Pobre e infeliz Ucrânia que desde o advento comunista, ou se calhar antes até, sofre por falta de liberdade e é obrigada a tolerar o vizinho de Moscovo!
Boris Yeltsin emergiu como um líder popular defensor da democracia ao opor-se ao fracassado golpe comunista de 1991, acelerando o fim da URSS. Embora a Perestroika (reestruturação econômica) tenha sido iniciada por Mikhail Gorbachev, Yeltsin aproveitou o caos gerado pelas reformas e o enfraquecimento central para impulsionar a independência da Rússia e a transição capitalista.
Hoje, data em que se comemoram 4 anos de guerra, não poderia deixar de mencionar esta efeméride que já custou a vida a perto de 2 milhões de habitantes daquela zona do globo, mais russos que ucranianos, diga-se de passagem. Há quem afirme e eu gostaria que fosse verdade que a proporção entre russos e ucranianos é de 25 para 1 em baixas (mortos, feridos e/ou desaparecidos em combate).
Depois da II Grande Guerra, poucas guerras ultrapassaram 1 milhão de mortos, mas o carniceiro do Kremlin está disposto a continuar esta agressão à Ucrânia até conseguir o segundo lugar no pódio. Infelizmente para todos nós, os europeus sejam, da UE ou não, o "amigo americano" decidiu juntar-se ao "amigo russo" e ajudá-lo a não perder esta guerra. Ao pôr-se do seu lado dá-lhe apoio moral (que não material) para continuar a guerra e rebentar com a economia de toda a Europa.
Em última análise parece ser esta a vontade de Putin, depauperar a Europa o mais possível de modo a poder, de algum modo, manter a influência num mundo em mudança. Uma Europa, incluindo a Ucrânia, mais fraca fará a Rússia parecer mais forte, embora esse efeito não se possa prolongar no tempo. O bloco asiático comandará a economia mundial, em breve, e a Rússia ganharia mais em juntar-se á Europa do que infernizar-lhe a vida. Com os EUA a ocupar o segundo lugar e a Europa o terceiro, a Rússia ficará isolada no mundo.
Há quem admita que os BRICS, a que se juntou, recentemente o Irão, formarão o primeiro bloco económico mais forte, ultrapassando de longe a Europa e os EUA, mas eu não vou nessa cantiga. Chineses, russos, indianos, africanos e brasileiros todos no mesmo saco, serão um verdadeiro saco de gatos e matar-se-ão uns aos outros.
Mas ainda longe dessa situação, a Ucrânia tem que ser ajudada a defender-se do urso siberiano para não ser escravizada, como foi no tempo dos bolcheviques. A guerra já teria terminado há muito tempo se não fosse o palhaço do Trump ter transformado a política internacional numa anedota, desde que assumiu a presidência do seu país. Vamos pedir aos santos que lhe metam juízo naquela cabeça loira, ou então que o levem deste mundo, pois ainda cá ficarão idiotas que nos bastem!


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