domingo, 19 de março de 2023

Um bom pai ...!

 ... é um bom chefe de família. E um bom chefe de família é benfiquista. Deve ter sido essa a motivação para os jogadores do Benfica, ontem, para nos oferecerem uma vitória gorda (5-1) e fazerem assim a alegria de todos os pais deste país.

Bem, todos talvez não, pois há meia dúzia de chefes de família, em Guimarães, que não torcem pelo Benfica. E uns quantos na cidade Invicta, também, mas desses não se espera grande coisa, só fazem vergonhas atrás de vergonhas, é lá com eles que se amanhem!

Pois, como eu ia dizendo, hoje é o Dia do Pai e está o país todo em festa. Mesmo com todos os problemas que afligem o país e o Kosta a olhar para o lado (mortinho por se escapar para Bruxelas, à procura de uma reforma dourada) os portugueses conseguem sempre encontrar uma razão para sorrir. Uns porque são pais e têm prazer nisso, outros porque são benfiquistas e estão mais que satisfeitos com o percurso da sua equipa nesta temporada e, para terminar, muitos vivem do comércio e alegram-se com a oportunidade de fazer os cobres nas prendas para os pais que os filhos acorrem a comprar.

Enfim, o país está de rastos, toda a gente reclama, mas toda a gente festeja. Aqui na minha zona, não se consegue entrar num restaurante sem esperar, pelo menos, uma hora na bicha. Isso, para mim, é sinal de que as coisas não estão assim tão negras como as pintam. Ou então são todos uns grandes actores que merecem um Óscar pelo seu desempenho.

Para mim nada de restaurantes, a festa é em casa com os filhos à volta da mesa. Os netos estão com os pais deles, aí eu já não meto prego nem estopa, mas sempre estará comigo a filha do meu filho, já que estará com o pai dela e ele almoça comigo. Gostaram da piadinha? Ainda bem, pois o que eu mais quero é que sejam muito felizes e tenham razões para sorrir.



Um bom Dia do Pai para todos !!!

sábado, 18 de março de 2023

sexta-feira, 17 de março de 2023

Uma desgraça pegada!

 


Esta foto não é nova, mas tenho recebido fotos e videos do Niassa que retratam as desgraças provocadas pelas cheias recentes. Estradas e pontes novas, acabadinhas de inaugurar com pompa e circunstância, pelo presidente Nyusi, estão a ser arrastadas pelas enxurradas que têm acontecido por todo o Niassa. Ontem foi em Cuamba, hoje na estrada de Marrupa.

Estradas feitas à pressa, sem um estudo prévio que garanta a manutenção das linhas de água, acaba em desastre. As chuvas torrenciais que têm caído nos últimos dias, aliadas ao efeito do furacão Freddy que atravessou Moçambique, em direcção ao Malawi, não encontrando caminho para o seu escoamento levaram tudo à frente. Linhas férreas, estradas e pontes tudo feito num oito, na zona a noroeste de Nampula.

Há já 55 anos que saí de lá, mas considero aquela terra como minha segunda pátria e dói-me ver aquilo acontecer. A Frelimo que ocupa o poder, desde 1975, não é capaz de resolver problema nenhum. As obras são entregues aos chineses que, em troca, espoliam Moçambique de todas as suas riquezas. E no fim de tudo a conta do crédito concedido não cessa de crescer, enquanto as construções desabam como um castelo de cartas. Agora que vai começar a jorrar o petróleo e Gás de Cabo Delgado, lá vão os senhores do costume levar uma fatia de leão. deixando os moçambicanos entregues à sua sorte e cada vez mais pobres.

Imagem desta semana


Realidade!

Cirurgias assistidas remotamente por especialistas com óculos de realidade mista, planeamento de tratamentos de quimioterapia com recurso a hologramas, formação de médicos e enfermeiros usando dispositivos imersivos de realidade virtual. A utilização de tecnologias de realidade estendida (XR) está a ter tanto impacto na área da saúde que já está em uso uma designação para este campo: MXR, ou Medical Extended Reality no original em inglês.


O meu neto mais velho especializou-se em Multimédia e dizem que foi o melhor do seu curso no tópico «Realidade Aumentada». Eu que sou um produto da primeira metade do Século XX, pensei que realidade só havia uma, a tal, e mais nada. Afinal há várias realidades e a aumentada já está a ser introduzida na área da Saúde. A coisa está a ajeitar-se para virem (a seguir) os robôs para nos consertarem as "avarias"!
Como o meu neto não percebe nada de medicina, estou a vê-lo como afinador de robôs. Porque se um robô desafina, pode dar uma facada ao lado e cortar um coração ao meio. E com corações não se brinca, uma vez partido não tem conserto!

quinta-feira, 16 de março de 2023

Por caminhos e carreiros!


 Este é o nome do primeiro capítulo das minhas memórias que já comecei a escrever, mas não garanto que algum dia vejam a luz do dia. 

Eu não sou como o Saramago que escreve tudo ao molho, nem o ponto final usa no fim de cada período, prefere a vírgula, e começa com letra maiúscula a seguir à dita vírgula. Os meus professores ensinaram-me que as histórias se dividem em capítulos, de preferência com um título alusivo ao teor da mensagem, em parágrafos que devem englobar e limitar cada tema abordado e em períodos que devem ser tão curtos quanto possível, mas contenham um sentido que se compreenda com facilidade.

Por isso, escolhi o nome «Por caminhos e carreiros» que resume os primeiros 11 anos da minha vida que foi tudo menos simples e sossegada. A narrativa começa com a minha entrada para a Escola primária, acontecida no dia 7 de Outubro de 1950, tinha eu 6 anos, 6 meses e 28 dias (parafraseando o Nogueira da Fenprof), pois que antes disso pouco significado teve e não seria capaz de o descrever. Diz a ciência que só recordaremos as coisas acontecidas depois dos 7 anos, excepção feita a acontecimentos muito marcantes que ficam gravados a fogo no nosso subconsciente.

Viram como eu respeitei as regras, usando as vírgulas, os pontos finais e dividindo os parágrafos em períodos com oração principal e subordinadas, toas com o sujeito e o predicado bem notório. Tomara o Zé da Azinhaga escrever assim, como eu o faço. Não teve quem o ensinasse, era um auto-didacta, mas escreveu tanto que convenceu a academia a atribuir-lhe o Nobel. Que bom para ele e para a Pilar que continua no bem bom à custa do que ele escreveu.

Mas voltando à vaca-fria, ou seja, a mim mesmo que sou o herói desta narrativa, entrei para a escola da freguesia vizinha daquela onde eu morava, porque a professora da minha freguesia disse que tinha alunos demais na 1ª Classe e quem não tivesse completado os 7 aninhos teria que esperar para o ano seguinte. Talvez ela estivesse cheia de razão, mas atrasou a minha vida e nunca mais a pude ver, por causa disso.

O caminho que ligava a minha casa à escola, na prática, não existia. O percurso começava com 500 metros de estrada, seguido de 500 metros de um caminho destinado a carros de bois que no inverno se enchia de água e tornava impraticável. A partir daí era um carreiro por entre pinheirais que me levava até à primeira casa da freguesia vizinha. Para atalhar caminho, atravessava um campo e tomava, a partir daí, outro carreiro que me levava até à porta do lavrador que não gostava nada de me ver por ali. Não era bem eu que provocava as suas queixas, é que havia muitas outras pessoa que faziam o mesmo que eu.

Este lavrador tinha sempre a porta aberta, de modo a facilitar o movimento de carros (de bois, claro) de alfaias agrícolas e dos animais que todos os dias saíam para o campo, fosse para trabalhar ou encher a pança. Ao lado da porta, tinha um canzarrão que fiscalizava as entradas e saídas, desconhecidos não passavam daquele ponto. Eu sabia que o cão estava preso, mas borrava-me de medo pensando na hipótese de ele rebentar o cadeado que o prendia à porta. É que os puxões eram tantos e de tal ordem que me parecia impossível que o cadeado continuasse a resistir.

Não vos vou fazer perder tempo a ler as mil e uma habilidades que eu usava para passar aquele obstáculo. Um dos filhos da casa era o meu colega de carteira e uma espécie de menino protegido da professora Delfina que morava na casa pegada à sua. Talvez por isso nunca nos demos bem e quando lhe falei em esperar por mim para seguirmos juntos até à escola, respondeu-me com um sorriso de desprezo. A única zaragata que protagonizei naquela escola foi com ele e por causa do tinteiro, onde ambos molhávamos a pena para escrever o a-e-i-o-u. Alguém se lembra ainda desses tinteiros de porcelana, redondinhos e encastoados no centro da carteira? Pois esse tinteiro acabou vazio de tinta e nós os dois a escorrer tinta das mãos e dos cadernos inutilizados.

Esqueci-me de referir que o rapaz se chamava Lícinio, o mesmo nome de um grande amigo que fiz na Marinha, muitos anos depois desses acontecimentos. A D. Delfina era também grande amiga da minha mãe - por isso tinha feito o favor de me matricular na sua escola para eu não perder um ano - e foi avisada para me dar uma reprimenda, ou melhor dizendo, umas chineladas no traseiro para me meter juízo na cabeça. Um irmão do Licínio foi estudar para o Seminário de Braga e, por essa razão, cruzámo-nos várias vezes, ao longo da vida, mas a ele nunca mais o vi, depois de abandonar aquela escola.

Neste ponto da narrativa, ainda nem aos 7 anos de idade tinha chegado, mas vou ficar por aqui, pois falta muito para o fim do capítulo e vocês devem ter coisas mais importantes para fazer do que ler o texto escrito por este fraco narrador.

Bye-bye and be happy !!!


Honrai a Pátria ...!

 


Eu pertenço àquele grupo de marujos que se consideram prejudicados (?) pela actuação dos seus superiores mais directos. Abusar de posição dominante e espezinhar os seus subalternos era prática comum, no tempo da outra senhora.

Não sei porquê, mas cheira-me que está a acontecer a mesma coisa, agora, com este caso do NRP Mondego que é uma autêntica lata de sardinhas a meter água e verter óleo por todo o lado. O primeiro dever do comandante é exigir aos seus superiores que façam as reparações devidas e nas horas certas, de modo a garantir a segurança da sua tripulação. Ao não cumprir esse dever transformou-se no culpado por este lamentável incidente que pode custar caro aos queixosos.

E já ouvi, hoje, muita asneira a este respeito, os senhores lá do topo da hierarquia já se mostram dispostos a convocar um pelotão de fuzilamento para se livrar dos traidores. Estamos em guerra, dizem eles, e uma quebra de disciplina como esta pode ser o fim, não podemos condescender com isso!

Como isto me traz à memória o que fizeram comigo, em 1968 !!!

quarta-feira, 15 de março de 2023

Accionista em pânico!

 O Credit Suisse a cair 30%

A Societé Generale 10%

O Santander 6%. Ainda bem que resolvi vender estas, na semana passada.

As autoridades, de um e do outro lado do Atlântico, continuam a afirmar que está tudo bem, mas nós sabemos que está tudo mal. Desde que começou o negócio das moedas virtuais, bitcoin e outras que tais, sem qualquer controlo adivinhava-se que qualquer dia isso daria um estouro. Uma moeda que foi criada para coexistir, no mundo virtual, com o dólar e o euro a valores semelhantes não se compreende que possa estar cotada vinte e tal mil vezes mais cara. Uma maluqueira geral, um dia alguém vai ter um grande desgosto.

Vivemos num MUNDO CÃO!!!

Nós e a bola!

 

Se pedíssemos uma análise profunda do nosso país a um sociólogo, não do ponto de vista político, financeiro, cultural, mas sim do ponto de vista do futebol, dos milhões que movimenta e das tricas entre dirigentes e comentadores, o que poria ele no papel?

Ontem, viveu-se mais uma jornada da Liga dos Campeões e assistimos a comportamentos que podem servir como base para essa análise. O Porto, o seu presidente Pinto da Costa, o seu treinador Sérgio Conceição, o mergulhador Taremi e outros cromos do grupo desempenharam os seus papéis tal como era esperado, mas não conseguiram levar a água ao seu moinho. Os árbitros internacionais não vão em cantigas e quando arbitram passam um atestado de burrice aos artistas do costume.

Mas não era bem disso que eu queria falar. Em Portugal damos uma importância ao futebol por ser o modo de cultura que temos ao alcance da mão. Para os outros é preciso mais dinheiro, ter uma vida mais desafogada, tempo e felicidade q.b.. Barriga com fome ou cabeça atulhada de problemas relacionados com o orçamento familiar não tem tempo nem disposição para outras culturas. O futebol está bom, serve para conviver com os amigos, para entornar uns copos e esquecer o lado mau da vida. Trabalhar das 9 às 6, 5 dias por semana e não ganhar o suficiente para sustentar a família é mau que chegue e temos metade do país a viver nessa situação. O futebol é um bom anestésico para manter essa doença sob controlo.

Olhando para a imagem acima, podemos ver que não há muitas regiões do país a viver desta realidade. A maior parte dos clubes da Primeira Liga estão no Litoral Norte. O Algarve que é uma região onde mais dinheiro é movimentado não tem um clube de futebol que salte à vista. Olhando o mapa de Portugal de norte a sul, especialmente a mais de 30 Kms da costa atlântica, não há um único clube que se veja. Há por lá um Arouca e um Tondela que ora aparecem, ora desaparecem. Cidades grandes, como Coimbra, Leiria ou Setúbal deveriam investir num clube que os representasse e os pusesse no mapa do futebol europeu, entrando, de vez em quando, nas competições europeias.

No Norte, até nas aldeias, como Moreira de Cónegos, ou cidades pequenas, como é Famalicão, Vizela, vila do Conde ou Barcelos, há clubes que dão que falar. E porque será que isso acontece e não se passa o mesmo em Castelo Branco, Évora ou Beja? Isso é que eu gostaria de saber, era para isso que precisava de um sociólogo experimentado para me dizer porque é que o Porto, Braga e Guimarães têm as suas equipas entre os cinco primeiros. Dizer que são doentes da bola não é suficiente, preciso de saber mais. Porque é que há cada vez mais mulheres nos estádios? Isso e muito mais gostaria eu que me explicassem!

terça-feira, 14 de março de 2023

Viva a Marinha!

 Os 13 militares que recusaram embarcar no navio NRP Mondego, impedindo o cumprimento de uma missão de acompanhamento de um navio russo a norte da ilha de Porto Santo, na Madeira, vão ser substituídos.


Comecei, esta manhã, com uma notícia sobre a Marinha e continuo agora com outra que está a dar que falar. Há comentadores que querem dar a entender que os 13 marinheiros se recusaram a cumprir a ordem por razões políticas. Se eram comunistas e não aceitaram pôr em risco a missão dos seus camaradas de Moscovo, ou exactamente o seu contrário, não cheguei a perceber. É lá com eles e quem neles manda, a mim não me aquece nem arrefece.

Mas é engraçada a coincidência, acabei de ler o livro do Saramago que nas últimas páginas relata a revolta (contra o Salazar) da tripulação do navio de guerra Afonso de Albuquerque - que uns anos mais tarde haveria de soçobrar na revolta da Índia e lá ficar para sempre - em que morre o Daniel, irmão da Lídia, criada do Hotel Bragança que estava grávida de 3 meses do Dr. Ricardo Reis. Mas isto só compreenderá quem leu o dito livro que eu escolhi para fazer uma avaliação final, não do autor, mas do modo de ele escrever que vai contra todos os princípios da escrita que me foram ensinados por bons professores.

Continuo na minha, não serei nunca um apreciador da escrita de José Saramago, por muito conhecido, traduzido e lido no mundo inteiro. Cada um com os seus gostos e preferências. No entanto, reconheço-lhe algum valor, ele consegue escrever 500 páginas sem ter história nenhuma para contar, parece uma metralhadora a disparar palavra atrás de palavra, sobre tudo e nada ao mesmo tempo, mantendo viva a ansiedade do leitor para encontrar o fio da meada. Ele salta de um assunto para o outro e é claro a criticar a Igreja Católica e o Salazarismo, quanto ao resto, tomar o lugar de um morto e falar com ele, como se fossem grandes amigos, inclusivé, passeando por Lisboa como velhos conhecidos, parece-me uma ideia estapafúrdia como mote para um livro.

Enfim, quem gostar que continue a ler e boa sorte. A Pilar continua na "boa vai ela" à conta do que ele foi escrevendo!

A Roda da Vida!

 

Não costumo publicar aqui estas coisas, mas à falta de melhor assunto ... cá vai!

A Revista da Armada sai cada vez mais tarde, o que me vale é que pouco aproveito dela, parece uma revista de elite e para a elite ler, coisas de marujos e fuzos, como eu fui, é que nunca lá aparecem. Mas podiam, ao menos, publicá-la na primeira semana de cada mês, como era hábito. Basta haver um evento qualquer ligado à Marinha para lhes servir de desculpa, por causa das fotos e reportagens que ainda não ficaram prontas.

Corro as páginas com um olho fechado e outro aberto e paro da página dos falecidos, esperando que lá não apareça algum amigo mais chegado. Felizmente não tem acontecido nos últimos números saídos, o último falecido foi o meu amigo Barbosa, em Agosto do ano passado, mas esse não saiu na Revista, pois não era marinheiro de carreira, morreu como um civil, como, mais tarde ou mais cedo, acontecerá comigo. Habitualmente, publico estas imagens no Facebook, no grupo a que pertenço, «Marinha . Filhos da Escola» e por lá aparece sempre alguém para deixar um RIP, mesmo sem nunca ter conhecido o falecido. É assim uma espécie de terapia de grupo, era marinheiro, tinha que ser bom!

Mudando de assunto, logo à noite, termos um jogo de futebol de primeira classe, os rapazes do Sérgio Conceição contra os do Simone Inzaggi, dois conhecidos ex-futebolistas que fizeram a sua carreira em Itália. O Sérgio também foi jogador do Porto e regressou, há meia dúzia de anos, como treinador. Não sei quem vai ganhar, mas faço já uma declaração de voto, não gosto do FCP nem do Sérgio, pelo que não derramarei uma lágrima se ele perder!

segunda-feira, 13 de março de 2023

Cuidar dos tomates!

 


Passei meia hora a assistir a videos para aprender alguma coisa sobre a cultura do tomate, mas garanto que não ouvi nada de novo a não ser sobre o uso de adubos orgânicos que aqui, em Portugal, são um luxo e custam os olhos da cara. Na terra onde nasci usava-se o estrume das galinhas e dos coelhos, aqui e agora só conheço adubos químicos que devem vir da terra do Putin e não me apetece usar. Então, como cultivar tomates e fazê-los produzir bem?
A terra da minha horta nunca viu adubo de qualidade nenhuma e acredito que está cansada de me oferecer os seus frutos sem eu lhe dar nada em troca. Este ano, espalhei algumas sementes, num pedaço de terra que obtive por compostagem, mas até agora nada nasceu. Acredito que logo que o sol aqueça a terra vai nscer erva com fartura e mais nada. Esta semana, estou planear visitar um horto e comprar uns vasinhos com tomateiros, criados em viveiro, e talvez traga também alguns pimenteiros.
No ano passado, tive tomates com força e não plantei nada, foi-me tudo oferecido pela natureza. Como passo o ano inteiro a despejar no galinheiro os restos da cozinha, vão lá parar sementes de todo o género, a começar pelas dos tomateiros que parecem ser as que nascem melhor. Na Primavera, fui ao galinheiro e enchi um carrinho de mão com aquela terra mil vezes esgaravatada (5 vezes a letra "a") pelas galinhas e despejei-o na horta. Um mês mais tarde, tinha a terra cheia de bonitos tomateiros que comecei a tratar, como mandam as regras, e dali comi tomates todo o verão. 


Estava a pensar fazer o mesmo este ano, mas pode não nascer nada e depois é tarde para começar o processo. Cada pé de tomate custava 20 ou 25 cêntimos, mas acredito que com a inflação me vão pedir 50, e se não for mais, depois vos conto.
Este tomate que podem ver na imagem acima é o mais comum e o melhor para saladas. Há quem goste mais do coração, mas eu acho-o sem sabor. Uma coisa é certa, com o tomate coração pode-se fazer uma ramada, só com um pé, e com um bom fungicida garantir tomates na mesa até fim de Outubro. Talvez traga uns pezinhos desse também, afinal a minha terra está às moscas, tudo o que dali tiro são algumas favas e umas vagens de feijão verde.
O concelho da Póvoa está coberto de estufas que produzem tudo isso, para consumo interno e exportação, mas não gosto do preço que praticam nem do paladar dos produtos. A falta de gosto é pela falta do sol e o preço alto é por causa da inflação que está a servir de desculpa para aumentar tudo. Com uma inflação de 10 a 20%, todos aproveitam para subir os preços para o dobro do que era antes da guerra da Ucrânia. Escroques, trafulhas, aproveitadores!

domingo, 12 de março de 2023

Cuidado com as palavras!

 


No tribunal, o juiz tem, à sua frente, um casal que se quer divorciar e pergunta:

- Então, o que é que houve?
- Desculpe, Sr. Dr. Juiz, com H ou sem H?
- O que está para aí a dizer?
- Preciso de saber se é Houve ou Ouve, que para mim é coisa muito diferente.
- Ora, explique-se lá melhor.
- Se se refere a haver é melhor perguntar o que não houve, sexo que é aquilo que eu gosto só acontece no dia 29 de fevereiro. Se, por outro lado, se refere a ouvir, farto-me de ouvir a mulher refilar por tudo e por nada, basta dar futebol na TV e já temos em casa um terramoto maior que aquele que assolou Lisboa, em 1755!

sábado, 11 de março de 2023

Memórias de guerra!

 


Sobraram-me uns minutos, desta tarde de sábado, e decidi usá-los para publicar esta imagem que mostra as duas armas que sustentaram a Guerra Colonial. Não gosto de lhe chamara Guerra do Ultramar, pois dessas houve muitas e não apenas a nossa. Todos os colonizadores foram, mais ou menos, corridos de África e nem sempre pacificamente e essas foram as suas guerras. À nossa prefiro chamar-lhe Colonial, talvez seja apenas uma mania minha que me perdoarão.

Do lado dos "Turras" - era assim que lhe chamávamos e percebe-se porquê - era a espingarda-metralhadora Kalashnikov, modelo AK47, oferecida pelos países comunistas e que ainda hoje prevalece nas forças armadas de cada um dos países que correram connosco. O Salazar não era de fazer acordos com ninguém, senão bem poderíamos ter vindo embora de moda pacífica e deixar lá alguns portugueses que poderiam ter ajudado na transição. Assim, custou muitas vidas, muito sofrimento e a perda de tudo o que tinham amealhado ao longo de uma vida os nossos "retornados".

Do nosso lado, o das forças da ordem, era a espingarda G3 que, a partir de uma certa altura, começou a ser fabricada na Fábrica do Braço de Prata, ali às portas de Lisboa, aos milhares. Eu ainda usei duas originais, vindas da Alemanha, com a coronha e guarda-mão em madeira envernizada, mas depois entrou-se na «Era do Plástico» e aquilo era só aço e plástico. Ainda devem estar guardados em qualquer lado uns milhares delas, a que ninguém quer ou pode dar utilidade.

Alguns dos nossos militares morriam de amores pela AK47 e sonhavam apanhar uma aos turras. Um pouco às escondidas acabaram por ser usadas, por sargentos e oficiais, que lá conseguiram a respectiva licença dos seus superiores para o fazer. A única vantagem que ele tem, em relação à nossa, é pesar menos 200 Gramas e ter um carregador de 30 munições. No aspecto da eficiência de tiro a nossa G3 levava vantagem, até porque o comprimento do cano era superior e isso confere uma maior certeza do tiro.

E, quanto ao resto, BOM FIM DE SEMANA! 

Na minha modesta opinião!

 Padres, só casados ou capados!

O padre que aparece nesta imagem fez um filho e registou-o como tal (menos mal).

Esta semana foi um massacre na TV com padres à hora do almoço, ao jantar e ao serão! Ontem até já se afirmava que o Papa está aberto a discutir o assunto do celibato, coisa em que não acredito nem um bocadinho. Se o Papa estive na flor da idade, cheio de vigor físico, eu ainda acreditaria que esse assunto o tentasse, mas com a idade e a saúde que ele tem esse deve ser o último dos seus interesses.

Elejam um Papa na casa dos 40 anos e então ponham o assunto em cima da mesa. Se houver uma romana jeitosa que lhe dê corda ele aprovará o casamento dos padres em três tempos. De outro modo esqueçam, só a capação pode resolver o problema.

Na Idade Média, por muito menos punham as mulheres na fogueira, acendiam um fósforo e não havia quem lhes valesse. Muitas vezes denunciadas por velhas invejosas ou homens a quem tinham fechado a porta.

Oh, vida madrasta, este mundo está perdido para todo o sempre! Nem Cristo, se voltasse a reincarnar, seria capaz de remir tanto pecado!

sexta-feira, 10 de março de 2023

E agora?

 


Passou-se o Dia da Mulher e também o meu dia, aquele em que vim ao mundo, numa aldeia do Baixo Minho. Com menos de 24 horas de vida, eu devia fazer um berreiro danado e a minha mãe lá me calava metendo-me o mamilo na boca. Bom tempo que bastava chorar para conseguir o que queria, Agora posso chorar até me esbardalhar todo . como diz um cómico da nossa praça - que ninguém me liga a ponta de um corno!

Agora, é preciso ir à luta, tenho 365 dias para viver e lutar para me manter na crista da onda, porque ir ao fundo não me trará nada de bom. Ontem, telefonei ao Compadre Eduardo para lhe dar os parabéns pelos seus 81 anos de idade - ele vai um pouco à minha frente nesta caminhada natural - e disse-me que estava nos cuidados paliativos, na outra margem do Tejo. Cuidados paliativos cheira-me a desgraça e não quis entrar em pormenores, deixei-lhe um abraço e fugi. Como sempre digo, quando oiço alguém a queixar-se, por muito mal que estejamos há sempre alguém que está pior que nós. Esse pensamento ajuda-me a ultrapassar os meus períodos menos bons.

Quando chegamos a uma idade em que começam a nascer os bisnetos, temos que ter uma atitude mental a condizer, nada de nos pormos a fazer piruetas nem armar em atletas. Mexer as perninhas e dar uma caminhada sem ajuda de terceiros ou apetrechos auxiliares já é uma grande vitória. E cada ano passado é mais uma medalha ganha para pendurar no nosso Quadro de Honra.

No pleno domínio das minhas faculdades mentais, vos posso garantir que estarei dentro de um ano para recolher a minha medalha de octogenário. E conto com a vossa ajuda para me darem ânimo nos momentos mais difíceis da caminhada!

quinta-feira, 9 de março de 2023

Em cada ano um aniversário!

 Se eu tivesse esse poder pararia agora o cronómetro que regula o tempo da minha vida. Dizer a todos e em voz alta:

- Eu ainda não cheguei aos 80!

E sentir.me como um jovem cheio de saúde!

Ao longo da vida, fui coleccionando pessoas que fazem anos comigo. Primeiro foi a Edite, uma espécie de namorada que não chegou a sê-lo, porque a sua família não me achava digno dela. Casou com outro e foi a mais infeliz das mulheres. Nem amor, nem família, nem saúde teve para gozar a vida. Hoje não sei por onde anda. Parabéns, Edite!

Com o casamento ganhei um cunhado, 12 anos mais novo que eu, que também festeja comigo este dia. Parabéns, Laurentino e que Deus te dê saúde para me superares em idade!

Depois veio o amigo e colega de escola do cunhado que o vinha buscar para irem juntos celebrar e lhe pagava o lanche. Parabéns Miro!

Na firma em que passei a maior parte do tempo, havia um colega que passou a trabalhar em estreita colaboração comigo e também comemorava o seu aniversário comigo. Passámos 33 anos a trabalhar lado a lado e a dar os parabéns um ao outro logo pela manhã. Parabéns, Firmino!

O último que se veio juntar ao grupo foi o Eduardo, camarada de guerra no Niassa, norte de Moçambique, e que conheci através dos blogs em que publicava as suas aventuras e as suas poesias. É o meu compadre alentejano e acompanhou-me durante anos, nos convívios que organizei com antigos combatentes e camaradas fuzileiros. Actualmente, a saúde anda muito por baixo e perdeu a vontade , até de viver. Os meus parabéns, compadre Eduardo, e que a saúde volte a ser o que era!

Se me esqueci de algum, peço desculpa, e parabéns para esse também !!!

quarta-feira, 8 de março de 2023

Onde está a Lisboa do meu tempo?


 Já não me lembro muito bem da toponímia de Lisboa e tenho dificuldade em reconhecê-la nestes prédios altos e desempoeirados que a imagem mostra. No canto inferior direito da imagem vê-se um pouco do edifício, onde ficava a «Casa do Marujo* e a porta de entrada ficava muito próxima desta esquina. Em frente, começa uma pequena rua por onde iniciávamos a romaria ao Bairro Alto.
A primeira casa com nome na praça era na rua do Ferrugial, se bem me lembro era no Nº 13. Ao regressar pelo mesmo caminho, quase a chegar à Rua do Arsenal, havia uma tasca que tinha sempre uns jaquinzinhos de escabeche ou sandes de couratos para matar a fome, antes de ir para a cama, a quem já tinha jantado às 17.30 horas. O jantar tinha que ser servido muito cedo por causa das licenças - formatura, distribuição dos catões de identidade, revista e embarque no autocarro - em que muitos desarranchados ainda iam levar as viandas a casa para a mãe, irmã ou esposa cozinhar o jantar que seria comido lá para as 20.00 horas.
Com a barriga a dar horas e a carteira cheia de ar não era grande programa andar a passear por Lisboa, mas a juventude aguenta com tudo. Nos dias mais compridos de verão, ainda dava tempo de ir até ao Jardim do Campo Grande namorar as sopeiras. À noite, em alternativa ao Bairro Alto, se houvesse cinco coroas no bolso dava para uma sessão no Piolho, Arco Bandeira e outros que tal.
A vida de marujo era assim, infelizmente, não durou muito, pois a Guerra do Ultramar chamava por nós. No ano de 65, voltei a passar seis meses na Metrópole, de Abril a Outubro e foi como uma repetição do que tinha vivido, três anos antes, mas já sem as meninas do Bairro Alto para alegrar a malta. Por troca havia os bares, em que todos éramos clientes e onde se podia discutir o negócio. É um pintor, por menos disso não vou! Pintor era o nome dado à nota de 100$00 por ter uma cor alaranjada.
Ah, belos (velhos) tempos que não voltam mais!!!

Um dia para ficar na História!

 


Só faltou a validação do golo do João Mário, no primeiro minuto do jogo, para ser um dia, verdadeiramente, memorável. Eu já não via o Benfica jogar assim, desde os anos 80 do século passado. Os últimos 40 anos têm sido uma repetição, com alguns intervalos, de más exibições, domínio do FCP, maus presidentes a dirigir o clube e por aí fora. Ontem, com um jogo disputado olhos nos olhos com os belgas e os golos a aparecerem com toda a naturalidade, pareceu-me ter regressado a esses bons tempos do Benfica.

Depois de terminado o jogo, não se podia dizer qual o jogador que melhor tinha jogado ou que mais tinha falhado, todos eles, cada um na sua posição e com diferentes missões mostrou o que é ser jogador de um clube enorme como é o Glorioso. Todos jogaram bem, todos juntos construíram um resultado fantástico que ficará nos anais do Benfica para sempre e será lembrado, enquanto houver um benfiquista sobre a Terra.

Agora, só precisamos de um pouquinho de sorte para não nos calhar um tubarão com os dentes bem afiados, no sorteio dos quartos de final.

Ah, grande Benfica que fazes bater o meu coração melhor que o Pace Maker!

P.S. - A escolha da imagem que acompanha esta publicação deve-se ao dia que hoje se comemora!

terça-feira, 7 de março de 2023

A nossa (?) TAP!

 

Quanto nos virá a custar a TAP, ainda?

Os do contra dizem que ... muito!
Os 3200 milhões já gastos foi um ar que lhes deu, nunca mais os veremos, embora me lembre de um ministro das Finanças que afirmou, alto e bom som: - isto não custará um euro aos portugueses!
Como ele tinha razão! Se fosse apenas um euro, até eu o oferecia do meu bolso para ver o meu povo feliz. O pior são os restantes 3.199.999 euros. Esses não posso eu pagar, pois nunca vi tanto dinheiro junto na minha vida.
As demissões que, ontem, aconteceram na TAP serão faladas por muito tempo. Discussões que não levam a lado nenhum, comissões de inquérito para descobrir quem foi o culpado de tal desnorte, processos nos tribunais para ver quem paga o quê e a quem. Não percam tempo com isso, perguntem ao Zé Povinho que ele responderá de pronto que o culpado de tudo é o Costa! Prendam-no já, antes que fuja para Bruxelas e se fique a rir da nossa desgraça!
Falei, está falado!

Meninas à sala, homens ao quarto!

 Era o pregão mais ouvido no Bairro Alto!



O Tio António de Santa Comba resolver acabar com aquilo tudo e deixou-nos fora da romaria que era uma festa só por si. Percorrer o Bairro Alto, descer ao Chiado, ir até ao Martin Moniz, subir a Rua do Intendente, parar aqui e ali, dar um beliscão num traseiro que passou perto, tudo isso era o ram-ram dos marinheiros do meu tempo. Depois fui para Moçambique, meter juízo da cabeça do Samora e quando regressei estava tudo mudado.

Agora o pregão é outro, olha o Benfica que joga hoje na Luz, olha o Glorioso que quer chegar aos quartos! Foi isso que acordou em mim a recordação dos quartos e das meninas do Bairro Alto, antes do António estragar aquilo tudo.

Por falar em António, temos hoje outro caso que vai dar para peras e bananas e há-de o nosso PM andara lá por Bruxelas, quando o caso chegar a julgamento nos tribunais portugueses que são mais lentos que caracol em dia de sol.

Caracol, caracol
põe os corninhos ao sol
onde vais tu
com a casa às costas
pareces um professor
deste lindo país que
está entregue ao granel
da política tuga
Ponho-te um pé em cima
e vais ver como elas doem!

E assim vai a minha cabeça, adormeci a ouvir as broncas do Costa e acordei a ouvir o mesmo, até fiquei a pensar que se calhar não tinha dormido, apenas sonhara com isso. Depois ouvi a notícia que me diz que a TVI vai transmitir o jogo da Luz e descansei. Com o Benfica (sem Vieira nem Jesus) sou um homem feliz!