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sábado, 2 de agosto de 2025

Culinária de tempo de férias!

Hoje, mais imagens que texto, pois com o calor não apetece muito ficar sentado a teclar no computador. Pegar no carro, abrir as janelas todas e correr por aí procurando um bom lugar para almoçar é a melhor ideia que me ocorre. E, como eu sou de Barcelos, nada melhor que estabelecer um raio de 30 Kms à volta da minha cidade e, na Rota do Norte, chegar à freguesia dos Feitos, onde se deu um dos recontros entre galegos e portugueses na luta pela nossa independência, no século XII.

Aí se encontra a Tasca da Tia Tina, onde os petiscos são de primeiríssima qualidade (passe a publicidade) e de fazer crescer água na boca. Vão até lá e provem. Para regar essas iguarias nada como um verde branco fresquinho. Pode ser Alvarinho, Aveleda ou outro qualquer, há montes deles e todos bons! 


Na Tasca de Tia Tina há petiscos de se lhe tirar o chapéu
Bacalhau dourado

Bifanas como não há outras

Bifanas no pão

Rota do norte, no concelho de Barcelos

A Tasca mais famosa daquelas paragens

A igrejinha lá da terra

O momento da História

Freguesia dos Feitos
Concelho de Barcelos

terça-feira, 25 de dezembro de 2018

Bom apetite!

Ontem, à noite, foi a "Consoada" que consta do tradicional bacalhau com batatas e hortaliça, tudo bem regado com molho de azeite e cebola bem fervido. É todos os anos a mesma receita e nunca cansa! Hoje ao almoço há um cabritinho que veio de Mondim de Basto que vai ser uma delícia para quem lhe meter o dente, como eu costumo fazer. Para os que não vão à bola com o cabrito haverá rojões com batatas e castanhas assadas no forno e viva o velho. E Deus queira que o nosso deputado do PAN não leia isto, pois já já dois animais sacrificados à minha gula (e de quem me acompanhar à mesa) e não sei o que me poderia acontecer.



Instruções de preparação

  1. Cortar o cabrito em bocados não muito pequenos e cobrir com as cebolas e os alhos picados e temperar com sal, pimenta, colorau, louro e o vinho branco.
  2. Deixar marinar cerca de 4 horas. Terminado o tempo da marinada, colocar a carne num tabuleiro, juntamente com a marinada.
  3. Adicionar metade do azeite e levar ao forno, a 200 ºC cerca de 35 a 40 minutos.
  4. Descascar as batatas e as restantes cebolas em gomos. Temperar com sal, pimenta, colorau e o restante azeite e levar ao forno a 200º por mais 40 minutos

terça-feira, 6 de novembro de 2018

Maravilhas de Portugal!

Encontrei isto na minha caixa de correio e decidi arquivá-lo aqui, pois assim poderá ser visto por algumas pessoas a ajudar o nosso país a subir alguns pontos na consideração internacional.
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Ouvir a CNN dizer que Portugal é um dos mais bem guardados segredos culinários da Europa impressiona. Estamos a falar de um artigo onde são enumeradas as 20 razões objetivas que tornam Portugal numa das melhores cozinhas europeias, a par da francesa, da italiana ou da espanhola.

1. O peixe perfeito
Só há um país na Europa onde se come mais peixe do que em Portugal – e são logo os nossos amigos islandeses, que tantas memórias nos deixaram no Euro 2016. No entanto, existe uma diferença colossal que a estação de televisão destaca: o famosíssimo chef Ferran Adriá diz que o melhor peixe do mundo vem do mar português. E ele é espanhol, como lembra a CNN.
O canal americano fala dos fantásticos mercados, onde se compra todo o tipo de peixe, do magnífico robalo grelhado no churrasco e dos fabulosos restaurantes onde comer um peixinho único: «São Roque», em Lagos; «Restinga», no Alvor; «Furnas», na Ericeira; «Azenhas do Mar» ou «Restaurante da Adraga», em Sintra; «Ribamar», em Sesimbra; ou «Doca das Cavacas», na Madeira.

2. O maravilhoso azeite 
É a base da cozinha portuguesa e, para a CNN, é também uma maravilha difícil de igualar – seja o azeite do Alentejo, da Beira Interior ou de Trás-os-Montes. Tanto fica ótimo por cima do bacalhau, de uma simples sopa ou de uma fatia de pão saloio acabado de sair do forno a lenha.
O canal de TV fala dos gigantes Gallo e Oliveira da Serra ou dos pequenos e artesanais produtores que estão a fazer um azeite imperdível – o destaque vai para o último prémio internacional ganho pelo azeite biológico Olmais.

3. O cozido à portuguesa 
A cozinha portuguesa pode ser mais pesada no Norte e mediterrânica no Sul, mas uma coisa une todo o país: o cozido à portuguesa. A CNN fala inclusivamente dos vários tipos de cozido: o do Algarve, com grão e hortelã; o do Alentejo, com borrego; o da Madeira, com batata-doce; ou o das Furnas, cozido debaixo do chão, que é imbatível.

4. Os novos chefs gourmet de Lisboa 
A CNN elogia o magnífico trabalho de José Avillez, no «Belcanto», de Henrique Sá Pessoa, no «Alma», ou de João Rodrigues, na «Feitoria» – e elogia muito bem e merecidamente – mas esquece-se do fabuloso trabalho que está a ser feito no Porto (Pedro Lemos, Rui Paula ou Vítor Matos são alguns exemplos) ou no Algarve.
Entre os pratos que encantaram a CNN, está o fantástico salmonete braseado com molho de fígados e xerém de amêijoas à Bulhão Pato, do «Belcanto».

5. O bacalhau
A CNN ficou encantada com os pastéis de bacalhau com feijão-frade, com o bacalhau à Brás, ou à lagareiro, ou com broa, ou à Zé-do-Pipo ou de qualquer maneira e feitio. Dizem que em Portugal há muito mais de 365 receitas de bacalhau, o que dá mais de um prato diferente por cada dia do ano.
Para a CNN, o melhor sítio para comer bacalhau é essa contradição de género que dá pelo nome de «Laurentina - O Rei do Bacalhau».

6. O queijo 
É um assunto que merece ser esclarecido internacionalmente: porque é que os queijos portugueses não são mais conhecidos? Segundo a estação de televisão, é um mistério por esclarecer. Seja por causa do extraordinário Queijo da Serra, do Queijo Amarelo da Beira Baixa, do Queijo da Ilha de São Jorge, do Terrincho de Trás-os-Montes ou de tantos outros. Para acompanhar, os americanos recomendam Vinho do Porto, vinho tinto ou marmelada.

7. As tripas à moda do Porto 
É inegável que se trata de um dos pratos mais procurados do Porto. A CNN fala ainda das francesinhas.

8. Os pratos de arroz 
Mais uma injustiça identificada – e muito bem – pela CNN: se a paella e o risotto são famosos internacionalmente, por que raio é que o arroz de marisco não é conhecido em todo o mundo? De facto, ninguém consegue replicar aquele maravilhoso arroz malandrinho, nem o delicioso sabor a alho, tomate e coentros, muito menos os suculentos nacos de lavagante, santola, gambas ou amêijoas.
Segundo a CNN, também vale a pena provar o fantástico arroz de pato, o maravilhoso arroz de cabidela ou o divinal arroz doce.

9. O presunto 
Mais uma injustiça desmascarada pela CNN: Portugal tem o mais saboroso e suculento porco da Europa. O presunto de porco preto alentejano é tão bom ou melhor do que o presunto espanhol ou italiano.

10. Os pratos típicos regionais
É verdade: cada região tem um prato típico que é único e delicioso. A CNN destaca a sopa de cação do «Porto Santana», em Alcácer do Sal; as lulas do «Correia», em Vila do Bispo; o ensopado de enguias, do «Telheiro», em Aveiro; ou a perdiz do «Solar Bragançano», em Bragança. Convenhamos que é de quem conhece, de facto, o país.

11. O vinho 
Espantoso. É esse o adjetivo que a CNN usa para qualificar a variedade de vinhos que tem um país tão pequeno como Portugal. Desde o vinho verde até ao vinho de Carcavelos, a estação de televisão fala de tudo.

12. A abertura ao mundo 
Desde o século XV que Portugal influenciou e foi influenciado pelas mais variadas cozinhas internacionais. Foram os portugueses que levaram a tempura para o Japão ou o caril vindaalo para Goa. Em troca recebemos o frango assado com piripiri, a feijoada ou as especialidades de Angola, Moçambique e Cabo Verde.

13. O leitão
Da Bairrada, claro. A CNN fala do «Pedro» e da «Meta dos Leitões», na Mealhada, ou da «Casa Vidal», em Aguada de Cima. O melhor leitão da Bairrada é claramente o da «Meta», onde tudo é bom: o leitão com a pele estaladiça, o molho picante, a salada de alface e cebola, as batatas fritas fininhas e o fantástico vinho frisante da Casa Sarmentinho.

14. A fruta
As bananas da Madeira, o ananás dos Açores, as cerejas da Serra da Gardunha, as laranjas e os figos do Algarve, os melões do Tejo, as ameixas de Elvas, as maçãs Bravo Esmolfe e as meloas da Ilha Graciosa nos Açores merecem tudo. De facto, não há fruta como a portuguesa.

15. As sardinhas 
A CNN está deslumbrada com os Santos Populares e as magníficas sardinhas assadas na rua. Não há dúvida de que é um programa imperdível. Mas se experimentarem as sardinhas fora da época dos Santos, entre Julho e Agosto, então, sim, vão comer um peixe inesquecível, gordo, saboroso e cheio de ovas.

16. Os petiscos mais estranhos 
Da fantástica lampreia aos imperdíveis percebes, passando pelas línguas de bacalhau ou pelo pudim Abade de Priscos, a CNN ficou impressionada pelos petiscos exóticos portugueses. E nem provaram os ovos mexidos com mioleira.

17. Os mercados 
Especialmente os mercados de frescos, com o peixe acabado de pescar, as frutas e os legumes das quintas ou as flores apanhadas diariamente.

18. Os rivais dos pastéis de nata 
Não é que os pastéis de nata não sejam bons, é que a CNN descobriu os outros deliciosos bolos portugueses, como o bolo de mel da Madeira, o bolo de figo, amêndoa e alfarroba do Algarve, os pastéis de Tentúgal, o toucinho-do-céu ou as barrigas de freira.

19. Os pregos e as bifanas
São boas escolhas, mas francamente não estão entre as 20 melhores especialidades da cozinha portuguesa. A CNN destaca os pregos do «Ramiro», em Lisboa.

20. O cabrito e outros animais 
A CNN diz – e muito bem – que a carne em Portugal não se resume ao porco e ao leitão. O cabrito é elogiadíssimo, tal como a chanfana de Coimbra, a carne Barrosã ou a vaca maronesa. Também se fala do javali, do veado e da lebre.

domingo, 25 de fevereiro de 2018

Robalo para o almoço !


O preço do robalo do mar é cerca de 15€ o kilo, enquanto que o de aquacultura é cerca de metade. O sabor e, especialmente, a consistência do peixe é muito diferente. Sempre que posso escolher e pagar o preço, vou pelos do atlântico. E, dentro do possível, acompanhados de um bom vinho.
A Rosa é uma peixeira que todos os dias passa pela minha porta e grita - peixe fresquiiiiiiinho ! - à espera que eu ouça e lhe apareça à porta para ver o que leva. Na quinta-feira passada levava uns robalos em que me caíram os olhos.
- Rosa, qual é o preço dos bichos?
- 7.50€ o kilo.
- E são do mar?
- Então donde queria que fossem?
- Estás-me a enganar, Rosa!
- Oh, criatura, eu nunca enganei ninguém em toda a minha vida!
- Bem, vou-te ficar com os robalos e depois de lhe meter o dente é que vou ver se me enfiaste o barrete.
Paguei 21€ por três peixes que pesavam um bocadinho mais que 3 kilos, o que significa que ainda tive direito a um desconto na ordem de 2€. Se forem mesmo "marítimos", foi um grande negócio, pois valeriam quase 50€.
Agora, vou acender o fogareiro que já são 11 horas e se quiser almoçar à hora do costume não posso perder tempo. E acho que vai ser hoje que abro uma garrafa «Casa de Santar».
Até logo!

domingo, 17 de dezembro de 2017

Crónica de domingo !

Li nas notícias que as coisas na Guiné não vão pelo melhor caminho. Por vezes dou por mim a perguntar se eles, os guineenses que não ligam nada à política, gostariam de ser ainda governados por Portugal. Nós também não nadamos em riqueza, mas sempre vivemos um pouco melhor que eles. Ser livre é uma grande coisa, mas se for de barriguinha cheia sempre é melhor. Ao chegar a este ponto, vem-me sempre à ideia a fábula de «O cão e o lobo» que tínhamos nos livros da Primária.


A acompanhar a notícia vinha esta fotografia que o jornalista escolheu, penso eu, porque onde há porcos e pessoas à mistura é sinal de miséria. Talvez até seja, mas eu ao ver aquele porquinho penso logo noutra coisa que talvez vocês que já me conhecem bem, são capazes de já estar a adivinhar. Esqueçam os guineenses por momentos, pois nada podemos fazer para os ajudar a curar a sua teimosia, e concentrem-se na imagem seguinte.


O porco já virou rojão e chouriço e está na mesa para uma verdadeira festa do nosso paladar. Ao domingo é dia de ementa melhorada e que tal uns rojõezinhos e sarrabulho, à moda do Minho? A malguinha de porcelana para beber o tinto (com o dedo indicador mergulhado no dito para lhe aumentar o sabor) é imprescindível, é bom não esquecer. Hoje, com o dia bonito como ele está, com o sol a brilhar tanto que até fere os nossos olhos, esta é a receita ideal para nos esquecermos do frio do inverno, da falta de dinheiro e de todas as outras desgraças que tentam estragar-nos a vida.


Não se preocupem que eu não me esqueci do resto do porco. Hoje comemos os rojões e durante a semana trataremos do resto. Este prato que a imagem retrata tem um nome que pode não vos agradar, bofes de porco, mas que é a alegria deste rapaz que daqui vos escreve. Aquela gordurinha que vêem a escorrer na travessa faz acelerar o coração - lembram-se que o meu esteve quase parado, no ano passado? -  e não deixa que a nossa pele ganhe rugas. Se incluírem este prato no vosso menu, verão que a pele da vossa cara ficará como a do cuzinho de um bebé.


Bem, estou a esquecer-me que entre vós pode haver quem não aprecie este tipo de iguarias, mas há sempre uma solução para tudo. Que tal cozido no pote? Para quem vive na cidade é capaz de ser impossível, mas a quem vive na província e tem a possibilidade de cozinhar a lenha, a melhor maneira de fazer esta receita é usando o pote (aquela panela de ferro fundido com três pernas e uma argola, para quem quiser ou puder pendurá-la numa trave do telhado), metendo lá dentro todos os ingredientes (boas carnes de porco, bons enchidos, boa hortaliça), fazer uma boa fogueira em redor do pote (e até por cima, se quiserem), ir dar um passeio e voltar duas horas depois para comer o resultado da experiência. Não há coisa melhor, garanto eu.
Ah, não se esqueçam de adicionar água também, senão o cozido não coze!