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quinta-feira, 9 de julho de 2020

Quem ficou a perder ...!


... foi a Tabaqueira! São menos uns quantos maços por dia que vende!
Morreu João Araújo, o advogado do Zé Pinóquio. Não sabia que ele sofria de cancro e que, segundo ele próprio, já estava a viver a crédito há 8 anos. Isto, porque o seu pai, brâmane cristão de Goa, morreu aos 62 anos e outros homens da família também não superaram essa idade. Estive a ler o seu currículum vitae e descobri que era do MRPP, amigo do Otelo e anti-colonialista convicto. O seu pai era juiz em Angola e ele ali nasceu e viveu até aos 18 anos, altura em que veio para Lisboa estudar direito. Não gostava dele nem da sua maneira de proceder, portanto a sua partida não me afecta a ponta de um corno. Que tenha uma boa viagem até à outra dimensão.
O seu ajudante no Processo da Operação Marquês, Pedro de Lille, passa a advogado principal, ou virá outro para o lugar do defunto? Com a pobreza franciscana que o Sócrates alega, quem pagará as contas do advogado? E eles, os advogados, até agora 2, não costumam ser poupados nas contas!
Por falar nisso, o juiz Ivo Rosa alegou que o processo é longo e complicado demais e nunca poderá dar a sua decisão de pronúncia nos 10 dias estipulados por lei. E agora, o que vai acontecer? Será que está a dar corda para uma anulação de todo o processo? E eu que estou convencidíssimo da culpa do Pinóquio, já estou a vê-lo a esfregar as mãos de contente, vendo uma hipõtese de escapar com o cu à seringa.
Dizem que o Dr. Araújo nunca acreditou que este processo chegasse a julgamento. Pergunto-me se ele saberia alguma coisa que nós não sabemos. Ele costumava dizer que o José Sócrates era uma espécie de Marquês de Pombal II que deixou obra que se pode ver! O problema é que ele fez a obra, recebeu as comissões e nós é que pagamos a conta!
Só por essas afirmações, Dr. Araújo, merece estar a arder no inferno !!!

terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Coisas lindas, coisas feias!


Hoje encontrei esta imagem nas notícias e achei-a linda e digna de figurar no meu blog. Nem parce a velhinha ponte Salazar, a que alguns, por azia, mudaram o nome e que dizem estar a cair aos pedaços. Cá para mim que não sou parte interessada na coisa, o que procuram, os tais que dizem que ela está toda arruinada, é uns milhõezitos para a dita reparação, de onde consigam cortar uma fatia para eles próprios. Quem não os conhece que os compre.
Outra notícia que me pôs os cabelos em pé foi o "mal-ajambrado" aeroporto da OTA, Alcochete, Montijo e, de novo, OTA. As Câmaras Municipais da região Oeste juntaram-se para reclamar a ida do aeroporto para a Ota. Que em todos os lugares aventados como hipótese há prós e contras, mas é na Ota que os contras são menos que os prós. Eles lá sabem, mas a mim cheira-me a esturro. Depois de milhões e mais milhões de euros gastos em estudos de toda a espécie, chegou-se à conclusão que a Ota não servia. É preciso ter muita lata para vir alhuém, agora, dizer que afinal sempre serve.
Bem me lembro de, no governo de Sócrates, alguém ter desenhado uma autoestrada com 6 pistas de rodagem e mais duas para o TGV, a ligar o aeroporto da Portela ao novo da Ota. Aquilo era um luxo, qualquer coisa a imitar Hong-Kong e Macau e todos esses exageros orientais, onde há mais pessoas que terrenos livres para se circular e se torna necessário andar pelo ar. Gastador como era esse nosso Primeiro Ministro e sempre de olho na comissão que cada obra lhe deixaria na conta da Suíça, foram milhares de milhóes de euros orçamentados para essa obra que nunca viria a realizar-se.
Nunca não posso dizer, pois parece que já há quem a queira desenterrar com a desculpa que as cegonhas, os patos e outros passarecos precisam dos pântanos do Samouco para aterrar e levantar voo e não podem ser despejados do seu habitat pelos aviões da Azul, Ryan Air, Easyjet e outros que nem sequer a TAP está já em questão. Ainda não ouvi o deputado do PAN pronunciar-se sobre o assunto, mas não deve faltar muito para alguém lhe chamar a atenção para tão grave atentado à saúde dos seus representados volantes.
A mim o que mais me preocupa é o custo destas idas e vindas, dos sims e dos nãos, assim como dos caríssimos estudos encomendados aos amigos dos governantes, mesmo que haja um par deles iguaizinhos arrumados na gaveta da Secretaria de Estado das Obras Públicas. Dinheiro que não temos, que somos obrigados a pedir emprestado (é boa altura, os juros estão baixos, dizem eles) para enfiar nos bolsos desses enganadores do Povo.
Volta, Troika, antes que seja tarde demais!