Porções de terra no meio do mar
segundo me ensinaram, são ilhas
e se o teu relógio não andar
talvez esteja sem pilhas !
Há que tempos ando por aqui
enquanto todos dormem
eu morro de amores por ti
mas são outros que te comem
Se não tens nada para dizer
é melhor que fiques calado
esquece a comida e põe-te a beber
desse modo vai-se o passado
Vai-se o passado, vem o futuro
tempo de sobra para beber
seja verde ou seja maduro
todo ele faz esquecer.
As coisas alegres e também as tristes
fica tudo no esquecimento
até te esqueces que existes
e acaba-se o teu tormento
Ah, bêbado dum raio
mereces um pontapé no cu
ah, segura-me senão caio
pois bebi tanto como tu
É de manhã, já acordei
mas não vejo aqui ninguém
eu não sei por onde andei
mas acabou tudo em bem !
Presume-se quem seja o autor... a primeira tá um espetákulo.
ResponderEliminarO autor esqueceu-se de assinar, mas não está muito longe do Bocage!
ResponderEliminarOu então acordou, esfregou os olhos e aí vai poesia.
Toda noite andaste a vaguear,
ResponderEliminarte deitaste foi tarde demais
quando acordaste se calhar
lá para os lados de Marinhais!
Por isso é que viste,
à tua frente tudo torto
acreditas porque existe
na paixão do amor louco!
Tarde ou nunca se endireita,
dizem, quem torto nasce
imagino, de qualquer maneira
com essa muito bem te safaste!
Será que foste ao Café Nicola,
com o Bocage lá te encontraste
em Lisboa falaram do jogo de bola
por isso, talvez, triste ficaste?
Porque, viste a Água voando,
sobre a Catedral aos zig-zague
o desalento estou imaginando
com o qual a casa regressaste!