sábado, 28 de fevereiro de 2026

A nossa guerra é outra!


 Hoje de manhã, começou a festa entre judeus, auxiliados por americanos, e vários países do Golfo Pérsico que albergam bases militares dos EUA. Ontem ou anteontem, tinha sido o Paquistão a desancar os talibãs afegãos que não aceitam o mundo civilizado, como ele é actualmente. Há muitos anos que as mulheres usam calças e se formam nas melhores universidades do mundo, mas no Afeganistão nem uma nem a outra coisa é permitida. Ridicularias do regime talibã!

No velho mundo, isto é, na Europa, as exigências do mundo muçulmano não fazem o menor sentido. Na parte ocidental da Ásia, os vários países que professam a religião de Maomé, os ditos maometanos, estão em fase de mudança, mas muito lentamente e com reacções muito negativas, como é o caso do regime talibã do Afeganistão. Ali, são os homens quem manda e eles não querem perder essa prerrogativa, por isso há que fechar o país à influência externa e manter as mulheres e crianças no limbo da ignorância.

No novo mundo, onde sobressai o Canadá e os Estados Unidos, a evolução foi acelerada nos últimos 100 anos e em certos aspectos ultrapassaram a Europa. No resto do continente americano, com a ajuda do comunismo, de Fidel de Castro e Che Guevara, a evolução não aconteceu e ao livrarem-se da influência dos europeus colonizadores começaram a andar para trás. Claro que os milhões de escravos negros libertados, no fim do século XIX, ajudaram a justificar esse retrocesso.

O continente africano, reconhecido como terceiro mundo (depois do velho e do novo) que pouco mais de 50 anos de liberdade teve, vive ainda um sem fim de guerras internas, a maior parte devidas às fronteiras estabelecidas pelos países colonizadores e que nada têm a ver com as origens dos diferentes povos que se vêem fechados dentro de uma fronteira que não tem qualquer significado para eles. Além, claro está, da luta pelo poder.

Esta curta visita pelo mundo serve apenas para vos dizer que nós, como parte da Europa, despedimo-nos das grandes guerras, em 1945, e esperamos nunca mais ter que lidar com isso. A guerra que grassa na Ucrânia é uma excepção e tem a ver com os ímpetos imperialistas de Vladimir Putin e não deverá influenciar, a não ser economicamente, a nossa pacata vida. Aqui, a guerra é outra!

Tenho a certeza que não fui o único a dar pela presença de Passos Coelho, durante o período eleitoral para a Presidência da República, assim como agora no âmbito da desgraça que nos atingiu com o dito "comboio de tempestades" e das ajudas que o povo precisa e o governo prometeu. Para o comum dos cidadãos, o seu aparecimento não tem qualquer significado especial, mas para mim que sou desconfiado de nascença é o presságio de que algo vai mudar no Partido Social Democrata.

O Luís Montenegro tem uma série de obstáculos (processos, investigações, dúvidas e talvez crimes económicos) espalhados no seu caminho e a qualquer momento pode tombar da cadeira do poder. E se isso acontecer, alguém terá de ocupar o seu lugar. Para além disso, haverá eleições para a direcção do partido, antes do Natal deste ano, e não há nenhum candidato que sobressaia na cúpula desse partido.

E assim, eu vejo o comportamento do nosso ex-Primeiro Ministro, do tempo da Troika, que o Costa afastou do poder com recurso à Geringonça de esquerda, como fase preparatória para assumir a direcção do partido e ser o candidato a PM, nas próximas eleições, ou ainda antes disso se o actual PM tropeçar num dos escolhos que estão espalhados pelo seu caminho.

E se eu estiver enganado ... nenhum mal virá daí ao mundo!

2 comentários:

  1. Concordo contigo! Quanto ao Passos nunca gostei nem confio nele!
    Bom fim de semana!

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  2. Guerras, guerras e mais guerras. Não mais do que aquelas que acontecem desde que o mundo é mundo. São, isso sim, mais sofisticadas. E têm, para lhes dar publicidade, a comunicação dita social que eu evito seguir.
    No que diz respeito a Passos Coelho ... já lá esteve, no poder, e só fez daquilo que cheira muito mal.
    Em nada - de bom - acrescenta o Coelho que espreita os deslizes de Montenegro.
    Já que falamos do PSD, dizer que aquilo já não tem ponta por onde se lhe pegue.
    Fosse possível voltar atrás no tempo - entenda-se ao PPD - recordar Sá Carneiro e, aí sim, as coisas não seriam as mesmas. Havia classe e saber, o tal 'savoir faire'.
    E com esta me vou, o almoço chama-me.
    Um abraço.

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