Raúl Guillermo Rodríguez Castro, de 41 anos, conhecido como "Raulito" e El Cangrejo ("O Caranguejo", em espanhol), é neto, braço direito e guarda-costas do ex-presidente cubano Raúl Castro, de 94 anos — e sobrinho-neto de Fidel Castro, líder da Revolução Cubana.
"Raulito" não ocupa nenhum cargo no governo Díaz-Canel, mas alguns órgãos de imprensa indicam que ele seria o interlocutor de Cuba em reuniões confidenciais realizadas com assessores do secretário de Estado americano, Marco Rubio. Havana não desmentiu explicitamente esta informação.Raúl Guillermo Rodríguez Castro aparece sentado atrás de Díaz-Canel, entre funcionários do Partido Comunista, no vídeo do pronunciamento de sexta-feira. O mandatário declarou que o objetivo das conversas é "buscar soluções pela via do diálogo para as diferenças bilaterais que temos entre as duas nações".
O Fidel Castro e o seu irmão Raúl são cromos dos tempos antigos, tempos marcados pelo fim da colonização espanhola no continente americano. Os anos vão passando e as pessoas mais jovens nem sabem já que a metade sul dos EUA, assim como toda a América Central e a do Sul, excepção feita ao Brasil, pertenciam à Coroa Espanhola e mereceriam um estudo mais aprofundado de alguém mais bem preparado que eu. Os irmãos Castro apareceram na História de Cuba no seguimento do processo de descolonização que foi acontecendo ao longo de todo o Século XIX.
Por que carga de água fui eu mencionar estas personalidades que, à luz da Geopolítica actual, parecem nada ter a ver uma com a outra? No fundo, têm e muito. O Trump herdou um governo que, segundo ele, levou o seu país até à beira do abismo e que ele quer tornar grande outra vez (Make América Great Agian, é o seu lema). Por seu lado, Fidel Castro com as suas ideias marxistas, aliadas à pobreza franciscana própria de um povo oriundo de um mundo esclavagista, libertado (leia-se escorraçado e abandonado à sua sorte) nos finais do Século XIX, condenou a ilha a um futuro de miséria.
A machadada final, na miserável situação de Cuba, foi dada por Trump ao caçar e levar preso para os Estados Unidos o presidente da Venezuela. Com bons intuitos ou talvez não, a Venezuela, sob a influência de Moscovo, ia ajudando a população cubana fornecendo-lhe petróleo, entre outras mercadorias e serviços e comprando alguns dos seus produtos. A intervenção ordenada por Trump pôs fim a este estado de coisas e deixou os cubanos pior que nunca.
Trump, a bem ou a mal (segundo as suas próprias palavras) quer dominar Cuba. Uma das razões é acabar com um posto avançado de Moscovo que tantas dores de cabeça deu aos EUA, ao longo dos últimos sessenta e tal anos. Lembram-se da crise dos mísseis que quase deu origem à III Guerra Mundial, no tempo de Kenedy? As outras razões são puramente comerciais. A ilha interessa muito ao turismo americano, como um prolongamento da Flórida.
Como a Guerra da Ucrânia e a mais recente Guerra do Médio Oriente têm ocupado as atenções de toda a gente, pouco se tem falado de Cuba. Ou melhor dizendo, pouco tem vindo a público daquilo que se tem falado. Por isso fui dar uma volta pelas notícias veiculadas no Brasil a respeito da ilha dos Castros, e descobri aquilo que transcrevo no início desta publicação.
Raulito, a terceira geração dos Castros pode ter um papel importante nas relações futuras que, forçosamente, terão que ser criadas entre os dois países. O presidente Diaz-Canel saiu melhor que a encomenda! Com uma formatura superior eu sempre esperei que ele desse um novo e moderno ímpeto a Cuba, afinal aconteceu, exactamente, o contrário, tudo piorou após a sua chegada ao poder. Talvez o Trump tenha que tomar uma decisão radical e levá-lo para a prisão ao lado de Maduro.
Como dois comunistas ferrenhos que têm demonstrado ser, talvez se dêem bem e aproveitem para escrever um grande livro, cujo título eu proponho que seja: Como o Comunismo foi erradicado da América Latina !!!

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