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quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

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Até ao próximo dia 15, vou dedicar-me ao Brexit, ás figuras que nele participam e às consequências do acto "irreflectido" dos bifes. Ainda a viver em Lourenço Marques, perguntei a alguém por que raio tratavam os ingleses por bifes. A resposta foi rápida, simples e concisa. Como eles não eram, nem são, nada bons com as línguas estrangeiras, a qualquer restaurante que fossem comer só sabiam pedir beef, o que em português se traduz por carne de vaca. Para o ouvido do empregado de mesa a palavra soava a "bife" e lá iam a correr à cozinha encomendar o beef que batia sempre certo. Assim ficaram para sempre bifes e as raparigas que vinham da África do Sul passar férias a Moçambique herdaram o nome de bifas.
O carrinho que vêem na imagem acima é bonito, não é? Um Jaguar feito em Inglaterra que, por estes dias, é mais uma gigantesca dor de cabeça para a Primeira Ministra May. É que a marca, agora propriedade da Tata Motors (indiana), vai despedir 5.000 trabalhadores, no Reino Unido, um pouco por causa do decréscimo das vendas na China (culpa do Trump e da sua guerra de taxas), mas também por causa do Brexit. E dizem as más línguas que este despedimento pode ser o início do fim da produção no Reino Unido. A capacidade de produção na Eslováquia e na China está a ser reforçada para substituir a produção inglesa que se tornou demasiado cara.
Sinal dos tempos, a globalização a juntar ao Brexit vai fazer a vida difícil aos bifes e eu não tenho pena deles, nem um bocadinho, pois sempre nos amargaram a vida, quando isso lhes convinha. O malfadado "Tratado" que ainda temos com eles só funciona para o lado deles, para o nosso é só desgosto em cima de desgosto. A partir deste ano, se eles "brexitarem" estaremos em lados diferentes da barricada e não haverá "Tratado" que os salve.