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domingo, 24 de julho de 2022

Vira o disco e toca o mesmo!

"As nossas forças em operações abateram dezenas de terroristas e apreenderam material bélico e informático", disse Omar Saranga à comunicação social estatal em Macomia, durante uma visita à base Catupa, que era considerada estratégica para os rebeldes e que foi assaltada pelas forças governamentais há três semanas.

A base Catupa estava localizada numa mata densa do distrito de Macomia e albergava rebeldes que fugiram das operações militares que culminaram com a recuperação de Mocímboa da Praia, em agosto do ano passado.

Durante a operação para a tomada da base Catupa, as forças governamentais apreenderam material bélico, em quantidade não especificada, e computadores, bem como rádios de comunicação que eram usados pelos rebeldes para coordenar ações.


Isto parece o relatório de uma operação, feito por um qualquer comandante de uma unidade militar portuguesa, por volta de 1970, mas não é. São os "frelimos" (turras) a viver aquilo que nós vivemos, durante a Guerra Colonial. Nem mais!
Os TURRAS são os mesmos, só mudou a tropa que os combate. Antigamente, eram portugueses contra portugueses, agora são moçambicanos contra moçambicanos. E o motivo da guerra também é o mesmo, o descontentamento do povo com quem o governa. A coisa é clara, não vale a pena procurar outra explicação. Em 1975, ganharam a sua independência do governo de Portugal, talvez agora a solução para os Macondes seja ganharem a independência do governo de Moçambique.
Quem sabe, isso traria a paz para Cabo Delgado!

quinta-feira, 12 de agosto de 2021

Os novos «Turras»!

 


Durante a Guerra Colonial, passei 5 anos em Moçambique. A maior parte do tempo passei-o na cidade, mas ainda fiz uma perninha a correr atrás dos «frelimos» no Niassa. Ao Cabo Delgado nunca fui, mas a guerra era mais ou menos igual em todo o lado. Umas emboscadas, umas rajadas de metralhadora, umas morteiradas e, principalmente, muitas minas. Fui dar uma ajuda, em 1964, aquando dos primeiros tiros, depois vim a Portugal lutas pelas divisas de Marinheiro e voltei ao Niassa no ano de 1966, já a guerra ia em adiantado estado com os «turras» mais bem armados e organizados.

É engraçado como a História se repete. Os turras que lutam em Cabo Delgado são os mesmos de antigamente, o inimigo é que é diferente. Em vez de combaterem o "Colonialismo" que era o seu grande opositor, combatem agora o "Comunismo" da Frelimo que assumiu o poder, desde a independência, e se está a marimbar para a população. Enquanto os líderes do partido engordam, enriquecem e vivem à tripa forra, o povo moçambicano, principalmente no norte, vive privado de tudo.

Quase todos os países africanos sofrem do mesmo mal, falta de democracia. Libertados do jugo colonialista, na década de 60 do século XX, embriagaram-se com a liberdade e ainda não voltaram a ficar sóbrios. Vai ser preciso que morram todos os que estiveram envolvidos nesse processo e nasça gente nova que esqueça o tempo colonial e pense apenas pela sua cabeça. Quem tinha 20 anos em 1975 e viveu a euforia da libertação poderá viver ainda mais 30 anos e só depois disso será expectável que as coisas comecem a mudar.

Uma coisa que pode entravar esse processo são os muitos académicos formados na Rússia ou na China, ao abrigo de acordos bilaterais, tanto em Angola como em Moçambique. No entanto, eu conto com a esperteza do Povo para perceber que o ideário comunista não lhes serve para nada e só os atrapalha no caminho para um futuro bem sucedido.

Quando leio as notícias sobre a guerra desencadeada em Cabo Delgado mais me convenço que tenho razão. Os insurgentes, como são chamados, são apenas descontentes com o governo da Frelimo e se querem ver livres dele. E o presidente Nyusi sabe disso, razão pela qual demorou tanto em aceitar ajuda externa para pacificar o norte. Ele sabe que o problema é político e estaria na sua mão resolvê-lo. Mas teria que ir contra os membros do seu próprio partido e meter na ordem aqueles que têm abusado da sua posição dominante roubando o Povo e vivendo como autênticos marajás. Perder privilégios para os dar ao Povo é coisa que lhes não agrada e por isso é tão difícil encontrar a solução para o problema.

A intervenção estrangeira vai matar uns quantos desses "descontentes" e prender outros, mas o problema não ficará resolvido. Enquanto não forem criados outros partidos que dêem luta à Frelimo e a vençam nas eleições, Moçambique, tal como Angola, continuarão a ser uma espécie de Venezuela africana e não terão paz. Aparecerão outros insurgentes a dar luta à Frelimo, enquanto esta se mantiver no poder. Triste destino para um povo sofredor que merecia melhor sorte! 

sábado, 3 de abril de 2021

A coisa está preta!

Aviso -  Neste blog, sempre que há textos em "itálico", isso significa que não são da minha autoria, mas sim copiados de qualquer órgão de informação. 

Dezoito organizações da sociedade civil moçambicana exigiram ao Presidente da República, Filipe Nyusi, que "acione" pedidos de apoio internacional para combater os grupos armados no norte do país, considerando que a situação atingiu "proporções inaceitáveis". Pedem igualmente a valorização e reconhecimento dos jovens militares que tentam a todo o custo travar ação dos grupos armados.

A posição das organizações da sociedade civil (OSC) surge numa carta aberta dirigida a Filipe Nyusi, nais quais pedem que o chefe de Estado "acione apoio da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral [SADC], União Africana (UA) e outros parceiros internacionais" para o combate aos grupos armados que protagonizam ataques na província de Cabo Delgado.

Face ao ataque de grupos armados à vila de Palma, que se iniciou na quarta-feira (24.03) da semana passada, as organizações defendem o resgate de crianças, raparigas e mulheres que se encontram nas mãos de insurgentes.


Segundo o Nuno Rogeiro, isto está muito mais adiantado do que possamos pensar. Este grupo de terroristas é comandado de fora, armado e aconselhado por especialistas árabes que actuam ou já actuaram na Síria, no Iémen, no Iraque e também nos países africanos do Corno de África, local com grande importância estratégica. Os moçambicanos (islâmicos) que participam neste grupo são uma espécie de voluntários à força, arrebanhados sob coacção, ameaça ou promessas de uma vida melhor, num futuro que é raro acontecer. No geral são carne para canhão e os primeiros a cair, quando os combates acontecem.



Dizem os especialistas neste tipo de luta que os terroristas se misturaram com a população em fuga que eles próprios provocaram, para conseguir entrar em Palma. E lá chegados, foi só sacar das armas que levavam escondidas e começar a metralhar as gentes, a torto e a direito. Nos refugiados que estão, agora, a chegar a Pemba teme-se que possa estar a acontecer o mesmo e venham a ocorrer ataques dentro da própria capital da província de Cabo Delgado. Se o presidente Nyusi, a Frelimo e as altas esferas militares não decidirem levar o assunto a sério (e esquecer interesses pessoais) a coisa só pode piorar. E se isso vier a suceder ... que Deus (ou Alá) lhes acuda!

quarta-feira, 31 de março de 2021

Crise séria em Cabo Delgado!

 Um amigo moçambicano, com contactos entre a tropa que anda no Cabo Delgado a tentar controlar a situação, enviou-me estes dados que eu publiquei num grupo moçambicano. Não acredito que sirva de muito, mas pelo menos vai-se espalhando a notícia para que o povo não se deixe enganar pelos frelimistas que só querem saber do seu cu.

Emir Afande

Supostamente, foi este melro que vêem na imagem acima, quem liderou o ataque a Palma e causou o tremendo morticínio entre o pessoal civil. Diz a TVM que a situação já está controlada pelas tropas, mas sem eliminarem fisicamente os terroristas, há sempre o perigo de regressarem.

terça-feira, 30 de março de 2021

R.I.R.!

 


Em face daquilo que, nos últimos dias, se tem passado no norte de Moçambique, eu tenho uma teoria que pode não andar muito longe da realidade. Não podemos esquecer dois pormenores importantes. O primeiro é que, desde que morreu Dhlakama, a Renamo perdeu importância, mas não desapareceu. O segundo é que além da Renamo há muito boa gente que não se sente representada pela Frelimo de Nyusi e os seus cães de fila. Ou seja, há em Moçambique um terceiro poder, mais social que político, que acha chegada a hora de se afirmar no terreno.

Por outro lado e não menos importante, aquele cantinho de Moçambique sempre foi dominado pelos árabes, muito antes de Portugal ter imposto a sua presença como colonizador. O tráfico de escravos e de marfim foi o motivo da vinda e permanência dos árabes no norte de Moçambique, assim como no litoral da Tanzânia, e a sua influência, através da religião, mantêm-se até hoje. As muitas missões católicas fizeram o seu trabalho, mas a grande maioria da população das províncias do Niassa e Cabo Delgado continua a seguir o Islão.

Aproveitando todos estes elementos para pôr num dos pratos da balança, tendo no outro apenas a miséria ea fome do povo moçambicano, é fácil perceber para que lado se inclina o fiel dessa balança. A maneira de cativar a juventude para a sua causa é tão só prometer-lhes que os vão livrar da Frelimo e dos corruptos bem instalados na capital que nunca moveram um dedo para o desenvolvimento de Moçambique. A Frelimo e os seus caciques têm tudo e o povo, especialmente o do norte, não tem nada. Nem emprego para ganhar a vida, nem casa para morar, nem escolas ou hospitais dignos desse nome.

E depois não falta no mundo quem esteja de olho nos lucros da exploração do petróleo e gás que está quase a jorrar e transformar-se em dólares. Isto quer dizer que estão reunidas todas as condições para unir os descontentes e formar um novo país, usando uma fatia de Moçambique e outra, mais pequena, da Tanzânia, com a desculpa que é tudo por Alá e pelo sagrado Islão. A este novo país, cuja capital foi já declarada, ontem, Palma, dei eu o nome de R.I.R., como podem ver no mapa acima. São as iniciais de República Islâmica do Rovuma que terá uma fatia na margem norte e outra na margem sul deste rio, nos últimos 100 quilómetros, antes de desaguar no Índico.

Para quem quer apenas colher os lucros do petróleo, gás e pedras preciosas, aquele pedaço de terreno chega e sobra, ambicionar mais só lhes traria problemas. A nível turístico, aquele pedaço de costa marítima é o melhor que Moçambique tem e quando houver dinheiro para investir em infraestruturas, poderá nascer ali uma nova Flórida.

Sou eu que o digo e penso não andar muito longe da verdade. Fiquem atentos!