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quinta-feira, 7 de março de 2024

A Praça 7 de Março!

Que todos os juízes, e todos os habitantes da cidade, e todos os mercadores e artífices descansem no venerável dia do Sol. Não obstante, atendam os lavradores com plena liberdade ao cultivo dos campos; visto acontecer amiúde que nenhum outro dia é tão adequado à semeadura do grão ou ao plantio da vinha; daí o não se dever deixar passar o tempo favorável concedido pelo céu.

Quem passou por Lourenço Marques sabe o significado disto

Há dias, se bem se lembram, eu mencionei a Praça 7 de Março, em Lourenço Marques, onde a minha namorada sul-africana me fez uma bela surpresa. Hoje, vivemos nessa data e eu quis saber de onde teria surgido o nome da tal praça que ficava no extremo sul da Rua Araújo. Tudo o que encontrei foi o «Édito de Constantino» que data do Século III da nossa Era, mais precisamente, em 7 de Março do ano da graça de 321. Será esse o motivo pelo qual a praça foi baptisada? Desconfio que não, mas não tendo encontrado outra razão dou um viva ao dia do Sol.

Em contraste, não esquecer que vivemos no hemisfério oposto, hoje não se avista o sol, temos um dia sem sol e com frio e chuva. Saudoso Lourenço Marques, capital do Império Português onde me fiz homem. Foi ali que, em 9 de Março de 1965, comemorei o meu 21º aniversário e me tornei membro da sociedade socialmente responsável. Até essa data, respondia por mim o meu pai e na falta dele o meu comandante de Companhia, a 2 de Fuzileiros, única até então, naquela nossa Província Ultramarina. O Salazar determinou que assim se chamasse para podermos afirmar, perante o mundo, que o nosso Império ia do Minho até Timor.

Em 1970, morreu o ditador português (e também a minha muito querida avó Maria) e todos esses sonhos imperialistas seriam apagados da nossa mente com o fim da Guerra Colonial e a entrega das nossas colónias aos comunas negros que eram apoiados pelos comunas brancos de Moscovo e Pequim. O nosso império mede-se agora em largura, de Badajoz até à ilha mais ocidental do arquipélago dos Açores a das Flores.

1957 Iniciaram-se há 66 anos as emissões regulares da RTP, nos antigos Estúdios do Lumiar, em Lisboa. No mesmo dia, mas em 1980, sob a presidência de Soares Louro (1933-2007), a RTP começou as emissões a cores, com a transmissão do Festival da Canção.

Por curiosidade, acrescentei esta outra efeméride que é importante para nós (pequenos lusitos), mas que acredito eu, nada tinha a ver com Moçambique e a cidade de Lourenço Marques. Uma última nota que quero aqui deixar como uma pista para quem quiser completar estas minhas notas, é o nome de Joaquim Araújo, fundador da cidade de Lourenço Marques, que deu o nome à rua que une a Praça Mac-Mahon à Praça 7 de Março. Quem sabe se o nome da praça está ou não relacionado com esta personalidade ou algum evento com ele relacionado.

Clicar na imagem para uma leitura mais fácil

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Regresso ao passado!

Já lá vão muitos anos que virei as costas a Moçambique. Quis a sorte que nunca lá tivesse voltado, desde que, a bordo do Vera Cruz, regressei à Metrópole depois da comissão que fiz na CF8. É assim a vida, os caminhos do destino são insondáveis.
Hoje li nas notícias que começa hoje, no Maputo, melhor dizendo, em Marracuene, a grande feira internacional - FACIM - que já vem dos tempos em que os portugueses ainda eram reis e senhores daquela terra. Para vos falar nisso, juntei algumas fotografias alusivas á feira e à terra que me deixou saudades.

A torre que anuncia o lugar da feira


Desde 2010 que a feira mudou para Ricatla, nos arredores de Marracuene, pois na marginal de Maputo o espaço já era insuficiente para tantos participantes e provocava enormes constrangimentos no centro da capital.

Portão Nº 1
Na imagem está fechado, mas a esta hora já deve estar escancarado para receber os milhares de visitantes que são esperados.

Feira dos velhos tempos, quando ainda era na marginal, em Lourenço Marques.

Os cajus são para mim o melhor sinal daquela terra.


Aproveito também para vos deixar um mapa da cidade, ainda com as ruas denominadas à nossa moda, para não se perder quem quiser recordar os velhos lugares por onde passou. Eu já desci a Avenida de Angola, fui até ao aeroporto e depois regressei ao centro da cidade pela Avenida Craveiro Lopes. Nele, por ser antigo, ainda se vê a FACIM no sítio onde nasceu, pertinho do Comando Naval.

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Maputo em notícia!


Depois de dormir a soneca que vos tinha anunciado, regressei aqui para ler as notícias, com um olho na televisão para ir assistindo à evolução do Gent-Braga. Aquela que suscitou a minha curiosidade refere-se a "um português assassinado em Maputo" que vinha acompanhada desta foto. Sobre o crime não há ainda grandes pormenores, já a fotografia aguçou a minha curiosidade.
Uma rua assim tão comprida na parte alta da cidade e paralela ao mar não se ajustava ao que recordo do Lourenço Marques do meu tempo. Do lado direito pareceu-me reconhecer o Club Naval e o Hotel Polana, mas esperava ver a confluência da Avenida Pinheiro Chagas, aparecendo do lado esquerdo, mas não aparece na imagem. Se não fosse pela famosa igreja de Santo António da Polana que aparece lá ao fundo, do lado esquerdo, começaria a duvidar da minha memória.
Fica aqui a imagem para quem se quiser entreter com estas recordações saudosistas!

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Uma questão de opção!

Começo a convencer-me que com este modelo de blog, com uma coluna central para os textos publicados e duas colunas laterais para o resto da tralha, não conseguirei ajustar o tipo de letra como queria. Mas gosto do aspecto dele assim e não vou mudar. É a tal história das opções, quando não se pode ter tudo, escolhe-se o que mais falta nos faz.
Pensem no Rui Barros. Ele é pequenino, mas é o único que o Pinto da Costa tem ali, mesmo à mão de semear, para lhe tirar as castanhas do lume. Foi a opção escolhida e pronto. Adiós Julen, bienvenido Rui!
Vamos dar um salto até à praia de Lourenço Marques? Quero chamar-lhe assim e ninguém tem nada com isso, é uma opção a que tenho direito.


Ontem esteve um calor de fritar miolos e o pessoal fugiu todo para a praia. Mas há uma coisa que me deixou pensativo, não se vêem velhos nem brancos nesta imagem! Será que eles não são afectados pelo calor como os jovens e os negros? Boa pergunta a que não sei responder.
Outra coisa que me deixa de cara à banda é a maioria das pessoas estarem vestidas. Assim não podem entrar na água para se refrescarem. Então porquê irem para a praia? Estariam muito melhor sentados à sombra, debaixo de um cajueiro daqueles enormes e ramalhudos que havia por lá!