Afinal o tamanho importa ou não importa?
Tem vantagem em ser grande?
E se for pequeno?
Há ladrões que levam uma criança com eles para entrar em espaços onde eles não cabem. Aí há vantagem em ser pequeno.
Quando vemos um gajo muito alto, costumamos dizer:
- Aquele era bom para ir comigo aos figos!
O Casillas, ontem à noite, em Leipzig, ficou no banco, porque mede uns quantos centímetros a menos que o Sá. Um dia destes ainda vamos ver a Sara (esposa do dito Casillas) pedir o divórcio, alegando que ele não tem tamanho que chegue.
Ainda ontem vos falei na beleza e como ela é importante para promover qualquer coisa, uma cara bonita ajuda sempre. Lembrei-me disso logo que li a notícia da demissão da ministra Constância. Adivinham porquê?
Eu volto já a este assunto, mas deixem-me antes falar de outro caso que prova que planear bem é meio caminho andado para o sucesso. A Joana Vasconcelos é uma artista plástica. Não é que eu aprecie as suas obras por aí além, mas dizem que ela é uma artista e pronto. Aquilo que ela fez com o cacilheiro da Douro Azul para ir mostrar, em Veneza, os azulejos e têxteis portugueses deu uma enorme barraca.
Cá para mim, aquilo foi mal planeado, mostrar uma colecção de azulejos colados na estrutura de um barco não me parece uma grande ideia. Além disso a Joana é conhecida pelo tamanho das suas obras e não da sua beleza. Lembram-se do terço de Fátima? E do galo de Barcelos? E da exposição no Palácio de Versalhes? Tudo grande para entrar pelos olhos dentro.
Agora, o Mário Ferreira não sabe o que fazer ao cacilheiro dos azulejos que pertence à Douro Azul e já lhe deu um prejuízo de um milhão de euros.
Coisas mal planeadas, apostas erradas, falta de olho para adivinhar as consequências dos actos de cada um. E aqui retomo a conversa sobre a demissão da ministra Constância que é o assunto do dia. A cara dela põe uma pessoa doente. Basta vê-la para adivinhar que algo vai correr mal. E o Costa não pensou nisso quando a escolheu para fazer parte do governo?
Bem, para dizer a verdade não seria a beleza da ministra que poderia resolver o problema dos incêndios do nosso país. Nem os de Junho nem os de Outubro. Nem poupar as vidas dos pobres desgraçados que morreram nas chamas. O ordenamento da floresta é coisa muito complexa e não se resolve assim sem mais nem menos. O que o pessoal procura é mais um subsidiozito para plantar ainda mais eucaliptos e depois ir vendê-los às celuloses.
O problema é muito sério e muito difícil de resolver num país como o nosso, onde não há dinheiro, todos fogem para a beira-mar e usam o interior para aquilo que lhes convém. Os mais apressados até já falam em alterar o OE para 2018 de modo a reservas verbas para tratar da floresta , da proteção civil e dos bombeiros. Sempre o dinheiro, é só nisso que pensam.
Incendeiem tudo que sai mais barato! Mas primeiro tirem de lá as pessoas!