domingo, 22 de outubro de 2017

Mais um para esquecer !


O Benfica voltou a ganhar, mas sem convencer ninguém. Assim vou perder o entusiasmo e qualquer dia deixo de ver futebol. Desgostos já tive a minha parte nos anos em que o Pintinho, com ou sem trafulhices, dominou o panorama futebolístico português.
Alguma coisa hei-de arranjar para me ajudar a passar o tempo!
Durmam bem que eu vou fazer o mesmo!

O nosso primeiro reino!

O Reino de Leão foi um dos antigos reinos ibéricos surgidos no período da reconquista cristã sendo independente durante três períodos: de 910 a 1037 (sob domínio da casa Leonesa), de 1065 a 1072 (sob o domínio da casa de Navarra) e de 1157 a 1230(sob o domínio da casa da Borgonha).
A sua primeira constituição deu-se em 910, com a divisão do Reino das Astúrias pelos filhos do Rei Afonso III, o Grande; o primogênito Garcia ficou com o Reino de Leão, Ordonho com a Galiza e Fruela com as Astúrias, ficando ambos subordinados ao rei de Leão[1]; eventualmente a Galiza e as Astúrias acabaram por se tornar partes integrantes do reino de Leão, dada a morte sem descendentes dos seus soberanos, tendo o rei Fruela passado a controlar toda a vasta área do Noroeste Peninsular cristão.


Muito se tem falado na Catalunha, nos últimos dias, mas ninguém se lembra da Galiza e dos galegos, nossos irmãos do passado, que também não gostam muito de pagar tributo a Castela (Espanha). Ontem como hoje, o problema é o tributo que temos que pagar a quem achamos que não o merece. É assim na Catalunha, pois acham que trabalham que se fartam para manter os malandros do sul que só pensam em touradas e malaguenhas. Pois a Galiza é terra de lavradores humildes e também não gostam muito de enviar para Madrid o produto do seu esforçado trabalho.
Lembram-se como nasceu Portugal? Henrique de Borgonha era o rei de Leão e D. Teresa a sua esposa e mãe de Afonso, de apelido Henriques por ser filho de quem era. Nos dados acima que copiei da Wikipédia, alguém escreveu que o domínio da casa de Borgonha começou em 1157. Não sou historiador, mas devo lembrar que o nosso Afonso já era um homem adulto em 1140, quando decidiu não pagar tributo à sua mãe e tomar conta da sua herança antes de tempo.
Como se pode ver no mapa acima, a Galiza, tal como o Condado Portucalense estavam integrados no Reino de Leão, não porque gostassem. mas porque quem dominava tinha mais força que eles. Muitos anos e muitas guerras depois, a Galiza paga tributo a Castela e o Condado Portucalense transformou-se no país que sabemos. O Reino de Leão perdeu a sua identidade e faz parte, hoje, da Comunidade Autónoma de "Castilla e Léon" que é o verdadeiro coração de Espanha. Todas as outras comunidades, começando na Catalunha e acabando na Galiza, mas sem esquecer o País Basco, a Andaluzia e alguns outros sentem-se muito pouco espanholas e se pudessem deixariam o rei D. Filipe VI a falar sozinho.
Se a Galiza se quisesse libertar da Espanha e convidasse o Minho a juntar-se-lhe, o que diriam as autoridades de Lisboa? Os minhotos eram capazes de gostar da ideia!

Cabrões, cabras e cabritos!

Bom dia!
Bem vindo seja quem veio aqui à procura de novidades!
Aviso já que nem tudo aquilo que escrevo serve de exemplo seja para quem for, gosto de pôr um pouco de humor naquilo que trago a este blog, pois a vida já é complicada que chegue para eu aparecer aqui de cara muito séria e a impor respeito a quem por aqui passa.
Um bem haja a todos por o continuarem a fazer.
Comecemos pelo título. Cabras morreram muitas nos incêndios deste 15 de Outubro. E deixaram muitos cabritos desmamados que não cessam de balir à espera de quem lhes dêem mama. Cabrões são todos aqueles que, à sucapa, vão tirar dividendos desta desgraça.


“Obviamente o país tem de prosseguir uma gestão responsável das suas finanças públicas. Não passámos a ter meios ilimitados, mas quero dizer com clareza o seguinte: o que é urgente ser feito vai ser feito e temos a margem orçamental hoje para poder fazer aquilo que nos comprometemos a fazer e tal como até agora temos cumprido tudo aquilo que nos comprometemos, isso resulta de duas coisas: nunca assumir um compromisso que não tenhamos condições de cumprir e nunca desistir de cumprir mesmo quando ele é difícil de cumprir”.

Estas palavras de António Costa fizeram-me lembrar o discurso do director financeiro do Benfica, na assembleia de aprovação das contas, "nós temos dinheiro para investir" e para ser sincero não me senti muito feliz com os pensamentos que me atravessaram a mente. O Benfica está como se sabe e Portugal está endividado até os meus bisnetos terem os seus próprios netos e sabe Deus se esse tempo será suficiente.
Não sei se o Costa e os outros três, Capoulas, Azeredo e Cabrita (cujos nomes vou tentar reter na memória até Portugal se incendiar de novo) serão capazes de travar os incêndios. Uns milhõezitos de euros vão ser espalhados por aí, como quem atira confeitos num baptizado (a maior parte dos portugueses nunca ouviu falar neste costume) e feliz de quem os apanhar. Aquilo que é tão certo como a morte é Portugal voltar a arder logo que chegue o próximo verão. Uma coisa vos posso garantir, durante pelo menos 15 anos não voltará a arder onde ardeu este ano.
Juntar os ministros da Agricultura, Administração Interna e Defesa - atribuindo-lhe responsabilidades - parece-me uma boa ideia. Se eles souberem comunicar e juntar esforços pode ser que no próximo ano não seja tão mau como foi neste de 2017. Em vez de chorar que não há bombeiros suficientes, podem começar já este mês com um curso de sapadores-bombeiros, no Exército, que os nossos rapazes (soldados) não têm mais nada que fazer a não ser guardas de serviço à Porta de Armas.
A Força Aérea no ar e o Exército em terra, não precisamos de mais ninguém para controlar o fogo. Para mim, os bombeiros estão mais vocacionados para as ocorrências dentro das cidades e pequenos fogos ao redor das povoações. A guerra aos grandes fogos florestais tem que ser feita por um exército a sério e bem treinado. Quanto mais penso nela mais me agrada esta ideia. Se eu estivesse na pele do ministro Azeredo convocada já os Chefes do Estado Maior do Exército e Força Aérea para uma reunião, amanhã às 9 da manhã, para começar a alinhavar o plano.
Talvez seja desta que mamem mais os cabritos que os cabrões!

sábado, 21 de outubro de 2017

E vão dois !

Em entrevista ao “Ensaio Geral”, da Renascença, Miguel Sousa Tavares fala da actualidade e de como sentiu vergonha de ser português na sequência dos fogos que atingiram o país e defende benefícios fiscais para quem queira ir viver para o interior do país.
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Com este já são dois!
Há dias foi o Passos Coelho a dizer a mesma coisa, pois com isso tenta denegrir o actual Primeiro Ministro, auto promovendo-se a si próprio. Cambada de inúteis! Cada vez gosto menos deles!

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

O mundo da alta tecnologia!

O robot sobe e desce pela coluna preta que se vê ao centro,
gira a 360 graus e estende um braço mecânico que recolhe
o carro que lhe interessa.

Para não vos falar de incêndios, de política ou futebol, vou contar-vos um episódio que me aconteceu aqui há uns bons anos atrás, altura em que a informática ainda era tocada a caroços de azeitona.
Estava em Basileia (terra de má sina para o Benfica, onde apanhou 5 na peida) de visita a uma grande empresa têxtil que era fornecedora daquela para quem eu trabalhava. Ainda há relativamente pouco tempo, tinha sido instalado um sistema computarizado de armazenamento que quiseram mostrar-me.
O sistema era igualzinho ao que vêem na imagem acima, só que se tratava de paletes de tecido, em vez de automóveis. O tecido de uma certa encomenda era colocado numa palete, davam-se os dados da encomenda e do cliente ao computador e logo que se carregava no "enter" punha-se um robot em movimento que pegava na palete e ia armazená-la num espaço que estivesse vazio, registando as coordenadas do local onde a deixara.
Enquanto decorria a visita e me explicavam as particularidades daquele modernismo que fazia tudo sozinho sem precisar da intervenção de qualquer trabalhador, aproximou-se um empregado do armazém pedindo ao engenheiro (informático) para o ajudar a resolver um problema com o robot.
- Então o que se passa, perguntou o engenheiro.
- Mandei o robot buscar uma encomenda ao silo, pois está na hora da entrega ao cliente, e ele voltou de lá vazio.
- Vazio como? O tecido em causa não estava na palete?
- Não é isso, ele regressou sem a palete.
- Isso não pode ser. Vamos lá ver isso.
Os dois desandaram dali e eu regressei ao escritório na companhia da secretária da área comercial que me tinha levado a fazer a visita guiada pela fábrica. Da encomenda, do engenheiro e do robot super moderno não ouvi falar durante uns tempos. Um dia, estava ao telefone com a dita secretária que me acompanhou naquele dia e aproveitei para perguntar-lhe se tinham conseguido localizar a encomenda perdida.
Respondeu-me que não. Por mais voltas (instruções) que dessem ao robot ele voltava sempre de mãos a abanar. E como o silo não possibilitava intervenção humana - tinha 36 andares de altura, 18 abaixo e outros 18 acima do solo - e só o robot lá podia entrar. Tiveram que dar o tecido como perdido e fabricar outro para entregar ao cliente.
Lembrei-me desta história ao ver esta fotografia ligada ao mundo automóvel.

A transumância!


Na televisão, ouvi falar de milhares de animais a morrer à fome e a berrar por não terem nada para comer. O pessoal já se esqueceu que existe a transumância? Quando não há o que comer num lado mudam~se os animais para o outro. É que não sei se perceberam, mas Portugal não ardeu por inteiro.
É uma viagem difícil? É, mas impossível não. Pensem nisso.
Ficar sentado no sofá, à espera de alguém que ofereça rações, feno e palha é pouco para quem quer lutar para sair do buraco. Ou choramingar por uma indemnização pelos animais que foram morrendo (ou já morreram).
Escolham uma estrada que vos leve a uma zona não ardida, ponham a GNR a controlar o trânsito e soltem os animais que o instinto de conservação levá-los-á a encontrar comida seja onde for.
Mãos à obra. Em tempo de guerra não se limpam armas!

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

O governo e a floresta!


O governo é a coisa mais simples de resolver. Sai a Constânça, vai o Cabrita para o seu lugar e entra o Pedro para o lugar deste. Nada mais simples, já está. Estão a vê-lo aqui ao lado todo sorridente?
A floresta é que é mais complicado, é preciso conviver com ela para a conhecer. E nem pensar em mudá-la se a não conhecermos bem. Agora que parece todos estarem de acordo (será que sim?) sobre a necessidade de fazer algumas mudanças de fundo, no que se refere ao ordenamento do território, seria bom que pegassem pela ponta certa da meada, senão fica tudo embrulhado e pior que antes.
Como em qualquer outra profissão, também na de ministro devia ser obrigatório fazer estágio. E então para tratar de um assunto complicado como este que agora foi destinado ao ministro Cabrita, estágio a dobrar, diria eu. A floresta, os bombeiros e a proteção civil é muita areia para uma só camioneta, principalmente se ela não estiver adaptada para essa carga.
Assim, eu sugeria que o Cabrita mudasse o seu ministério para uma área do interior, onde pudesse aprender em contacto com a realidade do dia-a-dia. E achei que a freguesia de S.Martinho da Cortiça, no concelho de Arganil, seria uma boa escolha. Houve lá incêndio, houve mortos, há bombeiros e não falta por lá floresta para ele aprender a dar a volta ao problema. Se a coisa funcionar em S.Martinho poderá aplicá-la a todo o país.


E pelo cartaz que aqui vos mostro, não falta por lá animação e até falam inglês e tudo. Até descobri que o Dias da Cunha, ex-presidente do Sporting, é natural desta terra. Com um bocadinho de jeito ainda traz aqui o Sporting para fazer um jogo de futebol e angariar fundos para comprar mais um carro de bombeiros. Onde não há nada, tudo faz falta!

O repórter da meia-noite apresenta-se ao serviço!

E apresenta-se derrotado, mas satisfeito com o modo como decorreu o jogo. E antes de mais pela coragem que o treinador teve para mudar tudo. Deve ter sido contaminado pelo Sérgio Conceição que deixou o Casillas no banco criando um autêntico furacão no reino da dragão. Na casa da águia também hoje aconteceram coisas que ninguém esperava.
Em primeiro lugar um puto na baliza que nunca tinha feito um jogo a sério na sua vida. Em segundo lugar o melhor marcador sentado no banco de suplentes quase até ao fim do jogo. E depois um novo avançado sem nome na praça, além de outras mudanças que acabaram por surtir efeito. Ninguém pode negar que a equipa jogou, esta noite, de maneira completamente diferente daquilo que vinha acontecendo.
Já se sabia que jogar contra o Manchester United, uma das melhores equipas da actualidade, não ia ser fácil, mas o Benfica não se encolheu e não fora o azar de o guarda-redes ter dado dois passos atrás com a bola nas mãos, oferecendo um golo ao adversário, o jogo teria acabado empatado a zero.
O Luisão arranjou mais uma dor de cabeça ao treinador ao apanhar um cartão vermelho. A coisa já estava preta na defesa e assim ficou mais escura ainda. Acaba o castigo do André Almeida, começa o do Luisão. Lá terá o Samaris de fazer mais uma posição na nossa equipa.
Aguenta Benfica!!!

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Como gato a bofe!

Hoje joga o Benfica e eu não devia abordar mais assunto nenhum a não ser a tremenda dificuldade que o «Rui Vitória &Sus Muchachos» vão ter frente à equipa do Mourinho. Eu não devia, mas em face dos resultados recentes que o Benfica tem conseguido, acho que o Benfica vai levar uma coça de todo o tamanho. Partindo desse princípio, aconteça o que acontecer, já não sofro mais. Logo veremos.


Aquilo que se tem passado hoje, com o CDS e o PSD a atirar-se ao Primeiro Ministro, como gato a bofe, obriga-me a levantar a voz em sua defesa. Ele recebeu o país, no miserável estado em que está, das mãos destes artistas que o governaram durante quatro anos. Porque se queixam então que está mal? Ficou mal assim de repente, ou esteve mal durante os quatro anos em que estiveram no poder sem nada ter feito para resolver os problemas que o afligem. Em especial a Assunção Cristas que foi a responsável pelo ordenamento do território, nesse governo, devia manter-se muito caladinha para ninguém se lembrar de lhe deitar as culpas.
E o Passos Coelho que era o chefe do governo e agora diz que tem vergonha de viver neste país que entregou ao António Costa, a esse deviam cortar-lhe a língua. O Costa ainda só lá está há dois anos. O que fez o fala-barato enquanto foi Primeiro Ministro e chefe da cambada que podem ver na imagem acima? Quais são as suas responsabilidades? Que gente sem vergonha!
Deixo-vos abaixo algumas palavras, escritas por outros, a respeito desta matéria.

>>>Posteriormente, a coordenadora do BE pediu uma nova estrutura que "reúna ordenamento do território, política florestal e combate a incêndios" e criticou a líder do CDS-PP, Assunção Cristas, a "ex-ministra dos eucaliptos, que pessoalmente teve a tutela da política florestal durante quatro anos".
"É chocante que venha invocar as responsabilidades dos outros a mesma deputada Assunção Cristas que, enquanto ministra, foi responsável pela liberalização total da expansão do eucalipto. Quem agora censura é o mesmo partido que, na sequência da tragédia de Pedrógão, não fez uma única proposta de reforma florestal", acusou Catarina Martins.<<<

A beleza, o tamanho e outras coisas!

Afinal o tamanho importa ou não importa?
Tem vantagem em ser grande?
E se for pequeno?
Há ladrões que levam uma criança com eles para entrar em espaços onde eles não cabem. Aí há vantagem em ser pequeno.
Quando vemos um gajo muito alto, costumamos dizer:
- Aquele era bom para ir comigo aos figos!
O Casillas, ontem à noite, em Leipzig, ficou no banco, porque mede uns quantos centímetros a menos que o Sá. Um dia destes ainda vamos ver a Sara (esposa do dito Casillas) pedir o divórcio, alegando que ele não tem tamanho que chegue.
Ainda ontem vos falei na beleza e como ela é importante para promover qualquer coisa, uma cara bonita ajuda sempre. Lembrei-me disso logo que li a notícia da demissão da ministra Constância. Adivinham porquê?
Eu volto já a este assunto, mas deixem-me antes falar de outro caso que prova que planear bem é meio caminho andado para o sucesso. A Joana Vasconcelos é uma artista plástica. Não é que eu aprecie as suas obras por aí além, mas dizem que ela é uma artista e pronto. Aquilo que ela fez com o cacilheiro da Douro Azul para ir mostrar, em Veneza, os azulejos e têxteis portugueses deu uma enorme barraca.
Cá para mim, aquilo foi mal planeado, mostrar uma colecção de azulejos colados na estrutura de um barco não me parece uma grande ideia. Além disso a Joana é conhecida pelo tamanho das suas obras e não da sua beleza. Lembram-se do terço de Fátima? E do galo de Barcelos? E da exposição no Palácio de Versalhes? Tudo grande para entrar pelos olhos dentro.
Agora, o Mário Ferreira não sabe o que fazer ao cacilheiro dos azulejos que pertence à Douro Azul e já lhe deu um prejuízo de um milhão de euros.


Coisas mal planeadas, apostas erradas, falta de olho para adivinhar as consequências dos actos de cada um. E aqui retomo a conversa sobre a demissão da ministra Constância que é o assunto do dia. A cara dela põe uma pessoa doente. Basta vê-la para adivinhar que algo vai correr mal. E o Costa não pensou nisso quando a escolheu para fazer parte do governo?
Bem, para dizer a verdade não seria a beleza da ministra que poderia resolver o problema dos incêndios do nosso país. Nem os de Junho nem os de Outubro. Nem poupar as vidas dos pobres desgraçados que morreram nas chamas. O ordenamento da floresta é coisa muito complexa e não se resolve assim sem mais nem menos. O que o pessoal procura é mais um subsidiozito para plantar ainda mais eucaliptos e depois ir vendê-los às celuloses.
O problema é muito sério e muito difícil de resolver num país como o nosso, onde não há dinheiro, todos fogem para a beira-mar e usam o interior para aquilo que lhes convém. Os mais apressados até já falam em alterar o OE para 2018 de modo a reservas verbas para tratar da floresta , da proteção civil e dos bombeiros. Sempre o dinheiro, é só nisso que pensam.
Incendeiem tudo que sai mais barato! Mas primeiro tirem de lá as pessoas!

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Hoje, foi o Porto ...!

... amanhã será o Benfica e o Sporting. Estou convencido que todos vão perder nesta eliminatória. Quanto ao Porto não há dúvidas, o jogo já acabou e os alemães da Red Bull ganharam por 3 a 2.
O Sporting está com algumas esperanças, porque o seu adversário perdeu, no passado fim de semana, na jornada para o campeonato italiano, mas eu não creio que a abordagem ao jogo seja a mesma. Aqui há milhões em jogo e eles vão dar tudo por tudo para ficar com eles.
Do lado do Benfica, veio o Zé Mourinho com palavras muito bonitas e dar moral aos adeptos, mas olhando para o jogo que o Glorioso fez contra o Olhanense, vai levar poucas, vai! Há sempre uma esperançazinha, lá muito no fundo, que nunca nos abandona, mas as possibilidades são muito reduzidas. Vamos esperar até amanhã e logo se vê.

Só coisas boas!

Comecei o dia com uma poesia brincalhona para animar o Eduardo e fazê-lo aparecer mais que a gente sente falta dele quando fica escondido perto do rio Trancão. Agora continuamos com a prosa do costume que é onde me sinto mais à-vontade.


No próximo fim de semana vai haver vinho no Campo Pequeno. Quem puder deve lá ir, pois os vinhos portugueses não ficam atrás dos franceses e italianos e temos que ajudar a promovê-los. Com uma nota de 10€ já será possível trazer para casa duas garrafinhas e não há melhor promoção do que tocar o negócio para a frente ajudando na venda do produto. Se estivesse mais perto, eu ia com certeza, não o podendo fazer aconselho-vos a substituir-me.


O chefe da Altice esteve em Portugal e prometeu mundos e fundos para os próximos três anos. Eu quero acreditar que tudo aquilo que ele prometeu se vai realizar, desde novos postos de trabalho a novas tecnologias e sem esquecer uma grande aposta nos jovens licenciados e uma ligação estreita com as universidades. Ajudar nas exportações portuguesas e promover a marca Made in Portugal é outra das promessas a que dou mais valor. Queixam-se de que ele está a despedir pessoal da velha PT e ele afirma que já criou 2.000 postos de trabalho. Se calhar está a livrar-se dos antigos afilhados da política (que não são propriamente trabalhadores) e se assim for não o censuro. E a promessa de criar mais 4.000 faz brilhar os olhos de qualquer um. Veremos se tudo se concretiza.


Qualquer notícia atinge mais facilmente o alvo se transmitida por uma cara linda. Suponho que foi essa a ideia do jornal que publicitou o forum que está a decorrer no Estoril para a promoção da igualdade de género. As mulheres ao poder, arengam elas que se dizem fartas do machismo.
Eu sempre tomei a sigla GPL por «Gás de Petróleo Liquefeito» que foi o combustível que usei durante muitos anos, mas agora o significado é outro. Gender Parity Label é o que significa e vai fazer as mulheres iguais aos homens, mas sem tomates nem pelos no peito.
Bota p'ra lá Maria!

A amostra já caiu!

Dois relâmpagos e dois trovões
E aquela chuva abençoada
Há tanto tempo esperada
Caiu do céu aos trambolhões!

Se caísse mais não era mau
Seria uma alegria sem fim
E eu não falo só por mim
Tocava o bombo e o berimbau!

Chão molhado sol a brilhar
Foi chuva de pouca dura
Aqui e na Estremadura
O remédio é aguentar!

A mata continua a arder
Não choveu o suficiente
Quem paga é o ambiente
E os bombeiros a sofrer!

domingo, 15 de outubro de 2017

Abrir o livro da memória!

Em homenagem a - Ludgero dos Santos Silva
Anteontem, faleceu o um fuzileiro com quem me cruzei na Escola de Fuzileiros, no longínquo ano de 1962. Eu acabadinho de chegar, com o cabelo rapado à máquina zero e metido numa farda de alumínio em que cabiam dois como eu. Ele acabadinho de ser promovido a sargento, depois de ter ingressado no quadro de fuzileiros, após ter frequentado o curso dos Royal Marines, em Inglaterra. Eu a aprender a marcar passo, às ordens do sargento Bicho. Ele a dar instrução ao 2º Curso de Fuzileiros Especiais que uns meses depois partiriam com ele para a Guiné, no DFE2.
Nós, os recrutas, olhávamos para os "especiais" com olhos de admiração. Eles eram uma espécie de heróis que andavam a treinar-se, afincadamente, para seguir para África defender a nossa pátria dos terroristas que na primavera de 1961 tinham feito, em Angola, aquelas barbaridades que todos sabemos. Nessa altura ainda não percebíamos muito bem o que tudo isso queria dizer, mas olhávamos para eles como se fossem, realmente, "especiais".
Ao receber a notícia do seu falecimento, amplamente publicitada no Facebook, vi abrir-se o livro das minhas memórias e essas cenas, velhinhas de 55 anos, passarem à frente dos meus olhos como se de um filme se tratasse. O Ludgero, conhecido pela alcunha de Piçarra por imitar o cantor Luís Piçarra, teria cerca de 10 anos a mais que eu e já estava na Guiné, há um mês, quando eu jurei bandeira.
Ele fez uma longa carreira na Marinha e como um bom fuzileiro ficou a viver no Barreiro depois de reformado. Da capela mortuária da Quinta da Lomba seguiu para o cemitério, viagem em que não o pude acompanhar por morar tão longe, mas tenho a certeza que a nossa grande família "fuzileira" o não abandonou nessa última viagem.
Até sempre, fuzileiro Piçarra!

Uma por dia!


Ontem, escrevi várias coisas e mais uma vez ficou provado que a maioria dos leitores só deixam um comentário na última que leram. Fico sem saber se leram todas, mas quero crer que sim, caso contrário estaria a escrever para o boneco.
Hoje, andei todo o dia fora de casa e não tive tempo para o computas. Cheguei agora e pensei que os meus leitores habituais iam ficar desiludidos se entrassem aqui e não encontrassem nada de novo. Vai daí decidi procurar uma imagem que me ajudasse a ultrapassar essa dificuldade e encontrei esta.
De que estaria a falar quem escreveu esta frase?
Soltem a vossa imaginação e digam coisas.

sábado, 14 de outubro de 2017

Ora porra!


Se calhar teria seria melhor eu ter ficado em Vanuatu a divertir-me com aquela malta, em vez de ir para Faro ver o jogo do Benfica que foi mais um desastre a juntar aos últimos que foram a mesma coisa. A técnica usada foi outra vez a do «avanço lateral» que parece ter-se tornado a preferida do Rui Vitória. O segredo reside em avançar em direcção às linhas laterais, em vez de o fazer em direcção à baliza. Funciona bem, os adversários não incomodam muito, mas tem um inconveniente, não dá golos.
Os comentadores da nossa televisão já não sabem que volta dar à conversa. Pegam-lhe por um lado, pegam-lhe pelo outro, mas nunca chegam a lado nenhum, o Benfica não rende e pronto. Será culpa do treinador ou dos jogadores? Já há quem opte por dizer que a culpa é do Vieira, porque devia ter investido no plantel em vez de reduzir a dívida. Eu não vou por esse caminho, o segredo está em espicaçar os jogadores e obrigá-los a correr para justificar o ordenado que o Benfica lhes paga.
Estou já a prever que vai ser um autêntico desastre, na próxima quarta-feira, contra a equipa do Mourinho. E a mim, como benfiquista ferrenho custa-me a engolir essa vergonha.
Acho melhor não começar já a pensar nisso, senão estraga-me o domingo!

Em busca do paraíso!


Li, hoje, em qualquer lado que Vanuatu é a terra da felicidade. Dizem que qualquer um (que tenha dinheiro, claro) pode comprar a cidadania neste país e ficar a rir-se para o resto da vida. Vou perguntar ao Valdemar se sabe mais pormenores deste negócio, pois a felicidade não tem preço. Como ele vive há bastante tempo naquela zona, pode ser que conheça e me abra a porta.


Andei pelo Google a dar uma vista de olhos às fotografias e não vi nada que me entusiasmasse muito. Muita areia, muitas praias desertas, muita natureza e ar puro. Talvez as morenas (seminuas) me ajudassem a matar o tempo. É só uma ideia que me passou pela cabeça enquanto espero que o jogo do Benfica comece!

Eu também podia ser «Sousa»!


Acho que já aqui mencionei isso, mas depois de ter lido, no Facebook, um desabafo do Valdemar (filho da escola que mora lá nas antípodas), resolvi voltar ao assunto.
Sousa foi o apelido dos meus antepassados do lado materno, durante dois séculos. Um dos meus avós, de nome Jerónimo, fazia parte dessa lista e deixou fortes referências na terra onde nasci. De tal forma que a minha mãe e avó ainda eram identificadas como fazendo parte da família desse personagem. A Maria e a Rita são do Jerónimo, ouvi eu muitas vezes dizer, quando era miúdo.
Esse facto fez-me deduzir que o tal Jerónimo que eu não sabia muito bem quem fosse, usava o apelido de Sousa, tal como a Rita e a Maria, minha mãe e avó, respectivamente. 
Pois, estava bem enganado! Depois de me meter a estudar a árvore genealógica da família, a fundo, descobri quem foi este meu antepassado, cujo apelido era, na realidade, Ferreira.
Permitam que me desvie um pouco da história da Jerónimo para vos falar da origem do apelido Ferreira. Nos velhos tempos só os homens usavam apelido, as mulheres tinham apenas nome próprio e só um, não dois como agora. Não sei como funcionava nos outros países, mas em Portugal eram os párocos das freguesias que criavam os nomes das pessoas, seguindo velhos costumes, atendendo à vontade dos pais, ou inventando algo que lhe parecesse ajustado. A maioria das mulheres chamavam-se Maria ou Anna e isso criava uma grande dificuldade ao registar as crianças, pois repetia-se muitas vezes o nome do pai e metade das vezes a mãe era Maria, o que deixava poucas alternativas ao abade que já não tinha por onde escolher para evitar a confusão.
Um dia o ferreiro da aldeia apresentou-se para baptizar o filho e o padre perguntou-lhe qual o nome da mãe da criança. Maria, respondeu o ferreiro. Maria tinha sido também o nome da mãe de boa parte das crianças que tinha baptizado nos últimos tempos e assim, para criar alguma diferenciação, registou a criança como filha de fulano de tal e de Maria Ferreira (mulher do ferreiro). Foi ela a mãe e avó de todos os Ferreiras que há pelo mundo.
Esclarecido este ponto, deixem-me regressar à história do meu avô Jerónimo que usava o apelido de Ferreira, o qual herdou do seu pai Manuel Ferreira que veio de fora da minha freguesia casar com uma menina da família Araújo, apelido primeiro dos meus antepassados mais remotos. Com esse casamento mudou para Ferreira, mas durou apenas três gerações. Um neto desse Jerónimo viria a casar-se com um senhora de apelido Souza e este foi o apelido que ela deu aos seus filhos e prevaleceu até chegar à minha mãe, cujo apelido era Alves de Sousa.
Tudo isto para dizer que eu chamava «meu avô Jerónimo» cada vez que via o Jerónimo de Sousa a falar na televisão. Quando ele herdou o lugar do Carlos Carvalhas (aquele que falava axim e parecia ter engolido uma cassete gravada pelo Álvaro Cunhal) e começou a defender o comunismo como se não houvesse outra doutrina no mundo, eu dizia assim:
- Lá está o meu avô Jerónimo a dizer asneira!

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

O futebol dos pobres!

Ontem foi em Oleiros, terra do interior que só é campeã nos incêndios. Hoje é em Évora com o Lusitano a tentar dar uma coça no dragão portista. Dizem pr'aí que o jogo vai ser em Belém, uma vergonha para os alentejanos que nem na sua capital têm um estádio igual ao de Oleiros. Ou terão e alguém está interessado em transferir o jogo para Lisboa? Talvez umas centenas de adeptos encham meia dúzia de autocarros e rumem a Lisboa para ver o jogo. mas ... e o resto da população de Évora?


Amanhã será em Olhão, ou Faro, ou Loulé, que é quase a mesma coisa. O estádio é do Algarve e mais aqui ou mais acolá tanto dá. O que conta é que joga o Benfica e os benfiquistas esperam que ganhe e mostre aos seus adversários que está pronto para açambarcar mais esta taça para figurar no seu museu.
Dizem que o calendário foi assim arranjado para benefício dos mais pequenos. Será? Cada pequeno que joga com um grande fica logo fora da corrida, que grande prémio! Não seria melhor os pequenos irem jogando uns com os outros, amealhando umas coroas e dando alegrias aos seus adeptos que gostam de ver o seu clube ganhar? Na parte final jogariam com os grandes e algum deles com sorte poderia dar um desgosto ao seu oponente. Isso sim, seria uma festa, aliás, como se tem visto já.
Mas é assim a vida, cada organizador só valoriza a sua organização, a dos outros é uma boa merda! Para mim está tudo bem, só quero que o Benfica ganhe!

Salvos pelo Ofélia! Sorte ou azar?


Furacão não é boa notícia para ninguém, mas a falta de água que afecta Portugal talvez justifique alguns sacrifícios. Umas rajadas de vento, alguns telhados pelo ar, um prejuízo aqui e outro ali, mas muita chuva, água com fartura que dê para melhorar o nível nas albufeiras que estão, praticamente, secas.
Segundo os meteorologistas, a passagem do furacão ao largo da costa portuguesa vai fazer cair umas pingas. Espera-se que sejam grossas e valham a pena, já chega de seca.


Mas, vamos ao que interessa, hoje é sexta-feira, dia 13, e temos que nos debruçar sobre esse tema que ocupa a cabeça de meio mundo (o outro meio anda bêbado ou distraído). Cada povo, cada mitologia, cada religião trata este assunto como quer, ou como mais lhe convém. Assim, para os cristãos o número 13 é mau - 12 eram os apóstolos de Jesus e já estava incluído o Judas - e a sexta-feira nem se fala, pois foi o dia em que O crucificaram.
Para os egípcios era bom e para os nórdicos nem se fala. Segundo os estudiosos britânicos, a palavra friday (sexta-feira) tem origem na deusa Friga. Ora vejam o que encontrei sobre o assunto:
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Alguns historiadores culpam a desconfiança dos cristãos com as sextas-feiras em oposição geral às religiões pagãs. A sexta-feira recebeu seu nome em inglês em homenagem a Frigga, a deusa nórdica do amor e do sexo. Essa forte figura feminina, de acordo com os historiadores, representava uma ameaça ao cristianismo, que era dominado por homens. Para combater sua influência, a igreja cristã a caracterizou como uma bruxa, difamando o dia que a homenageava. Essa caracterização também pode ter tido um papel no medo do número 13. Foi dito que Frigg se uniria a uma convenção de bruxas, normalmente um grupo de 12, totalizando 13. Uma tradição cristã semelhante considera o 13 amaldiçoado por significar a reunião de 12 bruxas e o diabo.
O calendário antigo representava o calendário lunar, possuindo 13 meses de 28 dias. Mas este número foi completamente renegado pelos sacerdotes das primeiras religiões patriarcais por representar o feminino nas culturas pré-históricas, já que refletia o ciclo menstrual das mulheres. Foi, então, alterado pelo Papa Gregório XIII para 12 meses, evitando que se continuasse cultuando a mulher como sagrada.
A evidência de que as culturas primitivas reverenciavam o 13 pode ser constatada por meio de vários vestígios arqueológicos, como a Vênus de Laussel, uma estatueta com mais de 27 mil anos encontrada na França, que carrega em suas mãos um chifre em forma de crescente lunar com 13 chanfros.
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Portanto, chega de bruxas e gatos pretos. Frigga era uma mulher bonita que teve o dom de enfeitiçar Odin, o rei dos deuses e mantê-lo preso aos seus encantos. Doravante, sexta-feira 13 é para idolatrar as mulheres bonitas. Amor e sexo, não se esqueçam!