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segunda-feira, 5 de abril de 2021

Fui até Malaca!

 

Hoje, acordei a pensar nos holandeses. Raramente, durmo mais que 5 horas, de modo que acordo muito antes de serem horas de sair da cama. E nesse tempo morto, em que ainda não é dia, mas também já não é noite, muitos pensamentos atravessam a minha mente, como uma revoada de pássaros à procura de comida.

Durante 32 anos, trabalhei numa empresa que era detida, maioritariamente, pelo Estado Holandês. Tenho um irmão que se "mandou" para a Holanda, depois do seu regresso de uma pequena estadia em Angola, país onde se casou e criou descendência. Por essa razão nunca me vou livrar dos holandeses, pois tenho-os na família.

O período histórico, em que Portugal se viu governado pelos espanhóis (1580 a 1640) foi aproveitado pelos holandeses para nos roubar Angola e Malaca. Quando D. João VI tomou conta do poder e correu com os espanhóis, tivemos que ir a correr até Angola para reaver o que era nosso (?). Em Malaca, as coisas não correram tão bem, aquilo ficava muito longe, mesmo a partir da Índia (Goa) que era quem controlava todas as nossas possessões do Oriente e acabamos por perder aquilo para os holandeses que, anos depois, a trocaram por outras terras, em Jacarta, com os ingleses.

Como poderia Portugal, país tão pequenino, tomar conta de tantos territórios conquistados pelo mundo? O último bocado foi com a Guerra Colonial, mas, ao longo dos séculos, muitas outras parcelas foram desaparecendo, em todos os continentes, Malaca foi apenas mais uma delas.

E cá estou eu, agora completamente acordado, a relatar-vos este pedaço de História de Portugal que, na cabeça da maioria, já está mais que esquecido, tanto como está o Camões que se fartou de escrever sobre esses feitos lusitanos.

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Angola tem novo presidente!

Ainda não é oficial, mas todos sabem já quem vai herdar o cargo do JES, um dos mais longevos caciques africanos.


Diz no cartaz que ele é candidato, mas isso foi na semana passada, agora já é o manda-chuva naquela terra que antigamente os portugueses cantavam "Angola é nossa! Foi nossa durante muitos anos, mas pouco fizemos para a desenvolver e manter na nossa posse. Pelo menos a posse cultural deveríamos ter preservado, ensinando e instruindo os angolanos para que hoje se sentissem gratos aos portugueses, mas não me parece que o tenhamos conseguido.
Resta-nos a Língua de Camões como ponto de união e espero que um dia destes não façam como os moçambicanos que preferem o inglês e se pudessem trocariam já. Do ponto de vista prático, Angola não pode desejar melhor aliado que Portugal e para os empresários e trabalhadores portugueses Angola tem aquilo que nos falta aqui, hipóteses de um futuro melhor.


O João Lourenço não é parvo nenhum. Ele casou com uma senhora doutora de economia e finanças para o ajudar a pôr a sua vida em ordem. Ele tem duas explorações de agro-pecuária para lhe garantir a subsistência. Eu faria o mesmo, se estivesse no lugar dele, criar boi e vender bife parece-me o mais rápido e mais garantido negócio do mundo. Havendo água e pastagens está o negócio garantido.
A camisa vermelha não lhe fica bem, mas é o uniforme do partido e tem que aguentar que é serviço. Logo que chega a casa, toma banho e veste-se de azul que é uma cor mais de acordo com a monarquia. Gravatinha azul claro, cujo nó a senhora doutora lhe ajeita com carinho, faz dele outro homem, como o mundo quer e espera que ele seja.


A vida dele vai ser assombrada por um fantasma, mas a natureza se encarregará de lhe resolver esse problema. Segundo se diz à boca pequena, ele padece de uma doença terminal e os seus dias não deverão estar longe do fim. Depois segue-se o problema de correr com a família do morto dos lugares de topo que ocupam na hierarquia angolana. Esse é o primeiro passo na luta anti-corrupção, sem a qual Angola não será capaz de sair do buraco onde se meteu.
Por acaso, reparei que o apelido do novo presidente é também «dos Santos». Será isso um sinal de mau augúrio? Espero bem que não, pois Angola não tem tempo a perder, o futuro começa hoje.