Durante o dia de hoje e amanhã, até ao fecho das urnas, não se pode dizer uma palavra que possa influenciar o eleitor. Vamos assumir que são 5 os candidatos que, segundo as sondagens, podem aspirar à passagem à segunda volta. Os fãs do Manel Vieira, do Jorge Pinto, da Catarina, do António Filipe e do André Pestana ficam assim sem ninguém em quem votar, ou seja, votar nos seus ídolos políticos vale zero.
O que eu ia dizer é que sendo proibido falar nisso, quem vai descobrir o que se passa nas redes sociais, aqui nos blogs, por exemplo? Será que vão pôr a IA a controlar essa cena e ainda me arranjam problemas pelo que disse no parágrafo anterior? Acreditem se quiserem, mas escrevi aquilo apenas por provocação. Metade dos portugueses estão, tal e qual, como eu, não sabem em quem votar, tanto me vale votar num como no outro.
Excluindo, está claro, o Ganda Nóia, Marques Mendes, que nesse eu nunca votaria nem que ele viesse com umas asinhas de anjo e uma auréola dourada sobre a careca! Ele em Belém e o Monteverde, em S. Bento, havia de ser bonito, transformariam o país num bordel em 3 tempos!
Bem, fora a provocação que acabei de fazer, o assunto que eu tinha escolhido para a minha publicação de hoje, era a falta de médicos no SNS, em especial, e em Portugal, no geral. A Ordem dos médicos sempre lutou por controlar as faculdades de medicina e deixar formar, em cada ano lectivo, um número de alunos que não prejudicasse o seu negócio. Sem concorrência é mais fácil dominar o mercado e ter os clientes presos pelos "tintins".
Ontem, vi nas notícias que há 4800 médicos estrangeiros inscritos na Ordem. Então para que serviu a restrição imposta pela Ordem, durante tantos anos? Vejam o que descobri na net:
- Distribuição: Apenas uma minoria destes profissionais exerce funções no Serviço Nacional de Saúde (SNS).
- Dados do SNS (Novembro 2025): Havia 969 médicos especialistas estrangeiros e 333 internos a trabalhar diretamente no SNS.
- Contexto Geral: O número total de profissionais de saúde estrangeiros (médicos e enfermeiros) em Portugal ultrapassa os 6.000.
Beber do próprio veneno, chama-se a isso! E a culpa pela situação a que chegamos é dos governos que temos tido e se consideram muito democráticos. Limitar a admissão na Faculdade de Medicina a alunos que tenham médias de 19 ou 20 é um erro, especialmente, se acontecer aquilo que temos quase a certeza acontece, a compra dessas médias por quem tem poder e dinheiro para isso.
Deixem estudar quem o quer fazer! E o Estado deve abrir tantas faculdades de medicina quantas forem necessárias para formar esses candidatos. E depois obrigá-los a fazer serviço público, durante os 10 primeiros anos da sua carreira. É assim que eu vejo o assunto da falta de médicos, em Portugal, e espero que o novo PR que vai sair destas eleições, pense como eu e chame o PM a Belém para discutir este assunto, logo no primeiro dia de trabalho, ou seja a 10 de Março, pois o dia 9 está reservado para a cerimónia de tomada de posse.
E está feito! Por hoje é tudo, amanhã há mais!!!

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