quarta-feira, 25 de março de 2026

A hora da verdade!

 


Vai ser hoje, pelas 16.00 horas que a Drª Patrícia me vai ler a «Carta do meu destino»!

Longa vida? Talvez, mas de sofrimento a correr para os tratamentos de quimio! Esperava outro destino mais aliciante que este, mas ninguém tem direito a escolher a sua sorte. "Fate", dizem os ingleses, e nós chamamos-lhe destino, ninguém pode fugir àquilo para que veio ao mundo.

Há muitos humanos que morrem nos primeiros meses de vida, muitos ainda morrem nos primeiros anos e também é longa a lista daqueles que não chegam aos 50 anos de vida. Tal como aconteceu ao meu irmão mais novo que só conseguiu festejar o 44º aniversário. Cancro no estômago, foi o diagnóstico que mostrou aquele exame endoscópico. Não operável, foi a conclusão da equipa cirúrgica que lhe abriu a barriga para ir espreitar a doença e ver se era possível extirpá-la.

Eu já festejei o 82º aniversário, quase o dobro daquilo que ele viveu e talvez não venha a sofrer tanto como ele sofreu. Maldito ano de 2006, começou com a descoberta da sua doença e acabou com o seu funeral, alguns dias antes do Natal. Muito me custou a assistir ao seu fim, se calhar não custará tanto viver o meu!

O destino a Deus pertence, costuma o povo dizer, mas isso não é verdade. Pelo menos, filsoficamente, falando, Deus fez-nos livres para decidir do nosso próprio destino, o tal livre arbítrio. Podes ir a Cascais em qualquer altura e dar o salto para a Boca do Inferno que ninguém te impede. Mas, é engraçado, isso só funciona no sentido negativo! Melhor seria eu decidir que hoje quero ganhar o Euromilhões e isso acontecer!

Bem, vou armar-me de paciência e esperar pelas instruções que me irão ser transmitidas pelo telefone, até lá nada mais pode acontecer que me afecte!

Pus a tocar a música que vêem lá em cima e fui escrevendo à espera que acabasse. Pois, não acabou ainda, foi mudando de artista e de tema e chegou agora ao «Totó Cutugno» que canta Bonjurno Italia com o qual vos deixo agora!

1 comentário:

  1. O meu desejo sincero de que a Dra. Patrícia seja benévola. Dentro do possível.
    Um forte abraço, caro Tintinaine.

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