Ontem, acordei cansado, depois de uma noite mal dormida!
Hoje, não foi igual, mas quase! Há mais de 24 horas com uma dor de cabaça penetrante na zona occipital, fui buscar a minha caixinha de paracetamol para engolir um comprimido, antes de me deitar, mas quando reparei na data de validade, já expirada, há 7 longos meses, hesitei. Será que não vai actuar ou fazer-me mais mal que bem? Como os prazos de validade valem pouco mais que nada - o que as farmacêuticas querem é que a gente os ponha de lado e vá à farmácia comprar outros - decidi engolir o comprimido e mandar a preocupação com as datas para trás das costas.
O meu mau-dormir não devia ter nada a ver com a dor de cabeça e passei uma segunda noite a contar carneirinhos - garantem que se adormece antes de chegar aos mil, mas eu engano-me sempre na contagem e tenho que recomeçar de novo - e acordei mal disposto. Nas horas sem sono o nosso cérebro tem que se ocupar com qualquer coisa, o meu, de forma geral, faz uma revisão das vivências do dia anterior e pergunta se haverá repetição ou será tudo diferente neste dia, prestes a começar.
Como a minha publicação de ontem foi sobre o coração que é uma espécie de motor a 4 tempos, os meus pensamentos levaram-me uns anos atrás em que o meu primeiro veículo motorizado tinha um motor a 2 tempos, um motociclo da marca Java ou CZ, não sei bem se é a mesma coisa ou versões similares. O meu actual veículo é uma Ford Station Wagon de 2.000 de cilindrada com motor a gasóleo de 4 tempos.
Fiz a revisão mental da composição do coração humano, com 4 cavidades, 2 aurículas e 2 ventrículos e uma séria de válvulas que se fecham e abrem para aspirar ou injectar o sangue na circulação, tal e qual como acontece nos motores de 4 tempos (admissão, compressão, explosão e escape). O funcionamento dessas válvulas é o segredo para a nossa sobrevivência. No meu caso há uma avaria na válvula mitral que me tem dado grandes dores de cabeça.
Mas, de repente, o meu pensómetro levou-me por outros caminhos. Actualmente, a moda é motores elétricos, tanto nos carros como nos motociclos, velocípedes e até comboios. E quantos tempos terão esses motores? Dois, quatro, mais ou menos? Comecei por pensar que não sabia responder a essa pergunta, mas depois reagi com uma palmada na testa, pois conheço muito bem o motor elétrico e sei que tem um movimento contínuo, por conseguinte, sem tempos.
Baseado em energia eléctrica transformada em energia mecânica para movimentar (neste caso) as rodas do veículo. Duas peças apenas ( indutor e induzido com cargas magnéticas opostas) que giram sem parar de modo a transmitir ao veículo a sua capacidade para se mover. Tudo simples, como simples são todas as coisas já descobertas e testadas milhares de vezes.
O próximo passo, no caso de motores para veículos, será usar o hidrogénio existente na água para provocar a explosão que dará movimento às bielas e à cambota para pôr o motor em marcha. Mas aí para a procissão, pois o padre que vai na frente tem várias dúvidas. A primeira que é sobre a capacidade de explosão do hidrogénio que pode representar um perigo para os utentes do veículo. A segunda é uma dúvida muito maior que a primeira, será que os conglomerados de empresas ligados à extração, refinação e venda de petróleo e seus derivados vão gostar desta solução?
Neste ponto, dei ordem aos meus pensamentos para sossegarem um pouco e levantei-me para ir preparar o pequeno almoço, depois do qual me dedico a estes escritos que submeto à vossa apreciação, num ritmo diário, sempre que não surge algum impedimento. Gastei alguns minutos a confirmar a minha tese e recolher as imagens que podem ver acima, usando a bendita internet que, hoje, tudo governa e controla!

Caríssimos comentadores: já repararam que ultrapassei a marca dos 3 milhões de clicks? Se isso representasse o mesmo número de comentários, o meu blog seria mais comprido que o JN, o maior jornal diário da nação portuguesa!
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