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domingo, 21 de maio de 2023

K ganda seca!


 Hoje, é o dia que eu mais procurei evitar, durante os meus 6 anos de Marinha. Passar o dia numa espera sem fim, apanhar sol ou chuva pela cabeça abaixo sem refilar, fazer apresentar armas várias vezes e ouvir aquele toque da requinta que parece gritar : ena cum car#?!*. A esse toque de ordem um militar bate os tacões, junta as pernas e estende os braços ao longo do corpo, ficando imóvel como uma estátua. A rapaziada a quem calhar essa ração, hoje, estará dentro em pouco, junto ao rio Douro, sempre em formatura, à espera que soe o toque de "ordinário marche" para marchar em direcção à tribuna, onde os cabeças grandes do Porto, da Marinha e da Nação os verão passar sem dar o menor valor ao que passaram, desde o toque de Alvorada até ao momento em que obedecem à ordem de: Companhia, olhar à direita!

Só depois disso, já perto das duas da tarde, ficarão livres do imbróglio e poderão descansar e pôr de lado a G3 (talvez agora seja a FN) para ir confortar o estômago num qualquer lugar que a Marinha pôs ao seu dispôr. Os cabeças grandes , além de terem passado o tempo sentados na tribuna e abrigados por um toldo para lhes proteger a cabeça do sol inclemente, ainda terão direito a um almoço melhorado que o dinheiro dos contribuintes pagará sem hesitar.

Gostava de ir até lá recordar os velhos tempos, mas acredito que o trânsito estará cortado em toda a zona e a pé não consigo lá ir. É preciso cerca de um quilómetro para dispor as forças em parada, enquanto esperam pelo desfile, ou seja, um quilómetro de distância da Alfândega em direcção à Foz. Vão estar milhares de pessoas alinhadas na margem do Douro, à espera que as tropas comecem a marchar, portanto, até a pé será difícil uma pessoa mexer-se ali.

Está dito e escrito, fico em casa e verei na TV aquilo que as televisões acharem por bem transmitir!!!

quinta-feira, 20 de maio de 2021

Viva a Marinha!

O Dia da Marinha celebra-se a 20 de maio desde 1998, em homenagem ao grande feito de Vasco da Gama (c.1469-1524). Trata-se do dia em que a sua pioneira armada, que pela primeira vez na história ligou, por via marítima, a Europa ao Oriente, chegou a Calecute, na Índia, em 1498.
Até 1998 o Dia da Marinha era celebrado a 8 de julho, data da partida da armada de Vasco da Gama de Lisboa, em 1497. Com esta alteração, pretendeu-se dar enfâse ao cumprimento do objetivo perseguido durante décadas, o descobrimento do caminho marítimo para a Índia.
O Dia da Marinha celebra-se em cada ano numa localidade costeira portuguesa, tendo como objetivo estreitar os laços entre a população portuguesa e a sua Marinha, através de uma agenda que integra diversos eventos.



Eu não sou muito de comemorar este dia, pois a Marinha não foi muito pródiga comigo. Aproveitou-se da minha juventude para fazer a Guerra Colonial, depois mastigou-me e cuspiu-me fora, quando a minha maneira de ser incomodou alguns senhores que se julgavam os donos da Briosa. O maior culpado já morreu e espero que o S. Pedro o tenha posto no «Livro de Ocorrências» pelo mal que me causou. Como bom marinheiro e profissional que sempre fui, vou tentar pôr isso para trás das costas e, nos poucos anos que me restam, prestar homenagens aos homens corajosos que enfrentaram o desconhecido e levaram as nossas naus até Calecute.
Viva a Marinha!!!