-feira, fui obrigado a concluir que estamos todos velhos demais para essas correrias e muitos faleceram já, desde o convívio de Montemor até hoje. Hoje passei o dia a revisitar os álbuns de fotografias que fiz desde 2008 até 2016 e fiquei banzado com o número de caras que desfilaram perante os meus olhos e já não pertencem a este mundo. Foi um dia triste, é no que dá ir remexer o passado!

sábado, 6 de maio de 2023

Foi só 1, podiam ser mais!

 


Como se diz na minha parvónia, o rabo da vaca é o que custa mais a esfolar!

Neste final de temporada, o Benfica tem-se visto negro para levar a água ao seu moinho. De uma diferença de 10 pontos para o segundo classificado que podiam ter-se transformado em 13, passou a ter apenas 7 por ter perdido, em casa, o jogo com o FCP. Depois disso a inesperada derrota, em Chaves, atirou com a moral dos jogadores abaixo. De tal modo que, hoje, havia o receio de ver o Braga que contra o Benfica tem um enorme saldo a seu favor, vir à Luz envergonhar-nos a cara outra vez. Felizmente não aconteceu.

Como não sou assinante da BTV, não vi o jogo, limitei-me a ir saltitando da Sport TV+ para a CMTV e ouvindo o que diziam sobre o desenvolvimento do jogo. E pelo que ouvi, mesmo a alguns comentadores depois de terminado o jogo, o Benfica merecia ter ganho por 3 ou 4 golos de diferença. Mas as coisas não funcionam assim e só contam os golos que entram na baliza. E como só o Rafa a lá meteu uma vez e nenhum dos outros jogadores o conseguiram imitar, o resultado ficou-se pelo 1 a 0.

Do mal o menos, pois tudo o que queríamos era vencer e trazer os 3 pontos para somar aos que já tínhamos amealhado e assim manter os perseguidores à distancia. Dá pena ver o GR88 tentar tanto e acertar tão pouco, parece que alguma bruxa viu o rapaz e lhe resolveu encrencar vida. Houve uma jogada em que tinha tudo a seu favor para rematar à baliza e fazer golo, mas em vez disso desinteressou-se da bola e o Mateus agradeceu. Talvez ande a precisar de umas benzeduras para afastar o mau-olhado que o vem perseguindo nas últimas 6 ou 7 jornadas.

Falta-nos jogar com o Portimonense, próxima jornada, com o Sporting, a seguir, e terminar com o Santa Clara. O jogo com os leões (ou lagartos, se preferirem) vai ser o mais difícil, tanto pela qualidade da equipa do Rúben Amorim como pela grande rivalidade que existe entre os adeptos das duas equipas de Lisboa. É o derby da capital e desde sempre considerado um jogo de alto risco. Ir jogar a Alvalade é como ir ao inferno roubar uma alma ao diabo, há o risco de sair de lá chamuscado. Talvez, este ano, como os leões já estão arredados da luta pelo título, a coisa seja mais fácil, mas nunca se sabe.

Os 4 pontos de avanço que conseguimos manter, hoje, dão-nos um certo conforto, mas quando começa a trovoada nunca sabemos onde caem as faíscas. Ainda podemos aguentar um empate com o Sporting, mas nada mais que isso, senão lá vai o título outra vez para o brejo, como aconteceu no ano passado.

Abre os olhos, BENFICA !!!

O Labirinto!

 

Floriano, Valter, Carlos e Mário

A nossa vida é um autêntico labirinto, onde nos perdemos ou encontramos segundo os caprichos do destino. Ontem cirandei entre Juntas de Freguesia e cemitérios na procura da última morada de um camarada e amigo que me avisaram tinha falecido. Mesmo com a ajuda de terceiros não consegui os meus intentos e decidi regressar a casa e estender-me ao comprido para descansar os meus doloridos pezinhos.

Perdi-me nos braços de Morfeu e, a páginas tantas, fui acordado pelo som do telemóvel que tinha ao meu lado. Era um arauto da desgraça a dar-me conta que o meu amigo e camarada Floriano tinha falecido. Fiquei a pensar que destino será o meu que passei toda a manhã à procura de um morto e, chegado a casa, encontro outro.

Ninguém diga que está bem que a malvada chega de surpresa e carrega com ela quem muito bem entende e não admite reclamações. Há um ditado que o meu pai costumava citar e que dizia, "quem de novo não vai, de velho não escapa" e agora vejo como ele tinha razão, estamos no patamar ao cimo da escada, à espera de quem nos dê um leve empurrão para nos precipitarmos no abismo.

Descansa em paz, Floriano, que não demorará muito todos estaremos na mesma formatura, às ordens de S. Pedro!

P.S. - Dos 4 amigos que a foto retrata, o Valter foi o primeiro a partir, o Floriano partiu ontem ao seu encontro. Eu sou o mais velho dos 4 e é bom sinal ir ficando para trás.

quinta-feira, 4 de maio de 2023

Talvez ajude!

 

Para ajudar na identificação
(post anterior)

Um desafio!

 


Esta é uma das muitas fotos que tirei nos primeiros anos da empresa a que me juntei, em 1972, logo após ter regressado da Alemanha. Como emigrante tive uma curta experiência de 13 meses e depressa percebi que não era aquele o caminho para o futuro que sonhara. Ao contrário do que aconteceu com a empresa (que veio a seguir) onde permaneci durante 31 anos e mais seriam se as coisas não estivessem a ficar cada vez mais perigosas no mundo dos têxteis.

Aos 30 anos ainda dava uma perninha no futebol e fazia parte da equipa que representava a empresa. Acredito que não era por ser um craque da bola, mas, simplesmente, porque não havia outros melhores que eu. No passado jogara sempre com o número 11, o de estremo esquerdo, mas aqui já os anos pesavam um pouco nas costas e optei pelo lugar de defesa esquerdo - no antigo sistema de 3 defesas, 2 médios e 5 avançados - que não obrigava a grandes corridas, era só chutar a bola para longe da nossa área e os avançados que tratassem do resto.

O meu colega que fazia o lado direito da defesa era um baixinho chamado David e defendia a teoria de "a bola pode passar, mas o jogador não" e costumava dizer-me: - Silva, nós tomamos conta disto, eles que venham que levam que contar! Eu chutava a bola para bem longe, ele acertava nas "canetas" dos adversários e desarmava-os sempre, sorte não haver cartões amarelos nem VAR, senão o David passaria mais tempo de castigo que a jogar.

Publiquei a foto no Facebook para desafiar a memória de antigos colegas, mas excepto um cunhado meu (12 anos mais novo) que eu meti na empresa e lá trabalhou até à falência, mais ninguém se manifestou. A primeira razão é por serem velhos demais para andarem pelo FB (olha eu aqui todo inchado de vaidade!!!) e a segunda porque não faço amizades com antigos colegas de trabalho por causa da má-língua. É que eu era o grande chefe e eles deviam-me respeito e essas coisas não cabem numa sã amizade tipo Facebook.

A quem me visita e tem a paciência de ler o que escrevo faço o mesmo desafio, qual dos atletas sou eu?

quarta-feira, 3 de maio de 2023

O verdadeiro artista!

 


Não vou gastar muitas palavras para vos relatar aquilo que se passou ontem e que vocês devem ter visto tão bem como eu. Fez-me recordar os tempos em que era o PRESIDENTE DO CONSELHO que mandava em Portugal, enquanto que o Presidente da República era uma mera figura decorativa que aparecia, ora aqui ora ali, a fazer uma inauguração qualquer.

A cena de teatro exibida, ontem à noite, para português ver, foi ensaiada, tal como tinha sido a reunião com a Directora Executiva da TAP, há uns tempos atrás. O enredo completo só ele conhece, mas há quem desconfie que ele quer forçar o Marcelo a pô-lo na rua para evitar ficar na história como o fujão que imitou o Durão Barroso deixando o país mergulhado em problemas. Como se diz no mundo real, sair pela porta grande carregando os louros das suas conquistas.

Os 5 minutos que passou ao telefone, às portas do Palácio de Belém, depois de terminada a audiência com o presidente da república, serviram para jogar a cartada do pedido de demissão do Galamba. Depois foi só correr as cortinas e subir ao palco para o II Acto, contando aos portugueses incrédulos sobre a carta de demissão do Galamba e a sus recusa em aceitar tal pedido por não haver nada (???) que o justificasse.

Rejubilaram os socialistas que tinham estado reunidos toda a manhã para estudar a maneira de dar a volta ao Marcelo, sabendo que ele anda mortinho por vê-los pelas costas. Mais um obstáculo ultrapassado com sucesso, talvez o Bojador, mas falta ainda o Cabo das Tormentas!

terça-feira, 2 de maio de 2023

Cruzes e outras festas!

Realiza-se de 28 de abril a 3 de maio a Festa das Cruzes, a primeira grande romaria do Minho. Durante estes dias, muitos são os motivos para visitar Barcelos e viver bons momentos com um programa diversificado, com atividades que incluem a religião, a tradição, o folclore, a etnografia e a animação. Desde as arruadas com os Zés P´reiras ao folclore de rua, aos concertos e despique de Bandas Filarmónicas, ao Desfile Etnográfico protagonizado pelos grupos de Folclore do concelho, à mítica Batalha das Flores, aos espetáculos com os artistas nacionais de renome, a culminar com a grandiosa Procissão da Invenção da Santa Cruz, a escolha é variada para, em Barcelos, passar bons momentos de lazer. Nestes dias, pode ainda apreciar os Arcos de Romaria, realizados pela população das freguesias do concelho com o intuito de mostrar as suas tradições, os tapetes de Pétalas de Flores do Templo do Senhor Bom Jesus da Cruz, um dos cartões de visita desta festividade e divertir-se na Feira Popular, localizada no Campo da Feira, bem no centro de Barcelos.


Este fim de semana deveria ter ido para Barcelos e só voltar para casa no dia 4, depois de encerradas todas as festividades. O programa era de arromba, começando com um grande jogo de futebol, em que o clube local, o Gil Vicente, enfrentava o grande Benfica que traz multidões atrás de si. Melhor início de festa não poderia ser e só não teve nota 10, porque o meu Benfica tinha que ganhar e fraca é uma festa com uma derrota às costas.

Isto foi no sábado, no domingo houve outra oportunidade de fazer Barcelos brilhar. Com a presença de muitos galegos, nossos vizinhos do norte, realizou-se a Batalha das Flores, em que todas as 89 freguesias do concelho participam fornecendo a sua quota parte de flores para a batalha ter mais valor. Diziam os galegos que nunca tinham visto tanta flor nem faziam ideia onde as tinham ido buscar.

Ontem, foi o Dia do Trabalhador e teve que se esquecer um pouco a festa da cidade para dar colorido à luta dos trabalhadores contra patrões exploradores e governo pouco atento àquilo que se passa no mundo do trabalho. Hoje, é um dia de descanso para ganhar novo fôlego para o dia da festa, esta mais religiosa com procissão e tudo que é amanhã, dia 3 de Maio.

A criançada, nos carroceis e barracas de doces, são os que mais aproveitam da festa. A juventude, ainda sem grandes responsabilidades na vida, só pensa em namoricos e encontros de amor e cada festa das cruzes é um novo capítulo da sua história pessoal que guardarão para sempre nos seus arquivos da memória. Uns mais felizes e bem sucedidos que outros, mas todos escreverão esse capítulo da sua vida e quanto mais escreverem mais terão aproveitado.

Os mais velhotes, como eu, servem para pouco mais que pagar aos netos as suas extravagâncias, dos churros e doces aos carroceis e poço da morte. Se mais dinheiro houvesse mais viagens fariam, parece que o cansaço nunca os aflige. Isto a mim faz-me lembrar a festa de Moita que foi a melhor coisa que me aconteceu na juventude, mas isso são outras histórias que não são para aqui chamadas.

Como acabei por não ir, nem sábado ver o Benfica jogar, nem domingo atirar flores às moças mais bonitas que me passassem à frente dos olhos, talvez vá amanhã ver a procissão e a tal Cruz, uma das 3 que se festejam na região (o Senhor de Matosinhos mandou dizer ao de Fão que não esquecesse que também é seu irmão), além das outras coisas que haverá para ver. E se não for, fica para o ano, pois como é costume dizer-se: - para o ano há mais!

segunda-feira, 1 de maio de 2023

Até ao fim do mês saberemos!

 Quem leva a taça de campeão. Não vai ser fácil, pois temos atrás de nós dois clubes que, por razões diferentes, nos pisam os calcanhares. O Sporting de Braga, porque nunca foi campeão e este ano tem uma hipótese quase real e o Porto porque quer ganhar sempre, usando de todas as trafulhices possíveis e imaginárias.

O Benfica pode ser campeão este ano, mas não gosto nada desta tremideira nas últimas jornadas. Se o meu clube não é capaz de jogar com o Braga e o Sporting e derrotá-los, então é um campeão de meia tijela. Ver o Porto vir ganhar à Luz tirou-me toda a alegria. Mesmo sendo campeão fica aquela nódoa que ninguém consegue apagar. Enquanto o Benfica não for categórico e capaz de impor respeito ao seu mais ferrenho inimigo (que não adversário) o brilho dos troféus ganhos fica muito embaciado.

Mais uma jornada completa e mais um degrau subido na escada do sucesso. Mais uma vez o Porto também amealhou os 3 pontos que o mantêm na perseguição, mas não o merecia. Foi um jogo muito feio, cheio de teatro e uma arbitragem que deixou muito a desejar. Os mergulhos para a relva, à procura da falta e dos cartões amarelos para o adversário são a grande preocupação dos jogadores do FCP, um jogo atrás do outro. Ninguém me tira da cabeça que aquilo é ensaiado nos treinos como se fosse uma peça de teatro. Mais uma vez o Uribe devia ter sido expulso, mas como já só havia 10 em campo, o árbitro encolheu os ombros e deixou a festa continuar.

E o treinador a dizer que o Octávio é um jogador MANHOSO deixa-me convencido de não estar enganado na minha análise. Ele é muito mais que manhoso, é brasileiro e basta. Só me dói vê-lo também na nossa selecção a mostrar as suas habilidades. E o Taremi continua a esticar a perna, colocando-a à frente do pé do jogador que leva a bola, para tentar arrancar a ferros o penalty que lhes dê a vitória. Desta vez levou um amarelo, mas muitos mais ficaram por mostrar durante a época. E o penalty - que me permitam os críticos - para mim nem falta é. Vi as imagens várias vezes e continuo na minha.

O jogo com o Braga é agora a nossa última prova. Perdemos por 3 a 0 na primeira volta e temos que lhes dar o troco agora. Se não formos capazes de lhe impor uma vitória categórica ... não merecemos o título!