Mostrar mensagens com a etiqueta Aeroporto. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Aeroporto. Mostrar todas as mensagens

sábado, 2 de julho de 2022

Coitadinhos!

 


Ele até pode ser muito melhor que o Rui Rio, mas não vou à bola com ele! E isso chateia-me, pois assim nunca conseguirei votar no partido a que devia pertencer.

O Costa está à espera dele para decidir a questão do aeroporto, mas este melro vai querer protagonismo e não me parece que a coisa vá correr bem. E como o Costa tem a maioria dos votos garantida, está-se marimbando para a opinião do PSD, a coisa vai servir apenas para mais um duelo político em que cada um vai procurar tirar daí o máximo de dividendos.

Coitadinhos de nós que temos que os aturar!

sexta-feira, 1 de julho de 2022

A barraca é grande e o circo está a arder!

 8 de março de 1969

Marcelo Caetano, presidente do Conselho de Ministros, e Américo Tomás, Presidente da República, criam o Gabinete do Novo Aeroporto de Lisboa (GNAL). Desde logo surgem quatro localizações possíveis: Fonte da Telha, Montijo, Porto Alto e Rio Frio. Dois anos depois, esta última opção estava na dianteira das preferências, mas em 1972 a hipótese Alcochete salta para cima da mesa. Daí até à Revolução do 25 de abril de 1974 nada se decidiu. Chegava a liberdade, o novo aeroporto ficava em “banho-maria”.

1978

O GNAL dá lugar à ANA – Aeroportos de Portugal, que volta a puxar o assunto para a agenda. As possibilidades na Margem Sul do Tejo são postas de lado, para ser lançada uma nova possível solução: na Ota, concelho de Alequer, a cerca de 50 quilómetros de Lisboa.

1994

O novo aeroporto de Lisboa continua sem sair do papel. Uma avaliação da ANA coloca a opção Rio Frio à frente da Ota e do Montijo, o que também já teria acontecido durante a década de 1980, mas nenhum Governo avança com uma decisão – e muito menos com obras.

5 de julho de 1999

Governo de António Guterres escolhe a Ota em detrimento de Rio Frio. A decisão é conhecida antes das eleições legislativas desse ano e o projeto é incluído no programa de Governo para a Legislatura seguinte. Data prevista para o fim das obras: 2012. O plano não chega a conhecer a luz do dia, até que o primeiro-ministro se demite, em dezembro de 2001, para evitar que Portugal “caia no pântano”.

22 de novembro de 2005

Munido dos “estudos que se fizeram durante 30 anos” sobre a opção Ota, e de mais seis que o seu Governo encomendou, o primeiro-ministro José Sócrates defendeu, numa apresentação pública sob o lema “Lisboa 2017: Um aeroporto com futuro”, a construção do novo aeroporto naquela localização, desafiando os opositores a realizarem outros estudos que provassem que haveria uma alternativa melhor.

10 de janeiro de 2008

Um estudo do Laboratório Nacional de Engenharia Civil conclui que a escolha do Campo de Tiro de Alcochete é mais favorável do que a Ota para a localização do futuro aeroporto. José Sócrates, o primeiro-ministro, confirma a escolha. Exatamente 30 anos depois de ter sido equacionada, a freguesia do concelho de Alenquer deixa de ser hipótese a considerar. A dúvida tinha sido levantada, no ano anterior, pela Confederação da Indústria Portuguesa, que preferia Alcochete. Já a Associação Comercial do Porto desejava juntar o Montijo à Portela. Rio Frio, Poceirão e Faias eram outras localidades sugeridas para um novo aeroporto, o que motivou, em maio de 2007, uma célebre declaração de Mário Lino. O então ministro das Obras Públicas desvalorizou todas essas alternativas à Ota na Margem Sul do Tejo, caracterizando-as como um “deserto para onde seria necessário deslocar milhões de pessoas”.

7 de Maio de 2010

Cerca de um ano antes de José Sócrates anunciar o pedido de ajuda financeira internacional, o projeto do novo aeroporto volta para as calendas, sob o pretexto da necessidade de reduzir o défice. Só já no final da legislatura seguinte, em 2015, o governo de Pedro Passos Coelho retoma o assunto, apontando a uma solução menos onerosa, a chamada Portela+1, com apoio no Montijo. No entanto, não é sequer assinado qualquer acordo escrito com as várias entidades envolvidas, uma vez que se aproximavam eleições.

8 de janeiro de 2019

Governo e ANA – Aeroportos de Portugal assinam compromisso de financiamento, no valor de 1300 milhões de euros, para a construção de um aeroporto complementar no Montijo e para a expansão do aeroporto da Portela. A infraestrutura na Margem Sul do Tejo seria desenvolvida a partir da base aérea número 6 do aeroporto militar do Montijo, com o objetivo de acomodar as companhias com tarifas mais económicas. “Chega de hesitações”, diz Pedro Marques, ministro do Planeamento e das Infraestruturas. As obras deveriam estar concluídas em 2022, mas ainda faltava a avaliação de impacte ambiental.

2 de março de 2021

A Autoridade Nacional da Aviação Civil recusa fazer a apreciação prévia da viabilidade do aeroporto complementar do Montijo, justificando a decisão com o facto de alguns dos municípios afetados não terem dado luz verde à solução, conforme a Lei obriga. O PS quer alterá-la, revogando o direito de veto dos municípios em projetos nacionais, mas tal ainda não aconteceu.

30 de junho 2022

Um dia depois de o ministro Pedro Nuno Santos ter apresentado o plano para avançar com o aeroporto complementar do Montijo e, depois, com um novo aeroporto em Alcochete, António Costa revogou o despacho para o efeito. A intervenção no Montijo estava prevista ficar concluída em 2026 e a nova infraestrutura deveria estar operacional em 2035.

quinta-feira, 30 de junho de 2022

Asneirada socialista!


 Ainda era um homem novo, quando se começou a falar no novo aeroporto de Lisboa (melhor dizendo, para servir a cidade de Lisboa). Nessa altura, era a OTA que estava a dar, fizeram-se planos mirabolantes pare essa obra faraónica, negociaram-se terrenos na área da Ota e Alenquer a preços exorbitantes, à espera de lucros futuros, mas esse plano foi por água abaixo. Muita gente deve ter perdido rios de dinheiro, mas ficou todo o mundo caladinho como um rato com medo das bocas que surgiriam a condenar quem se quis aproveitar da ocasião, alguns políticos com certeza.
Agora, já sou um homem velho e continua-se a falar no aeroporto, sem se saber muito bem como esse assunto terminará. O nosso governo, com a força da sua maioria no Parlamento, avisou, ontem, que vai avançar com a obra e de um modo que nunca se tinha falado. Planeia fazer, a toda a pressa, uma pista no Montijo para desviar de Lisboa os voos Low Cost que estará pronta daqui a dois ou três anos e depois avançar com um aeroporto em grande, no Campo de Tiro de Alcochete, para substituir a Portela/Sacavém que será entregue aos interesses imobiliários, lá para o fim dos anos 30 (deste século).
Várias vozes se levantaram já contra essa ideia e até o presidente Marcelo ficou de boca aberta, quando soube da notícia. O PS mostrou (mais uma vez) que não tem o mínimo respeito pelo Presidente da República. Há estudos em curso, há responsabilidades assumidas, referentes à obra no Montijo, e alguém terá que os pagar, quer se façam ou não. Adivinho que acabará por sobrar para os contribuintes, mais uma vez.
Para ficar uma obra em condições, terá que ser construída uma autoestrada com 6 pistas de rodagem até à margem do Tejo para embicar numa ponte, não sei se na Vasco da Gama se numa nova que se fala já que terá que ser construída de raiz. E uma ligação ao Caminho de Ferro será também obrigatória. Já vejo os construtores a esfregar as mãos de contentes a pensar nos milhões que serão gastos nessa obra. E depois ainda vai ser preciso arrancar muitos sobreiros, o que vai aquecer os ânimos dos ambientalistas e de alguns políticos que se escondem à sua sombra.
Em conclusão, vou morrer sem ver a obra realizada, sem aterrar ou levantar voo em Alcochete e sem ver os novos arranha-céus na Portela que dará à Câmara de Loures milhões de euros em licenças de construção, IMT e IMI. Até essa cambada (agora sem o Bernardino comuna) estará já a esfregar as mãos de contente e os olhos a brilhar de cobiça.
Os meus filhos, netos e bisnetos que se preocupem em pagar essa conta, pois comigo já ninguém pode contar, antes desse tempo chegar já estarei lá cima a espreitar o que se passa neste desgraçado país e talvez, ao meu lado, esteja o Costa a torcer a orelha pelo resultado que deu a sua decisão tomada no dia de S. Pedro, em 2022!

quarta-feira, 4 de março de 2020

Agora é a sério!

O primeiro-ministro recebe em São Bento os seis presidentes cujos municípios vão ser afetados pela construção do aeroporto do Montijo, na base aérea n.º 6. Uma reunião de emergência solicitada por António Costa, que visa encontrar pontos de entendimento…o que poderá ser difícil.
António Costa decidiu chamar seis autarcas das câmaras afetadas para uma “reunião de emergência” em São Bento. O principal opositor já é conhecido, e será o primeiro a ser recebido por Costa e por Pedro Nuno Santos. É Rui Garcia, presidente da Câmara Municipal da Moita, que já se mostrou contra a construção do aeroporto do Montijo.


Começou o primeiro round da luta para ver quem leva a palma e sabermos se o aeroporto fica no Montijo, ou se o Costa inventa qualquer solução que agrade a todos. Nisto da política nunca há certezas. Uma promessazinha de ocasião ao autarca descontente pode mudar o rumo das coisas. Pergunto-me o que faltará na Moita que os dinheiros públicos possam pagar e faça o respectivo autarca mudar de opinião. Uma variante, uma rotunda, talvez uma estátua de Cunhal na praça principal da sua cidade, serão trunfos em cima da mesa.
Eu que sou contra o aeroporto, rezo para que não se entendam, dê isso o resultado que der. O novo aeroporto tem de garantir o fecho, ou diminuição drástica, do tráfego no aeroporto da Portela e por isso eu sou contra o Montijo que não preenche esses requisitos.
Hoje, somos todos RUI GARCIA, vamos à luta !!!

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

Eu sou contra!

O decreto-Lei 152-B/2017, de 11 de dezembro, que transpõe a Diretiva nº 2014/52/UE, quando este diz o seguinte: “questões ambientais como a eficiência e sustentabilidade na utilização dos recursos, a proteção da biodiversidade, as alterações climáticas, o território, o solo e os riscos de acidentes e catástrofes ganharam na conceção das políticas, razão pela qual passaram a constituir elementos importantes na avaliação e nos processos de tomada de decisões”.


Não vai valer-me de nada, mas vou iniciar uma campanha contra a instalação de um aeroporto civil no Montijo. E pelo encerramento da Portela também. Quando este foi feito estava fora de Lisboa, mas entretanto a cidade foi-o rodeando e há mais gente a viver na área do aeroporto que na Baixa Pombalina. É impossível viver em Lisboa com aviões a roncar nos nossos ouvidos, minuto a minuto.
Todas as capitais europeias foram construindo novos aeroportos, longe do centro, para substituir, ou pelo menos não deixar aumentar o tráfego, nos antigos. Paris, Londres, Colónia, Roma são exemplos disso.
E já que querem aumentar a capacidade de 30 para 50 milhões de passageiros por ano, não há modo de fugir a um novo aeroporto. Assim sendo, torna-se necessário fazer uma obra a sério, de raiz e com um futuro garantido. É bom começarem já à procura de um terreno que sirva para o efeito e reservem toda a zona, 10 ou 15 quilómetros em redor, para evitar a habitual especulação imobiliária. Que não seja muito distante da Linha do Norte para se poder criar um ramal de acesso e de uma autoestrada para garantir o movimento das gentes.
Ir para a margem sul não me agrada muito, pois ter o Tejo pelo meio complica muito as coisas. Depender das pontes actuais, ou construir outras para chegar ao aeroporto seria um mau princípio. Entre Santarém e Vila Franca tem que haver um local que sirva para o efeito. Serão umas quantas vinhas a menos na zona do Cartaxo, mas isso tem solução fácil, podem mudá-las para o Campo de Tiro de Alcochete que sem o aeroporto fica sem qualquer utilidade.


Deixo aqui uma proposta de localização. Fica perto da prisão de Alcoentre e daria uma óptima distracção para os presos. Poderiam fazer aquele jogo de adivinhar o modelo do avião, a companhia aérea ou o país de registo, quando os aviões viessem ainda longe.
Vale tudo para fazer vingar a minha ideia (como faz o PS com a dele sobre o Montijo)!

terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Coisas lindas, coisas feias!


Hoje encontrei esta imagem nas notícias e achei-a linda e digna de figurar no meu blog. Nem parce a velhinha ponte Salazar, a que alguns, por azia, mudaram o nome e que dizem estar a cair aos pedaços. Cá para mim que não sou parte interessada na coisa, o que procuram, os tais que dizem que ela está toda arruinada, é uns milhõezitos para a dita reparação, de onde consigam cortar uma fatia para eles próprios. Quem não os conhece que os compre.
Outra notícia que me pôs os cabelos em pé foi o "mal-ajambrado" aeroporto da OTA, Alcochete, Montijo e, de novo, OTA. As Câmaras Municipais da região Oeste juntaram-se para reclamar a ida do aeroporto para a Ota. Que em todos os lugares aventados como hipótese há prós e contras, mas é na Ota que os contras são menos que os prós. Eles lá sabem, mas a mim cheira-me a esturro. Depois de milhões e mais milhões de euros gastos em estudos de toda a espécie, chegou-se à conclusão que a Ota não servia. É preciso ter muita lata para vir alhuém, agora, dizer que afinal sempre serve.
Bem me lembro de, no governo de Sócrates, alguém ter desenhado uma autoestrada com 6 pistas de rodagem e mais duas para o TGV, a ligar o aeroporto da Portela ao novo da Ota. Aquilo era um luxo, qualquer coisa a imitar Hong-Kong e Macau e todos esses exageros orientais, onde há mais pessoas que terrenos livres para se circular e se torna necessário andar pelo ar. Gastador como era esse nosso Primeiro Ministro e sempre de olho na comissão que cada obra lhe deixaria na conta da Suíça, foram milhares de milhóes de euros orçamentados para essa obra que nunca viria a realizar-se.
Nunca não posso dizer, pois parece que já há quem a queira desenterrar com a desculpa que as cegonhas, os patos e outros passarecos precisam dos pântanos do Samouco para aterrar e levantar voo e não podem ser despejados do seu habitat pelos aviões da Azul, Ryan Air, Easyjet e outros que nem sequer a TAP está já em questão. Ainda não ouvi o deputado do PAN pronunciar-se sobre o assunto, mas não deve faltar muito para alguém lhe chamar a atenção para tão grave atentado à saúde dos seus representados volantes.
A mim o que mais me preocupa é o custo destas idas e vindas, dos sims e dos nãos, assim como dos caríssimos estudos encomendados aos amigos dos governantes, mesmo que haja um par deles iguaizinhos arrumados na gaveta da Secretaria de Estado das Obras Públicas. Dinheiro que não temos, que somos obrigados a pedir emprestado (é boa altura, os juros estão baixos, dizem eles) para enfiar nos bolsos desses enganadores do Povo.
Volta, Troika, antes que seja tarde demais!