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sábado, 30 de março de 2019

Coitados dos bifes, não sabem o que fazer à vida!

Finalista na corrida para a liderança do partido Conservador em 2016 contra Theresa May, a ministra responsável pelas relações com o parlamento, é uma das mais ardentes defensoras do 'Brexit'. Experiente profissional do sector financeiro, onde fez carreira durante 30 anos antes de se dedicar à política, Andrea Leadsom, de 55 anos, tem uma reputação de seriedade e competência. As suas qualidades de debate são reconhecidas, e recentemente ganhou relevo pelas trocas de palavras com o líder da Câmara dos Comuns, John Bercow, após este ter sido escutado a chamar-lhe "mulher estúpida".



Acho que não deve haver um português que não tenha visto esta imagem passar na nossa tv nos últimos dias. O Brexit foi a causa disso e, por mais que tenham tentado de pouco serviram tantas horas de debate e tantos discursos da Primeira Ministra em defesa do seu plano de saída da UE. Cá para mim é o Trump que está por trás disto tudo. Ele também quer que o Reino Unido saia da UE e se junte a eles na guerra contra os opositores aos interesses americanos.
O líder do Partido Trabalhista só quer que ela se demita e haja novas eleições. Isto na esperança de que ganhe mais alguns lugares no Parlamento. A senhora que vêem na imagem acima é a candidata a ocupar o lugar da Theresa, se esta se decidir a bater com a porta. Dizem que ela é brava como uma pantera e também não quer nada com a UE, sozinhos somos melhores, pensa ela.
Tenho acompanhado estas discussões no dia a dia e rido a valer com as posições assumidas por alguns dos políticos. Eles até podem acabar por abandonar a UE, aliás, acho que está mais para isso que para outra coisa, mas vão comprar uma guerra com a Escócia e a Irlanda que lhes vai trazer amargos de boca.
Ontem, mais uma vez, não resolveram nada e na segunda-feira voltam ao mesmo a ver se há um milagre que lhes mostre o caminho certo. Eles não querem sair sem um acordo que lhes dê um mínimo de protecção, mas não há acordo que lhes agrade. Alguém vai ter que arrepiar caminho, trabalhistas ou conservadores, quem será o mais teimoso?

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

B-Day is today!

Bday é abreviatura de birthday que quer dizer aniversário. E hoje é dia de aniversário da minha irmã Alice que faz 77 anos, nasceu 2 anos e 2 meses antes de mim.
Mas B_Day é também usado para designar o Brexit Day que é hoje, dia 15 de Janeiro, o dia escolhido para a Câmara dos Comuns votar sim ou não ao acordo (de divórcio) negociado pela Primeira Ministra Theresa May com a União Europeia. E não há divórcio que não traga problemas, quanto mais litigioso mais problemas.


Esta é a cara da oposição ao acordo. Há muitas mais pessoas no contra, mas este melro não se cala por nada deste mundo. Quem me dera que se "estrepe", hoje!

Metade do Reino Unido espera que ela caia hoje

Até os jornais portugueses alinham pelo mesmo diapasão

O Big Ben  está parado, mas o tempo não pára

A Câmara está vazia, mas não por muito tempo

De 15 de Janeiro a 29 de Março, o futuro ainda incerto

Hoje, não deveria haver outro assunto além deste (para não desviar a vossa atenção), mas fui obrigado a trazer aqui o assunto "Vara para a prisão, já", pois corruptos fazem-me azia e isso ganha prioridade sobre todo o resto das notícias. Peço a vossa compreensão para esse facto.
Bom dia e fiquem atentos às notícias!

sábado, 12 de janeiro de 2019

A «Formiga Branca»!


Enquanto em Portugal o PSD se vira contra si próprio, em Londres os coletes amarelos manifestam-se para atirar ao charco o governo dos conservadores. Veremos em que vai dar cada uma dessas lutas que, até certo ponto, perseguem um objectivo comum, derrubar o governo. Muito embora vão em sentidos opostos, em Portugal quer-se cortar a cabeça á geringonça esquerdo-comunista, enquanto que os britânicos querem tirar do poleiro os conservadores e fazer subir os esquerdistas, a força do trabalho, o proletariado, como lhe chama o meu amigo Ieronimus Siberius.
Gramei à brava as declarações do Alberto João que chamou FORMIGA BRANCA aos maçónicos de Portugal, na pessoa de Luis Montenegro que resolveu desenterrar o machado de guerra para cortar a cabeça ao Rui Rio por achá-lo muito próximo de António Costa. Teme ele que nas próximas eleições essa proximidade possa redundar numa geringonça de direita para substituir a de esquerda que está, dizem alguns, cheia de areia nas engrenagens. Eu nem sei o que diga, para mim são todos a mesmíssima bosta, juntam-se e tramam o povinho de todas as formas e feitios.
Quanto aos bifes, vou manter-me atento às manifestações deste sábado, as quais vão ocorrer em várias cidades do Reino Unido. Quanto mais cacetada derem nos manifestantes mais longe ficará o Brexit e isso pode ser bom. Aqueles que estão sempre na borda do Canal da Mancha, com o intuito de saltar para a ilha que não os quer lá, também vão juntar-se à manifestação, tentando puxar a brasa à sua sardinha, mas, estou em crer, vão atrapalhar mais do que ajudar naquilo que os trabalhistas do Jeremy Corbyn pretendem.
Na próxima segunda-feira, faz 22 anos o meu neto mais velho (com a idade dele eu já tinha feito uma comissão em Moçambique, andado aos tiros à Frelimo e já levava mais 4 meses de uma segunda comissão) e na terça-feira ficaremos a saber que futuro terá o Brexit e a Theresa que o defende. Até chegarmos a essas datas (para mim) importantes, tenham um belíssimo fim de semana. Com este sol que me aquece até dá vontade de ir até á praia!

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Salto no desconhecido!


Para nós, portugueses, o Brexit é um pouco como aquele ditado brasileiro que diz - pimenta no cu dos outros ... - ou seja, não adivinhamos ainda como nos pode afectar, mas lá poder pode e vai afectar. O nosso maior problema - do ponto de vista de alguns - é saber quem ganha a guerra de audiências na televisão, o Goucha ou a Cristina.
Por outro lado, para os ingleses, a coisa começa a esquentar, já sentem o cu colado nas calças. Quem viu as notícias, ontem à noite, talvez tenha reparado em alguns trabalhadores, ameaçados de perder o seu rico emprego, perguntando o que será deles agora. Marido e mulher empregados na mesma fábrica e ambos despedidos. Filhos a estudar na faculdade, como vai ser para pagar as despesas? É muito diferente perguntar a um inglês comum o que pensa de deixar a UE, ou perguntar a um que acabou de ser despedido duma fábrica de automóveis.
O Parlamento exige à Primeira Ministra um plano B para o caso de o acordo assinado não ser votado favoravelmente pela Câmara, mas os da oposição vão mais longe e já exigem a demissão da Theresa May e eleições antecipadas. Que o caso é grave e deve ser o povo a tomar uma posição nas urnas. Esses esquecem-se que toda a eleição é "trabalhada" pelos políticos para levar ao resultado que eles querem e o povo, por mais avisado que esteja, deixa-se sempre enrolar.
Bem gostariam de adivinhar o que irá passar-se no caso de um sim ou um não, mas isso não é possível, só depois de saltar se verá onde vão cair. Mas ninguém tem dúvidas sobre um mais que certo arrefecimento da economia, há quem calcule uns 8%, mais coisa menos coisa, mas é imprevisível o efeito dominó provocado pelo desemprego, cobrança de menos impostos e aumento das despesas sociais.
Para não falar na questão da fronteira entre as duas Irlandas que é o osso mais duro de roer. Voltar mil anos atrás e unificar a Irlanda republicana e católica seria a solução ideal, mas quem mete isso na cabeça dura dos enfatuados e anglicanos súbditos da Rainha Isabel II? Só por cima do meu cadáver, responderia ela se lho perguntassem.
Pois é, amanhã termina o prazo dos 3 dias dados pelo Parlamento à Milady Theresa e não vai haver qualquer plano B que os europeus não são parvos. Demoraram 20 meses a negociar aquele acordo de 858 páginas e não vão voltar à estaca zero, só para fazer o jeito aos bifes.
Salta e logo vês o que acontece, quando tocares com os pés no chão! 

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Más notícias em catadupa!


Até ao próximo dia 15, vou dedicar-me ao Brexit, ás figuras que nele participam e às consequências do acto "irreflectido" dos bifes. Ainda a viver em Lourenço Marques, perguntei a alguém por que raio tratavam os ingleses por bifes. A resposta foi rápida, simples e concisa. Como eles não eram, nem são, nada bons com as línguas estrangeiras, a qualquer restaurante que fossem comer só sabiam pedir beef, o que em português se traduz por carne de vaca. Para o ouvido do empregado de mesa a palavra soava a "bife" e lá iam a correr à cozinha encomendar o beef que batia sempre certo. Assim ficaram para sempre bifes e as raparigas que vinham da África do Sul passar férias a Moçambique herdaram o nome de bifas.
O carrinho que vêem na imagem acima é bonito, não é? Um Jaguar feito em Inglaterra que, por estes dias, é mais uma gigantesca dor de cabeça para a Primeira Ministra May. É que a marca, agora propriedade da Tata Motors (indiana), vai despedir 5.000 trabalhadores, no Reino Unido, um pouco por causa do decréscimo das vendas na China (culpa do Trump e da sua guerra de taxas), mas também por causa do Brexit. E dizem as más línguas que este despedimento pode ser o início do fim da produção no Reino Unido. A capacidade de produção na Eslováquia e na China está a ser reforçada para substituir a produção inglesa que se tornou demasiado cara.
Sinal dos tempos, a globalização a juntar ao Brexit vai fazer a vida difícil aos bifes e eu não tenho pena deles, nem um bocadinho, pois sempre nos amargaram a vida, quando isso lhes convinha. O malfadado "Tratado" que ainda temos com eles só funciona para o lado deles, para o nosso é só desgosto em cima de desgosto. A partir deste ano, se eles "brexitarem" estaremos em lados diferentes da barricada e não haverá "Tratado" que os salve.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

O meu nome é "Desastre"!


Olhem bem para a cara dela.
Esta senhora pode ficar ligada ao maior desastre do Século XXI acontecido no Reino Unido. Começa hoje e termina dia 15, com a decisão final do Parlamento, a discussão sobre o famoso BREXIT, sair ou não sair da UE, eis a questão. A médio prazo, o Reino Unido pode até vir a ganhar terreno à União Europeia - que é o maior imbróglio político, financeiro e jurídico jamais inventado - por ser mais facilmente governável, mas no imediato vão ser prejuízos uns atrás dos outros.
Em primeiro lugar as empresas e os seus activos que serão deslocalizados. Em segundo lugar os empregos que vão á vida. Em terceiro o mercado imobiliário e de aluguer, especialmente de escritórios, que vai ficar reduzido à ínfima espécie, na City de Londres. E depois, o pandemónio que vai ser criado com o estabelecimento de fronteiras aduaneiras torna impossível de prever o caos e os prejuízos que vai causar.
Todos os analistas são peremptórios em afirmar que o Reino Unido vai perder (sofrer) mais que a União Europeia e eu também sou da mesma opinião. Nunca o ditado, "A união faz a força", fez tanto sentido e o inverso ganha uma força a dobrar, "A desunião traz a fraqueza", seja lá em que sentido for que isso seja dito. Como disse, acima, a médio prazo, logo que se ultrapasse a fase de ajustamento, o país pode vir a ganhar em eficácia e auto-controlo, mas até aí vai ser o fim do mundo e, no mundo da política, vão rolar cabeças.
Dificilmente, o nome de Theresa May ficará na História do Reino Unido pelos melhores motivos. A crise desencadeada, a partir de hoje, vai ter custos muito elevados e alguém terá que arcar com a responsabilidade. Outros, antes dela, foram os culpados, mas desde que ela aceitou assumir o papel que eles recusaram - lembram-se de Boris Johnson? - ficará para ela a honra e o mérito, se se sair bem, ou a culpa de tudo e mais alguma coisa se as coisas correrem pelo pior.
Há dois grupos de súbditos de Sua Majestade a Raínha de Inglaterra, os mais jovens e os menos jovens. Aqueles gostariam de continuar na União e usar e abusar de todos os direitos e privilégios dos cidadãos de uma Europa Unida, estes, pelo contrário, são adeptos do "orgulhosamente sós" que querem fazer o que lhes apetece sem prestar contas a ninguém fora das suas fronteiras. Se houvesse mais gente nova no Parlamento, em vez de tanta velharia, o Brexit nunca seria aprovado e ficaria para a História como o último suspiro do agonizante Império Britânico que só já existe na cabeça daqueles velhos camafeus que não deram pela passagem dos anos (e ainda respiram) nas Ilhas Britânicas.