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sábado, 8 de julho de 2023

Jogar à defesa!

 


Não pensem que vou falar de futebol, ou do Benfica que deixou ir o Grimaldo e agora anda às aranhas para encontrar um defesa para ocupar o seu lugar. Nada disso, a defesa a que me refiro é aquela que tinha um ministro que não agradava ao Prof. Marcelo e foi mudado para outro ministério para evitar encrenca.

E eu pergunto-me, hoje, porque será que o nosso PR não vai à bola com o dito ministro? Sendo o nosso PR o Comandante Geral das Forças Armadas Portuguesas tem a sua lógica que queira um ministro da sua confiança à frente da Defesa. O António Costa que bota remendo em tudo, mudou o ministro para os Negócios Estrangeiros, mas com base na «Tempestade Perfeita», iniciada ontem pela PGR, teria sido mais recomendável que o tivesse mandado para casa.

A bronca é tamanha nos meandros da Defesa, com o Marco, o Alberto e o Zé Miguel debaixo de olho que vai ser difícil ao ex-ministro provar que não sabia de nada e que é completamente inocente em tudo aquilo que, ontem, veio a lume. O dinheirinho do povo a mudar de bolso, os trabalhos bem pagos que nunca foram feitos, as derrapagens monumentais em obras públicas, o saltitar de cargo em cargo para rapar o tacho até ao fundo, tudo isso acontecia debaixo dos olhos do ministro Cravinho de quem o PR não gosta.

E porque será que não gosta, insisto eu? Saberia ele de alguma coisa do que se ia passando no ministério e preferiu não "botar a boca no trombone"? Mas avisou o Costa que queria o ministro fora daquele ministério. E será que lhe explicou as razões porque o fazia? Isto em política nunca se sabe onde começa nem como acaba. Espero que a PGR e a PJ puxem pelo fio do novelo e vão dobando, dobando até a dobadeira ficar cheia e nós esclarecidos de toda aquela trapalhada de que o Marco Capitão Ferreira parece ser o Padrinho. Um padrinho a fazer lembrar a Mafia Calabresa que punha a mão em todo o negócio e cobrava uma taxa altíssima pelos seus serviços de protecção.

Os tribunais já não dão conta dos processos que têm entre mãos, mas parece um bruxedo, eles continuam a aumentar todos os dias. O mundo da política mostra ser um bom alfobre, onde o mal progride como erva daninha!

sexta-feira, 26 de junho de 2020

A EDP, as PPP's rodoviárias e a Lusoponte!


Recentemente, as notícias têm-se concentrado no julgamento de António Mexia e no pedido (ou ordem?) para que ele seja suspenso das suas funções, à frente da EDP. A negociata dos CMEC's envolve muitos milhões de euros - que temos vindo a pagar na nossa factura da electricidade mês após mês - e muitos cabeças-grandes da nossa praça, como o Ricardo Salgado. Muitos e bem conhecidos advogados da nossa praça já se juntaram para os defender e acrescentar uns bons milhares de euros às suas contas bancárias. Os advogados são verdadeiros vampiros que sugam as suas vítimas, quer sejam inocentes ou culpados, enchem os bolsos e seguem em frente. Deixam para trás um cliente, em liberdade ou na prisão, sem que isso lhes roube o apetite. Se conseguirem livrá-lo da prisão a sua fama cresce e a hipótese de aumentar os seus honorários no próximo caso sobe na mesma proporção.
Mas, hoje, não vim falar de advogados, mas sim dos nossos milhões que nos têm sido roubados com a ajuda dos políticos que elegemos para nos governarem e se governam à nossa custa. Este caso da EDP é bem um exemplo disso, mas veremos o que o "mais que famoso" juiz Carlos Alexandre consegue, depois de espremer os acusados que estão a contas com ele.


O segundo caso que envolve vários governantes do tempo de Sócrates que negociaram os contractos de construção e concessão das muitas autoestradas - algumas sem serventia alguma - que envolvem alguns milhares de milhões de euros. Vários ministros e Secretários de Estado, incluindo Mário Lino e Teixeira dos Santos, estão acusados de ter participado e lucrado com a negociata feita no tempo do Zé Pinóquio e é quase certo que este, directa ou indirectamente, também lucrou com esses negócios que engordaram as empresas de construção, como a Mota-Engil, o Grupo Lena e outras. Esse processo está ainda no início e Deus queira que seja instruído antes que o prazo de prescrição se aproxime do seu limite.


Com estes casos de corrupção a ser desenterrados e levados à Justiça, agora, pergunto-me se não seria possível fazer o mesmo com os ministros do Cavaco que fizeram o negócio da construção da Ponte Vasco da Gama, cativando as portagens da Ponte 25 de Abril em seu benefício, assim como de qualquer outra ponte que venha a ligar as duas margens do Tejo, entre Lisboa e Vila Franca de Xira. O consórcio Lusoponte foi criado para discutir este negócio com o governo, conseguiu o melhor negócio da sua vida e, como prémio, levou o Ministro das Obras Públicas para seu administrador. Tal e qual como a Mota-Engil levou o Jorge Coelho do governo de Sócrates. Este primeiros ministros e os seus ministros das Obras Públicas deviam estar sentados no banco dos réus pelo prejuízo causado às Finanças Públicas, quer tenham ou não (se houver quem acredite nisso) lucrado com o negócio em que intervieram..
Tenho dito !!!

sábado, 6 de junho de 2020

Um ninho de marimbondos!

Depois de o Ministério Público (MP) pedir a suspensão de funções de António Mexia, presidente da EDP, e do CEO da EDP Renováveis, João Manso Neto, a elétrica já reagiu e diz que a posição do MP, é "absolutamente desproporcional, insensata e ilegal" e, “tratando-se de uma mera proposta”, “não tem qualquer efeito do ponto de vista da gestão da EDP”.


Marimbondos é o que os brasileiros chama às vespas, acho eu. E o juiz Carlos Alexandre mexeu num ninho de vespas (e dos grandes) ao abrir o processo em que a EDP é acusada de corrupção. A maneira como a EDP domina o governo e os governantes, desde que foi privatizada, sempre me fez desconfiar que havia ali marosca e da grossa. A electricidade é cara demais e cada vez que parece que vamos acertar as contas acabamos com um novo aumento. É um caso parecido com o da Lusoponte, as portagens revertem a favor dela e nós pagamos a manutenção e reparações na ponte. E tudo pela simples razão de lá estarem ex-governantes que sabem como embarrilar os actuais.
O juiz Carlos Alexandre está convencido, tal como nós, simples cidadãos explorados pela cambada política, de que ali há gato. Vamos lá ver se o consegue provar. A China, através de uma grande empresa estatal, é o maior accionista da EDP e, pela certa, já começou a mexer os cordelinhos para fugir com o cu à seringa. Aliás, adivinha-se isso nas palavras que transcrevi acima, vindas de um dos nossos jornais de referência.
O negócio das barragens, recentemente vendidas à EDF (congénere francesa da EDP) é algo de pornográfico, quando se compara o preço de venda com o preço por que ficaram à EDP, pouco menos que de graça. O défice tarifário que nos obriga a pagar a electricidade acima do preço real é outro reflexo do negócio feito por ex-governantes que estão à frente da empresa, como é o caso do próprio Mexia.
Se não nos conseguirmos livrar desta gente e proibir que outros tomem o seu lugar, nunca mais seremos donos do nosso próprio destino. No Facebook havia um «Grupo de Apoio ao Juiz Carlos Alexandre». Será que ainda funciona? Chegou a altura de mostrarmos o nosso apoio para lhe dar força para levar esta luta até ao fim.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

Eu aqui e eles no Parlamento!

O Estado português injetou 13,4 mil milhões de euros em bancos entre 2007 e 2017, devido à crise económica, com o maior montante a ter sido concedido em 2014, num total de 4,9 mil milhões, coincidindo com a intervenção estatal no antigo Banco Espírito Santos (BES) através da aplicação da medida de resolução, dando depois lugar ao Novo Banco.
A informação foi revelada esta quinta-feira por Bruxelas e lembra que, ao todo, os 28 Estados-membros da União Europeia apoiaram recapitalizações de bancos com um total de 475,9 mil milhões de euros entre 2008 e 2017.

O humor de nuestros hermanos ibéricos

Enquanto os mineiros das Astúrias continuam a escavar o túnel para chegar ao corpo morto - não tem a menor hipótese de ainda estar vivo ao fim de quase 13 dias enterrado a mais de 100 metros de profundidade, sem comer e sem beber - do menino Julen e o povo venezuelano luta por correr do seu país o maior - paro aqui, pois não sei que adjectivo usar para o classificar - desgraçado que a Terra pariu e que levou o seu país à ruína total, nós, os portugueses, continuamos a alimentar os crápulas que se dizem banqueiros e têm vivido à grande e à francesa - será verdade o que o ditado popular afirma? - e mandam as contas para nós pagarmos.
Não me quero pronunciar quanto ao pobre Julen, pois a parafrenália mediática que foi montada em Málaga para recuperar um corpo morto não tem lógica nenhuma. Alguém terá que pagar as despesas de tal aparato, em última análise o povo espanhol. Mais valia taparem o buraco que alguém fez e não teve o cuidado de tapar, quando desistiu de procurar o que queria, e erigirem um memorial para lembrar Julen, vítima da falta de fiscalização que os organismos oficiais, infelizmente, um pouco por todo o lado continuam a praticar.
Quanto à Venezuela, rezo que apareça um corajoso qualquer que dê um passo em frente e um tiro nos cornos daquele mentecapto que não vê o que está a fazer ao seu país e a um povo que não é obrigado a aturá-lo. Se ele fosse honesto, atravessava a fronteira, rumo a um dos países que o apoia e pedia asilo político. Não o fazendo só tem direito a ... uma bala.
Quanto aos banqueiros portugueses e, muito especialmente, os políticos que os ajudaram e protegeram para fazer o que fizeram, se não vivêssemos num país "dito" de direito, aconselharia a mesma solução que sugeri para a Venezuela.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

O cromo sem cabelo!

Sabem porque é que este cromo careca ainda não foi para a prisão?
Porque não há vaga para ele entrar, as cadeias portuguesas estão todas sobrelotadas.
E os nossos juízes, extremamente atenciosos, não querem que ele vá dentro sem ter as melhores condições garantidas. Nesse aspecto eles estão a zelar pelos direitos dos cidadãos deste país de contrastes, aquele em que um roubo, num hipermercado da Sonae, no valor de 3.25€ deu prisão imediata e à enorme lista de criminosos de colarinho branco não consegue mexer num fio de cabelo.
Eu continuo a defender a minha teoria de que juízes e advogados, os quais pertencem à mesma família, são os grandes culpados do estado a que o país chegou. Um juíz começou por ser advogado e conhece bem os meandros dos tribunais, enquanto que a maioria dos advogados tem como objectivo chegar a juíz. Com a ajuda dos partidos políticos, eles tomaram de assalto a Assembleia da República, fabricam as leis do modo que lhe dá mais jeito e chegam aos tribunais com o caldinho já meio cozinhado. Depois fazem o teatro do costume e o padrinho de toga negra dá-lhes a benzedura final.
Ah, ia-me esquecendo de avisar que este também é transmontano!


Recorde que Duarte Lima foi condenado em primeira instância a dez anos de prisão, em novembro de 2014, pela coautoria material dos crimes de burla qualificada e branqueamento de capitais no caso BPN/Homeland. Em causa estava a aquisição de terrenos no concelho de Oeiras para a construção do Instituto Português de Oncologia, com recurso a um empréstimo do BPN.
Duarte Lima recorreu para o Tribunal da Relação de Lisboa em 2016, tendo a pena sido reduzida para seis anos de prisão. O ex-deputado apresentou, desde então, vários recursos quer ao Supremo Tribunal de Justiça quer ao Tribunal Constitucional.

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

A cara da corrupção!

Se há uma cara que pode ser a imagem mais pura da corrupção, em Portugal, essa é a de Armando Vara. Aliás, como poderia um anónimo empregado de Balcão da mais anónima dependência bancária da CGD, da ainda muito mais anónima vila de Vinhais, chegar a Presidente dessa instituição bancária. Além de Secretário de Estado, de Ministro, administrador do (então) grande Banco Comercial Português, entre outros títulos menores e também menos conhecidos. Só mesmo pelo caminho mais simples e mais conhecido de todos, pela via política e embalado pela corrupção partidária. O PS e os seus dirigentes precisavam de rapazes prontos a cumprir ordens sem levantar muitas questões e encontraram nos dois amigos transmontanos, Sócrates e Vara, a solução ideal.


O transmontano de Vinhais que chegou a dirigente socialista quando era um simples empregado bancário numa agência da Caixa Geral de Depósitos (CGD) de Trás-os-Montes, acabaria por ter um regresso badalado à vida pública quando, em 2005, passou de um cargo anónimo de diretor na CGD a administrador do banco público. Para ocupar esse cargo, precisava de ter uma licenciatura: concluiu-a três dias antes de ser nomeado para o cargo pelo governo de José Sócrates, na mesma universidade onde se licenciou o então primeiro-ministro (Universidade Independente).

Esta notícia vem na sequência daquela bronca em que ele se envolveu por ter criado uma fundação que não era mais que um mal disfarçado SACO AZUL de recolha de fundos para o partido que o trouxera de Vinhais para Lisboa, o tinha feito doutro e Secretário de Estado.
Daí até à cadeia de Évora vai um grande caminho, mas não será com 5 anos atrás das grades que pagará as suas culpas. Foi apanhado com a boca na botija, quando se aliou ao sucateiro do norte para negociar na ferrugem, mas os grandes casos de corrupção estão ainda por julgar (se alguma vez o forem), tais como o seu envolvimento na Operação Marquês ou o desaparecimento misterioso de 5 mil milhões das contas da CGD. Por isso é que o PS o meteu lá, para continuar a fazer aquilo que começou a fazer na tal fundação, mas agora em larga escala. Uma questão de adicionar mais 3 zeros aos números com que trabalhava.
A bem desta desgraçada pátria que tais filhos alberga, espero vê-lo entrar, hoje ou amanhã, em Évora e por lá ficar até ao fim dos seus dias. Se eu fosse deputado, apresentaria, hoje mesmo, uma proposta de alteração de lei para acabar com os cúmulos jurídicos que aliviam as costas a muito criminoso. Cada crime, cada pena e após um certo limite de gravidade, nada de libertação a meio da pena. Amargar cada dia até ao fim e sair de lá para o cemitério que é o único lugar onde não conseguirão corromper ninguém (que o S. Pedro não vai em conversas de políticos de meia tigela).