sábado, 14 de março de 2026

Gastronomia!

 O meu irmão preferia comer uma feijoada à transmontana, passou a manhã a falar nisso, mas fomos parar a Braga e acabámos por degustar um «Bacalhau à Narcisa», regado com um verde da Lixa que foi o melhor que se pôde arranjar. O dia pôs-se de chuva miudinha e não estava de modo a andarmos na rua à procura de melhor alternativa.

Mas isso é passado, hoje, a minha cozinheira prometeu um almoço de carnes vermelhas (da Argentina) que segundo ela, vai melhorar o meu sangue e preparar-me para o que aí vem que não é pera doce. Prefiro nem pensar nisso, sofrer por antecipação é dose e só entra nessa quem quer e eu estou fora.

No fim de Novembro p.p. cortei relações com a NOS, ao fim de mais de 30 anos de ligação a essa empresa, e mudei-me para a Vodafone. Não é que fique a ganhar muito com a troca, mas aquilo estava a tornar-se um castigo. Só me ligavam para alterar qualquer coisita no serviço, afirmando sempre que não pagaria mais por isso, mas prolongando o período de fidelidade por mais 24 meses.

No mês passado, deu-me para fazer o mesmo com a EDP, lembrando-me daquele ditado que afirma, peremptoriamente, "a quem muda Deus ajuda". Farta de ganhar dinheiro, esta empresa que foi vendida (em parte) aos chineses apresenta lucros fabulosos ao fim do ano, mas nunca se dignou rever os preços do serviço que nos prestam e está cada vez mais caro.

Ontem, durante as minhas andanças por fora de casa, o meu telemóvel tocou, olhei para o número que não reconheci e estive para não atender, mas tem-me acontecido recusar algumas chamadas importantes e, por isso, atendi, ouvindo logo a voz de uma brasileira bajuladora que me queria oferecer qualquer coisa. E o quê, perguntarão vocês curiosos? Nada daquilo que estou habituado a ouvir nas redes sociais que estão inundadas de brasileiras que nos prometem tudo em troca do número de telemóvel. Tudo, mas só no modo remoto, em que não consigo estender a mão e apalpar a mercadoria.

Esta queria apenas levar-me de volta para a EDP. E você não sabe que saí da EDP, há menos de um mês, disse-lhe eu. Sei muito bem, mas tenho aqui algumas benesses que lhe posso oferecer se quiser voltar. Na verdade, eu já tinha recebido duas mensagens a que poderia responder "EDPsim" e eles voltariam a reabrir o meu processo. Mas eu fiz um contrato válido por 24 meses com a Repsol e terei que respeitar esse prazo.

Assim, limitei-me a responder à prestável brasileira: poupe-me o meu tempo e o seu também, pois estou bem servido. Poderiam ter-me ligado no mês passado a oferecer isso (que nem sei o que seja), agora é tarde demais!

E desliguei a chamada sem mais conversas. Esta história dos prestadores de serviços quererem prender-nos a todo o custo mexe-me com os nervos. E, de vez em quando, ainda aparecem com aqueles questionários que nos pedem para preencher dizendo que servem para melhorar o serviço. Numa escala de 1 a 10, sendo o 1 o péssimo e o 10 o óptimo, como classifica o nosso serviço? Uma vez, já farto desse esquema, respondi a todas as questão com um 5. Talvez isso os fizesse pensar que eu estava farto deles!

O meu novo fornecedor é a REPSOL e ofereceu-me tantos bónus e descontos que fiquei a pensar no que ganharão eles comigo! Uma das coisas que eles também pretendem é levar-nos aos postos de combustível e para isso dão-nos uma caderneta de pontos, além de descontos no preço do combustível. Azar o meu que me abasteço sempre nos Mosqueteiros Leclerc ou Auchan, os mais baratos, e nunca beneficiarei desses descontos.

Além disso, espero que o Trump se canse de despejar bombas sobre o Irão e o pitrol volte para trás no preço, pois a mais de 1.50€ é um roubo!

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