domingo, 24 de julho de 2022
Vira o disco e toca o mesmo!
quinta-feira, 12 de agosto de 2021
Os novos «Turras»!
É engraçado como a História se repete. Os turras que lutam em Cabo Delgado são os mesmos de antigamente, o inimigo é que é diferente. Em vez de combaterem o "Colonialismo" que era o seu grande opositor, combatem agora o "Comunismo" da Frelimo que assumiu o poder, desde a independência, e se está a marimbar para a população. Enquanto os líderes do partido engordam, enriquecem e vivem à tripa forra, o povo moçambicano, principalmente no norte, vive privado de tudo.
Quase todos os países africanos sofrem do mesmo mal, falta de democracia. Libertados do jugo colonialista, na década de 60 do século XX, embriagaram-se com a liberdade e ainda não voltaram a ficar sóbrios. Vai ser preciso que morram todos os que estiveram envolvidos nesse processo e nasça gente nova que esqueça o tempo colonial e pense apenas pela sua cabeça. Quem tinha 20 anos em 1975 e viveu a euforia da libertação poderá viver ainda mais 30 anos e só depois disso será expectável que as coisas comecem a mudar.
Uma coisa que pode entravar esse processo são os muitos académicos formados na Rússia ou na China, ao abrigo de acordos bilaterais, tanto em Angola como em Moçambique. No entanto, eu conto com a esperteza do Povo para perceber que o ideário comunista não lhes serve para nada e só os atrapalha no caminho para um futuro bem sucedido.
Quando leio as notícias sobre a guerra desencadeada em Cabo Delgado mais me convenço que tenho razão. Os insurgentes, como são chamados, são apenas descontentes com o governo da Frelimo e se querem ver livres dele. E o presidente Nyusi sabe disso, razão pela qual demorou tanto em aceitar ajuda externa para pacificar o norte. Ele sabe que o problema é político e estaria na sua mão resolvê-lo. Mas teria que ir contra os membros do seu próprio partido e meter na ordem aqueles que têm abusado da sua posição dominante roubando o Povo e vivendo como autênticos marajás. Perder privilégios para os dar ao Povo é coisa que lhes não agrada e por isso é tão difícil encontrar a solução para o problema.
A intervenção estrangeira vai matar uns quantos desses "descontentes" e prender outros, mas o problema não ficará resolvido. Enquanto não forem criados outros partidos que dêem luta à Frelimo e a vençam nas eleições, Moçambique, tal como Angola, continuarão a ser uma espécie de Venezuela africana e não terão paz. Aparecerão outros insurgentes a dar luta à Frelimo, enquanto esta se mantiver no poder. Triste destino para um povo sofredor que merecia melhor sorte!
sábado, 3 de abril de 2021
A coisa está preta!
quarta-feira, 31 de março de 2021
Crise séria em Cabo Delgado!
terça-feira, 30 de março de 2021
R.I.R.!
Em face daquilo que, nos últimos dias, se tem passado no norte de Moçambique, eu tenho uma teoria que pode não andar muito longe da realidade. Não podemos esquecer dois pormenores importantes. O primeiro é que, desde que morreu Dhlakama, a Renamo perdeu importância, mas não desapareceu. O segundo é que além da Renamo há muito boa gente que não se sente representada pela Frelimo de Nyusi e os seus cães de fila. Ou seja, há em Moçambique um terceiro poder, mais social que político, que acha chegada a hora de se afirmar no terreno.
Por outro lado e não menos importante, aquele cantinho de Moçambique sempre foi dominado pelos árabes, muito antes de Portugal ter imposto a sua presença como colonizador. O tráfico de escravos e de marfim foi o motivo da vinda e permanência dos árabes no norte de Moçambique, assim como no litoral da Tanzânia, e a sua influência, através da religião, mantêm-se até hoje. As muitas missões católicas fizeram o seu trabalho, mas a grande maioria da população das províncias do Niassa e Cabo Delgado continua a seguir o Islão.
Aproveitando todos estes elementos para pôr num dos pratos da balança, tendo no outro apenas a miséria ea fome do povo moçambicano, é fácil perceber para que lado se inclina o fiel dessa balança. A maneira de cativar a juventude para a sua causa é tão só prometer-lhes que os vão livrar da Frelimo e dos corruptos bem instalados na capital que nunca moveram um dedo para o desenvolvimento de Moçambique. A Frelimo e os seus caciques têm tudo e o povo, especialmente o do norte, não tem nada. Nem emprego para ganhar a vida, nem casa para morar, nem escolas ou hospitais dignos desse nome.
E depois não falta no mundo quem esteja de olho nos lucros da exploração do petróleo e gás que está quase a jorrar e transformar-se em dólares. Isto quer dizer que estão reunidas todas as condições para unir os descontentes e formar um novo país, usando uma fatia de Moçambique e outra, mais pequena, da Tanzânia, com a desculpa que é tudo por Alá e pelo sagrado Islão. A este novo país, cuja capital foi já declarada, ontem, Palma, dei eu o nome de R.I.R., como podem ver no mapa acima. São as iniciais de República Islâmica do Rovuma que terá uma fatia na margem norte e outra na margem sul deste rio, nos últimos 100 quilómetros, antes de desaguar no Índico.
Para quem quer apenas colher os lucros do petróleo, gás e pedras preciosas, aquele pedaço de terreno chega e sobra, ambicionar mais só lhes traria problemas. A nível turístico, aquele pedaço de costa marítima é o melhor que Moçambique tem e quando houver dinheiro para investir em infraestruturas, poderá nascer ali uma nova Flórida.
Sou eu que o digo e penso não andar muito longe da verdade. Fiquem atentos!






