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terça-feira, 4 de agosto de 2020

Sitrep - 2020-08-03

Enquanto os ecos do Seixal vão repetindo as palavras do JJ por esse país fora ( ia escrevendo mundo, mas não acredito que a coisa passe para lá das nossas fronteiras), vamos falar de algo mais real e que eu tinha prometido não esquecer, a Covid-19 e as vítimas dessa doença oriunda da China (eu sou como o Trump, não perco uma oportunidade de enfatizar a origem do mal). Pela primeira vez, desde o início da pandemia, o relatório da DGS apresenta 0 mortes, o número tão desejado e que custava a aparecer. Espero que, a partir de hoje, se vá repetindo com alguma frequência.


As notícias são como são, dependem muito de quem as escreve. Ontem voltou a falar-se que é possível que nunca surja uma vacina, nem tão pouco um tratamento eficaz para esta doença. Oh, gente de pouca fé! Então o Homem, ao longo de toda a História, não conseguiu sempre resolver os problemas de saúde que foram surgindo? Pode demorar algum tempo, mas acaba por acontecer, mais cedo ou mais tarde. Quem não estiver de acordo que me dê um exemplo que prove o contrário.


A descoberta da penicilina, a descoberta da vacina contra a raiva, os antibióticos e muitas outras descobertas estão aí para mostrar o que valem os nossos cientistas. O cancro é talvez a doença que nos vai dar mais dores de cabeça, mas os tratamentos existentes são cada vez mais eficazes e há uma pequena verdade de que não podemos esquecer-nos, quando chegar a nossa hora de partir não haverá como a evitar. Tudo tem um fim (mais cedo ou mais tarde).
O gráfico acima mostra a evolução diária dos óbitos, em Portugal. Tanto se falou na "curva" e no "planalto" e ao olhar para a imagem não me parece uma coisa nem outra. E isso de achatar a curva foi outra história só para encher telejornais!

quarta-feira, 29 de julho de 2020

Melhor que uma vacina!


Uma tecnologia pioneira, que consegue inativar, num minuto, 99,97% das partículas de vírus SARS-CoV-2 no ar – e que chega aos 100% no espaço de cinco minutos –, acaba de ser desenvolvida em Portugal.
A nova tecnologia no combate à covid-19 foi criada no âmbito de um projeto liderado pelo Campus de Tecnologia e Inovação da BLC3, em Oliveira do Hospital, em parceria com a Universidade do Minho e as Faculdades de Farmácia das universidades de Lisboa e de Coimbra, disse hoje à agência Lusa o coordenador da investigação, João Nunes.
“Em um minuto, de 16.982 partículas de vírus SARS-CoV-2, numa amostra apenas cinco partículas não foram inativadas (‘mortas’, no senso comum), o que deu um resultado de 99,97%. E, ao fim de cinco e 15 minutos, obteve-se uma inatividade total, 100%, e sem qualquer variação no comportamento do vírus”, sublinha João Nunes.
O ensaio foi efetuado em 27 amostras diferentes, sendo “todos os resultados validados cientificamente”, acrescenta o investigador e presidente da associação BLC3.


Como no tempo do Infante D. Henrique, ainda vamos ser nós, os portugueses, a descobrir o caminho (marítimo, aéreo ou terrestre, pouco importa) para a eliminação completa do maldito vírus que nos veio chatear a paciência. Eu sei que a notícia acima está escrita de maneira a que pareça que já dominámos o bicho, mas o que importa é saber que há maneira de o neutralizar, quase a 100%, em apenas um minuto. Mais uma afinaçãozinha e estamos a usá-lo a bordo de aviões, comboios ou autocarros, reduzindo quase por completo a hipótese de infecção em todos os passageiros desses meios de transporte.
Já viram a importância desta descoberta?
Não tarda nada estaremos livres do bicho, aplica-se-lhe um choquezito eléctrico e adeus vírus chinês!

quarta-feira, 22 de julho de 2020

Anonimato, porquê?

Há praticamente cinco mil portugueses que testaram positivo à COVID-19 que a Direção-Geral de Saúde não sabe onde andam. Esta diferença foi percecionada após a uma análise aos números apresentados esta terça-feira no boletim divulgado pela DGS. Aí, são atribuídos aos diversos concelhos do País 44.143 casos positivos, mas o número total de infetados é de praticamente 49 mil, o que representa uma diferença de 4.675 pessoas, a que a DGS não atribui um concelho, por não saber onde estão essas pessoas.


Eu preparava-me para falar do Benfica, do Jesus, dos jogadores que vão (têm que) sair e daqueles (muitos) que se diz vão entrar. Eles são tantos, os comentadores todos os dias acrescentam alguns nomes, que é impossível recordar os seus nomes ou proveniência. Espero que o LFVieira tenha ainda um resto de juízo e não se meta em cavalarias muito altas, pois o título de campeão europeu de clubes está muito mais longe do que ele pensa. É bom sonhar, mas isso só quando estamos a dormir.
Por isso, deixando o Benfica para uma altura mais propícia, vamos falar da saúde, ou da doença que nos vem afligindo, desde o passado mês de Março, a COVID-19. A notícia que transcrevo acima é um sinal de que as coisas estão a ser feitas, exactamente, ao contrário do que deviam. Onde há um infectado com esta doença devia ser afixado um sinal de perigo. O mais indicado seria obrigar os doentes a usar um colete amarelo com a imagem do vírus estampada nas costas. Sim, para sabermos quem são, onde andam e fugirmos deles a toda a velocidade que as nossas pernas o permitirem.
No concelho da Póvoa há menos de 200 infectados, mas não sei (não sabe ninguém) quem são e onde andam. Todos mantêm um segredo absoluto sobre a identidade deles, quando, acho eu, devia ser exactamente o contrário. Proteger os sãos afastando-os dos doentes, devia ser a primeira e grande preocupação das autoridades sanitárias. Eu quero saber quem eles são para fugir deles a sete pés.
Na Idade Média, quando havia lepra por todo o lado, isolavam-se os doentes, era cruel, mas necessário. É assim que deve fazer-se no caso de doença contagiosa e incurável que é o caso presente.
Ora digam-me lá se tenho ou não razão!

segunda-feira, 6 de julho de 2020

Bergamo, Atalanta e Benfica!

Bérgamo é uma cidade italiana que conheci nas minhas andanças profissionais por Itália. Várias vezes fui lá parar sem eu saber muito bem como. Ora era aeroporto de Milão que estava indisponível, ora era a Agência de Viagens que achava que era o sítio certo para me pôr a dormir. Na primeira vez, recordo-me, foi uma empresa da zona que me convidou a visitá-la e lá organizou (e pagou) a minha estadia. Era assim naqueles tempos, cliente grande tinha direito a certas mordomias.
Em Bérgamo há um clube de futebol que tem estado na berra pelos bons resultados conseguidos e foi ao ler as notícias do futebol que me lembrei de dizer algo mais sobre a cidade, sobre o futebol de sucesso praticado pelo Atalanta e ainda sobre o seu treinador Gasperini. Desde 2016 que este homem tem feito milagres ao serviço desta equipa e pergunto-me porque não pensa o LFVieira em contratá-lo, em vez de insistir em trazer o Jesus de volta do Brasil. Pelo dinheiro que o Jesus exige ao Benfica, acho que daria para pagar a este italiano de sucesso. Por razões disciplinares seria melhor termos um treinador estrangeiro, nas actuais circunstâncias.




Mas isso são coisas do Vieira, ele é que sabe e ninguém lhe consegue dar a volta.
Voltando a Bérgamo, seleccionei estas 3 imagens que vêem acima para vos dar uma ideia da cidade que é muito antiga e tem uma arquitectura a condizer. Há duas partes bem distintas, a Cittá Alta que é o burgo medieval, instalado no topo de um monte (por razões de segurança) e a parte baixa e mais moderna da cidade. A ligar as duas há um funicular que se torna obrigatório para os visitantes, pois não há trânsito automóvel, lá em cima.



Outra particularidade desta época de pandemia, é que foi Bérgamo o epicentro da doença em Itália e morreram ali uns milhares de pessoas, nos primeiros tempos da doença. Desta "merda" não me ficam saudades, mas da cidade sim e do treinador Gasperini também. Oh, Vieira, abre os olhos !!!

domingo, 5 de julho de 2020

Quem espera desespera!

A Itália e a Espanha tiveram milhares de mortos por dia, nós mal chegámos às centenas. Agora eles andam no zero e nós não conseguimos lá chegar. Aguardo com impaciência o dia em que a DGS anuncie que o número de mortos, nas últimas 24 horas, foi zero. Não vejo o dia de isso chegar.
Eu sei que a nossa população é muito mais pequena e que os 7 mortos de ontem representam menos de 1 por milhão de habitantes, mas a Alemanha tem quase 10 vezes a nossa população e não tem a mesma proporção de mortos.
Fico a pensar a que se deverá esta diferença. Será apenas sorte?

terça-feira, 30 de junho de 2020

O mundo é redondo!

A Covid-19 começou na China, deu a volta completa ao mundo e foi acabar (esperemos que sim) na Índia, ali mesmo ao lado, onde o número de mortos, ontem, foi algo considerável. Com os olhos postos no Brasil e nos Estados Unidos, todos nos esquecemos dos outros que têm condições mais favoráveis para a pandemia entrar por ali dentro.


Na China e Índia, em conjunto, vive quase metade da população da Terra. A raça, a política, a religião, o clima e a forma de viver são muito diferentes nestes dois países. Em qual dos dois se dará melhor o "Vírus de Whuan"? Pelos vistos, é na Índia, pois já soma perto de 17 mil mortos, enquanto que na China (a acreditar nos números oficiais) ainda não chegou aos 5 mil.


Aquilo que na China foi fácil de controlar, pelo regime de ditadura que ali domina, muito difícil será na Índia, onde tudo falta, tudo menos a miséria que essa é visível por todo o lado. Que os deuses (eles têm muitos) os ajudem senão será uma desgraça muito pior que no Brasil, em que o Bolsonaro tudo faz para que ela continue!

domingo, 28 de junho de 2020

A puta não pára!


As suecas ão loirinhas, mas agora é melhor fugir delas!
Já viram como está aquilo lá em cima?
Para azar nosso, Lisboa também tem direito a uma mancha vermelha. O melhor é ficar em casa, quem puder, claro, pois quem tem que trabalhar para sustentar a família não tem outro remédio senão arriscar-se a apanhar o bicho!
Fique em c@sa !!!