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segunda-feira, 7 de abril de 2025

Graças a Deus!

 


Até que enfim, conseguimos ir a casa do inimigo e bater-lhe até o deixar de rastos! Não sei há quantos anos eu esperava por isto! Mas foi preciso morrer aquela avantesma e meter o macaco na jaula para isso se tornar possível! Mais uma prova de que estava tudo comprado, tudo a tremer de medo daquilo que lhes podia acontecer se o seu clube não ganhasse. O presidente mais titulado do mundo, dizem os morcões dos seus seguidores. O maior ladrão, trafulha, aldrabão que nasceu em Portugal, digo eu e quem não concordar pode ir dar uma volta ao bilhar grande!

Ainda temos muitas lutas pela frente nesta época. Em primeiro derrotar o Tirsense para ir à final com o Sporting na disputa da Taça de Portugal. E em segundo lugar derrotar a Sporting, quando ele vier jogar à Luz, para podermos ir festejar para o Marquês. Em terceiro lugar e mais importante ainda, não perder nenhum jogo com os, ditos, mais pequenos, pois ninguém sabe de onde o perigo virá.

O campeonato é uma prova de fundo, onde só um ganhará, depois de ter ultrapassado todas as dificuldades. Os castigos, as lesões, as más contratações, as baixas de forma, a venda dos melhores para equilibrar as finanças, tudo isso são escolhos espalhados pelo caminho a travar o nosso avanço. Enquanto durou o reinado do Pinto da Costa ainda tínhamos que estar preparados para a sabotagem que era feita em cada jornada. A compra ou atemorização dos árbitros era a mais comum, o domínio das altas esferas do futebol, Federação, Liga, Conselho de Arbitragem, era outro e talvez mais importante ainda.

A morte de um e a substituição de outro ao leme do futebol nacional já deu que falar, mas, como diz o povo, a procissão ainda agora vai no adro, quando ela entrar pela igreja adentro é que se vai ver o tamanho do santo. Os herdeiros de um e os seguidores do outro já andam pelos tribunais e não se livram das bocas do mundo. Talvez um dia saibamos da fortuna que juntaram e que meios utilizaram para o conseguir.

Por agora, deixemos a bola rolar e que ganhe o melhor. Se for o Sporting e sem ajudas por fora, como já se desconfia que acontece, eu serei o primeiro a dar-lhes os parabéns. Tenho muitos amigos "lagartos" e não me importarei de ir com eles festejar a vitória. Mas primeiro teremos que tirar as teimas sobre qual a melhor avançada, se a luso-sueca que opera em Alvalade ou a greco-turca que dá cartas na Luz!

terça-feira, 15 de setembro de 2020

The winner takes all !

 


Hoje, o Benfica entra de novo em campo para mostrar o que vale. Com Jesus no comando, ou regressa coroado de glória ou enterrado em completa desgraça. Depois do que se gastou com o regresso do treinador e o investimento nos novos jogadores (que ainda não tiveram tempo de provar o que valem), será o fim da picada se não for apurado para a CHAMPIONS e continuar candidato aos cerca de 50 milhões que a UEFA distribui aos participantes na grande prova, ou seja, aos melhores da Europa.

E mal chegue a Portugal, venha de crista caída ou com ela levantada ao alto, tem que começar a preparar o jogo da primeira jornada do campeonato nacional que é já na sexta-feira. São dois jogos para ganhar ou para apontar, desde já, a porta de saída ao treinador mais gastador que já tivemos. E o presidente do Benfica que já é contestado por metade da falange encarnada (e perseguido pela Justiça) terá a sua reeleição de Outubro em grande risco.

É o tudo ou nada e tal como no casino ... "the winner takes all" !!!

sábado, 18 de maio de 2019

Custou, mas ganhámos o caneco nº 37!

Estive a dormir a sesta, como puderam ver pela publicação anterior, mas acordei a tempo de ver o jogo, desde o primeiro ao último minuto. Até consegui ver a pouca vergonha dos últimos minutos do jogo Porto-Sporting, mas isso agora não interessa nada. O que interessa é ganhámos e bem e vai por aí uma festa indescritível pelos quatro cantos do país. Assim se vê a grandeza do Gloriosos SLB.


A festa começou ainda dentro do estádio, logo que o jogo terminou. Não vou gastar o meu latim para vos contar como foi, porque as televisões vão-se encarregar de vos encher a casa com as imagens do que se passou no estádio e fora dele.


Seferovic (que habitualmente trato por Esferovite) foi uma das ferramentas para chegar ao título. Se não me engano é o melhor marcador da época 2018/2019 e bom jeito nos deu a sua habilidade em enfiar a bola dentro da baliza dos nossos adversários.


O grande obreiro do 37 foi, sem dúvida, o Bruno Lage, treinador que substituiu o Rui Vitória a meio da época. Não é que eu não gostasse do Vitória, mas há alturas em que só a troca de treinador é capaz de resolver o problema. Assim, os dois repartem o título, 50% para cada um, e ficamos todos felizes e contentes.


Figuras indissociáveis do grande Benfica são, o Barbas, o Bispo, o Índio e outras figuras que, de vez em quando, nos aparecem nos écrans do televisor. Com eles a festa fica mais colorida e não podia de o trazer para aqui.


Aspecto (arrumadinho) da Catedral da Luz antes de começar o jogo. Não há dúvidas que é o estádio mais imponente de Portugal e com 64.000 pessoas lá dentro fardadas a rigor é um autêntico inferno, como costumam chamar-lhe.


Ao presidente do Benfica chamam "Orelhas" e à taça que ele carrega chamam "Orelhuda", assim ficam os dois muito bem juntos.
Viva o Benfica!
Viva o campeão!

terça-feira, 27 de novembro de 2018

Senhor dos aflitos!


A vida corre-lhes mal!
Os dois clubes que hoje se defrontam em Munique têm vivido tempos difíceis. Tal e qual como os treinadores desses dois clubes que vivem com a corda na garganta, esperando ouvir uma voz de comando que lhes aponte a porta de saída. Não sei qual deles está mais perto da porta, mas a diferença não é significativa.
Os clubes portugueses, quando têm a sorte de ir jogar a Munique, coisa que não acontece muitas vezes, já sabem que trazem de lá uma saca cheia. Cheia de golos, de vergonha e desgostos. Por isso, peço ao meu santo protector para aproveitar o mau momento do Bayern e conceder-nos um empatezinho que, além dos 900 mil euros, talvez nos salve da desqualificação e garanta ao Rui Vitória uma chance de respirar um pouco. É que ele anda tão comprimido, tão encolhido, que já nem o discurso flui regularmente, como dantes.
Não é pedir muito, pois não?

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

A remissão dos pecados!


O Benfica reforçou-se na defesa, este ano. Sabendo que o Luisão não duraria muito e sem outras opções que os putos da academia, foi ao mercado e trouxe duas estrelas, Lema e Conti. Um mais velho e experiente e o outro mais novo e capaz de durar uma dúzia de anos na equipa, se o treinador engraçasse com ele. Mas a "sorte malvada" que persegue o Benfica fez com que o treinador preferisse colocar em campo o Rúben e o Jardel, cheios de defeitos, mas que ele já conhece bem. O Rui Vitória é assim, não gosta muito de correr riscos.
Mas a vida real é muito diferente daquilo que planeamos e desejamos que seja e, volta e meia lá vai o treinador à prateleira, em que guardou as duas "estrelas", e mete uma delas em campo. Já calhou ao Conti, já calhou ao Lema e calhou ao Conti de novo. Percebe-se que este é o preferido do treinador pelas vezes que o fez já alinhar. E com os castigos que o Rúben e o Jardel são candidatos a receber, cada vez que vão a jogo, adivinho que o Conti vai fazer parte da equipa muitas vezes, durante esta época.
Posto isto, devo dizer que não fico nada sossegado com esta solução, pois o Conti, pelo que me tem sido possível observar, é o rei dos azares, tudo o que há de negativo lhe bate à porta. Todas as vezes que joga é contar que leva cartão, é expulso ou mete golo na própria baliza. Juraria que foi assim em todos os (poucos) jogos em que participou. Ontem, tentou cortar uma bola, dentro da pequena área e, pimba, lá estava ela dentro da baliza. Aos 35 segundos de jogo já o Benfica perdia por 1 a 0 e o Tondela, debaixo de um verdadeiro dilúvio, festejava como se aquele já fosse o resultado final.
Mas até os mais azarados têm o seu momento de sorte e, aos 35 minutos de jogo, o Conti deu o salto mais desajeitado que já vi e foi, dentro da sua baliza, buscar uma bola que o avançado do Tondela, com um habilidoso chapéu, tinha feito passar por cima da cabeça do nosso guarda-redes que tem sido um verdadeiro abono de família nesta época que leva apenas 10 jornadas decorridas.
Perdoamos ao Conti todos os deslizes, até agora cometidos, pelo golo que evitou e que poderia embalar o Tondela para um outro resultado e um desfecho imprevisível. E agradecemos ao Odysseas todas as grandes defesas que tem feito, por culpa dos 4 defesas que nunca estão no lugar certo, quando a bola vem a caminho da nossa baliza. Com a defesa a funcionar mal e os médios uma autêntica nódoa, pobre do Benfica se não tivesse na baliza este ODYSSEAS!

sábado, 31 de março de 2018

O inferno na terra !

Não me lembro quem, mas houve alguém que disse que não há inferno, o inferno é aqui na terra e quem fizer mal é neste mundo que tem de pagar por isso. Lembrei-me disto logo que o árbitro apitou para acabar o jogo do Sporting e vi a imagem do Bruno de Carvalho focada pelas câmaras da Sport TV, autêntica imagem de um condenado à morte à espera da execução.
Ele andou esta semana toda a fazer merda e pagou-o com a derrota no jogo contra o Braga, é o seu inferno. Aliás, ele tem andado a fazer merda desde que a época começou e vai pagar isso com a perda do campeonato. E como as culpas são muitas, vai ainda perder a taça para o Porto e ser eliminado da Liga Europa, já na semana que vem, em Madrid.


Este ano, tenho evitado falar no JJ, pois na época passada arreei-lhe forte e feio e pareceu-me bem dar-lhe um pouco de descanso. Mas hoje, vendo a desgraça que antevejo abater-se sobre a cabeça do seu presidente, quero lembrar aos mais distraídos que eles fizeram uma aliança e o que de bom ou mau acontecer a um, vai acontecer ao outro também. É o inferno para os dois e bem fizeram por o merecer.
Quanto ao Benfica ficou sozinho com o Porto na luta pelo campeonato, o que de certo modo me facilita as coisas. Agora resta-me esperar, refastelado na minha poltrona, que o Benfica prove que tem estofo de campeão, ou seja, valor suficiente para ganhar ao Porto e ao Sporting nos jogos que ainda falta disputar. Hoje, sem terem feito um grande jogo, cumpriram os serviços mínimos, quer dizer, garantiram os 3 pontinhos que são o que mais interessa nesta fase da luta.
Por hoje, isso me basta. Boa Páscoa para todos!

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Eu já vos tinha dito!


Julgavam que era o JJ que ganhava todas as taças da Liga? Não, puro engano, ganhavas-as era o Benfica! Casualmente o JJ estava lá como treinador. Assim como poderia lá estar outro qualquer, pois o que conta é o poderio e qualidade da equipa que está por detrás do treinador. Não se viu hoje outra vez? O JJ virou as costas a quem o guindou à posição de vencedor, azar dele e sorte do Rui Vitória que começou a amealhar títulos. E já lá vão dois! E o outro, o parvo, a chupar no dedo!
Grande festa viveram hoje os benfiquistas, no Estádio Cidade de Coimbra, celebrando mais uma vitória do Glorioso SLB. Foi o prémio merecido para coroar uma época difícil, por não ter começado da melhor maneira, mas por isso mesmo mais saboroso foi o sucesso conseguido com a vitória do campeonato e agora também a Taça da Liga.
Agora são horas de ir para férias e dar descanso ao físico que daqui a 40 dias quero toda a gente de volta ao trabalho, fresca como uma alface, para começarmos tudo de novo. Nova corrida, nova viagem e um título lá no fim para ser conquistado. Como diz o Rui Vitória, connosco não há outro objectivo, é sempre para ganhar!

domingo, 8 de maio de 2016

O Bailinho da Madeira!

O Rui Vitória diz que é sempre a mesma coisa, é para ganhar e mais nada!
Espero que ele tenha razão e que abra o bestunto da "cambada" para eles pensarem (e actuarem) da mesma maneira. É que, ontem, o Sbording jogou de carago e o JJ está todo inchado à espera que o Benfica meta a pata na poça e lhe entregue o título de bandeja.
Cada vez que o Jesus joga com o Gelson sai-se bem, só me pergunto porque não joga sempre. E ontem viu-se. E o Teo que toda a gente queria ver despedido por causa das férias prolongadas que ele decidiu atribuir a si próprio, depois da passagem de ano na sua terra, voltou a agradecer ao seu treinador por tê-lo protegido, contribuindo de forma marcante para o resultado do jogo. Claro que o Setúbal não fez grande oposição (seria por causa da tal mala?), mas gostei de ver o jogo. Se o Slimani tem contribuído, como é costume fazer, aumentando o resultado, seria um jogo para ficar na história e deixar o treinador sportinguista mais inchado ainda.
Na esperança que os meus rapazes saberão cumprir o seu dever dando-me mais uma alegria e já que não posso acompanhá-los in loco, envio-lhes a minha embaixatriz para lhe levantar o ânimo e os fazer correr durante 95 minutos. Bailem, rapazes, bailem que o prémio vale a pena!
Carrega Benfica que a meta já está à vista!

segunda-feira, 28 de março de 2016

Sursum corda!

Porque a minha mãezinha me obrigou a ir à missa quando era miúdo e porque, mais tarde, tive aulas de Latim, estas palavras não me são completamente estranhas. Isto era ainda no tempo em que a missa era rezada em Latim e o padre o fazia de cu virado para o público. No prefácio da missa, levantava os braços ao céu e proferia estas palavras em voz alta - Sursum corda - que significam "corações ao alto", pedindo aos fiéis para se prepararem para a celebração, abrindo o seu coração à influência divina.


Achei que era uma boa maneira de começar esta minha mensagem, especialmente dirigida aos fiéis do Glorioso, para que se preparem para uma semana importantíssima na luta pela conquista do grande objectivo desta época. Corações ao alto, fé absoluta na rapaziada que defende as nossas cores e no homem que tem a responsabilidade de lhes transmitir o conhecimento. O embate da próxima sexta-feira, se correr bem, por-nos-á no caminho certo para ser de novo campeões.
"Thumbs up", como diz o inglês, é este gesto que quero ver o Rui Vitória fazer no fim do jogo com o Braga!

sexta-feira, 11 de março de 2016

Eu sou Eusébio!

Nesta semana em que tanto se tem falado do Benfica, e desta vez pelas melhores razões, lembrei-me que há uma memória da minha infância de que nunca falei nos meus blogs. Pois bem, chegou o dia, vai ser hoje que ficareis a saber mais uma novidade a meu respeito. É uma história um pouco longa, mas o que mais temos à nossa disposição é tempo e de algum modo o teremos que consumir.
Por razões que pouco interessam para o caso, a minha bisavó materna casou-se e foi viver para uma freguesia bastante afastada daquela onde nasceu, que era a dos seus antepassados e onde eu viria a nascer, mais de um século depois dela. Ah, ela chamava-se Eusébia.
Nessa terra criou dois filhos, um rapaz e uma rapariga. Essa rapariga viria a ser a minha avó e Maria era o seu nome. Por volta dos seus vinte anos, as voltas da vida levaram-na para fora da freguesia onde nasceu e nunca mais lá voltou. A vida era difícil nesses tempos e era preciso ir à procura de trabalho onde o houvesse e foi o que ela fez. Por casualidade, foi parar a uma freguesia do concelho de Vila do Conde que fica encravada no concelho da Póvoa de Varzim, relativamente próxima desta cidade onde, hoje, eu habito.
Pelas mesmas razões que levaram a minha avó a sair de casa, também o meu avô António deixou a sua terra natal, uma freguesia situada no ponto onde se tocam os concelhos de Barcelos, Famalicão e Braga e veio morar para a Póvoa. Aqui se encontraram os dois, se apaixonaram e desse relacionamento nasceu a minha mãe. Por razões que, além de não as conhecer muito bem, pouco interessam para a minha história, o casamento não aconteceu e o meu avô foi para França, de onde nunca mais voltou.
Quando a minha mãe chegou à idade escolar, aconteceu uma coisa que viria a condicionar a sua vida e a da minha avó. A bisavó Eusébia que tinha ficado viúva há algum tempo começou a sofrer de duas doenças, qual delas a pior, um cancro da mama e um princípio de Alzheimer. Cancro que não foi operado e acabou por abrir uma ferida que exigia um curativo diário. Em casa do filho, com quem vivia, não deve ter encontrado o apoio que precisava e disse à minha avó que queria voltar para casa dos seus pais, onde tinha ainda direitos de herança, e que ela e a sua filha a deviam acompanhar.
E assim aconteceu, a minha mãe, de 7 anos de idade, a minha avó, de 33, e a minha bisavó, já com 71 anos, aterraram na freguesia, onde as mais novas nunca tinham ido e a mais velha já se tinha apagado da memória das gentes que lá viviam. E, como é habitual nestes casos, a notícia espalhou-se pelos arredores - a Eusébia voltou!
E dali em diante, a minha avó passou a ser conhecida pelo nome que carregou até morrer, Maria da Eusébia. Por tabela, a minha mãe que era filha da Maria e não da Eusébia, ficou crismada com o nome de Rita da Eusébia e só por este nome era conhecida em todo o lado.
A minha mãe era "fanaticamente" católica e levou à letra aquelas palavras constantes da pergunta que o padre faz no casamento e que rezam assim - prometes criar e educar todos os filhos que Deus houver por bem dar-te - e a que ela respondeu, sim. Além de 2 abortos complicados, pôs neste mundo 12 filhos saudáveis, dos quais 10 são ainda vivos. O destino quis que fossem os dois mais novos a morrer primeiro, um de acidente de trânsito e o outro de cancro no estômago.
Desses 12 filhos, eu tive a sorte de ser o primeiro filho varão, o homem da casa. Até ir para a Escola Primária, eu não tinha grande convivência com outras pessoas, vivia com a família e para a família. Na escola, como eram tudo Manuéis, Antónios, Joaquins e Joões, era preciso arranjar um nome ou alcunha que nos diferenciasse dos colegas. A mim calhou ser o «Eusébio». Sendo filho da Rita da Eusébia, neto da Maria da Eusébia e bisneto da própria Eusébia, não me parece que tenha sido descabida a escolha.
Eu não morria de amores pelo nome, mas aguentei firme durante 4 anos. Aos 11 anos de idade, por causa dos estudos, parti dali para nunca mais voltar e o Eusébio desapareceu para sempre.
O grande Eusébio (o King) nasceu 2 anos antes de mim, em Lourenço Marques, mas antes dele já eu era Eusébio e benfiquista, nesta terra onde nasci! Ele, só no dia 15 de Dezembro de 1960 aterrou em Lisboa, com destino ao Sporting, mas foi desviado para a Luz e na época seguinte já ostentava o nome de Eusébio na sua camisola encarnada.
Mas é ele quem fica na História, eu sou um ilustre desconhecido!

quinta-feira, 10 de março de 2016

Ódios de estimação!

Não gosto do Vilas Boas! E pela mesmíssima razão que não gosto do Jorge Jesus! Só por se encontrarem ao comando dos grandes rivais do Benfica resolveram (sem qualquer razão que o justifique) fazer uma guerra sem quartel contra o meu clube. Agradar ao presidente do clube que treinam, ou treinaram, é o único motivo que encontro para justificar tão acirrado ódio ao Benfica. Mas, muito sinceramente, não o compreendo nem aceito.
Assim fiquei duplamente satisfeito com a derrota do Zenit e ficarei feliz por ver o Andrezinho abandonar S. Petersburgo pela porta pequen, tal como já aconteceu nos dois clubes anteriores que treinou, o Chelsea e o Totenham. Com o Jesus acertarei as contas mais tarde, pois não quero antecipar-me à História e correr o risco de errar.
Ainda no passado sábado, depois de perder em casa com o Benfica, achincalhou o Rui Vitória, dizendo que não o considerava seu colega de profissão. Queria com isso dizer que estava anos-luz acima do treinador do Benfica. E ontem, depois do apuramento do Glorioso para os quartos de final da Champions, coisa que ele nunca conseguiu, teve que engolir um sapo tão grande, mas tão grande que lhe deve ter arranhado e bem as cordas vocais. Talvez assim aprenda a medir aquilo que diz e não desatar a dizer baboseiras só para agradar ao presidente da carneirada.
Eu sou assim! Cá se fazem, cá se pagam! 

sábado, 5 de março de 2016

2016.03.05 - A data do tira-teimas!


Chegou o dia em que se vão acabar as dúvidas sobre a capacidade do JJ ultrapassar os momentos decisivos sem cair de joelhos e falhar a meta que se propôs. O dia de hoje, 5 de Março de 2016, vai ficar na história pessoal dos treinadores dos dois clubes que hoje se defrontam no Estádio de Alvalade. Se for o Rui a ganhar, tem aberta a porta de um sonho que ainda há pouco estaria longe de imaginar. Se for o Jorge, será um quase campeão, pelo terceiro ano consecutivo, e a prova de que não precisou da muleta Benfica para o conseguir.
No caso contrário, já não são assim tão lineares os efeitos da derrota sofrida por cada um. Para o Rui não será nada de especial, visto ser a sua primeira vez num clube grande, a mudança de paradigma do Benfica ter mudado e a pré-época ter sido um desastre de todo o tamanho.  Ao fim de meia dúzia de jornadas, já todo o mundo tinha assumido que este ano o Benfica não chegaria ao título. E depois de ter perdido os dois jogos com o Porto e também em casa com o Sporting, ninguém acreditaria que a situação pudesse ser revertida. Em conclusão, se o Rui perder será apenas a confirmação daquilo que já se esperava. E depositar-se-ão todas as esperanças na próxima época que ele terá que preparar com mais cuidado.
Para o Jorge é que será o cabo dos trabalhos. Já nos habituou a perder tudo no último minuto, foi essa a pedra de toque na sua passagem pelo Benfica, e se isso acontecer este ano de novo, será a confirmação de que ele não é general para grandes batalhas. E depois das bocas com que começou a época - eu sou o maior, já ganhei três vezes ao Benfica, sou um treinador para a Champions - vai ter que desinfectar aquela bocarra com lexívia e depois mantê-la bem fechada para não ser enxovalhado. Para ele, perder o jogo de hoje e, por consequência o título de campeão, vai ser como cortar uma perna. Depois disso talvez vá para a China fazer concorrência ao Scolari.
E nos jogos que ainda falta disputar, eu não acredito muito na vitória do Sporting contra o Porto de Peseiro, que não é o mesmo de Lopetegui, nem contra o Braga de Fonseca que tem vindo a fazer uma grande época. Ondas alterosas se levantam na proa da nau lagarta e se hoje não for ao fundo que se cuide, pois a borrasca tende a aumentar.
P.S. - Vou passar o fim de semana fora e não levo o computador. Por isso, a menos que encontre por lá algum, logo à noite depois do jogo, só amanhã ou segunda-feira voltarei aqui para tirar as conclusões decorrentes do resultado do tira-teimas.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Operações anfíbias!

Isso era o forte dos fuzileiros! Não havia água que metesse medo!
Havia sempre alguns que tinham aprendido a nadar à pressa - normalmente no malagueiro, durante a recruta e ITE - e na hora H borravam-se de medo para se atirarem à água, mas havia sempre um camarada ao seu lado para lhe dar uma mãozinha.
Quantas vezes, durante a Guerra Colonial, fomos obrigados a embarcar ou desembarcar à pressa e debaixo de fogo. Aconteceu-me a mim no meu baptismo de fogo, em 9 de Janeiro de 1965. E saímos de lá com 1 morto apenas, mas podiam ter morrido muitos mais, uma questão de sorte e má preparação militar de quem estava do outro lado. Aliás, a preparação cuidada é parte importante na chave para o sucesso. O conhecimento do inimigo e da área de actuação são outros factores importantes quando se quer ser bem sucedido na operação que temos pela frente.


Este é o terreno no qual vamos dispor as nossas tropas para receber e levar de vencida o inimigo que vem do norte. O grupo de combate que foi destacado para o enfrentar está recheado de bons profissionais e conhece bem o inimigo que tem pela frente. Um factor extra a nosso favor é a desmoralização que grassa entre as tropas inimigas, por causa das derrotas (pesadas) sofridas nos últimos embates.


Chamei-lhe operação anfíbia (e isso ajudou-me a compor este texto), porque, segundo a previsão dos meteorologistas, a batalha vai ser disputada debaixo de chuva. Qual dos dois participantes se vai dar melhor com isso, estou aqui para ver. Agora é só dominar a tremedeira atá cegar a hora de disparar o primeiro tiro.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Soma e segue!

Mais uma jornada bem conseguida.
Não me vou alongar em comentários, pois o jogo não foi tão espectacular como da última vez. Valeu pela vitória, pelos dois golos do Jonas e mais duas ou três coisas de que gostei. Mas também houve uma série de coisas de que não gostei muito, a começar pela lesão do Lisandro. Os passes do Renato nunca encontram destinatário e o nosso artista Gaitan arriscou-se (por estupidez pura) a levar um cartão vermelho. Vá lá que meteu mais um golo, daqueles que ficam para a história.
O Rui Vitória ainda tem muito que trabalhar para ensinar-lhes coisas que eles já deviam saber. E o tempo começa a ser pouco para isso. Estou ansioso para ver como corre o jogo com o Zenit que se avizinha, é já no dia 16 de Fevereiro. E antes disso ainda temos que enfrentar os rapazes do Peseiro, no dia 14, à tarde. Não percebo como estão marcados dois jogos com um intervalo de apenas 48 horas, pensei que isso não era permitido. O jogo com o Porto devia ser no sábado e não no domingo.
Enfim, depois desses dois jogos já poderemos adivinhar qual será o nosso futuro para esta época.
O remédio é esperar até lá!

sábado, 2 de janeiro de 2016

Ora bolas!

Estou a ficar cansado de ver o Benfica jogar mal. A única coisa positiva que se aproveita do jogo são os três pontinhos que nos mantêm na corrida em direcção ao primeiro lugar da classificação. Já não sei se devo atribuir as culpas ao treinador ou à aselhice dos artistas que de artistas têm pouco, como se tem visto nos últimos jogos.
Nem Jonas, nem Jimenez, nem tão pouco Gaitan foram capazes de encontrar o caminho para a baliza. Perto do fim, entrou o Carcella e viram-se algumas jogadas que fizeram lembrar os jogos à campeão da época passada. A única coisa que o meio campo conseguia fazer, e nem sempre de maneira acertada, era jogar para trás, circulando a bola entre os defesas e por vezes com o guarda-redes incluído no "negócio". Os passes falhados foram mais que muitos e as recuperações de bola só corriam bem para o lado do Guimarães.
E se contarmos com os contra-ataques feitos pelo adversário, temos que admitir que só por milagre não sofremos 2 ou 3 golos. Faltou muito pouco para isso acontecer e deve-se, em parte, ao Júlio César isso não ter acontecido. Bem atrevidos os rapazes do Sérgio Conceição e sou obrigado a reconhecer que gostei mais do seu jogo do que aquele que a equipa de «mal-ajanganados» do Benfica foi capaz de fazer. Uma verdadeira desgraça e começo a perder a esperança de que o Rui Vitória seja capaz de os pôr a jogar como uma equipa candidata ao título.
Por outro lado, o Jesus conseguiu apagar a chama do dragão portista impondo-lhe uma derrota por 2 golos sem resposta. Está em maus lençóis o treinador Lopetegui e já se adivinha o fantasma do Vilas-Boas a rondar o Estádio do Dragão para lhe roubar o lugar. Muito mudado está o Pinto da Costa que por muito menos já correu com outros treinadores no passado.
A haver um vencedor sempre foi melhor ser o Sporting, por ser menor a diferença pontual para o Benfica. O JJ deve estar tão inchado que ainda corre o risco de levantar voo. O melhor será amarrar-lhe uma âncora numa perna, por precaução!