Nós já sabemos o que esperar dos vermelhos adeptos de Marx e Lenine, deveria acrescentar e de Mao Tse Tung também, mas assim fica mais claro, escarrapachado para quem quiser ver e ler o que se passa por aquelas longitudes do nosso planeta.
Hoje, andei numa roda viva para resolver problemas que foram criados por quem é pago para os resolver e não elevá-los ao expoente máximo. No primeiro caso, a minha médica de família que foi solicitada para me validar o processo de renovação da Carta de Condução, em meados de Novembro ainda não se dignou fazê-lo. Para ajudar e aumentar o complicómetro, o site do IMT esteve em baixo, desde o dia 2 de Janeiro até ontem. Farto de tentar entrar sem o conseguir, desloquei-me à Loja do Cidadão e regressei a casa a deitar fumo pelas orelhas, por me terem dito que faltava o bendito OK da médica de família.
No segundo caso (e este nem dá para perceber) o site do SNS dignou-se alterar o modo de entrar, obrigando a introdução de um monte de coisas que não interessam a ninguém e validar tudo com Chave Digital. Armado de paciência, lá me dei ao trabalho de preencher aquilo tudinho, meter o nº do telemóvel, o de utente de saúde, a data de nascimento e a Chave Digital para validar tudo aquilo que já consta do sistema e recebi como resposta, "tem que preencher como está no sistema de saúde".
Supondo que me poderia ter enganado em qualquer carater, repeti tudo duas vezes e sempre a mesma resposta. Como o meu objectivo era confirmar se tinha as receitas para levantar os medicamentos na farmácia, desliguei o telemóvel e pus-me a caminho da farmácia. O assunto é do seu interesse, pois que o resolvam. Lá chegado meti-lhe o telemóvel na mão e eles (foram 2 a tentar) deram com os burros na água, tal como me acontecera a mim.
Como vêem não são apenas as urgências a abarrotar de doentes a quem não dão a devida atenção, ou de grávidas a parir pelo caminho, dentro das ambulâncias, tudo na saúde funciona mal. Quem terá sido o iluminado a quem incumbiram da tarefa de melhorar o serviço do SNS (só me refiro à parte informática) que conseguiu obter o resultado oposto do que se pretendia. Os computadores foram inventados para simplificar as coisas e evitar a repetição de tarefas. Neste caso, assim como muitos outros com que me tenho deparado, acontece exactamente o contrário.
O mais deprimente de tudo é cada vez que vou a uma consulta ao hospital, em que sou acompanhado há perto de 20 anos, e o médico começa a perguntar-me tudo de novo, a data de nascimento, as doenças que já tive, se já fui operado a qualquer coisa, a razão por que me enviaram para aquela consulta, etc.. Acreditem que quando isso acontece, me apetece levantar da cadeira, pegar nela e enfiar-lha pela cabeça abaixo e partir o computador, o teclado e o monitor em mil pedaços.
Acontece quase a mesma coisa, quando me dirijo ao banco e digo ao funcionário que quero investir num fundo qualquer meia dúzia de milhares de euros que não consegui arranjar maneira de gastar em qualquer coisa que me desse mais prazer. Pergunta-me se sei o que estou a fazer e obriga-me a preencher um questionário infindável. É para sua segurança, somos obrigados pelo Banco de Portugal a fazê-lo, diz-me ele com cara de cão escorraçado a quem ninguém faz uma festinha atrás das orelhas.
A mim só me apetece esganá-los a todos, no hospital, no Centro de Saúde, no Banco e em todo o lado! Quando uma ordem que recebem parece não ter pés nem cabeça devem refilar com quem lha transmitiu e não obrigar a pessoa que se segue a fazer aquilo com que nem eles concordam. Vem-me à lembrança um funcinário do Santander, onde tive a minha conta principal, durante muitos anos, que fazia uma fotocópia de cada papel que me dava, "por segurança", dizia ele. Os computadores podem avariar e assim eu sei que não me perco nunca!
Tudo isto para dizer que liguei o computador 2 horas depois do que é meu hábito e tinha pensado não fazer qualquer publicação, hoje. Mas tinha que desabafar e assim fica a coisa resolvida. Comecei logo por enviar um mail à minha médica que lhe vai deixar as orelhas a arder e pode dar o resultado oposto ao que pretendo que é tratar do meu assunto já, agora, urgente, parar com aquilo que está a fazer e tratar daquilo que devia ter feito, antes de terminar o mês de Novembro!
A fim e ao cabo, a culpa é toda do nosso Primeiro Ministro que é um incompetente e não consegue resolver nenhum dos problemas que nos afligem. A Ministra da Saúde não sai, diz ele, não é a demitir ministros que vamos resolver os problemas! Eu até concordo com isso, mas a ministra tem que lhe reportar aquilo que está a correr menos bem e compete-lhe a ele arranjar uma solução para o problema.
Nesta coisa dos imbróglios informáticos, para que serviu nomear um ministro, ou ministra, da modernização administrativa (informática) se tudo o que conseguiram foi pôr as coisas pior do que já estavam? Modernizar significa melhorar os programas que já existem e introduzir novos onde eles façam falta. Um bom exemplo é dos das receitas que consomem montes de papel e imensos tinteiros para alimentar as impressoras, por esse país fora, quando tudo o que precisavam de fazer era pô-las no sistema e autorizar as farmácias a aceder a elas por introdução do nosso número de utente de saúde.
Isto funciona tudo como o projecto do aeroporto de Lisboa que já começou a ser discutido no mandato de Marcelo Caetano e ainda não viu a luz do dia. Se eu ouvi bem, o Montenegro disse, um dia destes, que de 2037 não passa. Que pena, eu tanto queria ir a essa inauguração, mas não acredito que viva ainda tantos anos! E, se calhar, nem fica pronto nessa data!!!
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