Poderemos chegar ao exagero de ele se tornar tão caro que não haja dinheiro para o comprar e aí acabarão as guerras (que alívio).
E falando de trotil, vou contar-vos um segredo que espero não saia daqui. Quando abandonei a Marinha trouxe comigo uma granada de mão (daquelas de plástico em cor verde). Seis meses depois casei e fui viver para casa da sogra. Na mesinha de cabeceira, ao lado da cama, tinha um pequeno candeeiro a que juntei a minha granada para completar a decoração.
Já tinha nascido a minha filha e ela dormia num pequeno berço encostado a essa mesinha de cabeceira. Cada vez que o meu sogro passava por ali e olhava para a granada começava a bufar como um gato bravo. Quando é que vais tirar isso daí, perguntava ele e eu respondia sempre da mesma maneia, a granada está desarmada não há qualquer perigo. Mas ele que não tinha feito, como eu fiz, um curso de minas e armadilhas, cada vez bufava mais forte e acabou por pôr toda a gente contra mim.
Com muita pena minha, vi-me obrigado a separar- me daquela recordação de guerra. Há boas e más recordações, estas gostaríamos de nos livrar delas, as outras nem por isso. Nem sei muito bem para que queria eu a granada e acabei por atirá-la para um poço que havia no quintal da casa da sogra. Anos mais tarde acabei por comprar aquela casa - que hoje está devoluta com o telhado quase a ruir - e sou dono do poço, onde repousam as 200 gramas de trotil que para lá atirei, em 1969.
Como aquilo está muito bem acondicionado numa caixinha plástica à prova de água, o trotil deve estar em boas condições e se o preço atingir um nível que me agrade, vou escavar o poço e recuperá-lo!
Bom dia
ResponderEliminarSó mesmo o amigo para se lembrar de tal recordação .
JR
Da Briosa só fiquei com um uniforme e um guião.
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