Lá entreguei os exames que me tinha mandado fazer - outra coisa que podia ser feito electronicamente pelo laboratório e evitava-se o sacrifício de mais umas quantas árvores que são abatidas para fabricar o papel em que insistem em imprimir os resultados. Podiam, via SNS, registá-los directamente na ficha de cada doente, ou se preferissem enviá-los ao médico por mail.
Para o que interessa, tudo estava OK, menos a pressão arterial que, quando chegou a hora de ser medida, estava KO. Admito que seja pelo esforço mental que faço para me controlar, pois apetecia-me mandá-los a todos abaixo de Braga, desde o segurança que abre a porta (como se estivesse ali a fazer-nos um grande favor), a secretária que se esquece de dizer por favor e obrigada por lhe garantirmos um salário, quiçá melhor que o de muitos utentes, no fim do mês, o enfermeiro que é um chato e brinca com o meu tempo, fazendo-me esperar meia hora, enquanto está sentado à secretária a olhar para o monitor (talvez a mirar as mamocas de alguma garina) sem fazer nada que se veja e acabando na médica que podia ser mais prática, estender-me as receitas que sabe ser a única coisa que quero dela e mandar-me à vida.
Não admira a minha pressão estar alta, até hoje nunca tinha escrito um período tão longo como aquele que acabaste de ler, no parágrafo acima. Outra coisa com que me revoltei foi a obrigação de pôr uma vírgula antes e depois dos advérbios de modo - aqueles que terminam em "ente" e desisti de o fazer. Há dias assim!
Para piorar as coisas, ao chegar a casa, fui buscar o aparelhinho medidor e descobri que a farmácia mo vendeu sem carregador e as pilhas, saberá Deus porquê, estão descarregadas. Com tão pouco uso que lhe dei, lembro-me de o ter usado duas ou três vezes, é esquisito as pilhas (4 de 1,5 V) se tenham descarregado. E são pilhas Duracell que dizem ser um espectáculo!
Uma coisa, pelo menos, correu-me bem, ao chegar ao parque de estacionamento ia a sair um cliente e fiquei-lhe com o lugar. O meu azar é morar ao pé da estação do Metro, pois o pessoal que vai para o Porto trabalhar deixa aqui os carros e não se encontra um lugar vago da 08.00 às 18.00 horas. Sou o dono do carro, mas não me posso servir dele, pois mal lhe toco vem logo alguém roubar-me o lugar.
Assim, não há coração que aguente !!!


















