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quinta-feira, 26 de março de 2026

Correr o fado!

 

O fadista alentejano!

Já escrevi algumas vezes sobre "correr o fado" que era uma coisa que assustava os antigos, como a minha avó que nasceu na última década do século XIX e me criou como o seu "menino de ouro"!

Histórias de lobisomens e coisas ruins, fantasias metidas na cabeças de pessoas com pouca instrução e nenhum conhecimento do mundo por párocos de freguesia que viam o diabo em todo o lado e queriam garantir o céu aos seus "fregueses" (paroquianos) a qualquer custo. O diabo era o mal que Deus permitiu que andasse pelo mundo a tentar as almas para provar que elas eram merecedoras de ir para o céu, depois da sua efémera passagem pela terra.

Um moço namorava uma linda rapariga da pescaria. Quando achou tempo de se casar, propô-lo à rapariga, para começarem a fazer os preceitos da classe. Mas ela disse em resposta: “Casar não; eu não posso casar” e deu em chorar que nem uma videira. O moço ficou admirado, tanto mais que sabia que a rapariga lhe tinha amor. Instou com ela para que lhe dissesse os motivos. E a rapariga sempre: “Não posso dizer! Não posso dizer!” E por mais que o rapaz voltasse a instar, ela confirmava: “Não posso casar! Não posso casar!” Então o rapaz perguntou-lhe se era coisa de honra. “Não há nada de honra, juro-te !”, e chorava. O moço disse que lhe tinha de dizer à força, custasse o que custasse; se era coisa que ele pudesse remediar, nem que arriscasse a vida, que o fazia. Então, ela contou: “Sou bruxa! Tenho que correr o fado!...” Ele perguntou-lhe: “Não há remédio para isso ?” – “Há. Tu podes quebrar o meu fado, mas arriscas a tua vida! Se quiseres valer-me, fazes o seguinte: Eu passo logo à meia-noite com as minhas companheiras junto do castelo. Sou a sétima. Quando chamarmos Lulu! Lulu! – que é o chamadoiro do Diabo – tu estás dentro de um S. Selimão de seis pernas, riscado no chão, enlaças-me com uma corda e arrasta-me para dentro e assim quebrarás o meu fado.” O rapaz foi uma hora antes, riscou o S. Selimão e pôs-se à espera. Quando elas vieram, contou até à sétima e enlaçou-a, arrastando-a para dentro do S. Selimão. As outras bem quiseram chegar-lhe, mas o siglo afugentou-as e assim se quebrou o fado da rapariga, que casou com o rapaz.

Esta é uma das histórias do anedotário poveiro, no que se refere a correr o fado e que vos deixo aqui para pensarem no assunto. Se acreditam nestas coisas, não saiam de casa à noite sem levar um espelho no bolso e um crucifixo pendurado ao pescoço.

Corredor é a pessoa que tem que correr o fado, quer dizer, durante a noite toda vai percorrer um caminho onde vai passar a correr por sete pontes, sete fontes, sete montes, sete encruzilhadas, sete portelas de cão. O corredor é um ser mutante, pode assumir a forma de lobo, de cão ou outro animal. Quando se encontra um, para quebrar o fado deve fazer-se sangue, isto é, fazê-lo sangrar.

Agora, mais a sério, ontem falei com a Drª Patrícia que determinou (pelos poderes que tem) que o meu fado começa no dia 15 de Abril. No primeiro dia trata-se apenas de fazer uma colheita de sangue, registar o meu peso, a minha altura para prepararem o "caldinho" que me será injectado nas veias no dia seguinte. Serão 6 horas de castigo, sentadinho no cadeirão e armado de paciência! O primeiro é que custa mais, disse ela, se correr bem (?) os seguintes serão mais fáceis!

As suas últimas instruções foram para eu gozar a Páscoa, saborear o pão de ló, enquanto ela tira duas semanas de férias e se prepara, ganha coragem, para mais um semestre de trabalho tratando os doentes contaminados pelo bicho-mau que recorrem ao hospital em que trabalha. Se calhar, vou vomitar tudo o que comer, quando começar o tratamento, e foi por isso que ela me recomendou que saboreasse o pão de lá!

domingo, 8 de março de 2026

Eu e a LLC!

 Tenho andado a documentar-me sobre a minha "nova" doença para saber como devo comportar-me, se devo seguir os conselhos dos médicos ou mandá-los bugiar e receitar tratamentos agressivos ao seu paizinho e mãezinha.

Os sintomas da leucemia linfática crónica não são exclusivos, podem aparecer noutras doenças. O facto de ter um ou mais dos sintomas aqui descritos não significa que tem leucemia linfática crónica

No início da doença, em muitos casos, não há sintomas. Esta doença é frequentemente diagnosticada porque o doente fez uma análise de sangue de rotina ou por outra razão qualquer que não por suspeita de leucemia. Metade das pessoas com leucemia linfática crónica não apresentam sintomas. Durante um tempo que pode ser de meses a anos, um grande número de linfócitos anormais pode acumular-se em circulação sem causar problemas.

Com o passar do tempo, os linfócitos anormais preenchem a medula óssea, tornando difícil a substituição das células normais do sangue que vão morrendo.

Tal como é referido, ali acima, eu não tenho quaisquer sintomas e só as análises clínicas deram pistas aos médicos para me fazerem uma biópsia à medula e confirmarem que, de facto, estou doente. E quando a Drª Patrícia me disse que eu tenho dois cancros, poderia ter-me dito que a LLC (Leucemia Linfática Crónica) vem sempre acompanhada de um Linfoma (depreendo eu daquilo que li), uma coisa leva à outra, para não dizer que é uma doença bivalente, ou seja, não aparece uma sem a outra.

Gostava de ter perdido peso, mas ainda não aconteceu, algum apetite perdi, é um facto, não tive quaisquer hemorragias suspeitas e as dores articulares que me têm infernizado a vida, nos últimos 20 anos, podem vir daí ou de qualquer outra coisa. Ter areia na engrenagem dá cabo dos rolamentos, é uma constatação da mecânica. As nossas articulações mais importantes são aquelas que funcionam com rótulas (os rolamentos do corpo humano) e só me queixo dos joelhos e tornozelos, ancas e ombros estão como novos. Ia-me esquecendo que tenho o baço com quase o dobro do tamanho!

Daí que as minhas dores tenham sido sempre associadas ao meu peso que, quando era jovem bebedor e fumador andava pelos 85 kilos e depois dos 50, sem cigarros nem bebedeiras foi até perto dos 120 kilos. Uma vez houve um médico que me disse: - você carrega uma mochila de 25 kilos às costas, livre-se dela e as dores desaparecerão! Agora dizem-me que a LLC pode provocar imensas dores, como se fosse uma doença reumática que era a eterna desculpa das dores dos velhotes. Tem reumático que se há-de fazer!

Chego a um ponto que nem sei se é bom ou mau ser sabedor de todas estas coisas, talvez o melhor seja esquecer e deixar os médicos do nosso SNS fazer aquilo que julgarem melhor. Afinal gastamos muitos milhões do nosso OE para os manter e eles devem saber o que andam a fazer. Quero acreditar que não me vão pôr a fazer quimioterapia só porque sim, eles devem ter algumas bases que os levem a decidir dessa maneira.

Há um velho ditado que já ouvi muitas vezes e que vou citar aqui à laia de despedida. Quem não morre novo, de velho não escapa! E eu já estou velho, naquela situação em que já se avista a meta, lá ao longe, tal e qual como se vê uma estrada a fervilhar, assemelha-se a vapor de água a sair do alcatrão, num dia de verão, em terras de muito calor, como é Santarém, Beja ou Serpa!

terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Dor de cotovelo!

 A dor de cotovelo é uma coisa lixada!

Não me refiro ao sentimento de inveja que alguém sente quando vê a sorte bafejar o seu irmão, amigo ou vizinho esquecendo-se desse alguém que se acha mais merecedor. Nem tão pouco àquela dor lancinante que se sente ao bater com o cotovelo, inesperadamente, em qualquer coisa dura. Não, trata-se apenas de bursite, um mal que me aflige, desde há alguns anos. Doença de velhos, digo eu!

A bursite de cotovelo (ou olecraniana) é a inflamação da bursa na ponta do cotovelo, resultando em inchaço ("bola" mole), dor, sensibilidade e, por vezes, limitação de movimento. Causada geralmente por traumatismos diretos, apoio prolongado ou movimentos repetitivos, o tratamento inclui repouso, gelo, anti-inflamatórios e, raramente, punção ou cirurgia.

Sempre dormi no lado esquerdo da cama. Quando a minha filha se casou, decidimos, eu e a minha companheira de cama e mesa, abandonar o nosso quarto e ocupar aquele que era dela por ser mais pequeno e mais fácil de manter a uma temperatura agradável. O nosso era grande demais, frio e desagradável na maior parte do ano, só no calor do verão se estava lá bem.

Com a mudança mudei também de posição, passando a dormir do lado direito, já não me recordo muito bem do porquê, mas acho que foi a minha mulher a exigir ficar daquela lado, o lado da janela. Isto aconteceu nos idos de 1994 e mantém-se assim até hoje. Podem dizer que isso tem tem importância nenhuma e não influencia a nossa vida seja em que aspecto for.

Mas estão enganados! Com o avançar da idade e a perda de massa muscular somos obrigados a recorrer a alguns truques, pequenos nadas que nos ajudam a levar a cabo as tarefas a que não podemos fugir. Uma dessas tarefas é o levantar da cama sempre que achamos chegada a hora de lhe dizer adeus. Como os músculos que, na juventude nos faziam saltar como gafanhotos em campo de trigo, se foram, não sabemos para onde, somos obrigados a usar o braço como alavanca para nos sentarmos na cama e iniciar o processo de espreguiçar, vestir, calçar, etc. e tal.

E foi assim que comecei a sentir a tal dor de cotovelo e desenvolvi a tal bursite que cada vez me incomoda mais. Quando sentado à mesa, se decido apoiar o cotovelo lá vem aquela dor lancinante que me obriga a meter a mão debaixo da mesa e a mão pousada sobre a coxa. Mesmo numa superfície almofadada, como é o cadeirão em que estou sentado agora, a dor está sempre lá e pede que a pressão sobre o cotovelo seja reduzida ao mínimo.

Tenho pensado em recorrer a uma pequena cirurgia para resolver o problema, mas estou tão cheio de correr para o hospital que só de pensar nisso lhe perco a vontade. Por falar nisso, é já na próxima semana que tenho marcada uma entrevista com a minha médica de hematologia para saber o resultado da biopsia que me fez, no fim de Janeiro. Ela disse-me que era apenas para estabelecer o tratamento certo para o meu caso e, espero bem, que não passe disso.

E termino com um desejo. Que a dor de cotovelo não vos atinja, seja ela física ou moral! E toca a gozar o Carnaval que é hoje o dia certo para isso!

domingo, 10 de agosto de 2025

Transporte de Proteínas (Mitocondrial)


Numa pesquisa rápida que fiz, a propósito de outro assunto, dei de caras com este curto video e resolvi fazer a minha publicação de hoje à volta do assunto saúde.

No ano em que apareceu em Portugal a pandemia do Corona vírus (Sarscov2), andava eu a ser acompanhado por um médico nutricionista para reduzir o meu (exagerado) peso que me forçou a andar de muletas, por mais ou menos 2 anos, e depois de bengala, mais 2 ou 3 anos. Por causa da proibição de sair de casa e de frequentar ajuntamentos de pessoas, eu deixei de ir à consulta e, aos poucos, abandonei a dieta que me era recomendada.

Mesmo assim consegui "encolher" 20 Kgs e passar para baixo dos 100 que tinha ultrapassado, quando deixei de fumar, aos 44 anos de idade. O segredo passava por nunca comer carne nem pão e abusar na canela, nas saladas e outras coisas pobres em gorduras e proteínas. Mas ele procurava que eu ingerisse um mínimo de proteína, sem a qual o físico se vai abaixo, e usava o peixe para isso ou, em última análise, os ovos.

As proteínas de origem vegetal são as melhores e fartei-me de comer feijão e grão de bico. E depois há os peixes, alguns com um bom teor de ómega 6, cuja proteína é, de longe, mais saudável do que aquela contida numa posta à mirandesa. Ao pequeno almoço flocos de aveia com leite de soja e polvilhados com canela, aos lanches, ao meio da manhã e da tarde, bolachas marinheiras (caras para caramba). Esse tipo de coisas era o que mais me custava a engolir e a falta do vinho às refeições matava-me.

Um copinho de maduro tinto ele autorizava que eu bebesse, mas quem gosta de regar uma salada de alfaces com vinho tinto? Ele ensinou-me aquele truque de dividir o prato ao meio e reservar uma das metades para legumes crus ou cozidos, ao meu gosto, e depois dividir a outra metade em duas, uma das quais preenchida com arroz ou massa integral, mas de preferência com leguminosas e a outra com uma miniatura de peixe ou carne, esta de peru ou frango.

O video acima que explica a mecânica da absorção das proteínas pelo nosso organismo fez-me lembrar daquelas escadas que é comum ver ao lado das barragens e que servem para que os peixes que desovam nos rios consigam vencer o desnível criado pelo paredão da barragem. Foi essa analogia entre o caminho das proteínas e o dos peixes que querem desovar o mais a montante possível que me inspirou para escrever esta publicação de domingo, dia 10 de Agosto, dia em que a minha filha (do pecado) faz 54 anos.

Como o tempo corre!!!

Escada para peixes

domingo, 20 de julho de 2025

Más notícias!

 


Para vós e para mim que sou quem tem que suportar as dores lancinantes que tenho no meu pulso esquerdo. Escrevo estas poucas palavras só usando a mão direita, mas aviso já que não penso repetir a coisa. Ou isto melhora ou paro por algum tempo.

Não sei qual a causa da doença e vejo 3 possibilidades. A primeira que me vem à cabeça é a artrose que me tem afectado todas as articulações. Lembro-me de, há dois ou três anos, ter andado com um braço ao peito, durante quase dois meses. A dor é a mesma e no mesmo pulso.

A segunda e um pouco mais rebuscada é uma inflamação no túnel cárpico que é bastante comum a quem usa muito as mãos, especialmente, se o fizer em tarefas muito repetitivas que exijam movimentos constantes da articulação do pulso. Fazer crochet ou tricot, assim como teclar num computador estão neste caso.

A terceira e última suspeita também tem razão de ser. Trata-se de uma tendinite a afectar os tendões que comandam o movimento dos 5 dedos da mão que eu uso para segurar o Telelé ou o tablet em que passo o dia a seguir as redes sociais, escrever comentários e/ou resolver problemas de Sudoku, entre outros jogos para entreter, quando estou acordado.

Seja qual for é um stress! Não dormi nada esta noite, acordava cada vez que me mexia, era como se me estivessem a cortar a mão!


O comentário do Valdemar deixado na monha publicação anterior, fez-me ir à procura da Agenda 2030 da ONU, pois não me lembro de alguma vez ter ouvido falar disso na nossa comunicação social. E se eu não ouvi, é quase certo que poucos portugueses ouviram e isso não são boas notícias, uma vez que a ideia seria congregar os esforços de todos para se atingir o objectivo proposto 

quarta-feira, 2 de julho de 2025

Pela minha rica saúde!

 As notícias que a televisão martela, durante as 24 horas que dura o dia, sobre nós, os nossos olhos e ouvidos, quase me obriga a fazer uma publicação sobre o assunto. Mas (esta conjunção adversativa tem muita força), não quero tornar-me uma espécie de CMTV que aparece logo a encher os ecrans, logo que acontece algum acidente ou coisa parecida que suscite a atenção do público.

No entanto, sempre quero lembrar que o culpado maior é o Primeiro Ministro e não a ministra da saúde. Foi ele quem a nomeou e insiste que ela é capaz de desempenhar o cargo. Se é ou não, eu não sei e tenho raiva de quem sabe, mas que as coisas vão cada vez pior na saúde é um facto indesmentível. Nota-se na falta de médicos de família, nas consultas e cirurgias que demoram até os doentes morrerem e nas despesas de saúde que duplicaram em poucos anos.

A questão das grávidas e dos partos dentro das ambulâncias, enquanto procuram quem os possa atender, são apenas um dos aspectos mais abraçados pelos noticiários, pois quem rege as notícias sabe o impacto que isso tem nas audiências. O cerne da questão é outro e comum a cada uma das profissões exercidas pelos meus colegas e conterrâneos, o salário que o patrão quer (não é pode, é mesmo quer) pagar a quem contrata para lhe tirar as castanhas do lume.

Abro aqui um parêntesis para lembrar a fábula do macaco que não é parvo e usa uma esperteza para tirar as castanhas do lume.

A expressão "macaco a tirar as castanhas do lume" refere-se a alguém que se aproveita do trabalho ou esforço alheio, deixando que outros assumam os riscos ou dificuldades enquanto essa pessoa colhe os benefícios. A expressão tem origem numa fábula, onde um macaco usa a pata de um gato para retirar castanhas do fogo, deixando o gato se queimar.

Assim fazem os portugueses também, aqui não encontram o que procuram, partem à procura do lugar onde isso exista. Neste caso o macaco é o Montenegro que assumiu com a maior prosápia ser capaz de governar este país melhor do que fizeram os seus antecessores e na prática só tem dado barraca. Quando ele se concentrar na discussão do SMN (Salário Médio Nacional) e esquecer o mínimo que foi inventado apenas para obrigar os patrões a pagar salário às criadas de servir e empregadas de limpeza, começará a trilhar o caminho certo.

Um salário aceitável para todos os trabalhadores com formação específica e a proibição de pagar menos de 1.500€ (a título de exemplo) para quem tenha formação superior. Sem esquecer um benefício fiscal para quem empregar trabalhadores à procura do primeiro emprego ou académicos a sair das universidades. Aí teremos encontrado metade da solução, a outra metade tem a ver com a vinda dos emigrantes de forma descontrolada.

Já todos percebemos que os portugueses não querem fazer filhos, pois não têm as mínimas condições para os criar e educar. Antigamente, fazia-se, dizem alguns comentadores, mas antigamente acontecia por não haver anti-concepcionais, digo eu, e o zé povinho aceitava isso como um merecido castigo pelo pecado cometido, cuja penitência era o trabalho que era obrigado a fazer para pôr comida na mesa. Eu vivi isso em minha casa, o meu pai teve 13 filhos e trabalhou como um escravo para não os deixar passar fome.

E que não temos trabalhadores, para fazer seja o que for, pois os nossos filhos querem todos um curso superior e depois não têm capacidade para fazer nada, exceptuando ir encher prateleiras para as grandes superfícies comerciais, também já todos percebemos. Por isso, deve ser gizado um plano para procurar na emigração aquilo que nos falta. Como o Costa e o PS fizeram na última meia-dúzia de anos é que não pode ser e este governo está demorar demais para pôr cobro a isso.

Os emigrantes continuam a alimentar as filas à porta da AIMA sem que se veja qualquer melhoria. E enquanto isso não estiver sobe controlo não vale a pena exigir a demissão da Ministra da Saúde. Que culpa tem ela se um serviço que estava dimensionado, e com falhas, para atender a nossa população, de repente recebe mais um milhão e meio de utentes? Há meia dúzia de anos, tínhamos cerca de meio milhão de emigrantes, agora estamos a chegar aos dois milhões.

Que bom para a economia, que bom para a Segurança Social, dizia o António Costa, mas sem perceber o buraco em que se estava a meter. Agora cabe ao Montenegro tirar as castanhas do lume ou inventar um macaco que o faça por ele. Deixem a Ministra da Saúde em paz!

Lupus é uma doença auto-imune
Vou começar a ser seguido no Pedro Hispano
por suspeitas de sofrer dessa doença

terça-feira, 29 de outubro de 2024

A greve!

 


A greve é um direito de todos os trabalhadores! Verdade indesmentível que devemos (todos) reconhecer e sem margem para dúvidas.

A greve está a ser usada como ferramenta política pelos sindicatos e pelos partidos e isso já é muito discutível. Quem decreta a greve esquece-se de que complica a vida a toda a gente e, muito raramente, colhe frutos dessa opção que fez para reclamar os seus direitos.

Há muitos outros caminhos e meios de obrigar os patrões a cumprir os seus deveres, antes de partir para a greve. E falando de patrões, acho que toda a gente já percebeu que é o patrão "Estado" que está na berlinda, os privados escolhem melhor os seus trabalhadores e resolvem os problemas com eles, antes de chegar à greve (nem sempre, mas quase).

Ontem, foram os «Técnicos superiores de Diagnóstico» que disseram não ao trabalho. E atingiram-me a mim que não tenho nada com isso. Tinha marcada uma pequena cirurgia e por culpa deles fiquei casa, adiando a dita para um dia em que eles se apresentem ao serviço. Se o Montenegro não lhes der o aumento, pode ser que vão para a Inglaterra ou outro lado qualquer, onde ganhem mais, e não voltem ao hospital em que vou fazer a tal cirurgia. Se não forem estes serão outros, eu fico à espera.

Uma semana de preparação, medicamentos engolidos e injectados para preparar o corpinho para fazer a coisa a preceito, e tudo por água abaixo. A quem posso reclamar a despesa feita e o desconforto vivido? Haverá alguém que me devolva isso?

Dentro de duas ou três semanas, terei que recomeçar o processo, haja paciência para tanto!

terça-feira, 27 de agosto de 2024

O que é bom ... acaba depressa!

 

Ontem, foi dia de ir ao controlo!

Podia ter corrido melhor! A médica que fez a verificação disse-me que já no último controlo a coisa tinha ficado em dúvida, mas desta vez não havia qualquer dúvida, a bateria que alimenta a maquineta está, praticamente, no fim e tem que ser substituida.

Vai ser a minha prenda de Natal, pois por essa altura terei que ir ao bloco operatório, fazer um corte na pele, sacar o aparelhinho cá para fora, abrir a caixinha e trocar-lhe a pilha que "deve" aguentar mais dez anos. Será que ainda andarei por aqui, em 2034? Logo veremos, é só esperar até passar o Natal de 2033!

Antigamente, a reforma era aos 65 anos e muitos não conseguiam lá chegar. Morrer pouco depois dos 60 era mais ou menos normal. Na minha família, salvo casos raros e acidentes, todos têm passado dos 80, os meus pais passaram dos 90. Na lógica (que é uma batata) eu também devo seguir esse caminho, com a ajuda do pacemaker e muita droga que sou obrigado a engolir todos os dias.

Como sou católico, embora pouco praticante, sou obrigado a terminar este meu curto comunicad dizendo: - seja o que Deus quiser! 

terça-feira, 9 de abril de 2024

Mais uma noite mal passada!

 Esta noite, revivi a agonia em que viveu o meu irmão mais novo, nos últimos meses que passou neste mundo. Ele contraiu um cancro no piloro, a válvula que liga o nosso estômago ao intestino delgado. Ainda foi ao bloco operatório, mas o cirurgião, perante aquilo que viu, voltou a coser  a carne para fechar a ferida do bisturi e avisou a família que se preparasse para o pior. E o pior não foi a morte dele, mas sim os 6 meses que demorou a morrer. Tudo o que metia no estômago tinha que ser vomitado ou retirado do seu abdómen, através de uma punção abdominal, para onde escorria pelo buraco aberto no fundo do estômago, pois o caminho para o intestino estava obstruído.

Eu estou a sentir-me um pouco como ele se sentia, sempre que como alguma coisa é um martírio para o bolo alimentar seguir o seu caminho, as dores são insuportáveis e ao intestino grosso não chega nada. A obstipação não tardará a mostrar os seus resultados e tenho que me preparar para aguentar mais umas dores. Como dizia o outro (que já não recordo quem era), cada um tem a sorte que merece!

Ao passar por um dos blogs amigos encontrei uma coisa de que gostei e para suprir a minha falta de inspiração trouxe-a comigo para vos oferecer. Ora vejam:

A mulher foi feita da costela do homem,
não dos pés para ser pisada, 
nem da cabeça para ser superior,
mas sim do lado, para ser igual,
debaixo do braço, para ser protegida
e do lado do coração,
para ser AMADA.

segunda-feira, 8 de abril de 2024

Resultado 4 a 1!

 Levo 5 dias à bulha com a minha ursa e só hoje, ao 5º dia parece que posso marcar um ponto a meu favor. Os dias 4, 5, 6 e 7 foram para ela, o primeiro que levou ao hospital e os outros 3 que me massacrou com vómitos e dores abdominais, de manhã à noite.

Como a trouxe comigo, no regresso de Moçambique, parto do princípio que é negra, mas pode ser branca ou cinzenta, o que me interessa é virar o resultado a meu favor.

Estou a chegar a casa, depois de uma visita à médica de família para me receitar os exames da praxe, aqueles que terminam em "scopia" para analisar os extremos do nosso tubo digestivo. Antes de mais, temos que ter a certeza de qual é a raça do animal que estamos a combater. Imaginem, por um momento, que não é a minha ursa de estimação e se trata de outro inimigo que resolveu atacar-me de surpresa. Temos que o estudar bem (e depressa) para descobrir o melhor meio de o derrotar.

A noite passada vi-me grego com as dores abdominais, meti-me no paracetamol e a coisa abrandou. Espero que não volte tão depressa, pois dores não é comigo, sou muito sensível. E não vos maço mais com os meus problemas, pois cada um de vós já tem os seus próprios para se preocupar. Tenham um bom dia com muita saúde !!!

domingo, 7 de abril de 2024

Oh, machista que sou!


Há muitos anos que ando à bulha com uma "ursa" que trouxe de Moçambique e de vez em quando acorda para me moer a paciência! Se fosse um urso (macho) talvez tivesse mais sorte, pois as fêmeas são muito mais problemáticas e quando apanham um homem de jeito não o largam mais ou, no mínimo, deixam-no de rastos antes de o largarem.

Há 3 dias e 3 noites que não me larga e estou a ficar sem paciência, até me tirou a vontade de criticar o treinador do Benfica por ter preparado mal a equipa para jogar contra o Sporting. Tanto queria ganhar esse jogo, para continuar na ilusão de poder ganhar o título, e até senti a ursa rir-se da minha desilusão. Vou dedicar-me a ela, nos próximos dias e esquecer o Benfica, até ao fim de Julho.

Tenho meia dúzia de fêmeas ligadas à minha vida, todas me deram uma quota parte de felicidade e de problemas, umas mais fortes num caso e mais fracas no outro. Tenho sido capaz de conviver com elas sem me ir abaixo das canetas e com esta, a ursa, não será diferente. Tenho a firma convicção de que não será uma mera e antiga lesão no duodeno que me levará a cruzar a fronteira dos dois mundos, o dos vivos e o outro de que ninguém regressa para nos contar o que por lá se passa.

Regressei do hospital com uma medicação protectora e um conselho para fazer uma dieta sem riscos, o que prometo fazer durante alguns dias, depois espero poder regressar à minha vida normal. Vida que inclui o regresso às publicações frequentes nos meus blogs. E participação em alguns grupos, no Facebook, ligados à Marinha, aos Fuzileiros, a Moçambique e à Guerra Colonial.

Desejem-me saúde para conseguir isso !!!

segunda-feira, 27 de novembro de 2023

Máquina enferrujada!

 


Este não é o meu! Nem faço ideia se o meu está mais bonito ou feio que este, tudo o que me interessa é que ele continue a bater e a levar o oxigénio até às células, todas sem excepção.
Grande circulação, pequena circulação,
estudem para ficar a saber tanto como eu!

Na minha última consulta de rotina a médica achou que há uma irregularidade no funcionamento da minha máquina. Eu levei os exames que me tinha mandado fazer no cardiologista e deve ter sido o relatório que a alertou para esse facto.

Eu já sei que o meu coração funciona aos soluços e só não para porque o pace maker não deixa, portanto nada de admirar. Por essa razão a médica pôs-me num regime de controlo da pressão arterial, medindo-a 3 ou 4 vezes ao dia, para estudar a hipótese de me alterar a medicação. Depois de 15 dias de controlo disse-me que é melhor não mexer, pois para travar a subida da pressão corria o risco de perder o controlo da descida. O valor da pressão diastólica deve variar entre um mínimo de 6 e um máximo de 8 e a minha vai, com alguma frequência abaixo dos 6.

A minha pressão sistólica média é de 135, mas de vez em quando dá umas foguetadas acima dos 160. Há dias fui almoçar a um restaurante paquistanês que serve comida super temperada, como vocês sabem, e estava curioso sobre os valores que apresentaria, no dia seguinte. Uma maravilha, estiveram melhores que nunca. Ficou o recado, para normalizar a tua pressão arterial vai almoçar ao Royal Tandoori!

E mais não digo, portem-se bem e tenham uma boa semana!!!

quinta-feira, 18 de abril de 2019

Ai, a gota!

Problema piora com passar dos anos

Para quem está gordinho, o problema acentua-se. O que exige exercícios físicos, caminhadas e, claro, chás para ácido úrico alto como auxílio ao funcionamento orgânico e controle da gordura corporal.
Idosos estão mais propensos à doença, mas a gota pode começar a manifestar-se bem antes, ainda na juventude. Por isso é necessário ficar atento aos sintomas. Inchaços podem ser um dos primeiros, de forma especial no dedão.
Se você não iniciar o tratamento já nos primeiros sintomas, a tendência é de piorar com o passar dos anos. O inchaço vai para a pele e inicia-se a deformação de articulações e das mãos, com dores muito fortes.


Há mais de 30 anos que ultrapassei os limites de 0.75 (gramas por decilitro de urina) de ácido úrico no sangue, agora vou já (quase) no dobro. Não admira, portanto, que as reacções adversas do corpo comecem a notar-se. Durante uns anos, tomei um comprimido de Ziloric por dia. Depois, houve um médico que me disse que valia mais uma corridinha, uns alongamentos, um pouco de ginástica do que o comprimido. Assim deixei de o tomar, mas como sou um preguiçoso nato, esqueci-me da ginástica e das corridinhas.
E o resultado está à vista, a minha mão não está ainda tão mal como a da imagem que podem ver acima, mas vai a caminho disso. A mão direita está pior que a esquerda, com o dedo mindinho e o anelar bastante afectados, enquanto que a mão esquerda só foi afectada na articulação da falange do dedo indicador que "deflagrou" há cerca de dois anos, mas se mantém estável desde então.
Nos pés, onde é mais comum esta doença começar, tenho apenas um dedo deformado (muito) e, felizmente, não tem sido doloroso. Todos dizem que é o dedão o primeiro a ser atingido, mas no meu caso não tenho quaisquer sintomas no dedão, nem joanetes, nem nada. A coisa começou no dedo mais comprido, encostado ao dedão, que começou a mostrar aquelas calosidades próprias da acumulação de cristais de urato na articulação. O malvado já tem quase o dobro da grossura e começa a aleijar-me no sapato. Já me estou a ver de chinelos por causa dele.
Para baixar o ácido úrico mandaram-me tomar chá de urtigas. Nada mais fácil, uma vez que tenho a horta cheia delas!

domingo, 11 de fevereiro de 2018

Sexo, religião e saúde !

Igreja continua retrógrada, que se opõe ao progresso e à mudança, conservadora, arcaica e antiquada.
A Igreja deveria abster-se de falar de casamento ao proibir o casamento de padres. É uma contradição insanável. Como é que alguém pode falar de algo, sem experiência e conhecimento de causa!?
A Igreja deveria dar o exemplo e depois exigir. Ainda há uns anos atrás a Igreja era a favor que só se tivesse relações sexuais no casamento para procriar. O celibato e a abstinência sexual nos tempos que correm e comprovado por estudos científicos são contra-natura. 
Ter uma vida sexual activa só faz bem à saúde.
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Escolhi começar a minha publicação de hoje com estas palavras que transcrevi de um jornal que costumo ler e que fazem parte de uma declaração de Joaquim Jorge do Clube de Pensadores (pessoas que pensam pela sua cabeça e não embarcam na opinião de outros).
Sem qualquer excepção, cada um pensa o que quer em relação a todos os assuntos da sociedade, quer o afectem pessoalmente ou não. Digo isto para que se perceba que posso concordar, no todo ou em parte, ou discordar totalmente daquilo que disse o autor destas palavras, mas o problema subsiste e deve, portanto, ser discutido até à saciedade. Ser católico (praticante) limita muito a participação nesta discussão, pois ordens do Papa, e do Cardeal seu representante no nosso país, são para seguir à risca e nunca postas em questão, seja em que circunstância for.
Neste assunto a minha opinião é a coisa mais simples, mais directa e compreensível que existe. O sexo é um impulso natural de todo o bichinho saudável que povoa este planeta. Deus, seja ele quem for e esteja onde estiver, criou este mundo em que vivemos e ordenou a todos os bichos, bicho-homem incluído, que crescessem e se multiplicassem. E isso têm eles feito, desde então até aos dias de hoje, garantindo a continuação das espécies.
Por razões religiosas, ou quaisquer outras, vir alguém alterar a ordem natural das coisas, tal como foi imposta pelo seu Criador, é um erro crasso. Se o impulso que guia uma pessoa para o sexo bate à nossa porta, só temos que procurar um parceiro para executar a dança do truca-truca. E bem depressa, porque, nessas coisas do sexo, contrariar os impulsos naturais mexe com a cabeça de qualquer um e pode levar a desarranjos graves no cérebro.
E isso nós não queremos, pois não?
Então, bom domingo e muito truca-truca, se estiverem para aí virados!

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

A história dos «entas» !


Quem é novo não pensa nisso, mas conforme a idade vai avançando começa o "bestunto" a ficar mais receptivo a essas coisas da idade e suas consequências. Diz-se que as coisas se começam a complicar quando a nossa idade passa a ter um "enta". O primeiro dia dessa etapa da nossa vida começa no dia em que fazemos «QUARENTA» anos. Entramos na primeira etapa dos entas.
Nesta idade, se não houver problema maior, o que às vezes acontece, as queixas costumam ter a ver com o esqueleto ou com os músculos. Uma dorsinha aqui, outra acolá, nada que um comprimido ou um massagista não resolva. Mas um dia virá em que se comemora o 50º aniversário e começa a segunda etapa dos entas.
A não ser que um homem seja muito azarado, os dez anos desta segunda etapa costumam decorrer sem grandes aflições. Por vezes ataca a diabetes, uma insuficiência renal ou cardíaca, mas ainda sem encostar o "cliente" à parede. Eu diria que são os últimos dez anos de sossego de um homem normal. E aí chega o 60º aniversário que é a verdadeira fronteira entre tudo aquilo que a nossa vida teve de bom e o que o futuro nos reserva de mau. Terceira etapa dos entas, enfrentem-na com coragem que eu já o fiz.
Os dez anos que medeiam entre o 60º e o 70º aniversário são uma verdadeira prova de fundo, em que só os melhores chegam ao fim. Muitos vão caindo pelo caminho tomados dos mais variados males. Esses vão para o cemitério e ganham uma enorme vantagem aos que ficam, não sofrem mais nem dão mais dinheiro a ganhar a médicos e farmacêuticos. Os que ultrapassaram com sucesso essa etapa, embora com queixas de maior ou menor grau, celebram o 70º aniversário e podem ter a certeza que daí em diante só terão arrelias. É a chamada «Idade do Condor», o pessoal desta idade vive com dor na coluna, nas articulações, nos rins e por aí fora.
Mas a dor não é o único e, se calhar, o pior mal. Começam aqui as falências do nosso organismo, a audição, a visão, a capacidade de locomoção, os dentes, os rins, o coração, os pulmões, não falta por onde escolher. E há ainda outra coisa que também vai à falência, nesta etapa da vida, e não incluí, de propósito na lista anterior, a potência. Isso mesmo, estou a falar naquela molinha que faz o pénis ficar em sentido. Esta falha do corpo masculino dá para um enorme capítulo separado.
Até aos 10 anos de idade, o homem pega no pénis com a mão direita, umas quantas vezes ao dia, só para aliviar a bexiga, mas não lhe passa mais cartão nenhum, anda para ali pendurado como se não existisse. Mas a partir dessa idade e quanto mais se aproxima dos 20, ele começa a levantar a cabeça e torna-se no brinquedo preferido de qualquer homem que se preze. Entre os 20 e os 40 anos de idade vive o homem despreocupado e sente que pode confiar no seu brinquedo e pô-lo a funcionar sempre que quiser.
Dos 40 aos 60 a coisa já fia mais fino e há que ter um certo cuidado nas cavalarias em que cada um se mete. Muita gente fica mal e tem que tirar os peões da arena por não ter medido bem a faena que começou. De vez em quando isso aguenta-se, desde que não aumente muito a frequência de tal acontecimento. Muitas vezes é nessa idade que aparecem as complicações na próstata. Reza o ditado que em cada três há um homem que sofre da próstata. Se for apenas hipertrofia a coisa resolve-se, mas se for cancro, o que está a tornar-se cada vez mais frequente, a vida vira um inferno e o brinquedo perde toda a importância.
A próstata é uma pequena bomba que funciona por impulsos nervosos. Entra em acção 6 a 8 vezes por dia para esvaziar a bexiga e, na etapa que estamos a atravessar, uma vez por semana para ejacular o esperma, se o homem continuar a manter-se sexualmente activo. Mas, infelizmente, esse período que já não é grande coisa, termina no dia do 70º aniversário. Quem fez 70 anos entra no túnel negro que leva ao cemitério ou ao sofrimento. Há uns quantos felizardos que conseguem chegar aos 80 e gabar-se de não ter queixas de saúde. Bem gostaria de me contar entre eles, mas há muito que perdi essa corrida.
As dores que, hoje, me afligem, começaram quando tinha 57 anos e pioram a cada um que passa, já lá vão quase 17 anos a sofrer. Esse é o primeiro mal que refiro, pois me mantém aqui sentadinho sem poder dar umas voltas por aí e apreciar a paisagem. Onde puder ir de carro, eu vou, onde o carro não chega, não vou. E, por causa da diabetes estou em risco de não conseguir renovar a carta, daqui a quatro meses. Depois a vista, a não ser as letras garrafais, um homem não consegue ler nada, passa o jornal de uma ponta á outra só para ver as fotografias. E os dentes? Desses nem se fala, começam a ir devagarinho e de repente, está a boca vazia. Se ouves mal, metem-te um grilinho no ouvido e lá te vais safando. Quando o coração começa a falhar, dá-se um golpe no peito, levanta-se a pele e mete-se lá dentro um pacemaker e siga o baile.
Nem vale a pena falar dos que têm os pulmões como cortiça, por causa do cigarro, dos que têm o fígado à beira da rotura por causa dos copos, ou andam a fazer hemodiálise, porque os rins já deram o berro. A esses, para infelicidade deles, a doença pode chegar muito mais cedo e não terem tido a sorte de poder desfrutar a vida até à idade que eu tenho hoje.
E aí vai um homem que passou dos 70, de bengala, com óculos, dentadura postiça, grilo no ouvido, pacemaker para não deixar adormecer o coração e a pensar no seu brinquedo que mal lhe serve para mijar.
Digam-me lá, vale a pena continuar a viagem?

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Artrose ou artrite dói que se farta!

Respondendo a uma questão deixada por um dos comentadores, a doença que nos últimos quatro anos me tem vindo a moer o juízo chama-se artrose. Começou por atacar-me o pé direito, depois passou para o joelho do mesmo lado e ao fim de dois anitos tinha tomado conta dos dois pés e joelhos. Uma chatice que não me deixa dar um passo sem gemer as sete gemidas. Doença de velhos que só encontra a cura na terra do cemitério, o que é uma chatice ainda maior. É claro que a maior agravante, no meu caso, são os 110 Kgs de peso que ponho em cima das pernas cada vez que me levanto.
Se me der ao luxo de caminhar mais de 500 metros, à noite só consigo adormecer à custa de anti-inflamatórios. É uma grande maçada passar o dia inteiro com o cu no mocho, mas não havendo alternativa o remédio é aguentar. Podem ler, aqui em baixo, uma explicação mal amanhada que encontrei na net e que me parece uma "tradução Google" de uma qualquer revista médica inglesa ou americana.


Artrite do tornozelo também pode desenvolver devido à hereditariedade ou deformidade. O subtalarjoint é suscetível a danos causados por entorses, fraturas do calcâneo e talus, e o desgaste da atividade. Artrite da articulação do tornozelo ou subtalar tipicamente se desenvolve durante um longo período de tempo com dor ocasional, mas geralmente torna-se insuportável em um curto período. Artrite no tornozelo causa uma sensação de instabilidade no início, mas geralmente é caracterizada por dor com a atividade e perda de movimento.