terça-feira, 19 de agosto de 2025
O idioma falado no Brasil será chamado BRASILEIRO!
A Língua de Camões!
Há dias, ouvi alguém afirmar que dentro de poucos anos será Angola o país com mais falantes da Língua Portuguesa. Achei estranho e levei aquilo à conta de um erro de palmatória do "gajo" que na televisão falava sobre o assunto.
Eu sei que o Brasil se aproxima dos 220 milhões de habitantes, embora muitos a viver no estrangeiro, depois dos chineses devem ser os brasileiros com quem esbarramos mais vezes por esse mundo fora, mais 40 milhões em Angola e Moçambique, 10 em Portugal e outros 10 juntando o resto do que sobrou do nosso antigo império, tudo junto dá uns 320 milhões de almas que sabem dizer: eu amo, tu amas, ele ama!
Na internet dizem que são 260 milhões os falantes da nossa Língua, ou seja, ninguém se entende nem está de acordo a esse respeito. Mas voltando á questão de que ouvi na televisão, andei a perguntar por aí se alguém tinha ouvido aquilo e se tinha uma explicação para isso. Encontrei apenas um que disse ter ouvido aquilo e que há um projecto para oficializar a «Língua Brasileira» (disse ele) de modo a acabar com as alarvidades que ouvimos da boca dos brazucas que mesmo vivendo em Portugal dezenas da anos teimam em manter aquele sotaque de língua crioula (crioulo é aquele que não é branco nem preto, mas uma mistura dos dois).
Mas subtraindo os 220 milhões que passariam a falar «Brasileiro» dos meus 320 milhões, sobram 100 milhões e os angolanos, mesmo que forniquem à velocidade da luz ainda demorarão uns anos a ultrapassar os 50 milhões, ou seja, a metade dos tais 100 milhões de falantes da nossa Língua, nas minhas contas. E depois há ainda a particularidade de, nos restos do nosso antigo império, o tal que ia do Minho a Timor, a esperança de vida é muito menor do que no nosso mundo, assim como a mortalidade infantil bate recordes e dificulta o crescimento da população.
Por outro lado devo confessar que ficaria bastante aliviado se parassem de dizer que os brasileiros falam português, pois odeio os pontapés na gramática que eles dão, mal abrem a boca. Então se falarmos na Fonética que é a primeira das 3 ciências que estudam a nossa Língua, aquilo não são pontapés, mas sim um verdadeiro assassinato que fazem da Língua que nós andamos a aperfeiçoar, e com muito melhores resultados que os nossos vizinhos europeus que se consideram latinos, desde que os romanos abandonaram a Península Ibérica (por volta do Século IX).
Outra coisa que me dói é ouvir alguns pretos de Moçambique - mais que os de Angola - a imitar os brasileiros, dizendo "treinamento" em vez de "treino", ou "pronunciamento" em vez de "pronúncia". Só me falta ouvir que chamem poloneses aos polacos. E, como os brasileiros são muitos mais que nós, os portugueses, a Wikipedia está ficar "muiiiiito" abrasileirada para o meu gosto.
A mania dos brasileiros pronunciarem todas as vogais como se estas levassem um acento agudo, de eliminarem o "r" no final dos verbos, acrescentando um acento agudo na última vogal, ou ainda pronunciarem os "d" como "tch" mexe-me com os nervos, por isso eu aprovo que seja criado e reconhecido o «Brasileiro», como língua oficial de quem não tem o gosto ou orgulho de ter sido português, num passado não muito distante.
Tenho dito !!!
quinta-feira, 15 de junho de 2023
Lição de Português!
Não é para me gabar, mas o Português é a ciência que melhor domino. E não sou eu que o digo, cada professor que tive, durante a minha vida de estudante, dizia assim - se todos os alunos fossem como tu a nossa vida seria um descanso.
Bem, não vim aqui para me gabar, mas para falar um pouco sobre os segredos da nossa Língua que, para sermos bons cidadãos, devemos fazer todos os possíveis por dominar. Eu aprendi que a Gramática Portuguesa se divide em 3 partes, Em primeiro lugar a FONÉTICA que estuda os sons (fonemas), em segundo lugar a MORFOLOGIA que nos ensina os tipos e formas de palavras que usamos no nosso linguajar e, por último, a SINTAXE que estuda a função de cada palavra nas frases que formamos com elas.
Há dias, escrevi isto num post do Facebbok e apareceu um pretinho de Moçambique a contrariar-me, dizendo que não são 3 mas sim 4. Além dessas 3 havia também a SEMÂNTICA. Fiquei puto da vida, pois ninguém me informou que as coisas tinham mudado. Ora não é bem assim, a Semântica serve apenas para estudar a duplicidade de algumas palavras, tanto na sua forma, como na sua função na frase.
FONÉTICA
Dito isto, mantenho-me na minha e quero deixar aqui expressa a minha opinião sobre quem (que região) usa a Fonética com mais exactidão, no território português. Posso estar enganado, é só a minha opinião, são os Bracarenses (habitantes da cidade de Braga) que mais bem pronunciam as vogais, abrindo bem a boca, como os professores ensinam na 1ª Classe. Podem contra-argumentar que eles não sabem a diferença entre o B e o V, mas isso pouco importa. Por exemplo, em alemão, o B pronuncia-se como o nosso P, o V é igual ao F, o W é como o nosso V e por aí fora. Um algarvio, alentejano ou beirão e muito menos um lisboeta não consegue uma pronúncia (uso dos sons) como a malta de Braga.
E porque será que isso acontece? Eu diria que é por estarmos mais perto de Roma que nenhuma outra zona do país. A Bracara Augusta já existia quando os romanos cá chegaram, mas foram eles que lhe deram o título de Augusta e a transformaram na cidade mais ilustre da Península Ibérica. A ligação a Roma continua, ainda hoje, mas por outras razões, a Igreja Católica. E a Igreja quer dizer muitos padres, muitas escolas para os formar e muito conhecimento que, quer a gente queira ou não, passa para a população que com eles convive.
PONTUAÇÃO E ACENTUAÇÃO
A Fonética não tem muito que saber, ja a pontuação e acentuação das palavras é um verdadeiro quebra-cabeças para muita gente e convém estudá-lo como deve ser. Confesso que o AO (acordo ortográfico) me veio baralhar um pouco as ideias e, não raras vezes, me pergunto se estarei a escrever correctamente. Eu sou um grande crítico do José Saramago por ele não querer usar a pontuação correta nos livros que escreveu. Tenho que concluir que ele não dominava essa ciência, não teve professores, aprendeu sozinho, e assim escondia essa falha da sua formação. Ele tinha ideias para escrever e chutava palavras para cima de uma folha de papel à mesma velocidade que uma metralhadora dispara balas. A pontuação não lhe parecia coisa com que devesse preocupar-se. Ok, aceito isso, o mais importante é a gente perceber o que ele quer dizer.
Ora, a pontuação - o uso da vírgula, do ponto final, do ponto e vírgula, dos dois pontos além dos pontos de interrogação e exclamação não representam grande dificuldade para a maioria dos estudantes. E a acentuação obedece a meia dúzia de regras básicas que não são difíceis de memorizar. Onde está então a dificuldade? Na preguiça mental que afecta um grande número de pessoas. Pensando no custo/benefício que esse saber lhes pode trazer escolhem o caminho mais fácil, não lhe ligam patavina.
E, agora, com o uso da internet, dos anglicismos e das abreviaturas, temos o caldo entornado, Se pedir a um aluno que acabou de fazer o 12º ano para escrever uma redação de 20 linhas, ao ver o resultado tenho que me atirar para o chão para parar de rir ou evitar uma apoplexia. Estamos feitos ao bife, como se diz na gíria, ou talvez eles sejam o futuro do nosso país e eu já não tenha lugar nele!
N.B. - Termino com um ponto de exclamação, como deve ser, e não como faria o Saramago.



