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sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

Eu aqui e eles no Parlamento!

O Estado português injetou 13,4 mil milhões de euros em bancos entre 2007 e 2017, devido à crise económica, com o maior montante a ter sido concedido em 2014, num total de 4,9 mil milhões, coincidindo com a intervenção estatal no antigo Banco Espírito Santos (BES) através da aplicação da medida de resolução, dando depois lugar ao Novo Banco.
A informação foi revelada esta quinta-feira por Bruxelas e lembra que, ao todo, os 28 Estados-membros da União Europeia apoiaram recapitalizações de bancos com um total de 475,9 mil milhões de euros entre 2008 e 2017.

O humor de nuestros hermanos ibéricos

Enquanto os mineiros das Astúrias continuam a escavar o túnel para chegar ao corpo morto - não tem a menor hipótese de ainda estar vivo ao fim de quase 13 dias enterrado a mais de 100 metros de profundidade, sem comer e sem beber - do menino Julen e o povo venezuelano luta por correr do seu país o maior - paro aqui, pois não sei que adjectivo usar para o classificar - desgraçado que a Terra pariu e que levou o seu país à ruína total, nós, os portugueses, continuamos a alimentar os crápulas que se dizem banqueiros e têm vivido à grande e à francesa - será verdade o que o ditado popular afirma? - e mandam as contas para nós pagarmos.
Não me quero pronunciar quanto ao pobre Julen, pois a parafrenália mediática que foi montada em Málaga para recuperar um corpo morto não tem lógica nenhuma. Alguém terá que pagar as despesas de tal aparato, em última análise o povo espanhol. Mais valia taparem o buraco que alguém fez e não teve o cuidado de tapar, quando desistiu de procurar o que queria, e erigirem um memorial para lembrar Julen, vítima da falta de fiscalização que os organismos oficiais, infelizmente, um pouco por todo o lado continuam a praticar.
Quanto à Venezuela, rezo que apareça um corajoso qualquer que dê um passo em frente e um tiro nos cornos daquele mentecapto que não vê o que está a fazer ao seu país e a um povo que não é obrigado a aturá-lo. Se ele fosse honesto, atravessava a fronteira, rumo a um dos países que o apoia e pedia asilo político. Não o fazendo só tem direito a ... uma bala.
Quanto aos banqueiros portugueses e, muito especialmente, os políticos que os ajudaram e protegeram para fazer o que fizeram, se não vivêssemos num país "dito" de direito, aconselharia a mesma solução que sugeri para a Venezuela.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

Maldita prescrição!


Também chamam "prescrição" à receita que qualquer médico passa a um doente para ir à farmácia comprar medicamentos. Mas não é dessa que vos quero falar, hoje. Vou falar daquela prescrição que evitou que o Vale e Azevedo pagasse o que roubou ao Benfica. E da mesma que está quase a evitar que sejam levados a julgamento os responsáveis pelos milhões desaparecidos da CGD.
A nossa Justiça continua a ser tão rigorosa com os pequenos delinquentes e tão relapsa com os que têm a pouca vergonha de meter a mão na massa que é de todos nós. Tanto nos dói pagar os impostos que pagamos, para depois ver o produto dessa colecta desaparecer desta maneira. Penso que há certos crimes para os quais não deveria haver prescrição e este seria o primeiro de todos eles. Quem mete a mão da coisa pública só deveria ficar livre de culpa depois de reposta a verba em falta e cumprida a pena pelo crime de abuso.
Mas, como em todos os casos que venho aqui comentando, a culpa acaba na Assembleia da República, lugar onde são feitas as leis que regem este país. E se os parlamentares que elegemos para as fazer e aprovar acham que a prescrição está muito bem assim, então assim ficará para sempre, por mais que o povo esperneie e grite.
O Facebook já anda cheio das caras de governantes e administradores do banco público, sobre quem recaem as culpas do acontecido. Mas acham que alguém se preocupa com isso? Que alguém tem vergonha na cara para se reconhecer culpado? Não, claro que não, eles até se atribuíram altos salários (até me dói dar-lhe este nome) e prémios de alto desempenho em anos de "alto" prejuízo.
E agora, na base da lei que prevê, para breve, a prescrição dos crimes que cometeram, vão ficar a rir-se e a gozar os milhões que juntaram ao serviço da Pátria.
Oh, Pátria desgraçada que tais filhos pariste!

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Os muito ricos, os menos ricos e os miseráveis!


Um cantinho do mundo, perdido no meio dos Alpes suíços, onde se juntam os poderosos para discutir se os pobres devem ou não ter direito as umas migalhas da riqueza produzida no mundo.
O Socialismo é uma doutrina política que preconiza o controlo de toda a riqueza pelo Estado e depois uma distribuição igualitária por todos os cidadãos. Mas, muito embora quase todos os governos se intitulem de socialistas, a distribuição da riqueza é cada vez mais injusta. O Partido e as suas elites vêm sempre em primeiro lugar, deixando as necessidades do povo para segundo plano. Senão veja-se o exemplo da Rússia, o mais clássico dos países socialistas, onde a fatia do orçamento gasto em armas e segurança é maior do que qualquer outra (nem vale a pena entrar em detalhes).
Começa, hoje, em Davos, a reunião anual onde faltarão alguns dos líderes mundiais, como o Trump, mas onde aparecerá o novo manda-chuva do Brasil, Bolsonaro que promete ser curto e claro, naquilo que vai dizer. O Brexit terá que ser assunto obrigatório de conversa, mesmo sem a presença de Theresa May, pois acontecendo ou não vai provocar mudanças nas receitas e lucros das empresas, em todo o mundo.


O Clima e o Aquecimento Global serão, como sempre, trazidos à baila, mas se Estados Unidos e China continuarem a ser do contra, não iremos a lado nenhum. Há dias vi uma reportagem onde se queimava uma plantação de palmeiras, por estar provado que o biodiesel feito à base de óleo de palma é mais poluente que o obtido do petróleo. E se o país que produz esse óleo não tiver outro meio de subsistência? Pagam~lhe para ficar quieto? Lucro, lucro, sempre o lucro acima de tudo.
Se eu fosse católico e muito crente, diria assim:
- Que Deus os ilumine para tomarem a melhor decisão e os desgraçados do costume, especialmente os que habitam o continente africano, não sejam esquecidos (ou passados para segundo plano)!