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sexta-feira, 10 de junho de 2022

Dia de Portugal ...!

 ... das comunidades, do Camões e dessas coisas todas que ouço falar desde que era ainda pequenininho e da barba ainda nem sinal! Tudo muito bonito, muitos discursos inflamados, muita gente engravatada, uns quantos F-16 a gastar gasolina (um roubo, ao preço que ela está), muitos militares, novos, velhos e assim-assim, a desfilar ao toque de caixa e o Zé Povinho com a vida cada vez mais encalacrada!

O Costa não apareceu, ninguém me tira da ideia que ele teve medo de enfrentar a multidão que se preparava para lhe gritar poucas e boas sobre a sua governação em maioria que só prova ser boa para ele e os amigos que vivem à conta do erário público. Essa da doença a precisar de 3 dias de repouso não cola!

Mas gostei da festa, em Braga, a coisa pareceu-me muito melhor que as edições do passado no esturro de Belém. E o POVO que estava a assistir era mais povo a sério, mais rural e com mais alma. O Professor Marcelo puxa a festa para a terra dele e acho que faz muito bem, Portugal não é só Lisboa!

Os antigos combatentes tinham prometido uma espécie de «greve de braços caídos» em frente ao memorial dos heróis da Guerra do Ultramar, mas ainda não mostraram nada na televisão. Vou ficar á espera das últimas notícias para ver o que aconteceu, ou se desistiram da operação.

E o Camões, coitado, vendeu um olho por dois tostões, mas ficou famoso, ao fim de 500 anos ainda falam nele!!!

quarta-feira, 10 de junho de 2020

O Camões!

Metade dos portugueses aprendeu a odiar o nosso maior poeta por ter sido obrigado a estudar a sua obra literária mais conhecida, «Os Lusíadas». A outra metade nunca estudou e não fazia a menor ideia de quem era o homem da pala num olho. Não deve ser muito diferente, agora, pois a disciplina de Português não agrada aos estudantes e muitos se vêem "gregos" para terminar os seus estudos por causa disso.
Hoje, comemora-se a data do seu nascimento, há 496 anos. Penso que a festa maior será em 2024, ano em que faria 500 anos. Se vivêssemos em tempos de mais fartura, haveria festa rija, seriam inaugurados mais uma dúzia de monumentos pelo país fora e, certamente, seria lançada uma série de selos do correio com a sua imagem.
Aqui na Póvoa, a Praça Luis de Camões tem uma estátua do Sá Carneiro. Não tenho nada contra esse senhor da política, mas o lugar dessa estátua devia ser em Barcelos, de onde procede a sua família. Uma estátua, em ponto grande, seria o mais indicado, em pé e com o rolo de pergaminhos que eram a sua obra erguido ao alto na sua mão direita. Isto para evitar que o mar lhos levasse, visto que vivemos numa terra à beira-mar e a não mais que meia dúzia de metros de altura acima do nível deste. Como se fartam de nos avisar que o mar vai subir e roubar às lusas gentes o que estas lhe roubaram nos últimos séculos, há que ter algumas cautelas.
Quanto aos selos comemorativos do nascimento de Camões, em 1524, não me parece que faça qualquer sentido, pois além de os Correios estarem mais que falidos - actualmente é o «electronic mail» que está a dar - e as poucas cartas que circulam por aí são apenas franquiadas, já se perdeu o velho hábito de lamber o selo.
Outra efeméride que foi anexada a esta data é o «Dia do Combatente», pensando nos muitos mortos da Guerra do Ultramar, os quais, tal como o nosso poeta, saíram de Lisboa a caminho de uma guerra que não era a sua, em defesa da Pátria e da sua bandeira. Hoje, ás 12.00 horas, haverá uma espécie de minuto de silêncio que deverá ser respeitado por todos os combatentes ainda vivos, em memória dos seus camaradas que deixaram a vida na Guerra Colonial.
Para a nossa juventude, principalmente, os que nasceram já neste século, este dia é só um feriado em que não se trabalha nem vai à escola. Para eles é bom e basta !!!