domingo, 7 de julho de 2024
Dia do Fuzileiro | Vale do Zebro 2018
sábado, 6 de julho de 2024
Pobre e triste destino!
Já estamos habituados a levar no corpo por parte dos franceses, em 2016 foi a excepção. Por isso nada de pensar que isto é o fim do mundo. Aliás, para o Pepe e o Ronaldo é, pois já cá não estarão no próximo Euro que se realizará em 2028, se as coisas se mantiverem como é hábito, embora não haja qualquer garantia, pois esta malta gosta de inovar.
Não gosto do desempate por penaltis, preferia que fosse por "morte súbita", ou seja, depois dos 120 minutos continuariam a jogar até uma das equipas marcar um golo e o árbitro apitar para o fim do jogo. Ainda dizem que foi um grande jogo, coisa com que eu não concordo, sem golos nunca poderá ser considerado um grande jogo. Mas um grande falhanço sim, pode e foi isso que aconteceu. Rodear a defesa adversária com 10 jogadores e andar a trocar a bola entre eles, sem nunca rematar à baliza é a pior coisa que se pode fazer em campo. E foi, exactamente, isso que a nossa selecção fez!
Voltando ao Ronaldo, eu diria apenas que está na hora de ele arrumar as botas e dar o lugar a outro. Quem sabe se teríamos um melhor resultado com o Gonçalo Ramos no lugar dele! E o Pepe serviu apenas para tirar o lugar a outros atletas mais novos e mais "portugueses". Nunca gostei dele, pode desaparecer do mapa que não me deixa saudades.
Hoje, regressarão a casa e terão que arrumar na sua mala a áurea de campeão para não apanhar pó e estar em bom nível quando chegar a próxima ocasião de a colocar sobre a linda cabeleira (ou a careca). Se não fossem os franceses seriam os espanhóis a mandar-nos para casa e aí o sofrimento seria maior, pois castelhanos e lusitanos nunca se deram bem.
Eu quero é ver se o Benfica resolve os seus problemas, da falta de laterais e excesso de avançados que não marcam golos, pois aí é que a coisa me dói mais. É preciso começar cedo a preparação da volta ao Marquês e, para já, as perspectivas não são lá muito animadoras. E, como é natural, haverá algumas vendas para endireitar as contas o que piora essas perspectivas.
Durante este mês de Julho, haverá uma série de jogos particulares para mostrar a "nova" equipa e perceber se tem alguma hipótese de nos dar a alegria que todos ambicionamos. E dentro de um mês começará a nova corrida que nos levará até Maio de 2025, com muito sucesso, espero eu!
sexta-feira, 5 de julho de 2024
Este mundo ao contrário!
Enquanto o velho Biden decide se consegue ou não sobreviver até ao Outono, o cromo do Viktor faz de embaixador da boa vontade e vai a Kiev oferecer a paz que o seu amigo Putin aceitará em troca de todo o Donbass e mais a Crimeia. Na Inglaterra, que não no Reino Unido, há uma viragem à esquerda fartos que estão das parvoíces dos "old fashioned" conservadores. Em sentido contrário rodam os franceses que chamados à urnas se inclinam, perigosamente, á direita e ficam assim a modos que "tem-te não caias".
Nós por cá vamos em "modo Montenegro" que tanto prometeu e nada consegue cumprir. Veremos como vai acabar esta festança do regresso ao poder das forças não socialistas de Portugal. Ontem foi o dia de mostrar ao mundo que vamos mudar Portugal através da economia. Abrimos as portas ao capital estrangeiro, perdoamos-lhes nos impostos, damos-lhes tudo o que quiserem, só temos que pôr Portugal a crescer, seja como for, ou estaremos no mato sem cachorro, pior que antes. Garantir aos portugueses um SMN parecido com o de Espanha, a caminho dos 1.500€, o que só em impostos cobrados melhoraria as contas do Estado em mais de 10% e tiraria a Segurança Social do sufoco em que vive com a nossa população a ultrapassar os 90 anos de expectativa de vida.
O nosso PM vive de slogans que vai criando conforme faz o seu aperfeiçoamento como político recém-promovido às mais altas instâncias do poder. O último que viu a luz do dia foi, a respeito do subsídio de risco para a polícia, "e nem mais um cêntimo"! Não sei o que vai ele lucrar com isso, mas uma coisa é certa, já garantiu mais um inimigo para juntar aos outros que estão à espera de ver as suas promessas cumpridas. Na campanha eleitoral fica bonito prometer tudo, mas chegada a hora da verdade tudo se desmorona. Mais salário e menos impostos é tudo o que o meu povo quer.
Uma das frases fortes dos fuzileiros, os famosos filhos da escola de Vale de Zebro, é: - se fosse fácil estariam cá outros! Qualquer dia, vai o Luís Montenegro dizer o mesmo. Falar é fácil, fazer é que é mais difícil. No pós-25 de Abril, em 1974 e 1975, o SMN foi aumentado por decreto, primeiro para 3.300$00 e depois para 4.400$00. Nunca se viveu com tanta fartura em Portugal. Havia famílias, eu conheci algumas, que tinham pai, mãe e 3 filhos a trabalhar, com salários pouco acima dos 1.000$00 e que, de um momento para o outro viram o seu orçamento familiar multiplicado por três.
Tal como agora, havia quem dissesse que essa medida levaria todas as empresas à falência. Mas não levou, provocou apenas uma depuração em que as más fecharam as portas e as boas melhoraram ainda mais com a desaparição da concorrência, de certo modo, desleal. Eu não tenho nada contra um salário Mínimo Nacional de 820€, mas sim que isso se aplique a quase todo o mercado laboral e sem regras que separem os bons dos maus trabalhadores, assim como os que têm um mestrado de muitos anos de experiência daqueles que acabaram de entrar no mercado. Regras, dar o devido valor a quem o merece.
Se o governo decretasse que o salário objectivo para o ano de 2025 seria de 1250€, para todos aqueles que têm mais de 3 anos no mesmo emprego, alguma coisa começaria a mudar. E respeitando aquela velha regra que proíbe o patrão de despedir um trabalhador para admitir outro para ocupar a mesma posição com um salário inferior. Assim sim, veríamos Portugal a sair da cauda da Europa e seria o fim daqueles empresários que só vêm para cá para tirar partido de salários baixos, como, há pouco tempo ainda, se fazia nos países do leste europeu. Lá, isso acabou, mas aqui continua. Culpa de quem? Dos maus políticos que aumentam o seu salário tanto quanto querem, mas se esquecem da arraia miúda que votou neles para subirem para o poleiro.
Conhecem aquele sinal de colocar dois dedos, o indicador e o médio, debaixo dos olhos e que significa, "estou de olho em ti"? Pois, eu digo ao Montenegro: - põe-te a pau, os portugueses estão de olho em ti e nas próximas eleições não te safas, a menos que proves que és homem para mudar este estado de coisas que vigora desde o tempo em que o Mário Soares foi Primeiro Ministro! Abre os olhos!
quinta-feira, 4 de julho de 2024
Medonho!
Medonho é um adjectivo que foi usado, há muitos anos, para definir o Adamastor que morava no Cabo Bojador e assustava os marinheiros portugueses que queriam continuar a sua viagem, contornando o grande continente africano, rumo à Índia.
Esta semana, primeira de Julho do corrente ano de 2024, foi de novo usado pelo Primeiro Ministro de Portugal para descrever o esforço feito pelo governo para contentar as forças de segurança que exigem um aumento de 400€. Para quem ganha mil euros, ou até menos, é mesmo um aumento para assustar o mais corajoso governante. Aumentos de 40% nunca houve e, acho eu, não vai haver.
A legislação portuguesa cometeu um erro grave ao estabelecer um SMN (salário mínimo nacional), mas esquecendo-se de especificar o que isso era. E os patrões portugueses, a começar pelo próprio governo que é de todos o maior empregador deste país, aproveitaram logo essa lacuna da nossa legislação, pagando o salário mínimo a todo o bicho careta que entra no mundo do trabalho e não arredando pé daí, nem que tenha o trabalhador por mais de 20 anos ao seu serviço.
Se bem me lembro, dos meus tempos de sindicalista, há uma lei que determina que "em todas as categorias sem acesso, o trabalhador ganha uma diuturnidade por cada 3 anos que permanecer no emprego". Nas categorias com acesso, passava para a categoria imediatamente a seguir, ao fim dos mesmos 3 anos. Eu entrei no meu emprego como chefe, mas tive muitos escriturários ao meu serviço. Entravam como 3º, passavam a 2º, passados 3 anos e a 1º 3 anos depois. E por vezes até passavam de 3º a 1º como prémio da sua aplicação ao serviço e, normalmente, para chefiar um grupo de 3ºs escriturários que funcionavam em equipa.
Agora é uma bandalheira, não há categorias nem diuturnidades, não há honra nem glória. Quando vi aquilo que aconteceu nas Forças Armadas, após o fim da Guerra Colonial, em que os quadros de sargentos e oficiais ficaram pejados de gente que não fazia nada, nem era necessária, mas não se podia mandar embora, percebi que quem manda pode e faz o que quer. Depois de atingirem o último posto, o que acontecia num máximo de 9 anos, perceberam que ficariam ali "congelados" até à idade da reforma. Vai daí desataram a criar novos postos para poderem ser promovidos e ganhar mais dinheiro.
E assim começou a corrida que nunca mais parou, há empresas públicas que chegaram ao exagero de ter um chefe que era elemento único da equipa, ou seja chefe de si mesmo. Claro que os privados não alinharam pelo mesmo diapasão e fizeram, exactamente, o contrário. Admitiam um trabalhador como estagiário e assim ficava até se cansar e pedir demissão do cargo. E assim chegamos aos dias de hoje, em que todos os trabalhadores entram com o salário mínimo e depois logo se vê. Aos que terminaram um curso superior sobe-se esse salário para mil euros, coisa que devia envergonhar os mais bem sucedidos empresários deste país.
E, como a conversa já vai longa, fico-me por aqui, lembrando as razões que levaram à criação do tal SMN e que seria, obrigatoriamente, pago a qualquer trabalhador maior de 18 anos de idade. E visava proteger os candidatos ao primeiro emprego, ao pessoal (menor) de limpeza e às criadas de servir. Nestas 3 situações os patrões abusavam e pagavam uma miséria a quem os servia. Agora, a situação inverteu-se e pagam uma miséria a qualquer um, mesmo que as suas empresas ganhem rios de dinheiro.
Se o governo não intervier, estabelecendo que qualquer trabalhador só pode ganhar o salário inicial por um período máximo de 3 anos, a vergonha vai continuar. Há uma coisa que aconteceu, há uns anos, que ilustra bem a perversão deste comportamento dos empregadores. A profissão de trolha era a mais baixa de todas na construção civil e recebia o menor ordenado do mundo do trabalho. Cansados dessa situação começaram a emigrar em massa para países, como a França, onde pagavam 4 ou 5 vezes mais. Em Portugal era impossível encontrar um trolha e os patrões foram obrigados a subir o salário para o dobro.
E, agora, está a acontecer uma mudança que devia ensinar qualquer coisa aos nossos empresários, os nossos trabalhadores vão para onde lhes paguem o que merecem, pela sua formação ou competência adquirida, e são substituídos por africanos ou asiáticos que trabalham pelo salário mínimo e ainda dizem "obrigado patrão"!
quarta-feira, 3 de julho de 2024
Coisas da Poesia!
Versos do M. Torga, quem os não sabe fazer usa os que outrem escreveu!
Poesia não é uma ciência, como alguns querem fazer crer, é um sentimento que só os poetas sentem e conseguem traduzir em palavras. Há gente que é um pouquinho poeta, muito poeta há poucos e a armar em poetas há muitos. E este é um dos mais rimados que conheço.
Acertar rimas e respeitar a métrica dos versos, eu sou capaz de fazer, ensinaram-me isso nas aulas de Português, mas isso não é ser poeta, é mais um certo tipo de Inteligência Artificial que agora está na moda. Eu até tenho um neto que é professor dessa matéria e também tenho uma conta no Insta, onde as mulheres são feitas à medida de cada membro do grupo.
O Miguel Torga, transmontano duro da região de Vila Real, de quem sou fã confesso, escrevia versos sem métrica nenhuma e com pouca rima. Se calhar era por ele ser do contra, isto é, tentar provar que aquilo que muitos dizem não passa de um conceito e só o aplica quem quiser. Eu trouxe aqui o poema que podeis ler, acima, para ilustrar aquilo que digo.
E falando de poetas de ocasião, eu tenho alguns amigos alentejanos que fazem poemas de uma maneira habilidosa usando os verbos no Infinitivo ou Gerúndio que oferecem rimas rápidas e fáceis. E há os poetas populares, como o A. Aleixo, que diz com habilidade as coisas mais simples desta vida.
terça-feira, 2 de julho de 2024
O EURO 2024!
Impossível não falar de futebol! Com a segunda maior competição a decorrer e Portugal a competir, seria um crime não comentar o que vai acontecendo com os nossos rapazes, naquela terra que já foi de Bismark, de Hitler e outros cromos de menor envergadura.
Se os jogos anteriores já foram complicados, então o de ontem piorou a olhos vistos. Os nossos rapazes foram para lá todos inchados, por causa dos nossos comentadores que os começaram a tratar por «Os melhores do mundo»! E ontem viu-se bem o que falta à nossa selecção para aspirar a ser campeã da Europa. Já, em 2016, o conseguiram, mas foi "quase" por milagre. Um chuto mal dado na bola que até o guarda-redes de França enganou.
Na próxima sexta-feira teremos de novo os franceses como adversários, numa equipa muito pior que a de 2016 e faremos a prova dos 9. Os melhores jogadores de Portugal são baixinhos e uma espécie de "pesos pluma" que são projectados pelo ar em qualquer embate com o adversário.
E o Pepe está velho, ontem ofereceu a vitória aos eslovenos, eles é que não souberam aproveitar. E o Ronaldo deve ir treinando o discurso para a sua despedida da selecção, o tempo não perdoa e é chegada a hora de deixar o lugar para outros com menos anos nas pernas. Ele fica bem na Arábia, onde o admiram e lhe pagam bem para os ir entretendo com as suas habilidades, e ensinar à juventude daquele país como se joga a bola.
Ter muita posse de bola é o mesmo que não ser capaz de fazer nada com ela. Sem ser capaz de penetrar na área adversária os atletas vão passando a bola de pé para pé, no meio-campo do adversário. Não tendo quem remate bem de fora da área, ou quem tenha a habilidade suficiente para lá entrar, será difícil ganhar os jogos. E isso ficou bem patente no 0-0 ao fim de 120 minutos de jogo.
O treinador tem que insistir nisso e ensinar os nossos jogadores como conseguir dar esse passo. Mais remates de fora da área e mais passes de ruptura, apostando na velocidade. O meu lema é, nunca passar a bola para trás, sempre para a frente, no máximo para o lado, mesmo correndo o risco de a perder. Atacar a profundidade, como agora é moda dizer-se. E, claro, escolher os jogadores certos para levar essa teoria à prática, coisa que nem sempre tem feito nesta prova.
Eu, pessoalmente, acho que a França nos vai oferecer o bilhete de volta a casa, mas há sempre uma pequena esperança de que eu possa estar, redondamente, enganado e eles, os tais craques da bola, nos consigam levar atá à final. Seria muito bom e eu estou pronto para rever a minha posição se isso acontecer. Por princípio sou um pessimista e se acontecer o contrário do que previa, ficarei todo satisfeito!
segunda-feira, 1 de julho de 2024
Sobre Julho, o mês das férias!
Nascimento de Amália Rodrigues
A 1 de julho de 1920, nasceu a fadista Amália Rodrigues, geralmente aclamada como a voz de Portugal e uma das mais brilhantes cantoras do século XX.
domingo, 30 de junho de 2024
Junho está a chegar ao fim!
Ainda estou na ressaca das festas em honra do santo dos pescadores, mas já estou a pensar na do meu santo que acontecerá no dia 25 do mês que começa amanhã.
É assim a vida, vai-se uma venha outra! Onde é que eu já ouvi isto? E não seria a falar de festas, tenho quase a certeza! Cada mês que começa recorda-me que a vida tem um limite e quanto mais andamos. menos temos para andar, mas nem vale a pena falar nisso.
Na minha casa é tudo maluco pelo S. Pedro, anteontem foi festa até nascer o sol. E isso fez com que eu passasse o dia de ontem sozinho, pois ninguém se levantou da cama. Não tive direito a nenhuma das 3 refeições do dia, pois a minha "madame" só acordou hoje, dia 30 de Junho. O que vale é que um fuzileiro nunca fica enrascado e sabe desenrascar-se em toda e qualquer situação.
E está quase na hora do almoço, é melhor desligar esta maquineta e ir verificar se a panela está ao lume!
sexta-feira, 28 de junho de 2024
O fim da macacada!
Era para falar do Costa e do tacho que ele foi desenterrar em Bruxelas. Os dois anos e meio que ele vai cumprir no novo cargo vai dar-lhe direito a uma reforma com que poucos têm direito (sequer) a sonhar.
Mas vou deixar isso para quem estiver mais bem informado que eu e "malhar" nos cromos do outro lado do Atlântico. Não sei se vós tivestes a oportunidade de ver a palhaçada que eles fizeram, em frente das câmaras, no frente-a-frente de ontem à noite. Se aquilo fosse protagonizado pelo Joãozinho, o puto mais famoso das anedotas, e um seu colega de escola ainda vá que não vá, mas pelos dois candidatos ao cargo do país mais poderoso do mundo é coisa para ficar registado do Guiness Book of Records.
Não há a menor dúvida que o Joe Biden está, fisicamente, uma verdadeira lástima e as autoridades supremas daquele país não deviam permitir a sua candidatura. Mas o Donald Trump é um verdadeiro mentecapto e devia ser proibido de exercer qualquer cargo público, a não ser tomar conta dos mictórios do Central Park (se é que os há).
Aliás, e já aqui o disse várias vezes, depois dos 70 anos ninguém devia ser autorizado a exercer qualquer cargo público. Eu sei que a experiência adquirida ao longo da vida pode ser de grande valia para qualquer país ou organização, mas os mais novos também precisam do emprego e podem sempre usar os mais velhos como concelheiros. Já os índios de Sitting Bull assim faziam, os jovens montavam a cavalo, caçavam e faziam a guerra, enquanto os mais velhos se reuniam em conselho à volta da fogueira.
O Biden podia ir visitar os índios que vivem nas reservas e aconselhar-se com eles. Talvez daí adviesse uma solução nova que guiasse os Estados Unidos para um futuro melhor. Quanto ao Trump só há uma solução que seria fixar-lhe a residência na Flórida, onde me parece que ele tem uma "rica" propriedade, e confiscar-lhe o passaporte. Podia entreter-se a caças jacarés nos Everglades!
Chegou o dia da festa!
E, hoje, há mais uma festa em honra do santo protector dos pescadores! A mim já deu sardinhas, às 8 da matina, alguém bateu à porta e disse: - venho trazer as sardinhas para a festa!
E eu nem sequer tinha pedido! Isto é que é protecção divina!
quinta-feira, 27 de junho de 2024
Uma tremenda desilusão!
Ontem, aconteceu aquilo que eu temia, a nossa Selecção foi forçada a aterrar, depois de ter andado nas nuvens por um curto espaço de tempo. Eu bem previa que só tínhamos fôlego para passar a fase de grupos, depois disso os tubarões afiam o dente e lá vão os inocentinhos todos pela goela abaixo.
Aquele golo do Eder, em 2016, fez o nosso povo acreditar em milagres e pensar que poderiam repetir o feito, este ano. Até podem, mas isso será contra a minha crença. Os nossos rapazinhos parecem uns anões ao lado dos entroncados jogadores da outras selecções. Para nós o que conta é a habilidade, para eles é o físico o primeiro requisito para ser um futebolista de créditos firmados no estrangeiro.
Nós entramos em campo com os habilidosos Francisquinho, Joãozinho e Bernardinho e eles vêm por aí abaixo e cilindram-nos a todos. O nosso capitão já está velho para estas corridas e sem a fama que ele granjeou no planeta Terra, a nossa selecção não seria reconhecida em lado nenhum.
A Eslovénia, com quem jogaremos na segunda-feira, é melhor que a Geórgia e tem uma guarda-redes de se lhe tirar o chapéu, ou seja, vem aí uma tremenda tempestade pela proa, usando uma linguagem de marujo, e será melhor recolher as velas para não esbarrar com os escolhos. Não vejo o futuro nada risonho e espero, sinceramente, que o treinador possa estar à altura das exigências.
Quem viver verá, são palavras célebres de Charles Darwin a propósito da evolução das espécies. Eu digo o mesmo a respeito da nossa selecção de futebol, quem sobreviver aos mais fortes verá que eu tinha razão ao pô-los de sobreaviso. Homem avisado tem mais chances de vencer, tanto no futebol como em tudo na vida!
quarta-feira, 26 de junho de 2024
A famosa AI!
No Instagram que pertence ao mesmo dono, criam mulheres bonitas e bem feitas para encher o olho de quem não tem mais nada que fazer a não ser ligar o smartphone e espreitar esse tipo de coisas. Artificial a 100%, digo eu!
Eu podia dizer que não estou de acordo em que usem os meus dados para essas coisas, mas que ganharia eu com isso? Ou o que perderia? Sei lá eu, para além de me encherem de publicidade em tudo que é ligação ao mundo exterior, não vejo em que me podem afectar com essa tal de «Inteligência Artificial»!
O mundo moderno é cada vez mais artificial, então, no que diz respeito às mulheres, estamos falados! Já ninguém sabe o que é delas ou postiço! E nem é com essa tal de AI que o conseguem fazer, é mais com a ajuda de um cirurgião plástico que descobriu essa mina para se encher de dinheiro.
No meu caso nem a Meta, mais a sua AI, nem qualquer cirurgião me salva! Subtrair anos à minha idade, endireitar-me a coluna, livrar-me dos bicos de papagaio, da pança descaída ou encher-me a careca de belos cabelos ondulados, isso só o santo padroeiro das coisas impossíveis!
Muito bem, depois não digam que eu não os avisei. Se aparecer um gajo bonitão, todo musculoso e de farta cabeleira loira a pedir-vos amizade ... não sou eu, são coisas da AI e terão que ir queixar-se ao Totta!
terça-feira, 25 de junho de 2024
A «Indústria da Defesa»!
Essa indústria é essencial para a Economia dos Estados Unidos. Eu que não percebo nada de Economia e sou apenas um especialista em equilibrar o orçamento cá de casa, ouvi dizer isso e sou levado a crer que seja verdade. O negócio das armas rende muito dinheiro e há países, como os EE UU, que se aproveitam disso para mascarar as suas contas públicas. E digo mascarar, pois se trata mesmo disso apresentando números favoráveis que são pintados de vermelho com o sangue das vítimas.
Para vender armas é preciso fomentar a guerra e é isso que a América faz, desde que regressou a casa, depois da sua intervenção na Europa e Ásia, durante a II Grande Guerra. Elegeu dois inimigos, os vermelhos (comunas) e os árabes (anti-semitas) que são, desde meados do século passado até hoje, os bombos da festa. Até muito recentemente, os vermelhos só existiam na Rússia e na Coreia do Norte, mas agora juntou-se-lhes a China que é um mundo de biliões de almas. Já os anti-semitas são os mesmos, mas mudaram muito, desde que o petróleo começo a ganhar importância nas economias modernas.
A criação do estado de Israel transformou o Oriente Próximo num inferno. Os árabes não concordam com ele, sentem-se espoliados e chamaram o Oriente Médio em seu auxílio. O Irão que entretanto se transformou também num fabricante de armas rivaliza com os Estados Unidos e a Rússia no fornecimento de armas para manter essa guerra no auge.
Desde a Coreia, ao Vietnam, passando pelo Afeganistão, até chegar à Ucrânia, onde rebentam bombas sem descanso para manter as fábricas de armamento em "full speed ahead". E a Faixa de Gaza que mais parece ter sido ocupada por uma «Companhia de Demolição» do que por um exército moderno? Quantas toneladas de Trotil ou de C-4 já ali foram utilizadas. Muitas, respondo eu, ao ver o estado a que chegou aquele pedaço de terra, onde moravam entre 2 a 3 milhões de pessoas. Aquilo não passa de um gigantesco monte de entulho que vai dar muito trabalho a remover dali para fora.
A Rússia meteu-se numa enorme embrulhada ao invadir a Ucrânia e já foi pedir ajuda à Coreia do Norte para a ajudar a fabricar mais armas, pois sozinha já não consegue dar conta do recado. Eu não quero ser má-língua, mas ainda pode acontecer que os Estados Unidos vendam à Rússia o que lhe faz falta, por interposta pessoa. O que é preciso é que a bronca continue e afinal já todos chegámos à conclusão que o nosso planeta está á beira da exaustão, quanto aos recursos disponíveis, alguns (muitos) milhares de mortos podem minimizar esse problema.
Os mortos na guerra da Ucrânia vão a caminho de um milhão e Israel e Líbano, sem falar nos Houtis da Península arábica, já vão nas dezenas de milhar, ou seja, a coisa promete. O gráfico que mostra a evolução da economia americana segue no mesmo sentido que o de baixas provocadas pela explosão dos seus artefactos de guerra. Quando oiço falar nos milhares de milhões de ajuda à Ucrânia que o Senado ora aprova ora se recusa a aprovar, dá-me vontade de rir. Os ucranianos nunca viram nem verão um único dólar dessa ajuda, apenas as armas que esse dinheiro comprará.
Os russos vão levar o seu tempo até perceber o buraco em que Putin os está a meter. Mas leve o tempo que levar, esse momento chegará. Sem falar nos milhares de jovens sacrificados nessa guerra sem sentido, a Rússia está a hipotecar o futuro dos seus cidadãos, usando todos os recursos numa guerra que não lhes trará honra nem glória. Em vez de investir no desenvolvimento das zonas mais pobres, na Saúde e na Educação do seu povo, dedica-se a fabricar armas para ir estourar do lado de lá das suas fronteiras.
A NATO e por inerência todos os seu membros, está a exigir que se produzam mais armas, ou seja, que se destine uma parcela do PIB muito maior do que tem sido até agora, para armar um exército capaz de enfrentar ou, pelo menos, manter o nosso comum inimigo a léguas de distância. A guerra pode nunca acontecer, mas é preciso mostrar que temos os meios necessários para nos defendermos. E isso é suficiente para manter o negócio a andar!
segunda-feira, 24 de junho de 2024
Cada um é como é!
Enquanto muitos russos sonham como seria a sua vida sem o Putin, em França estão quase a mandar o Macron bugiar. Num e noutro caso não sei se as pessoas seriam felizes depois da mudança, o que eu sei é que nós, os portugueses, nos damos bem com qualquer um. Ainda há pouco se teciam elogios ao Costa e aos cofres cheios que ele deixou aos herdeiros e já todos seguem o Montenegro, como se ele fosse o salvador da pátria.
Dêem-nos festa, bailarico, sardinhas e vinho e somos o povo mais feliz em toda a superfície deste planeta que é o segundo do sistema solar e se chama Terra. Escrito com maiúscula, pois com minúscula é outra coisa, embora também muito importante, pois nela se semeia e dela se colhe tudo o que comemos. Nos concelhos em que reina o santo de nome João, hoje, não se trabalha, é preciso recuperar da festa que durou toda a noite e dos excessos que muitos cometeram. Uns queixam-se dos calos, outros dos calotes e muitos mais do fígado que não suporta muito bem os excessos comidos e bebidos.
Aqui na minha terra que é de pescadores é o S. Pedro que reina. Dizem que ele é quem lhes enche as redes de peixe e deixam na caixa das esmolas a prova do seu reconhecimento. No tempo presente, cada bairro tem a sua rusga (que em Lisboa se chama marcha), mas nos velhos tempos havia apenas 3 rusgas, sendo duas de pescadores, os do norte contra os do sul, e depois uma dos que nada tinham a ver com a pesca, mas gostavam do S. Pedro tanto como todos os outros.
Nossa Senhora da Imaculada Conceição é quem reina no meu bairro e não entramos nas guerras de pescadores do norte e do sul que se chamam os piores nomes que constam do dicionário da Língua popular, uns aos outros. E não raras vezes acabam por passar das palavras aos actos e fazem a festa ainda mais animada. Quem assiste gosta disso e até parece que ajuda a uma festa mais bem sucedida. Ora ganha o norte e aos do sul ninguém os cala, de língua são os maiores. Acredito que na sua benevolência o santo lhes perdoa esses pecadilhos.
Eu reúno a família cá em casa, ofereço-lhes os comes e bebes e, quando eles partem para a folia que dura toda a noite, eu meto-me no vale dos lençóis e faço ouvidos moucos à música que se ouve um pouco por todo o lado. Para mim esta festa é uma canseira, mas não dura mais de 3 horas, acaba quando os outros dão o sinal de partida para a farra que durará até ao nascer do sol.
Mas, hoje, é dia do S. João, o santo que baptisou Jesus, no rio Jordão, e é a ele que devem festejar, como fazem os do Porto, de Braga e de Vila do Conde que moram mesmo aqui ao meu lado, pois a fronteira entre a Póvoa e Vila do Conde fica a 500 metros da minha casa. Ouço os foguetes que atiram ao ar e os balões que tentam fazer voar, além da música que sai dos altifalantes em altos berros!
domingo, 23 de junho de 2024
Há dias assim!
Ontem, saí de casa cedo e voltei tarde e muito cansado. Suponho que é o peso dos 80 anos que carrego nas costas. Por essa razão não houve tempo para blogs e ler ou comentar os escritos dos amigos virtuais. O dia foi passado com amigos reais que nos ajudam a recordar os belos tempos da nossa juventude, maioritariamente, como a minha, vivida em África.
A minha foi passada em Moçambique, cheguei lá com 18 e regressei a Portugal e à minha vida civil com 24 anos. O camarada que me acompanha na foto passou a dele em Angola e ouviu outras línguas nativas diferentes do Changana ou Nyanja do qual aprendi algumas palavras para enriquecer o meu currículo linguístico.
Os fuzileiros que se recusam a envelhecer e esquecer as memórias da Guerra Colonial têm uma Associação no Barreiro, concelho onde se situa a Escola que os formou, e abrem delegações do Minho ao Algarve que servem para se encontrarem e conviverem, pelo menos, uma vez por ano. A jovem Delegação do Minho, a que eu pertenço, comemorou, ontem, o seu primeiro aniversário e aproveitou a oportunidade para inaugurar um singelo monumento com os símbolos da Marinha e dos Fuzileiros, no parque arborizado de Nossa Senhora da Penha.
Foi lá que passei o dia, entre camaradas muito mais novos que eu, porque os mais velhotes ficam em casa. Vontade de lá ir têm eles, mas as pernas já não aceitam nem respeitam as ordens que o cérebro lhes transmite. Eu fiz das tripas coração para aguentar uma hora de missa e mais outra hora de discursos e palmas que foram ali feitos feitos e ouvidos por muita gente que estava com pressa de se sentar e saborear o almoço que estava já em cima da mesa, mesmo ali ao lado.
E não ponho mais na carta, pois isso são coisas minhas que a vós pouco ou nada interessarão. Tenham um bom domingo e se viverem na região do Porto, Braga ou Vila do Conde preparem-se para uma grande noite de folia, pois amanhã é dia de S. João.
P.S. - E faz 55 anos que fui ao hospital buscar a minha mulher que trazia a minha filha recém-nascida nos braços!
sexta-feira, 21 de junho de 2024
Saber da missa a metade!
É comum dizer-se: - ele não sabe da missa a metade! E eu sinto-me um pouco assim, depois de ouvir que alguém deixou escapar - quase de certeza com um propósito firme que eu não conheço, mas adivinho - que nas escutas do Processo "Influencer" se ouve o Costa a exigir ao Galamba que despeça a CEO (ainda um dia hei-de descobrir porque lhe chamam isso, em vez de Director Geral), aquela que tem um nome meio francês meio alemão. Por isso eles eram tão chegados e o Costa se recusou a despachá-lo, como exigia o nosso PR!
Só faltava que também tivessem escutado o Marcelo e nos dissessem que ele sabia de tudo aquilo que o Costa e o Galamba andavam a cozinhar na TAP. O meio milhão que deram à Alexandra foi o princípio de tudo, mas muitos mais milhões foram distribuidos entre as tropas socialistas para manter a coisa secreta. Isso de privatizar, depois nacionalizar e privatizar de novo deve ter rendido bons dividendos a quem se soube mexer nos meandros da política.
O americano-brasileiro não entrou com um cêntimo no negócio, mas recebeu 80 milhões para se ir embora. E o Humberto das camionetas, quanto terá recebido? E os ministros e secretários de estado que estavam por dentro dos segredos? E os directores gerais, antes e depois da Madame Christinne? A TAP é uma fábrica de fazer dinheiro e o Orçamento Geral do Estado é um poço sem fundo, onde se pode ir buscar o que, e quando, fizer falta.
Tão enganadinhos que nós andamos, pobres lusitos que pagamos tantos impostos para essa gente (pouco séria) da política desbaratar!
quinta-feira, 20 de junho de 2024
Começa hoje !
... a estação mais quente do ano!
Para sentir calor a sério é preciso viajar para o interior, fugir do mar. Há uns anos, um dos meus cunhados convidou-me para ir dar uma volta dizendo que queria ir à procura do calor a sério que aqui nunca se sente. Aqui, o máximo que atinge é 36º e isso, de facto, dá para aguentar bem à sombra de qualquer árvore. Vamos até Vilar Formoso, disse-lhe eu, para ver como elas mordem!
E lá fomos nós, subindo a serra da Estrela primeiro, para nos despedirmos do ar marítimo que não consegue transpor essa barreira natural. Fomos descendo para oriente, em direcção ao Sabugal, e pelas 11 da manhã já os pulmões se queixavam do ar quente demais que se respirava.
O ponteiro do termómetro ainda não passara dos 33º, mas a cada quilómetro que fazíamos em direcção a Vilar Formoso, ia subindo lentamente e ao meio dia já marcava 37,5º. Vamos arranjar um lugar para almoçar e depois acelerar daqui para fora, disse eu, pois entre as 12 e as 15 horas a coisa piora. E as paredes de tijolo aquecem tanto que nem dentro de casa se está bem.
Acho que o meu cunhado ficou curado dos seus "desejos" de calor, pois nunca mais lá voltou. Eu também não que agora é raro sair da minha cubata. A minha mulher diz que eu já não sou um condutor seguro e recusa-se a ir comigo de viagem. Desde que pus o pacemaker que ela acha que a pilha pode falhar a qualquer momento e deixá-la ficar em maus lençóis, pois não sabe conduzir e entraria em pânico se me visse a ir abaixo das canetas.
A cena mais caricata que vivi, por causa das variações térmicas, aconteceu há uns anos, num dia em que entrei de férias e o Pedro Abrunhosa veio a - qui fazer um concerto para os banhistas. Já passava das 21.00 horas, quando começaram a afinar as cordas das guitarras e o ventinho que soprava do norte começou a gelar o ânimo dos que esperavam pela música.
E agora. o que vamos fazer, cantava o Abrunhosa, talvez fugir daqui para fora, completei eu e no dia seguinte, bem cedo, fiz a mala e pus-me a caminho de Espanha, à procura de melhor clima. Mas na Galiza - que é a Espanha que nós, aqui no norte, conhecemos, não é o melhor sítio para marcar encontro com o calor e então fomos rumando a sul, passando por Salamanca e Madrid, em pouco tempo já estava em Portugal, entrando pela fronteira de Serpa. Daí até ao Algarve foi um pulinho, mas ao segundo dia de lá estar a temperatura ultrapassou os 40º e decidi que aquilo era pior que o vento fresco da Póvoa.
Depois do almoço que mal consegui engolir, pois já tinha o estômago cheio de cerveja com 7Up e quanto mais bebia mais calor sentia, pus-me a caminho do norte. Erro de principiante, percebi eu mais tarde, atravessar o Alentejo, na hora de maior calor, é burrice. Bem procurei uma árvore para me esconder do sol e descansar um pouco, mas árvore é coisa rara no Alentejo. E se há alguma, pouca sombra faz e deixa-nos a esturricar os miolos. Só quando cheguei a Santarém senti algum alívio, por ter saído do Alentejo, mas também porque o sol ia descendo no horizonte a caminho do Atlântico.
Do que a gente se lembra ao falar do verão !
quarta-feira, 19 de junho de 2024
Ensaio sobre rimas!
terça-feira, 18 de junho de 2024
Pontapé de saída!
Espero que não nos aconteça o mesmo, pois quero ver os nossos craques brilhar. E tanto os velhotes, como o Ronaldo, como os iniciados, como o João Neves e o Chico "espalha brasas". Vencer e convencer terá que ser o lema dos nossos rapazes. Logo à noite, voltarei aqui para fazer o meu comentário ao primeiro jogo desta prova em que estamos envolvidos.
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No pós-jogo:
Quase perdi a vontade de voltar aqui e falar do que se passou, em Leipzig, no primeiro jogo da nossa selecção. Portugal jogou tanto que deveria chegar ao intervalo a ganhar por 3 ou 4 golos. Mas não aconteceu isso e foram para o descanso empatados a zero.
Depois, no arranque da segunda parte, os checos chegaram até à nossa baliza, remataram e fizeram um golo instalando o pânico entre as nossas tropas. Comecei a ver a coisa mal parada, pois após tantas tentativas sem uma única verdadeira oportunidade de golo, até um santo desanimaria. Mas, acabou por acontecer uma jogada trapalhona, dentro da pequena área dos checos, e um dos defesas deu uma joelhada na bola introduzindo-a na baliza.
Respirei de alívio e como eu toda a equipa técnica portuguesa, pois viam o tempo a passar e o resultado a manter-se inalterado e pouco vantajoso para o nosso lado. Os jogadores checos aceleraram o jogo e começaram a jogar mais ao ataque na tentativa de se adiantarem no resultado. Mas quem avança muito deixa a defesa desguarnecida e pouco depois o Diogo Jota esfarrapou-se todo e conseguiu introduzir a bola na baliza. Foi a alegria geral, muita festa e o marcador do golo a querer a bola para dedicar o golo à sua mulher (ou filho bebé), mas sem conseguir arrancá-la das mãos do guarda-redes.
Mas durou pouco a nossa alegria, o VAR avisou o árbitro que o Ronaldo, embora não tivesse participado na jogada do golo, estava em fora de jogo, no início do lance. E lá se foi o golo do Diogo Jota e ficou o bebé a chuchar no dedo, lá em casa, e nós em risco de acabar o jogo empatados, o que seria um enorme desprestígio para a nossa equipa dos apaixonados.
Aos 90 minutos e já eu meio preparado para admitir que sempre é melhor empatar que perder, o Mister decide meter 3 jogadores frescos e fazer um último pressing para tentar arrancar a vitória. Dois desses 3 jogadores são os favoritos do nosso seleccionador, sendo um o Pedro Neto que todo mundo achou um erro ser convocado e o outro o Chico "espalha-brasas" Conceição. E dois minutos depois de entrarem no jogo, engendraram uma jogada entre eles e fabricaram um golo que nos garantiu a vitória.
Se não fosse por este golo do Chico nem aqui teria vindo acrescentar estas linhas, pois me sentia enfadado com o fraco aproveitamento de tanto jogo criado em frente da baliza do adversário. Só em cantos levávamos uma vantagem de 12 a 0! Quem quer marcar golo tem que rematar mais e fazer menos rodeios. Razão tinha o Mister em insistir em trazer o espalha-brasas, pois em dois minutos ele encontrou o caminho da baliza, coisa que os outros craques não tinham conseguido em 92 minutos de jogo jogado.
E jogaram bem, mas isso não chega, é preciso marcar golos mesmo sem jogar bem. Como dizia o outro, primeiro é preciso ganhar o jogo e depois pensa-se em jogar bonito para arrancar aplausos à bancada! Ele era um verdadeiro cromo, mas nisso dou-lhe toda a razão.
Agora, vamos preparar-nos para bater os turcos, no dia 22, e espero que não custe tanto como custou este primeiro jogo!!!
segunda-feira, 17 de junho de 2024
Assim vai o mundo!
Em Lisboa canta-se e dança-se ao som do Rock in Rio, na Suíça fala-se de paz e reúnem-se milhões para custear a guerra, o Macron convocou eleições para ver se as coisas melhoram e o Costa, o nosso ex-PM, acha-se bem colocado para o tal cargo que sempre ambicionou para garantir uma reforma dourada.
Ainda me lembro do tempo em que o presidente Marcelo o avisou para tirar essa ideia da cabeça, caso contrário faria cair o governo. E não foi isso exactamente que se passou? Este mundo é uma comédia e os actores portugueses estão a trabalhar para um Óscar.
Entretanto eu que sou a pessoa mais importante do mundo, para mim próprio, sofro de ansiedade pelo futuro da nossa selecção de futebol. Os rapazes andam tão inchados, sentem-se os melhores do mundo e capazes de dar uma abada a qualquer equipa que apanhem pela frente, mas ... perderam com a Croácia. Croácia essa que já defrontou a Espanha e levou uma coça que não esquecerá tão cedo.
Amanhã, tiraremos as dúvidas, quando tivermos os checos no relvado. Eu não sou muito de registar factos ligados ao futebol, pois há coisas mais importantes para meter na minha memória, mas lembro-me do Karel Poborsky que era jogador do Benfica e com um golo de bandeira nos indicou o caminho para casa. Só espero que ele não tenha um filho que alinhe pela selecção da Chéquia e nos estrague a festa de amanhã.
Entretanto, está quase a começar o verão, mas em vez de sol e calor temos chuva e tempo fresco. Assim não vale, andar de guarda-chuva na mão, em Junho, é castigo que ninguém merece. Dizem que é o clima que se está a ajustar às novas condições do planeta e que em breve teremos, em vez das 4 estações a que estávamos habituados, apenas duas, uma seca e fria e a outra quente e chuvosa. Será?
E, meus caros amigos, como não há duas sem três, vou vestir-me e rumar à igreja, pois há um primo que decidiu partir para a última viagem e quer companhia na primeira etapa. Que se há-de fazer, à morte não se pode virar a cara, é ela que comanda a vida!

















