Se para alguns a vida está mais negra que nunca - por azar até o nosso PM é negro, Montenegro - para outros não tem corrido nada mal. É o caso de Montalegre! Por causa da muita neve que caiu este inverno, os visitantes foram aos magotes para gáudio dos comerciantes e da indústria hoteleira. De seguida veio a feira do fumeiro que, segundo ouvi, foi sempre a bombar. Olhando ao preço das carnes fumadas podia pensar-se que a clientela faria um manguito aos criadores do porco bísaro, mas parece que isso não aconteceu.
Para fechar este ciclo positivo, hoje à noite, há a noite das bruxas. Ainda devem ter resistido uns quantos farrapos de neve e os produtos do fumeiro nunca faltam, somando isso às bruxas que hoje dominam Montalegre, este fim de semana será sucesso garantido. Os restaurantes mais famosos pelo cozido barrozão estão esgotados para o jantar de hoje e amanhã e o mesmo acontece com os almoços que são ainda mais concorridos que os jantares. Há gente que não passa cartão às bruxas e vai lá apenas para ferrar o dente naquelas carnes de salgadeira!
Aos de Coimbra, Montemor, Santarém, Abrantes e Alcácer-do-Sal calhou a sorte negra, foi tudo por água abaixo. Até Torres Vedras e Arruda dos Vinhos, além de todos que vivem na margem esquerda do Tejo, desde Constança até ao Barreiro, viram a sua sorte e o previsto Carnaval ir para o brejo, pois carnaval só se fosse à moda de Veneza!
É assim a porca da vida, há uns a quem tudo corre bem, enquanto a outros tudo corre mal. O nosso mal-amado PM que todos odeiam e gostariam de ver pelas costas é capaz de ficar na História se garantir ao Povo tudo o que tem prometido nas suas andanças pelo país, nestes últimos dias. Até inventou um PRR das Cheias, especial para Portugal. Ninguém ficará esquecido, prometeu ele. Lá para o verão, quando a água se tiver ido para o Atlântico e o calor fizer ferver os miolos, ouviremos as queixas daqueles que não receberem um chavo.
E agora, outra coisa, como complemento da minha publicação de ontem, se fosse eu a comandar as operações, na área do Mondego, mandaria abrir, imediatamente, a faixa sul-norte da A1 reservada apenas ao trânsito de pesados. Em Condeixa e Mealhada, ordenaria o trânsito em duas filas, com separadores em betão, obrigando os ligeiros a divergir para Coimbra e os pesados a seguir em frente. É muito maior o problema que os pesados causam ao atravessar Coimbra do que o risco que correm ao passar na A1 na zona do colapso da faixa do lado poente.
Além disso, durante a noite, a operação de tapar o buraco correu bastante bem e acredito que a água do rio não causará maiores problemas, no que se refere à segurança da autoestrada e dos seus utilizadores. E a Brisa agradece, pois tantos dias sem cobrar portagens vão querer ser ressarcidos do prejuízo e pode calhar aos mesmos de sempre pagar esse custo!


















