Carlos Eduardo Reis é filho da minha terra! Não sei se fique orgulhoso ou envergonhado por isso. Ele é um jovem político e já tem um historial mais para o lado negro que outra coisa. É suspeito no caso Tutti-Fruti, processo que corre na justiça, desde 2018 e por conta disso já foi apelidado de "batata podre" pelos seus correlegionários do PSD.
O Rui Rio na sua corrida às Legislativas de 30 de Janeiro chamou-o para perto de si e, segundo afirmam as más línguas, deu-lhe o poder de incluir ou excluir os seus comparsas na lista dos elegíveis para a Assembleia da República. Se o partido conseguir 50 deputados - eles sonham ter 100 - só os primeiros 50 da tal lista entram, os outros terão que ficar à espera mais 4 anos. O seu telemóvel não vai deixar de tocar e a pergunta é sempre a mesma - Dudu, em que lugar me puseste na lista? Em 57º! Que amigo do cara*** me saíste!
É sabido que a parte mais marcante das eleições é a feitura desta lista, uma espécie de contagem das espingardas para se saber com quem contar para a luta que se avizinha. O Rui Rio tem pela frente dias difíceis, se quer ganhar a corrida ao Costa do PS que já tem o seu aparelho montado e testado, faltando-lhe apenas substituir a meia dúzia que vai abandonar a corrida, como o Ferro, o Cabrita e alguns outros. Sendo assim, o Rio corre um grande risco ao trazer para junto de si e distribuir-lhe um papel tão importante, alguém a contas com a Justiça, facto que pode criar divisão no partido e/ou no eleitorado.
Eu ainda não decidi se voto no PSD ou não, por conseguinte não me sinto muito afectado por esta notícia. Tenho que fazer com que o meu voto sirva para alguma coisa e não quero votar PS nem nos Leninistas do costume. Não me resta grande escolha!