Um homem morreu devido à rápida subida das águas na bacia do rio Guadiana, em Serpa, junto à barragem da Amoreira. O homem estava a tentar atravessar o curso de água quando acabou por ser levado pela corrente.
Ler uma notícia destas é quase como ver pinguins no Cais das Colunas!
Passei duas ou três vezes, em Serpa, a minha já longa vida. Não é que tenha nada contra essa cidade fronteiriça, é apenas porque fica, completamente, fora de mão. Para passar em Serpa é preciso ir lá de propósito ou então vir de regresso de Espanha e pretender rumar ao Algarve. Foi o que me aconteceu num dia em que vinha de Madrid e tinha planeado passar o resto das férias em Vila Real de Santo António.
Talvez fosse mais fácil viajar até ao sul de Espanha e depois atravessar a ponte do Guadiana, mas quis aproveitar para visitar aquela parte do país por onde, raramente, passo. Estive em Serpa, depois em Mértola, em Castro Marim e Alcoutim até desaguar nas terras planas da margem direita do Guadiana e avistar Vila Real, logo a seguir.
Uma outra vez que me lembro de ir a Serpa foi mesmo de propósito para conhecer a cidade onde Nicolau Breyner concorreu a presidente da Câmara, em 1993. Só me lembro de estar tanto calor que mal conseguia respirar. Um ar seco, daqueles que secam a garganta e não há água que nos acalme. Beber cerveja ou água até doer a barriga para combater o calor daquela espécie de inferno que é Serpa em pleno mês de Agosto.
O rio Guadiana, um escasso fio de água que envergonha quem é do norte, como eu, e está habituado a ver água a correr nas valetas em pleno verão, tem agora mais água do que alguma vez teve. E o pobre do homem que talvez tenha sido a primeira vez que viu tanta água, deixou-se levar por ela!

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