A publicação de uma amiga (dos blogs) fez-me voltar a Coimbra, terra onde iniciei os meus estudos, em 1955 (há tanto tempo que me admiro de ainda recordar a data!).
Em 1934, aos vinte e sete anos, Adolfo Correia Rocha cria o pseudónimo "Miguel" e "Torga". Miguel, em homenagem a dois grandes vultos da cultura ibérica: Miguel de Cervantes e Miguel de Unamuno. Já Torga é uma planta brava da montanha, que deita raízes fortes sob a aridez da rocha, de flor branca, arroxeada ou cor de vinho, com um caule incrivelmente rectilíneo.
Tantos livros do Torga e eu só me lembro de ter lido os Contos da Montanha e um de poesia de que não lembro o nome, pois recuso-me a entrar na Poesia por todos os meios. Um dia destes vou partir à procura deles e comprarei uma dúzia para que me perdoem o pecado de não ter cuidado disso até agora.
Esta obra, Nero, vai ser o primeiro livro do Dr. Adolfo que quero ver na minha prateleira, ao lado dos miseráveis de Vitor Hugo ou das Obras mais significativas de Júlio Dinis, como Os Fidalgos da Casa Mourisca ou A Morgadinha dos Canaviais (entre outras).
Obras de Miguel Torga
- Ansiedade (1928)
- Rampa (1930)
- Tributo (1931)
- Pão Ázimo (1931)
- Abismo (1932)
- A Terceira Voz (1934)
- O Outro Livro de Jó (1936)
- Bichos (1940)
- O Quarto Dia (1940)
- Contos da Montanha (1941)
- Rua (1942)
- O Senhor Ventura (1943)
- Libertação (1944)
- Vindima (1945)
- Odes (1946)
- Sinfonia (1947)
- O Paraíso (1949)
- Cânticos do Homem (1950)
- Portugal (1950)
- Alguns Poemas Ibéricos (1952)
- Penas do Purgatório (1954)
- Traços de União (1955)
- Orfeu Rebelde (1958)
- Câmara Ardente (1962)
- Poemas Ibéricos (1965)
- Fogo Preso (1976)
- A Criação do Mundo (V volumes, 1937, 38, 39, 74 e 81)
- Diário (XVI volumes, 1941 a 1993)

