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quarta-feira, 15 de outubro de 2025

Talvez eu devesse ...!

 ... continuar a bater na tecla do Hamas que aquilo não está a correr nada bem, mas vou mudar de alvo. O bombo da festa é, hoje, o nosso António Costa, ex-presidente da Câmara de Lisboa, ex-Primeiro Ministro e actual Presidente do Conselho Europeu.

É engraçado eu recordar-me apenas de um único «Presidente do Conselho», o mais que famoso António de Oliveira Salazar. Esse é que foi um homem famoso! Famoso e poupadinho que até a conta da luz, da secção do Palácio de S. Bento, em que vivia, ele fazia questão de pagar. Este Conselho Europeu a que o nosso «Costa» preside é outra coisa, tem a ver com a segurança da UE.

Bem, o facto é que o homem conseguiu aquilo que queria, um cargo na Europa, com um ordenado a condizer. Um ordenado e uma previsão de reforma dourada a que muitos poucos portugueses podem aspirar (até agora, só o Durão Barroso lá chegou). E, talvez até, com um pequeno empurrão do Marcelo que se apressou a aceitar a demissão do cargo de PM, mal ele a pôs em cima da mesa. E no momento exacto, acrescentaria eu sem querer ser má-língua.


Pois é verdade, o Costa devia estar agradecido ao nosso PR pelo empurrãozinho que lhe deu, em direcção a Bruxelas, mas, em vez disso, ele aproveita as circunstâncias para zurzir as costas àquele que considera mais inimigo que adversário político. Eu sei que um é socialista, seja lá isso o que for, e o outro diz-se um social-democrata e católico confesso. Na lógica nunca poderiam conviver um com o outro ou serem amigos.

Seja no Expresso, na Sic Notícias, no Público ou no Observador as palavras que dispensa ao nosso actual PR, em fim de mandato, não são muito abonatórias. Acho que ele chegou mesmo a ir ao limite de dizer que um presidente da república não faz cá falta nenhuma, uma vez que só aparece "para chatear mulungo", como se dizia, em África, nos belos tempos da colonização. Cada vez que ele aparece é para contrariar, desaprovar ou chatear alguém que fez algo com que ele não concorda.

Quando tudo corre bem, quando todos vivem em paz e ninguém tenta passar uma rasteira ao seu opositor, o PR limita-se a andar por aí aos beijos e abraços a quem gostar dessas manifestações de carinho, embora não tenha sido para isso que ele foi eleito. Cada um no seu papel, ou a fazer aquilo que pode ou que deve, embora, por vezes, contrariado.

O Costa está na Europa, onde sempre quis estar e então, escreve o Observador, que fique por lá que nós por cá passamos bem sem ele !!!

quarta-feira, 4 de dezembro de 2024

O mundo deve estar perto do fim!

 Judeus e muçulmanos não se entendem, combinam 60 dias de pausa na guerra, mas continuam aos tiros!

Os coreanos do sul, fartos de boa vida, querem ser como os do norte, fascizados e cheios de fome!

Os georgianos ora pingam para Bruxelas, ora para Moscovo, assim não vão a lado nenhum!

Os sírios querem acabar com Assad e com a herança que o seu pai lhe deixou, mas a Rússia não deixa!

A Ucrânia pede balas aos aliados, mas já lhe faltam os homens para empunhar as armas que as disparem!

A Rússia está a cair de podre, já não aguenta muito mais, além dos coreanos e iemenitas agora vêm pretos para ajudar a segurar as pontas. Mas a economia está de rastos e os mortos contam-se aos milhares. Um dia destes o Putin foge da Rússia para não prestar contas do buraco em que meteu o seu país!

E a França? Oh lá lá, a França não vai nada bem, talvez o governo caia hoje mesmo!

E que dizer da Alemanha? Já foi a grande locomotiva da Europa! E agora, ainda é ou talvez não, depende!

Entretanto, na União Europeia, crescem os governantes pró-Putin!

E o Trump? Ele está quase a tomar conta do leme. Será que nos vai desviar dos obstáculos ou chocar de frente com eles para os estraçalhar todos e passar por cima?

E o Biden que foi a Luanda tentar convencer aqueles cromos comunistas que já vai sendo tempo de acabar com o namoro com russos e cubanos que tão mal lhe fez. O corredor do Lobito prolongado até Wasshington? Pode ser, mas os outros vão contra-atacar!

E a Índia parece uma hiena, à espreita para ficar com os restos mortais de quem ficar por terra! 

sexta-feira, 1 de novembro de 2024

Tempo perdido!

 


Ontem, perdi algum tempo a ouvir os nossos políticos "botando palavra" no Parlamento. Uma coisa que devia ser séria e honesta transformada num acto teatral, parte da tragicomédia que é a nossa vida de cidadãos deste país. País que foi conquistado a Leoneses e depois a mouros a golpes de espada pelo nosso primeiro rei, D. Afonsp I de Portugal. E que alguns séculos depois foi esticado a todos os continentes por navegadores, como Vasco da Gama, Álvares Cabral, Cristóvão Colombo, Fernão de Magalhães e sem esquecer o Zarco que descobriu a Madeira e Porto Santo e que era descendente de outro que foi o primeiro - dizem as más línguas - a chegar à América, quase 100 anos antes do Colombo.

Quando falam dos pobrezinhos e dos reformados, a quem eles querem dar tudo - pelo menos prometer - não se lembram quão caros eles ficam ao erário público. O salário que recebem, mais os subsídios para isto e mais aquilo, somam três vezes o salário médio de qualquer cidadão honesto e trabalhador deste país. Digo honesto e trabalhador, porque há quem ganhe muito mais, mas cujos meios são discutíveis. Gostaria de ver um deles levantar-se e fazer uma proposta ao Parlamento para reduzir em 30% os seus ganhos de modo a permitir um aumentozinho maior aos desgraçados que não ganham o suficiente para:

Pagar a renda de casa
Pagar a água luz e gás
Pagar a conta da farmácia
E contar o que lhe sobrou para comer alguma coisinha

Escrevi isto assim mesmo para ficar em destaque e dar a perceber, a quem o ler, quais são as prioridades do povo sofredor a quem apetecia chegar o fogo a tudo, como foi feito na Amadora, pelos moradores que se sentem marginalizados e por mais que falem ninguém os ouve.

Aquela mocidade que da faculdade passou para o Parlamento e nunca fez nada de útil nesta vida, quer regular a vida dos portugueses, mas tudo o que fazem é defender o partido que lhe garantiu um lugar na lista dos ilegíveis e participar no "bota-abaixo" do partido oponente. Para eles o que conta é manter-se ali e, se possível, garantir já um lugar para o próximo acto eleitoral. É preciso não esquecer que 12 anos de serviço público dão direito à reforma.

Uma reforma que lhes dará direito a não sei quantas vezes aquilo que recebem os "pobres" da Segurança Social com 40, ou mais, anos de descontos.

Ai, o que isto me enerva !!! 

quarta-feira, 13 de março de 2024

O problema do nosso PS!


 Os portugueses que votam no PS dividem-se em 3 grupos. Um terço está quase a cair para o lado dos comunistas (PCP+BE+Livre+Verdes), outro terço está mais próximo da social-democracia (PSD e mais alguns que andam escondidos no CDS e IL) e os restante terço representa aqueles que são socialistas de verdade e nunca cairão para a esquerda ou direita.

Neste cenário, pode acontecer que o PS perca mais deputados em futuras eleições. Quando o terço das esquerdas decidir que é melhor assumir o seu esquerdismo e votar CDU, assim como o terço da direita achar que é tempo de assumir que tem pouco de socialista e votar na AD, chegaremos a uma situação parecida com a que se vive no Reino Unido ou nos States, onde de um lado está a força do capital e dos seu privilégios e do outro a força do trabalho que cria toda a riqueza do país.

 Riqueza essa que não é distribuída irmãmente e alimenta o conflito entre as partes. Na velha Rússia do Czarismo nasceu o comunismo que tinha por objectivo acabar com essa situação, mas fracassou, redondamente. O Homem é fraco e quando tem nas suas mãos o poder do dinheiro cede á tentação de ser milionário, em vez de defender o ideal que o levou até ali. Assim aconteceu na Rússia e levou o Comunismo, como ciência política, à falência total. Hoje, só países fracassados, como a Venezuela ou Cuba, ou então os vendidos à Rússia, como as ex-colónias portuguesas, tentam ainda manter viva essa ideia de sociedade.

Pôr toda a riqueza nas mãos do Estado e esperar que esse Estado, ou quem o lidera, a distribua com equidade por todos os cidadãos, de modo a garantir que todos terão um mínimo necessário à sua sobrevivência, não funciona na Rússia nem em lado nenhum da Terra. Ou seja, o Comunismo de Marx e Lenine era uma utopia impraticável. É assim tão difícil reconhecer isso?

E assim chegámos a este mundo moderno dividido em duas classes a que trabalha e a que vive à custa de quem trabalha. O melhor exemplo disso está no Reino Unido com o "Labour" de um lado e os que formam uma espécie de partido da nobreza, os "Tories", do outro. Tal como em Portugal, também lá existe muita gente que vota num lado e pertence ao outro, por isso não se pense que isso é um mal nacional dos portugueses.

O grupo da Mortágua, Raimundo e Rui Tavares a lutar por mais privilégios para quem trabalha e o grupo das direitas a lutar por cada vez mais lucros e pagar menos pela força do trabalho. As maiores empresas e os bancos mais ricos são a dor de cabeça dos trabalhadores e a vaca leiteira dos governantes. E creio que assim se manterá por todos os séculos dos séculos. Só é preciso encontrar o meio mais correto para progredir por um caminho que nos mantenha vivos.

Como na guerra, em que a infantaria avança por entre morteiradas e grandes cargas de artilharia, assim terão os trabalhadores da indústria, do comércio e dos serviços, seguir em frente criando cada vez mais riqueza, pois de outro modo o mundo ruirá e não sobrará ninguém vivo para cantar vitória!

quarta-feira, 17 de janeiro de 2024

O «Cromo mais valioso»!

Eu sou daquele tempo em que se coleccionavam cromos. Ora de animais, ora de bandeiras, ora de futebolistas ou ciclistas, havia cromos para todos os gostos. Lembro-me duma colecção, em particular, quando eu ainda nem tinha ido para a Marinha, que era de «bichos» e os dois bichos mais difíceis de arranjar eram o cabrito e o bacalhau. As figurinhas eram os papeis que embrulhavam rebuçados de tostão, um escudo dava 10 papelinhos desses que a gente desenrolava com pressa de "ver" a nossa sorte e sem passar cartão aos rebuçados.


Passaram quase 70 anos e o cromo mais valioso, neste ano de 2024, é o André Ventura. É ele que vai determinar a sorte do PS e do PSD e vai depender dele termos ou não um governo capaz, no dia 11 de Março, próximo. Nunca em tempo algum se viveu uma situação semelhante, desde que os portugueses escolheram ser uma república. No tempo dos reis, rezava-se para a rainha dar à luz um menino são e escorreito para nos governar na geração seguinte. Nem sempre acontecia, mas lá se iam arranjando soluções, com maior ou menor habilidade, para ultrapassar o obstáculo. Por vezes, nem sequer o rei era o pai, mas era filho da rainha e isso bastava.

Para o André Ventura se fazer político ninguém rezou, mas ele apareceu e derrubou todos os obstáculos que lhe foram pondo no caminho. O partido começou por se chamar "Basta", mas os cromos do Supremo não gostaram e acabaram por aceitar a segunda versão "Chega". Basta de corrupção era o grito de revolta de Ventura, com a palavra chega em vez de basta não muda nada, mas a vontade dos artistas que alguém nomeou para o Supremo tinha que ser satisfeita e assim nasceu o partido em muitos luso-descontentes vão votar no dia 10 de Março. Não porque seja um partido melhor que os outros, mas porque estão fartos dos outros.

E eu sou homem para fazer o mesmo, será o meu voto de protesto contra os socialistas que prometeram, no 25 de Abril, tomar o poder para mudar Portugal e fizeram-no, mudaram tudo para pior do que já era. Talvez não adiante nada, mas se houver uns milhares de descontentes a pensar como eu, é possível que mandemos o PS para a prateleira por uns anos. E que fique por lá muitos anos, até ganhar teias de aranha e se escrever a história dos seus desmandos.

E mais não digo! Que cada um ponha a mão na sua consciência e vote naquele que acredita ser o melhor para endireitar o país que não consegue sair do mau caminho. Tantos que já tentaram e todos falharam! É caso para dizer "basta", ou "chega" que vai dar ao mesmo!

segunda-feira, 11 de dezembro de 2023

Os professores e o Ensino!

Foi publicada a edição 2023 do relatório PISA, que Identifica as tendências de evolução, analisa e compara o desempenho dos alunos dos países da OCDE participantes, em matemática, leitura e ciências, analisando também alguns fatores relacionados com o bem-estar. Esta edição revela que os alunos portugueses baixaram o seu desempenho em matemática e leitura, face a 2018. Nas ciências, a quebra foi menos acentuada.
(N.B. - Sempre que o texto está em itálico significa que não são palavras minhas)


A pandemia da Covid 19 não pode justificar tudo. Há coisas que se passam na cabeça dos nossos governantes que podem explicar uma parte do problema. Um desses governantes, o da Educação, pensa pela sua cabeça, ou pela de quem manda nele, assim tipo "his marter voice"? Ele anda agarrado a uma bengala que eu ainda não consegui descobrir para que lhe serve. Será que para nós, pobre povo, sintamos pena dele e lhe perdoemos todas as atitudes, quer nos ajudem ou nos prejudiquem?

Em Portugal, vive-se agora a fase de dizermos adeus ao Costa e ansiar para que alguém melhor que ele lhe suceda. Durante o seu longo mandato, coisas muito graves se passaram neste país e não estou a falar na pandemia que dessa ele não teve culpa nenhuma e até lidou com ela menos mal. A Economia não evoluiu nem um pouco, se já éramos um país de baixos salários, a coisa piorou com a chegada de emigrantes do terceiro mundo que ainda trabalham mais barato que nós. A Ciência e a Educação, pelo que se lê no relatório do «Pisa 2023» viveram em permanente descida pela ladeira que nos conduziu a um verdadeiro buraco negro. A Saúde e a Justiça não tiveram melhor sorte, se uma não nos cura a outra nos envergonha.

Mas, hoje, a minha escolha recai sobre a Educação e o seu ministro que, para mal dos nossos pecados, também se chama Costa. Há dias, em frente das câmaras de TV, declarou, para quem o quis ouvir, que é a favor da regularização dos salários e carreiras dos professores, tendo sido sempre contra, enquanto governante.

Um jornalista mais atento disparou logo a pergunta que se impunha.
Como assim? O senhor foi sempre contra e obrigou os nossos professores a viver em greve permanente, desde o início do seu mandato! Como explica isso?
Bem, isso é uma história com outros contornos, eu agora não falo como ministro, mas como apoiante do Pedro Nuno Santos que é candidato à liderança do PS e provável Primeiro Ministro do próximo governo. Se ele, na sua campanha promete que vai regularizar a situação dos professores, como poderia eu dizer outra coisa. O que ele decidir está bem para mim e defendê-lo-ei sempre.

Ora bem, estamos conversados, o nosso homem, em quem recai a responsabilidade de melhorar o luso mundo da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior dá um exemplo de fidelidade canina e mais nada. Dá-me o tacho que eu defendo, com unhas e dentes, tudo aquilo que tu disseres e quiseres e não se fala mais nisso.

Sobre os professores recai, agora, a culpa de termos batido no fundo. Depois de 2 anos de pandemia, com aulas em modo remoto, ou modo nenhum, outros dois de greves, escolas sem professores e sem soluções para meter na cabeça dos estudantes fosse que matéria fosse. E agora, afirma-se que eles não são capazes de aprender Matemática, ou pior ainda, que nem os professores sabem o suficiente dessa matéria para ensinar os alunos.

Só me resta arregalar os olhos de espanto e concluir que o Costa, o PM, deve ser muito parvo para ter escolhido este Costa, ministro duma matéria que também ele não domina. Com gente assim como poderemos inverter a marcha descendente que já dura, há anos? Ah, ia-me esquecendo de mencionar que o verdadeiro culpado é a Troika e o Sócrates que provocou a sua vinda. Que conveniente !!!

quarta-feira, 22 de março de 2023

Partir a loiça toda!

 


Já estamos habituados às broncas entre Presidente da República e o governo. Quem não se lembra da guerra aberta entre o Mário Soares e Cavaco Silva?

Mas do presidente Marcelo ninguém estaria à espera que, de um momento para o outro, tirasse o tapete ao Costa e o deixasse como um tolo em cima do muro. Durante toda a legislatura anterior e no primeiro ano da presente, foi tudo sorrisos e abraços, mas o ano de 2023 e fim do mandato que se aproxima fizeram o Professor Marcelo ouvir a voz do Povo que reclama alterações urgentes e significativas na forma de governar. Nós, comentadores de pacotilha que não retiramos nem acrescentamos nada a esta discussão, achamos que o PR tem razão e chegou a hora de apontar o caminho ao nosso PM. Ou ele arrepia caminho ou terá que ir procurar outro emprego, em breve.

E, se calhar, é isso que ele mais quer, arranjar uma desculpa para dar o salto para Bruxelas, não esqueçamos que 2024 é o ano da troca de tachos e tachistas, por esses lados. Todos os políticos europeus, venham eles dos países mais pobres ou mesmo dos mais ricos, ambicionam um cargo, em Bruxelas, antes da reforma cujo valor andará a rondar os 20 mil euros para lhes garantir uma velhice sossegada e um pecúlio que seja suficiente para dar boas prendas aos filhos e netos. Não que hoje sem a ajuda dos pais os filhos não vão a lado nenhum.

Nem sei (nem quero saber) se o Costa tem descendência que precise do seu apoio, ou já estão entachados em qualquer lado com a ajuda do PS, mas sempre dá mais jeito ter uma reforma de 20 que ficar com uma de 10 se se mantiver por aqui, no país dos pelintras.

Agora, o que eu sei é que o Marcelo, antigo líder do PSD, e o Costa, actual manda-chuva da tropa do Largo do Rato, não perfilham o mesmo pensamento político. E esta lei do arrendamento coercivo - medida que cheira a Marxismo-Leninisno a léguas de distância, foi a gota de água para o que manda mais dizer BASTA, ou entras nos eixos ou vais para a rua.

Mas há muitas mais queixas, além desta, os impostos não param de aumentar e o Povo cada vez mais entalado com os serviços públicos a rebentarem pelas costuras e não responderem às necessidades da população. A Economia nunca mais arranca, criando riqueza para melhorar a vida das pessoas e permitir abrandar os impostos. A Saúde é o desastre que todos conhecemos, o Ensino é só para ricos que os pobres nem os livros conseguem pagar. A Habitação regressou tempo das barracas, em volta de Lisboa. Com os alugueres a ultrapassar o ordenado médio mensal dos trabalhadores e os bancos a chularem os clientes aumentando as taxas de juro a seu bel-prazer, não poderíamos pior que isto. E se o PR o não visse seria por estar feito com o governo e deixar o Povo abandonado à sua sorte.

Se houvesse uma Direita que desse confiança e mostrasse capacidade para ir a eleições e ganhá-las, o Costa estaria condenado a fazer a mala, muito em breve. Assim, o Marcelo está como aquele condenado que estava a ser cozinhado para os canibais comerem, ou deixava-se cozer vivo ou saltava para a fogueira e morria assado. Mas eu confio que ele saberá escolher o caminho, pois deixar a situação deteriorar-se ainda mais aprofundará o buraco em que estamos metidos.

quinta-feira, 17 de novembro de 2022

Zangam-se as comadres ...!

Desde o dia em que foi pré-publicado o capítulo sobre o caso das pressões de António Costa, sucederam-se reações, quase todas contra o antigo governador, desde logo do primeiro-ministro e do PS. Várias personalidades surgiram na defesa de António Costa, nomeadamente Centeno e até António Lobo Xavier, advogado e administrador não executivo do BPI, mas há também críticas, como do lado de Luís Marques Mendes, que apresentou o livro e sugeriu que o Ministério Público deveria investigar a resolução do Banif.


As opiniões do (Ganda Noia) Marques Mendes causam-me erisipela! Basta ouvi-lo e logo se me eriça a pele e se põem os cabelos em pé. Lembro-me dele ser o rapaz do Cavaco (moço de recados para qualquer serviço) e que, à conta disso, ganhou o direito à subvenção vitalícia, antes dos 50 anos e se retirou da política, juntando-se à corja de ladrões (entende-se, advogados) da sua firma de advocacia.
A História dos bancos portugueses, BES, Banif, BPP; BPN - desculpem se esqueci algum - está ligada ao Socialismo, como unha com a carne. Milhares de milhões a voar, ninguém sabe para onde, o contribuinte a pagar a factura de tantos desmandos e culpados ... nem vê-los!
O Ganda Noia talvez esteja ressabiado por não ter deitado a boca a qualquer dos processos que ainda correm nos tribunais. Os casos do BPN e BES, pelo menos esses dois, deram muito dinheirinho a ganhar aos advogados mais caros da nação. Todos aprenderam a lição com o processo da Casa Pia e daí em diante foi um fartar vilanagem!
Na altura falou-se que o cargo de Governador do Banco de Portugal deveria ser de mandato único e nunca ser preciso discutir a sua substituição, como aconteceu neste caso. O Costa já tinha prometido o lugar ao Centeno e se a lei lhe permite isso, o outro Costa não tem razão de vir agora «botar a boca no trombone», fez a comissão dele e só lhe restaria dizer, "obrigado e atá à próxima". Conclusão, não soube agradecer a quem lhe deu a mão e fica para a posteridade marcado como "pobre e mal agradecido".
Não posso esquecer a história de outro socialista que, com a ajuda e influência de Mário Soares, se enfiou no Banco de Portugal e lá permaneceu durante 10 anos, com grandes culpas em muitos casos de corrupção e desmando que foram acontecendo. Ele teria uma pensão de reforma bem alta, mas ainda arranjou maneira de ingressar no BCE, de modo a triplicar o valor dessa pensão a que terá direito, até ao dia em que o Criador o chame à sua presença para prestar contas pelo que fez e pelo que deixou de fazer. Grande economista Vitor Constâncio, quem mais poderia ser?
Arrota pelintra!!!

domingo, 5 de junho de 2022

As mazinhas e as boazonas!

 


Estou a falar de notícias e não da outra coisa que a imagem pode sugerir. Uma boazona era mesmo o que eu precisava para me animar na velhice, mas tudo a que tenho direito são as más notícias que me caem em cima todos os dias. Ontem era a inflação, os juros bancários que sobem, mas só os das operações activas (que os outros, está quieto oh mau, não saem do zero) e hoje é o aumento dos combustíveis que amanhã vai levar um tombo daqueles!

O António Costa está a sair-me melhor que a encomenda (ainda bem que não votei nele, senão doer-me-ia a consciência), na semana passada foi para a feira de Hannover armar em forte e convidar os empresários alemães a investir em Portugal, pois não há salários tão baixos em nenhum outro país da UE e nesta semana pôs-se em frente das câmaras de TV arengando que quer os salários a subir (pelo menos) 20%. Os esquerdalhas, como o Jerónimo, a Camarinha ou a Catarina dos olhos redondinhos devem ter delirado com essa notícia, mas (há sempre um mas a estragar tudo nesta vida) quem decide não é ele nem os seus ministros xuxalistas que chafurdam na mesma pocilga da política portuguesa, mas sim os empresários que se regem por outros interesses. O que quer dizer que aquilo que o Costa falou, alto e bom som, em frente das câmaras de TV só serviu para ganhar mais votos nas próximas eleições e os salários dos trabalhadores portugueses vão ficar na mesma. Ou seja, com a inflação que em Maio já chegou a 8%, vão ficar cada vez mais encolhidos. Os salários não se medem em euros, mas sim naquilo que com eles se pode comprar.

Quando vamos às compras gastamos cada vez mais euros e trazemos menos mercadoria para casa. Há coisas que já subiram 50%, embora as pessoas nem dêem por isso por serem coisas de pouca monta. Mas pegando no pão ou no arroz já se nota a diferença. De 0.95 para 1.15 subiu o arroz que costumo comprar. E o leite que comprava abaixo de 0.50 passou para 0.65€. Sabem que percentagem de aumento isso representa?

Dos combustíveis nem vale a pena falar, a guerra da Ucrânia e as sanções à Rússia justificam tudo. Na minha fraca apreciação a situação que a Rússia atravessa deveria fazer baixar o preço do petróleo e não o contrário. Mas quem sou eu que não percebo nada de política e ainda menos de economia! Há uns quantos galifões que estão a encher o saco à conta da guerra, seja a vender armar ou aproveitar os preços altos que lhe aumentam os proventos.

Seria aqui que o nosso governo devia centrar a sua actuação, caçar os mamões que se aproveitam da situação para lucrar o dobro - veja-se o exemplo da GALP que nunca teve lucros tão altos como neste primeiro trimestre de 2022 - e proteger o povo dos especuladores que aproveitam todas as oportunidades para nos irem ao bolso. Mas o que faz o Costa? Ri-se cada vez que aparece em frente das câmaras de TV para enganar o POVO.

Acorda ZÉ POVINHO que estás a ser enganado !!!

segunda-feira, 3 de maio de 2021

Census 2021!

 


Para quem quiser apresentá-lo pela internet termina hoje o prazo. Eu já preenchi o meu faz tempo. E não posso deixar de ser crítico quanto ao produto apresentado ao Povo pelos sabichões que comandam este país. Há perguntas que deveriam ser feitas, para tentar perceber como vivemos, e outras que foram feitas e não o deveriam ter sido.

Um dos piores exemplos é, depois de ter respondido que sou reformado e tenho quase 80 anos, perguntar se andei à procura de emprego, ou se estudei e outras coisas parecidas. As perguntas deveriam ser feitas em pacote por grupo e para os reformados as perguntas deveriam ter como objectivo descobrir como vivem e o que lhes faz falta. O seu rendimento é suficiente? Que percentagem é gasta para pagar renda de casa (quando se aplique) e na farmácia (o que é inevitável)? Agora perguntar se foi procurar emprego, trabalhar ou estudar parece-me uma estupidez de todo o tamanho.

Quantos somos, como somos e como vivemos, ou em que tipo de casa - desde uma barraca nos arredores da capital, passando pelos apartamentos em prédios que parecem pombais e acabando nas moradias de luxo, na Quinta da Marinha, em Cascais, ou na Quinta da Coelha, onde foi descansar os dias que lhe restam o nosso Ex-Presidente da República A. Cavaco Silva - vivemos. Se tem luz e água canalizada, primeiro sinal de civilização, se tem uma casa de banho de 2 metros quadrados ou um verdadeiro SPA com jacuzi e tudo, sem esquecer o aquecimento, o ar condicionado, tudo coisas a que a maioria dos portugueses está "muito" pouco habituada.

E porque não continuar fazendo perguntas sobre o local onde residimos. É na cidade, na vila ou na aldeia? As ruas estão devidamente pavimentadas e tem passeios por onde os peões podem circular em segurança? E quanto à autarquia, sente-se bem representado e os seus interesses protegidos pelas pessoas que estão à frente da sua autarquia? A que distância fica o Hospital ou Centro de Saúde a que recorre quando precisa? Há um parque ou jardim nas proximidades da sua casa, onde possa ir esticar as pernas? E a poluição, o saneamento, a recolha do lixo, o ruído estão em níveis considerados aceitáveis?

Estas e outras perguntas, que é provável me escapem, assim de repente, seria aquilo a que eu gostaria de responder. E deveria ainda haver um espaço final, de texto livre, onde se poderia expressar uma opinião ou dar uma sugestão. Isso é que seria um «CENSUS à séria», como agora se diz, assassinando a Língua Portuguesa, a qual também poderia estar incluída no questionário, tipo, sabe ler e escrever? Bem, mal ou assim assim? Adoptou e usa o Acordo Ortográfico ou é ferrenho inimigo do mesmo?

Não querendo pôr mais na carta, por aqui me fico. Cada um de vós que pense e diga o que lhe aprouver, pois aqui todas as opiniões são aceites e sem reclamação.

Bom dia! E saiam de casa para gozar o sol da Primavera e ver as flores que despontam por todo o lado! 

sexta-feira, 30 de abril de 2021

A corrupção e os seus agentes!

 Ser juiz em causa própria é coisa que é proibida por lei. Então como é possível propor, aprovar e publicar uma lei que prevê perseguir e punir quem está a fazê-la? Como é isso que o nosso governo e também o parlamento estão a fazer, tudo leva a crer que vai resultar em nada, como tem acontecido até hoje com todas as tentativas levadas a cabo.

O Marcelo, o Costa e o Ferro Rodrigues são os culpados desta situação e deviam ser encostados à parede para não fugirem com o cu à seringa. Já estão a falar de 15 anos como máximo de prazo para os crimes prescreverem e esse é o primeiro erro. Crimes de corrupção que lesem o Estado não deveriam ter prazo de prescrição. Criminoso desse tipo só a morte o poderia livrar. E se houver fortunas envolvidas (obtidas por processos fraudulentos) a responsabilidade deve passar para os herdeiros, até o Estado ser ressarcido dos prejuízos causados.

A coisa começa mal e tenho quase a certeza que vai acabar pior. A Ministra da Justiça já veio falar em perdão e acordo com os criminosos e isso não augura nada de bom. Ainda não cometeram o crime e já estão a preparar a sua defesa. E se houver muitos juízes como o Ivo Rosa, no fim ainda levam um louvor, em vez de irem para a pildra.

Abaixo podem ver dois gráficos resultantes de uma sondagem feita a propósito deste assunto. Aí está expressa a opinião dos portugueses (em que eu me incluo).

83% dos portugueses acham que os políticos
não são fiscalizados como deveriam ser.

62% dos portugueses acham que não há capacidade
para levar a cabo essa fiscalização.

E pronto, está tudo dito. Estamos mal e assim continuaremos, pois não há ninguém isento para fazer uma lei que preste, nem para fiscalizar o seu cumprimento, ou prender e punir os culpados.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

Maldita prescrição!


Também chamam "prescrição" à receita que qualquer médico passa a um doente para ir à farmácia comprar medicamentos. Mas não é dessa que vos quero falar, hoje. Vou falar daquela prescrição que evitou que o Vale e Azevedo pagasse o que roubou ao Benfica. E da mesma que está quase a evitar que sejam levados a julgamento os responsáveis pelos milhões desaparecidos da CGD.
A nossa Justiça continua a ser tão rigorosa com os pequenos delinquentes e tão relapsa com os que têm a pouca vergonha de meter a mão na massa que é de todos nós. Tanto nos dói pagar os impostos que pagamos, para depois ver o produto dessa colecta desaparecer desta maneira. Penso que há certos crimes para os quais não deveria haver prescrição e este seria o primeiro de todos eles. Quem mete a mão da coisa pública só deveria ficar livre de culpa depois de reposta a verba em falta e cumprida a pena pelo crime de abuso.
Mas, como em todos os casos que venho aqui comentando, a culpa acaba na Assembleia da República, lugar onde são feitas as leis que regem este país. E se os parlamentares que elegemos para as fazer e aprovar acham que a prescrição está muito bem assim, então assim ficará para sempre, por mais que o povo esperneie e grite.
O Facebook já anda cheio das caras de governantes e administradores do banco público, sobre quem recaem as culpas do acontecido. Mas acham que alguém se preocupa com isso? Que alguém tem vergonha na cara para se reconhecer culpado? Não, claro que não, eles até se atribuíram altos salários (até me dói dar-lhe este nome) e prémios de alto desempenho em anos de "alto" prejuízo.
E agora, na base da lei que prevê, para breve, a prescrição dos crimes que cometeram, vão ficar a rir-se e a gozar os milhões que juntaram ao serviço da Pátria.
Oh, Pátria desgraçada que tais filhos pariste!

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Sempre a descer!

Nem de propósito, hoje, é o Dia Internacional do Professor. Assim dá para eu comemorar alguma coisa, sem ser o malfadado 5 de Outubro que é o símbolo mais que provado e comprovado da desgraça nacional. Abandonar a Monarquia para cair na República foi a pior partida que a História nos pregou.

Professor sofre!

Dando uma de professor de História, dizem que vivemos, hoje, na Terceira República, considerando que a primeira terminou com as maluqueiras do Sidónio Pais, em 1926, e a segunda com a coragem dos Capitães de Abril, em 1974, acabando com o antigo regime de Salazar.
Não concordo com essa divisão dos tempos da nossa república que completa, hoje, 108 anos. Para mim, a primeira república foi a da «Rebaldaria Política», de 1910 a 1926, período em que todos os políticos tentaram sentar o cu na cadeira do poder e fazer melhor que o seu antecessor, sem nunca o conseguirem. A segunda foi a da «Rebaldaria Financeira», de 1926 a 1932, período em que os mal sucedidos políticos da primeira puseram o país na ruína. A terceira começou com o Salazar a tomar conta das rédeas das Finanças e terminou com o início da Guerra do Ultramar, em 1961. A quarta foi daí até á Revolução dos Cravos e foi uma espécie de mistura da I com a II Repúblicas, ou seja, uma rebaldaria político/financeira. Tudo mandava minha gente e gastou-se o que tínhamos amealhado com a sovinice do Salazar e o que ainda não tínhamos ganho.
Em 1974, estava o Império Português reduzido a meia dúzia de ilhas, para além do rectângulo continental e numa situação financeira que deixava muito a desejar. E aí começou a última república, a quinta, a dos resgates financeiros, aquela em que vamos, alegremente, a caminho do abismo. É que ninguém tem dúvidas que, desde 1910, nesse malfadado 5 de Outubro em que correram com o rei D. Manuel, até ao presente instante em que vos escrevo estas poucas letras, foi sempre a descer pela ladeira abaixo. Cada dia que passa estamos pior, com menos esperança de evitar o desastre, com a dívida, pública e privada, muito para lá do aceitável, com a educação e saúde a desagradar a todos, as cidades infestadas de automóveis, os transportes públicos a não responder às necessidades da população e por aí fora.
Nos impostos já se questiona quem paga o quê para quem. Os pacóvios do interior desertificado acham que não devem pagar pelos luxos dos meninos bonitos do litoral e estes usam os recursos do país inteiro para conseguir uma formação superior, mas depois recusam-se a ir prestar os serviços de cidadania e puxar pelo desenvolvimento desse interior abandonado. Desse interior que perdeu tudo, a começar pelos transportes públicos, passando pelos Correios, Tribunais, Hospitais e acabando nos Bancos e outros serviços públicos que já não se justifica existirem para tão parca população. Escolas já só de 30 em 30 quilómetros e fala-se que os juízes vão trabalhar à moda dos caixeiros viajantes, andando de terra em terra aplicando a Justiça que serve de pouco a quem mais nada tem.
Pois muito bem, acho que está na hora de terminar esta e passar para a próxima. Mas mais república não, por favor! Já estou farto dela até à pontinha dos poucos cabelos que ainda me restam!

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

As más-línguas falam!


E a gente não pode evitar de tirar as conclusões que servem a cada um conforme os seus interesses no assunto em causa. Puseram um computador a escolher o juíz que vai abrir a instrução do processo do Sócrates e outros escroques que o ajudaram a roubar os milhões de que muito se tem falado. E até o computador se engasgou e só à quarta tentativa atribuiu o processo ao Ivo Rosa. Mera avaria informática, ou terá outra explicação?
O advogado de defesa do Zé saltou de contente e disse:
- Até que enfim temos um juíz ... que nos agrada.
E para nós, os contribuintes que andamos a pagar aos bochechos as dívidas herdadas deste aldrabão - a começar pelas do BPN que não são nada pequenas - isso quer dizer o quê? Pela lógica, se lhes agrada a eles, deve desagradar a nós que estamos do outro lado da barricada. Ou estou a ver mal o problema?
Pelo que ouvi, durante o fim de semana, fiquei convencido que o juiz madeirense vai fazer a vida negra ao Ministério Público e só concordará em levar o caso a tribunal se não tiver outra alternativa. Não sei bem porquê, mas esperaria que a coisa se pusesse exactamente nos moldes opostos. Ou o "melro" canta umas explicações muito bem engendradas para nos convencer que a vida de lorde que levava em Paris era uma coisa normal e paga com dinheiro do seu bolso, ou vai vai para o Linhó, Carregueira, ou Vale de Judeus pagar com língua de palmo por aquilo que fez.
Mas talvez eu tenha percebido tudo ao contrário. Quem sabe o Ivo Rosa vai ser o justiceiro que nos faltava para meter Portugal na ordem.

quarta-feira, 22 de agosto de 2018

Exagero, abuso ou desonestidade?

Nunca questionei a política salarial da empresa em que trabalhava quando me reformei. Sabia que alguns directores - vulgo, cães grandes - ganhavam muito mais do que oficialmente se sabia, mas nunca me deu isso grande preocupação. Aliás, falando em preocupações eu sei bem quem sofria com elas, pois tive a minha quota parte.
No ano em que me reformei, há cerca de 15 anos, o salário médio dos trabalhadores andava pelos 600€ e o meu era cerca de 10 vezes superior. Mas também a responsabilidade, as dores de cabeça e o stress aumentavam na mesma proporção. Por vezes, quando pensava nisso, doía-me um pouco a consciência, por saber que tanta gente tinha que dar ao pedal (literalmente, nas máquinas de costura) para pagar o meu salário.


Hoje, li na comunicação social que há em Portugal salários de gestores que atingem a cifra pornográfica de 160 vezes o salário mais baixo pago aos trabalhadores da mesma empresa. Partindo do princípio que o salário mais baixo é o SMN (salário mínimo nacional), esses gestores estão a levar para casa 160 salários mínimos, ao fim do mês. Qualquer coisa como 80 mil euros por mês ou 1 milhão e picos por ano.
Pensei que só no Brasil havia disso, mas depois de o BES dar o estouro e de saber das manigâncias levadas a cabo pelo Ricardo Salgado - estou a falar nos milhões que distribuía a torto e a direito, como quem atira milho aos pombos - já nada me admira. O caso bem conhecido do Mexia que, além do salário bem gordo que lhe pagavam todos os meses, ainda recebia milhões, no fim do ano, a título de prémio de desempenho. O bom desempenho dele era roubar os clientes da EDP para aumentar os lucros da empresa para onde "emigrou" depois de ter sido ministro.
Quando me lembro disto é que sinto, de facto, remorsos pelo mal-estar (remorso) que me invadia, sempre que me lembrava do salário das costureiras que, por mais que tivessem pedalado, nunca teriam evitado que a sua e minha empresa fosse à falência.
Ah, mundo cruel!

sábado, 24 de fevereiro de 2018

Velho e cansado !


Olho para ele e só vejo rugas, esgares de raiva ou preocupação, nunca um sorriso de satisfação ou um sinal de felicidade na sua cara. Mais dia, menos dia, terá que ceder o seu lugar a outro (já o devia ter feito) e fazer o balanço de toda uma vida dedicada ao comunismo, doutrina que todos sabemos utópica. Quantas alegrias, quantos momentos felizes terá vivido nos quase 71 anos de vida que completará no próximo mês de Abril? Pelo que conheço do seu percurso político, muito poucos.
Hoje é sábado. Ninguém pensa em trabalho, os jornalistas estão ainda a dormir o sono dos justos, não há notícias frescas que possam despertar a nossa curiosidade e é, portanto, um tempo apropriado para fazer análises e estudos que em tempos mais ocupados são impossíveis.
Eu entendo o instinto do touro que, na arena, insiste em marrar no pano vermelho empunhado pelo toureiro. Ele repete o mesmo gesto até à exaustão, até cair para o lado, ou até que o matem. Mas não entendo a atitude de um homem que marra sempre no mesmo assunto, sem conseguir qualquer resultado, insiste e volta a insistir quantas vezes forem precisas. Assim como não entendo a atitude de um homem que é repudiado pela sua mulher e, em vez de se sentir ofendido no seu amor próprio e afastar-se, parte sempre para o ataque tentando conquistá-la de novo. E por vezes, leva isso ás últimas consequências matando-a e suicidando-se depois.
Num país como o nosso, onde já foi provado por mais que uma vez que o comunismo não interessa, porquê escolher esse caminho para lutar pela democracia? Sentir a derrota em cada projecto em que mete a cabeça deve doer muito. Pelo menos, eu penso assim. E aquela rugas que se vêem na cara do velho Jerónimo levam-me a concluir que poucas alegrias deve ter sentido, desde que veio ao mundo. Tinha 27 anos quando aconteceu o 25 de Abril, deve, por conseguinte, ter passado a juventude na clandestinidade, temendo ser preso e torturado pela PIDE a qualquer momento. E aquilo que viveu depois da revolução dos cravos já todos conhecemos, basta ouvi-lo no Parlamento. Uma luta diária contra moinhos de vento sem nunca conseguir destruí-los. Derrota em cima de derrota, um dia a seguir ao outro e sempre com o mesmo resultado.
Será que não pensa que já chega? Que precisa de algum tempo para si e para a família, para gozar um pouco a vida, sem a preocupação de recitar a velha cassete a que já ninguém liga a ponta de um corno. Tempo para ser feliz, ver o sol nascer, juntar-se às outras pessoas que se riem e desfrutam a vida.
Oh, Jerónimo! Acorda!

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Pelo caminho errado!

A China levou séculos a poupar dinheiro e, segundo se lê por aí, tem a maior reserva monetária do mundo. A dívida dos EUA que soma triliões de dólares pertence maioritariamente à China. Chinês tem sido, até há bem pouco tempo, uma espécie de formiguinha dedicada a trabalhar e amealhar tudo aquilo que ganha. Despesas apenas com a alimentação e muito bem controladas.
Mas nota-se que as coisas têm vindo a mudar nos últimos tempos. A competição pelo poder mundial, a par dos EUA, da Rússia e do Japão, leva-os a investir cada vez mais em armas e outros meios de guerra, investigação espacial, satélites, etc.. Gastar mais e trabalhar menos não é a solução certa para ter uma vida desafogada. Para satisfazer a minha curiosidade, eu gostaria de poder dar uma espreitadela nas suas contas públicas dos últimos dez anos. Tenho quase a certeza de qual seria o resultado.


Aqui está o primeiro porta-aviões chinês que deve ter custado umas valentes coroas e mais ainda vai custar a sua manutenção, além dos salários de uns milhares de tripulantes e dos aviões caças-bombardeiros que vai carregar nos seus porões. Já imagino muitos chinesinhos a trabalhar para pagar mais impostos e suportar esta nova despesa.


Conseguem ver a moldura humana que circunda todo o perímetro do navio? Impressionante para a vista, mas um terror para a carteira de quem vai ter que pagar a conta.


Espero que a qualidade dos elásticos seja melhor que a daqueles que vendem nas lojas deste nosso Portugal, pois de contrário haverá muitos pilotos a ver o seu caça mergulhar de focinhos na água, depois de uma aterragem mal sucedida.
Aqui costuma dizer-se:
- Manda quem pode e obedece quem deve!
Então deixem a China mandar enquanto pode. Quando se lhe acabar o dinheiro logo ganha juízo e volta à velha política de comer o cão e guardar o dinheiro.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Deus nos livre!

Acho que não estou enganado se disser que cabem ao Dr. Marcelo Caetano as célebres palavras, «Deus nos livre do socialismo». Sou capaz de perceber o que ele tinha em mente ao fazer tal afirmação. O socialismo é a doutrina que defende a partilha de todas as riquezas de um país por todos os cidadãos, de forma a não haver ricos e pobres. Sendo Portugal um país onde imperava a pobreza, adoptar o socialismo significaria dividir essa pobreza por todos os portugueses, transformando-os a todos em pobres. Coisa, portanto, a evitar, segundo ele.


Pois, cá estamos nós a viver no socialismo, tantos anos depois do Marcelo ter deixado o seu cargo. Não posso afirmar que seja socialismo, mas aqueles que nos governam dizem-se socialistas. Há uma frase que me ficou no ouvido, por causa do mau comportamento de algumas pessoas que pregam a moral, mas não a praticam - «olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço». Quer-me parecer que é essa doença que grassa entre os socialistas que nos governam e isso não me agrada nem um bocadinho.
Vem isto a propósito da teimosia do António Costa em não aceitar que se reduzam os salários dos dirigentes da CGD para níveis mais condizentes com a nossa realidade. Isto só para começar, porque depois vem a velha história de ter garantido aos demissionários que poderiam esconder o seu património à vontade, indo ao exagero de criar legislação para o permitir. Mas há uma velha questão mais grave ainda, o PS sempre se recusou a aprovar legislação sobre o enriquecimento ilícito e para mim tudo isto anda ligado. E eu pergunto, porquê? Que terão a esconder?
Propositadamente, junto uma imagem onde aparece o Dr. Almeida Santos que trouxe de Lourenço Marques a fama de fazer fortuna à custa da desgraça alheia. Grande amigo de tudo que era Frelimo, incluindo o próprio Samora Machel, soube pirar-se a tempo, antes de as coisas se porem pretas. Ele era, por conseguinte, um retornado, mas não deve ter vindo de mãos a abanar. Bem gostaria de ter acesso às "declarações de rendimentos" que ele entregou no Tribunal Constitucional (acreditando que o fez). Dizia-se que tinha em Lourenço Marques um património imobiliário considerável e acredito que o deve ter transformado em patacos, antes de se vir embora, em 1975.
Socialistas sim, mas pobres não. Ora isto não combina!

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Sadomasoquismo!

Bate-me que eu gosto!
Este é o lema dos masoquistas que se sentem tanto mais felizes quanto mais porrada levam. As peripécias em que vários membros do nosso governo se viram envolvidos por causa do caso da nomeação da nova administração da Caixa Geral de Depósitos fez-me abrir os olhos e perceber o que se passa. Eles fazem parte do grupo dos «sadomaso» deste país e põem-se a jeito para a gente lhe arrear forte e feio, pois só assim atingem o clímax.
A prova cabal disso é o terem apresentado a "tão veementemente recusada declaração de rendimentos" depois de terem sido demitidos. Se pensavam em apresentá-la, porque demoraram tanto a fazê-lo? Para serem castigados e disso tirarem o prazer mórbido que é a sua razão de viver, está claro. Eu não encontro outra explicação.
Veja-se o exagero da coisa que até levou o Bloco a aliar-se ao CDS para votar uma lei que garanta que isto não volte a acontecer. Quem se candidatar ao "tacho" tem que avançar logo com a bendita declaração, ou nada feito. Acho muito bem, transparência acima de tudo, e mais porrada no focinho do Costa para o fazer delirar mais um pouco. Eles gozam tanto que até já sinto inveja!


Entretanto e metendo um pouquinho de humor na conversa, vejam quem a fábrica de automóveis de Mangualde contratou para piloto de testes. Não sei se aqui terá direito a levar duas lambadas, mas por vezes temos que fazer um sacrificiozinho para levar a água ao nosso moinho.

O Ricardo Mourinho Félix também levou bordoada da grossa por causa desta história. Vejam, abaixo, o que se diz nas notícias a esse respeito:

Ricardo Mourinho Félix, primo do “Special One”, é uma espécie de “Special Two” das Finanças, com ego e ambição ao nível do treinador do Manchester United. Mas pouco habituado ao escrutínio político, geriu de tal forma o dossier Caixa Geral de Depósitos que tudo parece culpa dele. E, não vivêssemos nós num tempo político em que as vacas voam, esta segunda-feira já não deveria fazer parte do Governo. Mas ele é apenas a fractura mais exposta deste acidente em que o caso Caixa se tornou e que tem no ministro das Finanças e no primeiro-ministro os principais responsáveis.

Pelo vistos também gosta de apanhar e pertence ao clube dos sadomaso. E, pensando nisso, o seu primo também, pois a frequência com que faz merda e é multado e castigado não me deixa acreditar noutra coisa.
Deus meu, que cambada de aleijados mentais!

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Pobres diabos lusitanos!

A minha ideia para hoje era falar da atitude miserável dos nossos governantes e demais organizações ligadas ao controlo da vida social dos portugueses. Deixem-me começar pelo princípio:

  1. Pressionado pelo Bloco, o governo considerou um aumento de 10% no salário mínimo nacional para 2017.
  2. No Parlamento, na discussão da especialidade (e já pressionado de todos os lados) o governo consentiu em alterar a sua proposta para 7%.
  3. O patrão dos patrões, armado em forte, disse que nem sequer os 6% aceitava
  4. Vendo as coisas mal paradas para o seu lado, o Costa decidiu que vai aumentar os 6%, a partir de Janeiro, aconteça o que acontecer.
  5. O PCP e a CGTP exigem que não pode ser nada menos que 600€, é a sua linha vermelha.
  6. O salário actual de 530€ acrescido de 6% daria 561.80€, mas parece que nem sequer concordaram em arredondar para 560.
  7. Nem tão pouco 559.
  8. E nem sequer 558.
  9. O número mágico de 557€ fica-se por uns míseros 5% de aumento e um bónus de 0.50€ no final.

Depois de assistir a toda esta conversa e ao choradinho dos patrões que garantem que vão à falência se o SMN for aumentado, desisto de ser português e vou para a França provar o Beaujolais que está no mercado desde a quinta-feira da semana passada.
Por volta de 1990, no dia do lançamento deste famoso vinho ( a água-pé dos franceses), estava eu em Bruxelas e a gerência do hotel, onde fiquei hospedado, colocou-me uma garrafa em cima da mesa, na hora do jantar, com uma nota, oferta da casa.
Aqui, neste país de chulos, os patrões comem a carne, chupam os ossos e depois partem-nos ainda para ver se aproveitam o tutano. Dar um eurito a mais no ordenado - como oferta da casa além do que a lei estipula - isso é que era bom! Julgam que estamos em França, ou quê!


Depuis 1985, tous les troisièmes jeudis de novembre, la même ritournelle se fait entendre : "Le Beaujolais nouveau est arrivé !", scande-t-on dans les bars, à la radio ou encore dans les supermarchés. À l'origine, fêter l'arrivée de ce vin primeur, c'est-à-dire de ce vin mis en vente presque immédiatement après la récolte, était une tradition de la région lyonnaise. Elle a peu à peu été adoptée par les Parisiens, puis par la France entière, et a désormais dépassé nos frontières. Aujourd'hui, le lancement annuel du Beaujolais nouveau représente un véritable événement économique à dimension mondiale. Il permet d'écouler plus de 25 millions de bouteilles dans une centaine de pays.