Os romanos vieram para a Península Ibérica, há muitos anos! Andaram por todo o lado, no nosso país, mas deixaram mais marcas na metade norte e uma dessas marcas foi a introdução da vinha e do gosto pelo tintol!
Já tinha havido algumas experiências anteriores, trazidas por povos do Mediterrâneo Oriental, mas a sério mesmo foram os romanos que "industrializaram" o negócio. Toda a gente conhece, dos livros, dos filmes e dos relatos de quem sabe que os banquetes romanos eram de caixão à cova. Eles comiam e bebiam deitados para não correr o risco de cair e partir algum braço que lhe faria falta para levantar o copo.
Eles comiam e bebiam até não poder mais, depois vomitavam tudo e recomeçavam a cerimónia. Para isso precisavam de muito vinho e desataram a plantar vinha em todos os territórios que iam conquistando, a velha Lusitânia incluída. O vinho verde que se produz na região de Entre Douro e Minho (rios) e a ocidente das serras do Alvão e Marão, talvez não tenha vindo de Itália e seja devido à evolução natural da vinha resultante do clima mais húmido e frio que aqui temos.
Houve tempos em que o «Verde» era considerado de qualidade inferior e tinha pouco valor comercial, mas depois apareceram os "especialistas" com olho para o negócio e começaram a melhorar as vinhas e a publicitar o negócio para o tornar rentável e lucrativo, E assim foram nascendo marcas famosas como é o Alvarinho, Aveleda ou «O Tal da Lixa» de que sou fã.
O vinho branco fresquinho é recomendado para qualquer prato de peixe e, em especial, para mariscos. Eu (que não sou exemplo para ninguém) bebo sempre branco, quando o prato é bacalhau. Nem sempre verde, mas sempre branco. Se, por mero acaso, algum estrangeiro aceder ao meu blog e puser o Google a traduzir as minhas palavras, aviso já que não estou a falar de cores. Na Língua de Shakespeare diz-se "red", mas aqui é tinto e com a ajuda da AI não terão problemas em saber do que se fala.
A região de Monção é a rainha dos Alvarinhos, Ponte de Lima é o coração da região dos vinhos verdes, enquanto que a zona do Tâmega (Lixa/Amarante) é zona de transição em que o vinho tem sabor a verde mas um pouco mais de graduação alcoólica, o que alegra a festa de muitos bebedores. Um «Bacalhau à Narcisa» convida a um branco da Quinta da Lixa!

















