Fez, ontem, às 18.00 horas, 50 anos que nasceu a minha filha mais velha. Também é uma data a comemorar, ou não? Foram muitos anos a treinar para desempenhar um cargo que não me tinha sido ensinado nas escolas que frequentei. Nem na de Fuzileiros, nem nas outras antes dessa. Muitas asneiras devo ter feito pelo caminho, mas esforcei-me o mais que pude para chegar ao fim com um resultado aceitável.
Hoje, ela é professora, tem dois filhos já adultos e vai gerindo a sua vida o melhor que sabe. Casou-se e divorciou-se, como parece ser moda, hoje em dia, levanta-se todos os dias para ir trabalhar, cuida dos filhos, pode dizer-se que tem uma vida normal.
Eu, passados estes últimos 50 anos, já estou velho demais para começar novos projectos e vou caminhando lentamente (sim, porque isto não está para corridas) em direcção à meta que nos espera a todos no fim da vida. Talvez não tenha contribuído o suficiente para manter estável a população portuguesa, mas já é tarde para arrependimentos. Quando me casei, a situação não era de molde a permitir grandes larguezas, de modo que foi sempre a travar para evitar escorregadelas.
E pronto, ontem foi dia de comemorar, meter os pés debaixo da mesa, comer e beber demais e hoje dia de beber um cházinho para normalizar o organismo.
E a vida continua!
























