Mostrar mensagens com a etiqueta Palestina. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Palestina. Mostrar todas as mensagens

domingo, 5 de outubro de 2025

A Filisteia!


Vindos da ilhas do Mediterrâneo, os Filisteus tentaram instalar-se no Egipto, mas foram derrotados por Ramsés III e estabeleceram-se na costa da Ásia Menor.

Origem e Chegada a Canaã:
Povos do Mar:
A teoria mais aceita é que os filisteus eram parte dos "povos do mar" que migraram pelo Mediterrâneo, vindo de regiões como Creta e Chipre.
Conflito com Egito:
Eles tentaram invadir o Egito, mas sem sucesso, e acabaram se estabelecendo na costa sul de Canaã.

Passei duas horas a estudar a origem dos Palestinos e fiquei sem tempo para escrever a crónica do costume. É engraçado que o primeiro lugar onde pisaram terra é hoje o palco da intensa guerra movida pelos israelitas. Até parece termos voltado ao tempo do Rei David, uma das figuras de referência do povo judeu, tempo em que as tribos israelitas conseguiram correr com os seus inimigos e iniciar um período de paz e prosperidade.

Deixo-vos o mapa, onde aparece marcada a zona de "aterragem" dos filisteus, mais tarde chamados de palestinos, para que o comparem com a actual Faixa de Gaza que aparece nos écrans das nossas televisões em tudo que é noticiário de todos os canais televisivos e pensem nos muitos séculos que medeiam entre esses dois momentos da História.

terça-feira, 23 de setembro de 2025

O 23 de Setembro!



Como muitas outras datas vai ficar na História. Não posso ainda prever se por bons ou maus motivos. Já disse que sou contra o reconhecimento da Palestina e não é por ser teimoso ou aprovar aquilo que o «rei dos judeus» está a fazer em Gaza, muito pelo contrário. Se estivesse nas minhas mãos, eu pararia a guerra neste mesmo momento e daria de comer a quem tem fome, mas as coisas não são assim tão simples.

Os criminosos que, há décadas, aterrorizam Israel e matam inocentes têm que ser isolados e castigados. Tenho bem vivas na memória as imagens de autocarros, carregados de pessoas inocentes, explodidos em nome de Alá. Eu nasci um bocadinho antes de Israel, 4 anos, 2 meses e 5 dias, e acompanhei a evolução deste novo estado durante os melhores e mais jovens anos da minha existência. Entre outro eventos de menor importância, vejam abaixo os acontecimentos e respectivas datas a que me refiro.


I - Parte

A guerra árabe-israelense de 1948, também conhecida como a "guerra de independência" ou como "a catástrofe", começou após a retirada britânica e com a declaração do Estado de Israel a 14 de Maio de 1948.

Os árabes rejeitaram o plano de partilha da Palestina (Resolução 181 de 29 de Novembro de 1947 da Assembleia Geral das Nações Unidas), que propunha o estabelecimento de um estado árabe e outro judaico na região da Palestina. Milícias árabes começaram campanhas com vista ao controle de territórios dentro e fora das fronteiras estabelecidas.

II - Parte

A Guerra do Suez, de 1956, foi uma operação conjunta de Israel, Reino Unido e França, na qual Israel invadiu a Península do Sinai e as forças francesas e britânicas ocuparam o porto de Suez para ostensivamente separar as partes conflituosas, apesar de a real motivação destes dois últimos países ter sido a de proteger os interesses dos investidores no Canal do Suez. Esses interesses tinham sido afetados devido à decisão do presidente egípcio, Gamal Abdel Nasser de nacionalizar o canal.

III - Parte

No início da década de 1960, os estados árabes estabeleceram a OLP. O artigo 24º da carta (ou pacto) de fundação da OLP, de 1964 [6] estabelecia: "Esta Organização não exerce qualquer soberania territorial sobre a Cisjordânia, sobre a Faixa de Gaza e sobre a Área de Himmah."

IV - Parte

A Guerra dos Seis Dias decorreu entre 5 e 10 de Junho de 1967. Foi desencadeada por Israel contra o Egito e a Jordânia nos termos de uma guerra preventiva, já que o estado israelita sentia-se ameaçado pela política pan-árabe do presidente egípcio Nasser (que se traduziu em alianças militares com a Síria e a Jordânia) e pela partida de forças das Nações Unidas presentes no Sinai desde 1956. Alegando um iminente ataque do Egito e da Jordânia, Israel antecipou-se, atacando preventivamente. Reconhece-se atualmente, entretanto, que não havia quaisquer intenções agressivas dos países árabes atacados antes da guerra.

Em consequência da guerra, Israel expandiu-se territorialmente, ocupando a Cisjordânia (conquistada à Jordânia), a Faixa de Gaza e a Península do Sinai (conquistadas ao Egito) e os Montes Golã (conquistados à Síria). A parte da Cidade Antiga de Jerusalém (também chamada Jerusalém Oriental), tomada a 7 de junho por Israel à Jordânia, seria reunificada por Israel com a Cidade Nova, formando um único município sob jurisdição israelita.

V - Parte

A Guerra do Yom Kippur (1973) começou quando Egito e Síria lançaram um ataque surpresa em conjunto, no dia do jejum judeu, no Sinai e nas Colinas de Golã. Os egípcios e sírios avançaram durante as primeiras 48 horas, após o que o conflito começou a balançar em favor de Israel. Na segunda semana da guerra, os sírios foram completamente expulsos das Colinas de Golã. No Sinai ao sul, os israelitas atacaram o ponto de encontro de dois exércitos egípcios invasores, cruzaram o Canal de Suez (antiga linha de cessar-fogo), e cortaram todo o exército egípcio assim que um cessar-fogo das Nações Unidas entrou em vigor. As tropas israelitas finalmente retiraram-se da região oeste do canal e os egípcios mantiveram as suas posições sobre uma estreita faixa no leste permitindo-lhes a reabrir o Canal de Suez e clamar a vitória.

VI - Parte

A Guerra do Líbano de 1982 começou quando Israel atacou o Líbano, justificada por Israel como uma tentativa de remover os militantes Fatah liderados por Yasser Arafat do sul do Líbano, onde tinham estabelecido, durante a guerra civil do país, um enclave semi-independente utilizado para lançar ataques terroristas a civis israelenses.

A invasão, que levou à morte de 20 mil libaneses, foi amplamente criticada tanto dentro como fora de Israel, especialmente após o ataque da milícia cristã a civis palestinos da região, no episódio que ficou conhecido como massacre de Sabra e Shatila.

VII - Parte

A Primeira Intifada (1987-1993) começou como uma revolta dos palestinos, em particular os jovens, contra a ocupação militar israelense na Cisjordânia e Faixa de Gaza. Líderes da OLP exilados na Tunísia rapidamente assumiram o controle, mas a revolta também trouxe um aumento da importância dos movimentos nacionais palestinos e islâmicos.

VIII - Parte

A Intifada de Al-Aqsa começou no fim de setembro de 2000, na época em que o líder da oposição israelense Ariel Sharon e um grande contingente de guardas armados visitaram o complexo Monte do Templo/Al-Haram As-Sharif em Jerusalém e declararam a área território eterno israelita. Amplos motins e ataques eclodiram em Jerusalém e em muitas das grandes cidades israelenses, e se espalharam por toda a Cisjordânia e a Faixa de Gaza. Um grupo israelense de direitos humanos, B'Tselem, estimou o número de mortos em 3 396 palestinos e 994 israelenses, embora esse número seja criticado por não mostrar toda a imagem, e não distinguir entre combatentes e civis (terroristas suicidas, por exemplo, são contados entre os mortos).

IX - Parte

E, em 7 de Outubro de 2023, já todos sabem o que aconteceu e não tem perdão possível.

-----------------------------------------------------

Tenho pena de ver um português, António Guterres, metido nesta alhada e ainda mais de ver o governo de Montenegro mandatar o seu ministro dos negócios estrangeiros ir a Nova Iorque levar a nossa decisão de apoiar a causa palestiniana. Isso parece ser uma atitude humanista que todo o mundo civilizado apoiará e até aplaudirá, mas o problema ficará por resolver. Onde meter os palestinianos? Como garantir-lhe autonomia?

Os palestinianos são uns párias e ninguém os quer por perto, nem judeus nem árabes. Assim não será fácil resolver o seu problema e ir para Nova Iorque apoiar a atitude (errada) de Guterres não ajuda nada. A Palestina deve ser criada como um enclave, dentro de Israel e sujeito às suas leis e a primeira coisa determinar as fronteiras desse enclave. Não será, de modo algum, possível manter a situação de Gaza, pelo que eu apoio a posição do governo de Israel, esse território é de Israel e não poderá lá viver quem se rebele contra as ordens desse país.

Portanto, a grande questão, em que ninguém quis pegar até agora é que território deve constituir esse futuro enclave. Nem os judeus querem pensar nisso, pois construíram tantos colunatos na Cisjordânia e que não querem abandonar que não sabem como resolver o problema. Se me perguntarem a mim, eu que tenho a mania de meter o bedelho em tudo, eu diria que alguns quilómetros quadrados a norte e outros tantos a sul da Cisjordânia deveriam ser dados em troca da Faixa e assim os deslocados teriam para onde ir.

Esta solução permitiria que a futura Palestina ficasse com fronteiras tanto com judeus como com árabes (com o rio Jordão a separá-los) e teriam hipótese de escolher com quem se dariam melhor e em função de quem conseguiriam levar uma vida livre de problemas. Isto porque os palestinos nunca serão auto-suficientes e precisarão dos seus vizinhos para comerciar ou pedir/oferecer emprego.

Levem a minha opinião ao Guterres com o pedido para discutir isso na Assembleia Geral da ONU, em vez de se meter por caminhos sem saída. E lembrem bem das palavras de Netamyahu que eu faço minhas: - There will never be a state of Palestine!

domingo, 21 de abril de 2024

É só a minha opinião!

 Não sei quem manda em Israel. Talvez haja um presidente ou outro órgão por cima do Primeiro Ministro Netanyahu, mas como vejo ele no papel de "eu quero, posso e mando", é a ele que me vou dirigir esperando que ele leia com atenção as minhas palavras.

Meu caro Benjamim
Tenho assistido de olhos arregalados àquilo que tens feito, ou mandado fazer, na Faixa de Gaza. Eu sei que tens direito à tua vingança pelo que fizeram os terroristas do Hamas, em 7 de Outubro, mas tudo tem um limite. A Lei de Talião que tu pareces estar a seguir, diz: "Olho por olho, dente por dente", mas tu estás a cobrar 2.000% de juros em vidas humanas ao povo da Palestina. É mesmo coisa de judeu!
É hora de parar para pensar numa situação que garanta a paz no teu país. Chega de carnificina e, embora tu não queiras aceitar essa alternativa, só há uma solução para um problema que já tem barbas. E essa solução passa por garantir aos palestinianos um território que seja só seu e deixá-los viver a sua vida.
A solução de os fechar na Faixa de Gaza provou ser um erro e já que aquilo está tudo minado e pejado de túneis por todo o lado, aconselho-te a tirar de lá toda a gente para poderes deitar aquilo tudo abaixo (já pouco resta em pé) e depois construir o que quiseres e ao teu jeito.

Os dois milhões e picos de nómadas que um dia vieram das ilhas gregas e escolheram essa terra para viver e, hoje, estão entalados num espaço sem quaisquer condições de vida, merecem um lugar onde possam ser felizes e donos da sua vontade. Isto quer dizer que, mais tarde ou mais cedo, vais ser obrigado a seguir o conselho que os teus parceiros, a começar pelos Estados Unidos da América, te têm dado, aceita a independência da Palestina.
E para não teres um pequeno país dividido em duas fracções desligadas, como agora estão, Cisjordânia e Gaza, eu ofereço-te uma solução facílima de aceitar e pôr em prática. No mapa que podes ver aqui ao lado, pintei duas zonas a verde, em que inseri as letras EXC que significam "Exchenged areas", para onde deves deslocar a população da Faixa de Gaza na sua totalidade.
Tomei a liberdade de escolher uns pedaços de terra que aos judeus não interessam muito, um a norte e o outro a sul da actual Cisjordânia, de modo que as fronteiras entre a futura Palestina e o teu país sejam mais fáceis de controlar.
E se os palestinos (ou o Hamas) quiserem viver em túneis, podem começar a construí-los logo que tomem passe dos novos territórios. Quem lá viver, hoje, terá que aceitar uma mudança para Gaza ou outra qualquer zona de Israel, onde prefiram construir o seu futuro. Podes dar uma ajuda financeira, a todos os que tiverem que mudar de residência, tanto judeus como palestinianos, pois esse dinheiro será muito mais bem empregue que para pagar armas e munições, como tens feito desde 1958 até hoje.
E termino apelando à tua inteligência e bom senso para aceitares o meu conselho, pois não há outra solução possível. Eu sei que tu preferirias vê-los todos mortos, mas à luz da Humanidade e das leis em vigor que tu tens infringido repetidamente, isso não é possível. Verás que o teu futuro e o dos teus conterrâneos será muito mais feliz, quando os palestinianos viverem na sua Palestina livre e do modo que mais lhes agradar. Talvez venham a torcer a orelha por lhes faltar o emprego e outras benesses que tinham, enquanto ligados a Israel, mas isso é problema deles, nada que te deva causar preocupação.