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terça-feira, 2 de julho de 2024

O EURO 2024!

 Impossível não falar de futebol! Com a segunda maior competição a decorrer e Portugal a competir, seria um crime não comentar o que vai acontecendo com os nossos rapazes, naquela terra que já foi de Bismark, de Hitler e outros cromos de menor envergadura.

Se os jogos anteriores já foram complicados, então o de ontem piorou a olhos vistos. Os nossos rapazes foram para lá todos inchados, por causa dos nossos comentadores que os começaram a tratar por «Os melhores do mundo»! E ontem viu-se bem o que falta à nossa selecção para aspirar a ser campeã da Europa. Já, em 2016, o conseguiram, mas foi "quase" por milagre. Um chuto mal dado na bola que até o guarda-redes de França enganou.

Na próxima sexta-feira teremos de novo os franceses como adversários, numa equipa muito pior que a de 2016 e faremos a prova dos 9. Os melhores jogadores de Portugal são baixinhos e uma espécie de "pesos pluma" que são projectados pelo ar em qualquer embate com o adversário.

E o Pepe está velho, ontem ofereceu a vitória aos eslovenos, eles é que não souberam aproveitar. E o Ronaldo deve ir treinando o discurso para a sua despedida da selecção, o tempo não perdoa e é chegada a hora de deixar o lugar para outros com menos anos nas pernas. Ele fica bem na Arábia, onde o admiram e lhe pagam bem para os ir entretendo com as suas habilidades, e ensinar à juventude daquele país como se joga a bola.

Ter muita posse de bola é o mesmo que não ser capaz de fazer nada com ela. Sem ser capaz de penetrar na área adversária os atletas vão passando a bola de pé para pé, no meio-campo do adversário. Não tendo quem remate bem de fora da área, ou quem tenha a habilidade suficiente para lá entrar, será difícil ganhar os jogos. E isso ficou bem patente no 0-0 ao fim de 120 minutos de jogo.

O treinador tem que insistir nisso e ensinar os nossos jogadores como conseguir dar esse passo. Mais remates de fora da área e mais passes de ruptura, apostando na velocidade. O meu lema é, nunca passar a bola para trás, sempre para a frente, no máximo para o lado, mesmo correndo o risco de a perder. Atacar a profundidade, como agora é moda dizer-se. E, claro, escolher os jogadores certos para levar essa teoria à prática, coisa que nem sempre tem feito nesta prova.

Eu, pessoalmente, acho que a França nos vai oferecer o bilhete de volta a casa, mas há sempre uma pequena esperança de que eu possa estar, redondamente, enganado e eles, os tais craques da bola, nos consigam levar atá à final. Seria muito bom e eu estou pronto para rever a minha posição se isso acontecer. Por princípio sou um pessimista e se acontecer o contrário do que previa, ficarei todo satisfeito!


quinta-feira, 27 de junho de 2024

Uma tremenda desilusão!

 Ontem, aconteceu aquilo que eu temia, a nossa Selecção foi forçada a aterrar, depois de ter andado nas nuvens por um curto espaço de tempo. Eu bem previa que só tínhamos fôlego para passar a fase de grupos, depois disso os tubarões afiam o dente e lá vão os inocentinhos todos pela goela abaixo.

Aquele golo do Eder, em 2016, fez o nosso povo acreditar em milagres e pensar que poderiam repetir o feito, este ano. Até podem, mas isso será contra a minha crença. Os nossos rapazinhos parecem uns anões ao lado dos entroncados jogadores da outras selecções. Para nós o que conta é a habilidade, para eles é o físico o primeiro requisito para ser um futebolista de créditos firmados no estrangeiro.

Nós entramos em campo com os habilidosos Francisquinho, Joãozinho e Bernardinho e eles vêm por aí abaixo e cilindram-nos a todos. O nosso capitão já está velho para estas corridas e sem a fama que ele granjeou no planeta Terra, a nossa selecção não seria reconhecida em lado nenhum.

A Eslovénia, com quem jogaremos na segunda-feira, é melhor que a Geórgia e tem uma guarda-redes de se lhe tirar o chapéu, ou seja, vem aí uma tremenda tempestade pela proa, usando uma linguagem de marujo, e será melhor recolher as velas para não esbarrar com os escolhos. Não vejo o futuro nada risonho e espero, sinceramente, que o treinador possa estar à altura das exigências.

Quem viver verá, são palavras célebres de Charles Darwin a propósito da evolução das espécies. Eu digo o mesmo a respeito da nossa selecção de futebol, quem sobreviver aos mais fortes verá que eu tinha razão ao pô-los de sobreaviso. Homem avisado tem mais chances de vencer, tanto no futebol como em tudo na vida!


quarta-feira, 19 de junho de 2024

Ensaio sobre rimas!

 Em Portugal todos sofrem da tola
Há dias em que acordam felizes
Lembrando quando eram petizes
Correndo e chutando na bola

Hoje não correm mais
Pensam apenas nisso
Comem pão e chouriço
O milho é para os pardais

Pedem um Ronaldo alerta
Que a todos dê alegria
Ele tem ainda a magia
Mas já a idade aperta

Quem depois dele virá
Para alegrar esta gente
Que vive feliz e contente
Mas sem bola nunca o será

Ronaldo marcou muitos golos
Mas ontem nem sequer um
Não marcar é pouco comum
Assim pensam alguns tolos

Ser um craque da bola
Dá-lhe muito trabalho
Ele é fino como um alho
E tem juízo na tola

Sofrer a sério é comigo
Atrás da bola não corro
Mas sem ela até morro
Acreditem no que vos digo

O ontem já é passado
O amanhã é que conta
Quem a cavalo monta
Corre mais apressado

Na hora certa eles lá estarão
Prontos para vencer a Turquia
Devem manter a cabeça fria
E por certo os golos virão!

terça-feira, 18 de junho de 2024

Pontapé de saída!

 

No futebol tudo começa com o pontapé de saída. Hoje, às 20.00 horas é a nossa vez de dar o pontapé de saída e ver no que isto vai dar. Ao que tenho visto, o favoritismo vale de pouco, a França viu-se à nora, ontem à noite, e safou-se com um auto-golo do adversário. Os grandes craques dos "galos" não conseguiram molhar a sopa.

Espero que não nos aconteça o mesmo, pois quero ver os nossos craques brilhar. E tanto os velhotes, como o Ronaldo, como os iniciados, como o João Neves e o Chico "espalha brasas". Vencer e convencer terá que ser o lema dos nossos rapazes. Logo à noite, voltarei aqui para fazer o meu comentário ao primeiro jogo desta prova em que estamos envolvidos.

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No pós-jogo:

Quase perdi a vontade de voltar aqui e falar do que se passou, em Leipzig, no primeiro jogo da nossa selecção. Portugal jogou tanto que deveria chegar ao intervalo a ganhar por 3 ou 4 golos. Mas não aconteceu isso e foram para o descanso empatados a zero.

Depois, no arranque da segunda parte, os checos chegaram até à nossa baliza, remataram e fizeram um golo instalando o pânico entre as nossas tropas. Comecei a ver a coisa mal parada, pois após tantas tentativas sem uma única verdadeira oportunidade de golo, até um santo desanimaria. Mas, acabou por acontecer uma jogada trapalhona, dentro da pequena área dos checos, e um dos defesas deu uma joelhada na bola introduzindo-a na baliza.

Respirei de alívio e como eu toda a equipa técnica portuguesa, pois viam o tempo a passar e o resultado a manter-se inalterado e pouco vantajoso para o nosso lado. Os jogadores checos aceleraram o jogo e começaram a jogar mais ao ataque na tentativa de se adiantarem no resultado. Mas quem avança muito deixa a defesa desguarnecida e pouco depois o Diogo Jota esfarrapou-se todo e conseguiu introduzir a bola na baliza. Foi a alegria geral, muita festa e o marcador do golo a querer a bola para dedicar o golo à sua mulher (ou filho bebé), mas sem conseguir arrancá-la das mãos do guarda-redes.

Mas durou pouco a nossa alegria, o VAR avisou o árbitro que o Ronaldo, embora não tivesse participado na jogada do golo, estava em fora de jogo, no início do lance. E lá se foi o golo do Diogo Jota e ficou o bebé a chuchar no dedo, lá em casa, e nós em risco de acabar o jogo empatados, o que seria um enorme desprestígio para a nossa equipa dos apaixonados.

Aos 90 minutos e já eu meio preparado para admitir que sempre é melhor empatar que perder, o Mister decide meter 3 jogadores frescos e fazer um último pressing para tentar arrancar a vitória. Dois desses 3 jogadores são os favoritos do nosso seleccionador, sendo um o Pedro Neto que todo mundo achou um erro ser convocado e o outro o Chico "espalha-brasas" Conceição. E dois minutos depois de entrarem no jogo, engendraram uma jogada entre eles e fabricaram um golo que nos garantiu a vitória.

Se não fosse por este golo do Chico nem aqui teria vindo acrescentar estas linhas, pois me sentia enfadado com o fraco aproveitamento de tanto jogo criado em frente da baliza do adversário. Só em cantos levávamos uma vantagem de 12 a 0! Quem quer marcar golo tem que rematar mais e fazer menos rodeios. Razão tinha o Mister em insistir em trazer o espalha-brasas, pois em dois minutos ele encontrou o caminho da baliza, coisa que os outros craques não tinham conseguido em 92 minutos de jogo jogado.

E jogaram bem, mas isso não chega, é preciso marcar golos mesmo sem jogar bem. Como dizia o outro, primeiro é preciso ganhar o jogo e depois pensa-se em jogar bonito para arrancar aplausos à bancada! Ele era um verdadeiro cromo, mas nisso dou-lhe toda a razão.

Agora, vamos preparar-nos para bater os turcos, no dia 22, e espero que não custe tanto como custou este primeiro jogo!!!