domingo, 6 de dezembro de 2020

O gajo não quer ir embora!

 


Nota.se bem que as coisas têm vindo a melhorar!

Mas aquela mancha vermelha que rodeia o distrito do Porto e inclui a Póvoa de Varzim custa muito a desfazer-se. Não sei se isso corresponde à realidade ou se é apenas desinformação, eu vivo na Póvoa e não sei de grandes surtos depois daqueles que foram descobertos num centro de dia e também num infantário, na freguesia de Amorim. Há notícias de um caso aqui, outro ali, mas nada que meta medo a ninguém. E a grande maioria dos casos acabam em recuperados. E as mortes de gente com mais de 80 anos e que padecem de doenças graves não devia, na minha opinião, ser medida pela mesma bitola. São doentes que só estão à espera de um empurrãozinho para iniciar a última viagem e, em certa medida, até poderão dizer obrigado ao Corona por ter vindo libertá-los do triste fado de continuar vivos e sem um mínimo de qualidade de vida.

Se me calhar a mim essa triste sorte, deixo já o meu obrigado, antecipado, pois na altura própria posso estar indisponível para expressar a minha opinião!

Morte prematura!


A primeira pergunta que me veio à ideia, quando ouvi a notícia, foi:
- Será que ela tinha motivo para estar na A1 àquela hora num dia de recolher obrigatório a partir das 13.00 horas?
A resposta mais óbvia é:
- Não, não tinha!
E, então, fico a pensar que foi a «mão de Deus» a descer sobre ela com o merecido castigo.
Pense nisto quem pensar em desobedecer às ordens do governo. Recolher obrigatório é para ficar fechado em casa e sozinho, quer dizer, sem a presença de estranhos.

sábado, 5 de dezembro de 2020

Ui que vergonha!

Hoje descanso, amanhã entro eu em campo!

Fechado em casa não tenho acesso a grandes distrações, além de uns filmezitos na TV, o Facebook e os blogues entretenho-me a ver o futebol que posso. Mudo de um canal para o outro, sempre à procura de alguma coisa que desperte interesse. A vinda do canal 11, na grelha da NOS, aumentou um pouco a hipótese de encontrar algo que se veja.

Hoje havia o Sporting a jogar em Famalicão, coisa que interessava para ver se o Rúben Amorim se aguentava nas canetas por mais uma jornada, além de um Porto a jogar em casa com o "fraquinho" Tondela, na luta por 3 pontos que o aproximasse dos 3 fugitivos que vão à sua frente na tabela classificativa.

Ao Rúben não correram as coisas muito bem, com muitos solavancos durante o percurso acabou por empatar o jogo e com isso perder 2 pontos, o que o deixou pior que estragado. Refilou e foi para a rua. Veio o presidente e refilou também e como já é repetente acredito que a Liga lhe vai aplicar uma boa multa para ele ter mais tento na língua. Para além disso, tanto no intervalo como no fim do jogo, atletas , dirigentes e assistentes envolveram-se em grande confusão, empurrão para cá, empurrão para lá e não devem ter faltado pontapés nas canelas de uns e outros, pois socos e cabeçadas dão mais nas vistas e a televisão estava lá para não deixar escapar nada.

No Porto os golos começaram a entrar cedo, mas cada vez que o Porto marcava o Tondela fazia outro tanto e passaram o tempo empatados. Lá mais para o fim o Porto conseguiu sair da igualdade, marcando o seu 4º golo, mas viu-se e desejou-se para se livrar do empate. Já depois dos 90 minutos (95, salvo erro) o Tondela teve uma oportunidade flagrante para chegar ao 4-4, mas por sorte (para os da casa) falhou e deixou o Porto a cantar de galo.

Desta vez, o Sérgio Conceição não levou a sua arrogância ao ponto de dizer que jogaram tudo quanto quiseram e o adversário não valia nada. Com tantas testemunhas que tinham estado a ver o que acontecia dentro das quatro linhas, nunca o poderia fazer, por isso lá foi admitindo que a sua equipa não tinha jogado bem e dando algum crédito ao adversário. Assim gosto, um pouco de humildade fica-lhe bem.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

A meter água outra vez!

Estes chinocas estão a precisar de uma lição!
Pergunto se haverá no mundo alguém capaz de lha dar? O Trump tentou e não se deu muito bem, ou pelo menos os seus "fellow citizens" não o reconheceram elegendo-o para um novo mandato!



Mais de 10.500 pessoas contraíram brucelose, uma doença de origem animal, no noroeste da China, depois de a bactéria ter ‘escapado’ de um laboratório biofarmacêutico que produz vacinas para animais, disseram hoje as autoridades.
A cidade de Lanzhou, capital da província de Gansu, no noroeste do país, testou um total de 79.357 residentes. Até à data, 1.604 pessoas foram tratadas para a doença, afirmaram as autoridades locais, citadas pelo jornal oficial Global Times.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2020

Soma e segue!

 


O Benfica, hoje, até jogou bem, mas por uma razão simples, os polacos não jogavam nada. Ficou 4 a 0, mas até podia ficar pelo dobro, pois isso não significaria coisa alguma. Até o Julian Weigel, aquele alemão magrito que ora joga, ora fica de fora, meteu um golo, coisa para constar da história deste Benfica de Jorge Jesus que já leva muito que contar.

Mal seria se o Benfica não fosse capaz de passar esta fase, tão fraquinhos são alguns dos clubes envolvidos na prova. O pior vai ser a próxima fase, quando vierem os clubes que não passaram na Liga dos Campeões, aí é que vai ser um "vê se te avias" e nem com o Jesus nos salvamos.

Mas isso é o futuro e temos que preocupar-nos é com o presente. Na Taça da Liga calhou-nos o Vitória de Guimarães e ao Porto o Paços de Ferreira. Para já é esse o obstáculo que temos que transpor, além do jogo para o campeonato que também é preciso vencer para não deixar o Sporting afastar-se mais, não vão eles habituar-se ao primeiro lugar e ficar lá até ao fim.

Livra, longe vá o agouro!

quarta-feira, 2 de dezembro de 2020

Um novo evangelho!

 Eu que pensava saber tudo sobre Jesus Cristo e os evangelhos, fiquei surpreendido ao dar de caras com um novo evangelho escrito (ou traduzido, ainda não há certezas sobre isso) por um holandês que viveu na Índia Holandesa (Indonésia actual), nos fins do Século XIX. Foi depois traduzido para inglês e, mais tarde, para outras línguas e existe, hoje, também como E.Book.

E desse novo evangelho, sobre o qual passei os olhos de relance, trouxe este texto que podeis ler abaixo e foi para mim uma completa surpresa, pois não sabia que Jesus foi um homem tão viajado. E o facto de se ter casado e vivido com a Míriam, durante 7 anos, ainda me deixou mais surpreso!


E aos dezoito anos de idade, Jesus casou-se com Míriam, uma virgem da tribo de Judá com quem viveu sete anos, e ela morreu, pois Deus a levou, para que ele pudesse prosseguir nas coisas mais elevadas que tinha para fazer, e sofrer pelos filhos e filhas dos homens. 

E Jesus, depois de ter terminado seu estudo da lei, desceu novamente ao Egito para poder aprender a sabedoria dos egípcios, assim como Moisés o fizera. E indo para o deserto ele meditou, e jejuou, e orou, e obteve o poder do Nome Sagrado, mediante o qual ele realizou muitos milagres.

E por sete anos ele conversou com Deus, face a face, e aprendeu a linguagem das aves e dos animais, e o poder curador das árvores, e das ervas, e das flores, e os segredos ocultos das pedras preciosas, e aprendeu os movimentos do sol, da lua, e das estrelas, e os poderes das letras, e os mistérios do quadrado e do círculo e a transmutação das coisas, e das formas, e dos números, e dos sinais. Dali ele voltou para Nazaré para visitar seus pais, e ele ensinou ali, e em Jerusalém foi aceito como rabi, até mesmo no templo, e ninguém o impediu.

E depois de algum tempo ele foi para a Assíria, e a Índia, e a Pérsia e para a terra dos caldeus. E visitou seus templos e conversou com seus sacerdotes e seus sábios durante muitos anos, fazendo muitas obras maravilhosas, curando os doentes ao passar por seus países.

terça-feira, 1 de dezembro de 2020

Benfica dois dias seguidos!


 Ontem vi um jogo do Benfica que não foi nada por aí além e que já mereceu os meus comentários na publicação anterior. Hoje, sentei-me, confortavelmente, no meu sofá, sintonizei o televisor na TVI e saiu-me um jogo de futebol a fazer lembrar velhas disputas entre Porto e Benfica. Na baliza dos encarnados o Ederson, a defesa direito o Rúben Dias, a médio o João Cancelo e na avançada o extraordinário Bernardo Silva que cada vez que abre a boca deixa o Jesus de rastos. Do outro lado a equipa mais portista de todos os tempos liderada pelo treinador mais portista de todos, o Sérgio Conceição. A ajudar os rapazes do Benfica, atrás mencionados, havia uma série de craques treinados pelo Pep Guardiola, conhecido por dar um baile desgraçado em frente da área adversária (tal como aconteceu hoje) sem que isso algumas vezes (como aconteceu hoje) resulte em golos. 

Foi um bom jogo, para entreter este último dia de confinamento, e mesmos sem golos teve o seu interesse. A equipa do Pep atacou muito e bem e a equipa do Sérgio fez outro tanto a defender. E assim acabaram empatados e passaram à próxima fase da Liga dos Campeões, um em primeiro e o outro em segundo, sem falar nuns milhõezitos a mais na conta bancária. Infelizmente, nessa parte o Benfica não entra, muito embora fossem os artistas criados e treinados no Seixal que ajudaram a ganhar esses milhões. Mas como já tinha ensacado os milhões com a sua venda, agora fica o outro clube com os ganhos para descontar no investimento feito.

E assim vai a vida, de onda em onda, à espera que o Corona se vá embora e nós possamos navegar em segurança e à nossa vontade para qualquer destino. E sem polícia a cada esquina perguntando para onde vamos e porquê. Haja alegria que amanhã já teremos mais liberdade de movimentos. Eu vou dar uma volta, ao largo, para armazenar energia para o próximo fim de semana (de novo) prolongado.

O casamento, a maratona!


 Talvez estivessem à espera que eu dissesse alguma coisa sobre o jogo do Benfica, ontem à noite, no Funchal. Na verdade não senti vontade nenhuma de falar para dizer mal do meu clube. Não sei de quem é a culpa, mas cada vez gosto menos de ver o Benfica jogar, faz-me voltar aos tempos do Rui Vitória e isso provoca-me dores de estômago.

Com maior ou menor dificuldade lá conseguiram trazer os 3 pontos para não deixar fugir os que vão à nossa frente na classificação geral. Fiquei de boca aberta com os comentadores televisivos, uns acharam que o Benfica fez um grande jogo, outros que jogou muito mal. Vê-se que envergam camisolas de diferentes clubes e são obrigados a seguir o rebanho, ou seja, dizer aquilo que mais lhes convém, mas a mim não me convencem, eu só acredito naquilo que vejo. E o que vejo é que o Jesus não cumpriu a promessa de pôr os jogadores a jogar o triplo. Gastou o triplo do dinheiro que gastaram os seus antecessores, isso sim, e o resultado é muito mau.

Estou mortinho que acabe este ano bissexto que é o culpado de tudo o que corre mal nas nossas vidas, até no futebol. Estádios vazios, clubes sem receita para compensar os seus gastos e todo o negócio paralelo que dava de comer a tanta gente, tudo isso ajuda a puxar para baixo o ânimo de atletas e adeptos. Vamos esperar que o sol da Primavera de 2021 acabe com este sacrifício e nos devolva a vontade de rir. E que o Jesus, uma vez na vida, acerte na escolha de jogadores que manda o Vieira comprar.

E depois deste pequeno desabafo, deixem-me justificar o título desta publicação. Nos tempos que correm, os nossos jovens juntam-se, mas não se casam. Assim torna-se mais fácil ir cada um para seu lado, quando as coisas começam a dar para o torto. Eu venho de uma família grande, com muitos irmãos, em que todos casaram "para a vida", não há "voltar atrás". Eu faço, hoje, 52 anos de casado e sei o quanto me custou chegar até aqui, mas isto é uma prova de fundo e a meta está no cemitério, portanto a prova só termina dentro de um caixão. Isto soa um pouco fúnebre, mas é a verdade e as verdades são para se dizer sem hesitações.

Na segunda geração da minha família, filhos e sobrinhos, tudo começou com casamentos, mas depois vieram os divórcios. Felizmente houve também alguns (poucos) segundos casamentos para não deixar a coisa parecer tão feia. No entanto, a geração mais nova que já passou a barreira dos 30, pôs de parte a ideia do casamento e limitam-se a juntar os trapinhos e "siga a Marinha". Não saiem  ao pai e tio que, embora a arrastar os pés de cansado, continua na maratona até alcançar a meta.

segunda-feira, 30 de novembro de 2020

Números ao segundo!


Relógio Mundial

Consultem este site para ver a evolução da população mundial e muitos outros indicadores que nos passam despercebidos, pois nem neles pensamos no nosso atribulado dia-a-dia.

Por exemplo, os mortos, este ano, com Covid-19 são quase iguais aos mortos em acidentes na estrada. Veremos, daqui até ao fim do ano, qual cresce mais!

domingo, 29 de novembro de 2020

Paletes de euros!

 


A PJ nunca viu tanto dinheiro junto e viu-se à nora para o contar de forma a tomar devida nota para o processo que tem que ser entregue na Procuradoria. Juntaram um monte daquelas pequenas máquinas que os caixas dos bancos usam para conferir o dinheiro que recebem ou entregam aos clientes e puseram os agentes a dar ao pedal, durante horas e horas para desfolhar aquela espiga.

Cada pacotinho de notas de 50€ é uma pequena fortuna e acredito que deve ter passado pela cabeça de muitos meter um daqueles pacotes no bolso que ninguém notaria a diferença no fim. Afinal, aquele dinheiro só se tornaria oficial depois da contagem finalizada e uns milhares a mais ou a menos pouca diferença fariam.

Aliás, muita gente se questiona sobre o destino daquelas notas. Quem irá beneficiar com elas? Ou mandará o tribunal queimá-las para garantir que não aproveitem a quem não merece? E se forem queimadas, como darão baixa dessas notas os bancos de cada país de onde elas saíra,? É que o dinheiro foi apreendido em Lisboa, mas não é proveniente da venda de droga "apenas" no nosso país, há muitos negócios envolvidos em vários países da Europa, a começar pela Bélgica e Holanda, onde há os maiores supermercados da droga.

Além das notas, foram apreendidos carros, aviões e apartamentos de luxo, entre outros bens em que era aplicado o dinheiro da droga para que entrasse no circuito legal, a chamada lavandaria de dinheiro sujo. Ele é sujo, mas vale tanto como limpo, isso garanto eu, por conseguinte, eu ficaria muito feliz se um pacotinho daqueles me caísse na mão. Como diz o povo, o dinheiro não faz a felicidade de ninguém, mas ajuda muito a consegui-la!

sábado, 28 de novembro de 2020

Mais um futebolista na «Ala Celeste»!

 


O S. Pedro deve ter decidido formar uma equipa celestial, aproveitando a chegada do Maradona para ser o Nº 10, e o nome não pode ser outro que «Ala Celeste». O equipamento terá que ser totalmente branco, pois não são permitidas outras cores. Para treinador escolheu o Vitor Oliveira que tem por hábito subir as equipas que treina da segunda para a primeira divisão e apanhou, esta tarde, um transporte expresso lá para cima.

Ainda pensei nele para treinar o Benfica, mas o LFVieira estava encazinado com o Jesus e nunca alinharia nos meus conselhos e recomendações. Tenho quase a certeza que não faria pior figura do que tem feito o JJ, desde que regressou do Brasil. Os dois empates com o Rangers são a melhor prova disso, ele não tem estofo de campeão, para mal dos meus pecados.

Quanto ao Vitor Oliveira, foi treinador do clube da minha terra, o Gil Vicente, e começou a época de 2019-2020 da melhor maneira espetando uma derrota ao FCP, o que me deixou muito feliz. Só por isso tenho que rezar um Padre Nosso pela alma do falecido para ele ter um lugar melhor, lá em cima. Que descanse em paz, agora que terminou a sua caminhada neste mundo!

The "fucking" Covid!

 Usando a palavra inglesa que, ontem, foi tema de conversa neste blog e porque não encontro na nossa Língua outra que tenha o mesmo significado, dou o tiro de partida para este longo fim de semana que me espera. Por norma, eu não saio de casa durante o dia, de uma maneira ou de outra arranjo sempre ocupação, nem que seja a dormir, até à hora do jantar. Depois do jantar, até à meia-noite é que não encontro divertimento que me atraia, a não ser que haja futebol. E como não gosto de ver futebol sozinho, tenho que ir para a rua. Aí reside o problema, de hoje até ao dia 9 de Dezembro não posso sair de casa nesse horário, estou tramado.


As notícias, seja na televisão, na internet ou nos jornais, só falam da "novo Corona vírus" e, mais recentemente, nas vacinas que estão a chegar pra o combater. Olhem para a imagem acima e vejam quantas, destas 12 notícias, falam na Covid-19. Os jornalistas esquecem-se que há outras notícias para desenvolver? E o Trump? E o Sócrates? E a mulher metralhada à queima-roupa em Lichinga? E o Brexit? E o aeroporto do Montijo? E o nosso amigo Ricardo Salgado já foi esquecido por completo?

Estou a começar a ficar farto desta doença pelas piores razões, é que estão a dar-lhe uma importância que não tem. Como dizia o outro: um vírus que morre com um pouco de sabão não presta para nada. Comprem uma barra de sabão e estarão livres do bicho!

sexta-feira, 27 de novembro de 2020

No more fucking!

 A partir de 1 de Janeiro, não haverá mais «Fucking» na Austria. Cansados da atenção que os passantes davam ao nome da sua parvónia que fica perdida nos confins do leste austriaco, os habitantes decidiram mudar-lhe o nome. Diz-se que o nome advém de um antigo habitante chamado Focko, mas custa-me acreditar, pois em terras de influência da Língua Alemã seria mais lógico que o nome da povoação tivesse adoptado o nome de Fockheim e não Fucking. A não ser que o homem tenha sido um rei, mas mesmo assim deveria ser Focking e não essa palavra que em inglês é mil vezes repetida para caracterizar uma situação desagradável, como por exemplo, "you fucking shit", ou designar o acto sexual em si mesmo.


Os habitantes da vila austríaca de Fucking decidiram alterar o nome da povoação para "Fugging", com a esperança de escapar do interesse invasivo que parte da Internet, informou a Câmara Municipal desta localidade.
A autarquia decidiu renomear Fucking para Fugging a partir de 1º de janeiro de 2021", anunciou na passada segunda-feira Andrea Holzner, presidente da Câmara de Tarsdorf, município a que pertence Fucking (na Alta Áustria), localizada a 350 km a leste de Viena, com apenas uma centena de habitantes.

quinta-feira, 26 de novembro de 2020

Um susto, foi o que foi!

 
Estava a preparar-me para descascar no JJ, porque ao fim e ao cabo ele é que é o responsável pela desgraça que foi o jogo, até às substituições que fizeram chegar o primeiro golo do Benfica. Mas, entretanto, o ataque foi melhorando e aconteceu o empate que acabou por me calar a boca.
Não sei se foi a entrada do Pizzi, do Diogo ou, mais tarde, do Gonçalo Ramos que fez mudar as coisas, mas, de facto, depois disso, o Benfica começou a jogar mais rápido e a chegar com mais perigo à baliza dos escoceses. Ou então foi a gasolina que se acabou aos jogadores do Rangers e começaram a meter água. Para o que interessa, o Benfica empatou e livrou-se da vergonha de mais uma derrota e ficar já de fora desta prova europeia que é "ainda" a única esperança do JJ mostrar que vale alguma coisa.
Cerca de 70 minutos a jogar devagar, devagarinho, para trás ou para o lado, a fazer lembrar os tempos do Rui Vitória, é mais do que eu consigo aguentar. Estive vai não vai para mudar de canal e amaldiçoar a minha pouca sorte de benfiquista sofredor. Tantos milhões gastos para trazer o JJ e comprar os craques que ainda não provaram que o são e é o que se vê, um jogo atrás do outro a desiludir os adeptos.
Outra coisa que me deixa a pensar é a propensão do treinador para apostar no cavalo errado. A actuação do Gonçalo Ramos, em Paredes, não lhe encheu as medidas e já o tinha despachado para a equipa B, agora mete-o a jogar, a poucos minutos do fim, e ele resolve-lhe o jogo. Será só por o rapaz vir do Seixal ou por não ter custado 20 milhões? Andou o esferovite 80 minutos a correr de um lado para o outro sem tocar na bola e o Gonçalo a coçar o cu no banco de suplentes!
Estamos num ano bissexto, com Covid e tudo isso, e não vale a pena esperar por milagres, seja o que Deus quiser! Eu já estou preparado para tudo, até para ficar em 4º lugar no campeonato!

quarta-feira, 25 de novembro de 2020

Adeus que me vou embora!

 

Reinaldo Teles - Ex-jogador e actual administrador da SAD portista

E lá foi ele na viagem sem regresso. Este é um daqueles jogadores à moda antiga, jogou pelo FCP e por mais ninguém, digamos, portanto, que era um portista dos quatro costados. Quem sente a camisola deste clube está, hoje, de luto. Ele já sofria de alguns males, mas foi preciso vir o Corona para o levar nesta viagem que ninguém quer fazer.

E, para não se sentir só e desacompanhado, levou com ele o Maradona, o mais que famoso, nem sempre pelas melhores razões, astro argentino que muitos consideram ser o melhor futebolista de todos os tempos. Pode ser que amanhã, de manhã, o S. Pedro organize uma peladinha para os apresentar aos outros residentes celestiais. Lá em cima, também deve haver alguns costumes como os que temos cá em baixo e tradições a respeitar (digo eu, para não ficar calado).

Para nós, os portugueses, hoje é o dia de S. Ramalho que em 25 de Novembro de 1975 nos livrou do Otelo, do COPCON e do perigo marxista/leninista. Era esse o tema da minha publicação de hoje, mas estas mortes inesperadas vieram mudar o rumo da história deste blog.

Outro assunto que ainda me pode trazer aqui de novo, antes de ir dormir, e que tem a ver com futebol, é o jogo do Porto, em Marselha, que tenho a certeza vai ser dedicado ao Reinaldo e que o Sérgio Conceição espera ganhar (sem sombra de dúvidas). E o Vilas Boas ainda corre o risco de ser despedido por falta de empenho no jogo contra o clube do seu coração. Toda a gente (direcção do Marselha incluída) sabe que ele está a torcer quanto pode para perder. A ver vamos!

segunda-feira, 23 de novembro de 2020

Stress pós-traumático!


 Muito se fala desta doença ligada aos combatentes da Guerra do Ultramar. Eu nunca senti nada disso, mas coisas houve que me deixaram a pensar, seriamente, no assunto. Muitas vezes acordei aos saltos, depois de ter sonhado com tiros, minas a explodir debaixo dos pés e morteiradas a assobiar nos ouvidos. A minha sogra, ao ouvir o que a minha mulher lhe contava só sabia dizer: - ele veio maluco da guerra! Isso durou alguns anos a passar, mas continuei com pesadelos ligados à guerra, durante muitos anos.

Vou contar-vos um caso que me aconteceu uma série de vezes, durante anos. Talvez a origem deste pesadelo tenha a ver com uma viagem que fiz, num sábado à noite, para ir ao cinema a Vila Cabral. Depois do jantar (que era bem cedo) o comandante da Base Naval pegou num Jeep Toyota de caixa fechada que levava 6 pessoas e convidou-me e a outros camaradas da CF2 para irmos ao cinema à capital do distrito do Niassa (assim se chamava naquela altura).

Era uma viagem de mais ou menos duas horas para cada lado, se corresse tudo bem e fora da época das chuvas, pois nessa altura era fácil ficar pelo caminho. Uma derrapagem no matope (lama de argila) em qualquer curva podia deixar os viajantes empanados e a precisar de reboque. Num deserto como é o Niassa, bem podíamos esperar sentados.

Mas, voltando ao meu pesadelo, eu sonhava ter ido a Vila Cabral e no regresso esqueceram-se de mim deixando-me para trás. Não tinha forma de regressar a não ser a pé. A guerra ainda não tinha grande significado, nesse tempo, e a população indígena não era tão anti-colonialista como se tornou mais tarde, mas eu tinha a noção que podia esbarrar-me com algum "inimigo" pelo caminho. Mesmo assim e pensando nas muitas provas de corrida, marcha, sobrevivência, etc. que tinha feito na Escola de Fuzileiros, achei que seria capaz de papar aqueles 120 quilómetros a butes.

Era uma viagem noturna - por isso a relaciono com a ida ao cinema - e pensei que entre marcha e corrida poderia chegar a Metangula, antes do meio dia, evitando grande alarme com a minha falta na formatura da manhã. Era mesmo um sonho estúpido, pois mesmo que corresse a uma velocidade média de 12 Kms por hora, demoraria 10 horas a fazer o caminho. Mas nisto dos sonhos tudo é possível. Bem decisão tomada, fiz-me ao caminho.

Ia sempre encostado a uma berma, pronto a saltar para o mato se visse aparecer alguém na estrada. Mas não aconteceu nada, cheguei a Maniamba -  a cerca de 20 Kms do destino - e já era dia. Escondi-me antes de entrar na povoação a pensar no modo de passar por ali sem atrair a atenção de ninguém. Corri para trás da primeira palhota que havia ao lado da estrada e espreitei para um e outro lado, não havia ninguém à vista, por isso decidi ir de palhota em palhota, sempre pelas traseiras e cheguei ao outro lado da povoação sem problemas.

Fui andando, agachado por entre o mato, durante cerca de 1 Km e depois de uma curva regressei à estrada. Fui caminhando com toda a calma, vendo o meu destino já bem próximo. menos de 20 Kms não é obstáculo para um fuzileiro habituado à vida dura e com muito treino nas pernas. Não era bem o meu caso, pois tinha-me fartado de fazer gazeta, durante a instrução, só corria quando não tinha maneira de fugir. Em sonhos a gente nunca se sente cansado, de modo que lá ia eu cantando e rindo a caminho do Lago Niassa.

Às tantas, surge um grupo de pessoas, vindo na minha direcção. Tal como eu os tinha visto, também eles me viram a mim. Como não tinham nada cara de "terroristas" nem havia nenhuma arma à vista, decidi prosseguir a caminhada. Desatar a correr para o meio do mato não me pareceu grande ideia, por isso era seguir em frente e rezar para que nada acontecesse. Quando passei por eles, levantaram os braços em saudação e seguiram o seu caminho. Animado com aquilo e como o terreno era sempre a descer, em direcção ao lago desatei a correr.

Corri até ficar sem fôlego e então ... acordei!

domingo, 22 de novembro de 2020

A «Roda dos Expostos»!

 


Começo com uma tabela que refere os expostos na Póvoa de Varzim, terra para onde emigrei aos 16 anos de idade, muito embora não seja esse o assunto que me move a escrever estas linhas. Isto serve apenas para ficarem com uma ideia dos números que envolvem este problema. De facto o que eu queria publicar era uma lista da Roda de Barcelos, mas nada encontrei que me servisse para o efeito.


Há alguns anos atrás, embrulhei-me num estudo sobre a Genealogia dos meus conterrâneos, desde meados do Século XVII até ao fim da Monarquia, e fiquei banzado com o número de crianças enjeitadas (expostas na Roda) de cidades como o Porto, Braga ou até Barcelos, concelho de onde descendem os meus ancestrais, tanto do ramo paterno como materno, embora de freguesias bastante distantes uma da outra.
Quando se faz uma pesquisa genealógica, a pior coisa que nos pode acontecer é esbarrar num filho ilegítimo, em que o pai não é conhecido, e não é possível continuar a pesquisa, é como bater numa parede impossível de transpor.
Uma das minhas bisavós, da linha paterna, era exposta da Roda de Braga e quis descobrir tudo a seu respeito. Com muita sorte consegui, mas pouco mais que o nome e a data do baptismo trouxe de lá. Eram tempos em que não havia Registo Civil e o Livro de Assentos do Baptismo era documento único a que todos os portugueses tinham direito, enquanto durou a Monarquia.
Uma outra bisavó, desta vez da linha materna, nasceu na «Villa de Barcelos» e quando tentei descobrir a sua data de nascimento, esbarrei numa lista imensa de «Expostos na Roda» que me tirou a vontade de continuar. Além da leitura já difícil deste tipo de manuscritos, a quantidade era tal que me tirou a vontade. Eu sabia que ela tinha nascido por volta de 1850 e, por conseguinte, seleccionei o período de 1845 a 1855 para ler com todo o cuidado à procura do seu nome de baptismo, Rita.


Em certos períodos eram tantos os registos de expostos que se me cansaram os olhos antes de encontrar o que procurava. Na imagem acima, a leitura até que não é difícil, mas, infelizmente, isto é uma raridade. Na maioria das páginas, ou a digitalização do documento deixa muito a desejar, ou a caligrafia de quem escreveu é um perfeito aborto. Daí fiquei sem saber quem eram os pais da Rita e as minhas pesquisas por aí se ficaram.
De qualquer modo, eu escolhi falar da Roda e não da minha ascendência e sobre a Roda muito haveria que escrever, principalmente, sobre as razões de nascerem nesse período da nossa História tantos filhos sem que se lhes conhecesse o progenitor. Foi mais um sinal da miséria que grassava pelo país. Quem tinha dinheiro e posição social abusava das raparigas solteiras e abandonava-as quando grávidas, não restando a estas outro caminho que a Roda para não abandonarem o filho num contentor do lixo, como acontece agora.



Pelo menos, ali, sabiam que alguém o cuidaria e alimentaria até aos 7 anos de idade. E depois disso ... Deus é grande e o destino se encarregaria do resto.


sábado, 21 de novembro de 2020

O Benfiquinha ganhou!

 


Nem sei se foi o Benfica que jogou pouco, ou se foi o Paredes que jogou muito. O que mais interessava era passar na prova e isso foi conseguido. Gostava mais de dizer que o meu clube foi GLORIOSO e ganhou à vontade, mas não foi assim. O treinador aproveitou para dar uma chance a jogadores qua para ele não contam para nada, para fazer descansar aqueles que quer ter mais frescos para o próximo jogo e também para fazer o lugar daqueles que a Covid tirou do relvado.

Espero que isto não seja para continuar, pois custa-me muito vir aqui dizer que o Benfica não joga nada. E depois de tantos milhões gastos, não é com os Samaris, os Cervis e os Jardeis que me vou dar por satisfeito. Vi, hoje, em campo jogadores que nem sabia que existiam. E a conversa do JJ, tanto na previsão como no encerramento da jornada, já começa a dar-me a volta ao estômago, parece mesmo conversa de quem não tem nada para dizer.

É o ano do vírus, já nada é esquisito nem me deixa de boca aberta!


sexta-feira, 20 de novembro de 2020

O «Abacaxi»!

Brasileiro diz que problema é abacaxi
Eu digo que abacaxi faz emagrecer 

Outro dia que termina sem eu deixar aqui a minha marca. Isto está a tornar-se um sinal dos tempos, a vida já não é o que era e aí é que está o busílis da questão. A gente dorme mal, acorda cansada, boceja o tempo todo e não encontra alegria em nenhum dos momentos do dia. É culpa do Corona, dizem uns, é da idade (a famosa PDI) dizem outros, mas eu continuo sem saber o que é que me faz passar o dia a pensar em escrever para os amigos e nunca pegar na pena para o fazer.

A cada dia que começa há um plano para ser um dia diferente do anterior, mas depois vem a mulher da limpeza que me empurra para fora do meu cantinho e depois a cara-metade que precisa de um favorzinho. Depois do almoço, a sesta prolonga-se para lá do aconselhável, já a tarde vai a meio e há outros afazeres na lista que não podem ser esquecidos. Uma saidinha inesperada para umas comprinhas de última hora deu-me conta do resto do dia.

E depois, ainda há o Facebook que me rouba um tempo que considero mal empregado. É uma maneira de ter alguma ligação com familiares e amigos que de outro modo entrariam no esquecimento, mas não passa de uma feira de vaidades que serve para quem gosta de se pavonear por aí. E os grupos? Ui, aí é que me dói! Criei um que já vai a chegar aos 12 mil amigos e me dá um trabalhão dos diabos sem o menor lucro. Toma que é para aprenderes a não te meteres em cavalarias sem condições para isso. Há por aí quem diga que se ganha dinheiro com as redes sociais, só que eu ainda não descobri como. Talvez desse o meu tempo como bem empregado se me pagassem por isso.

Bem, hoje foi mau, tal como ontem, pode acontecer que amanhã as coisas mudem, até porque é sábado e joga o Benfica (acho eu)! Portem-se bem, escondam-se do Corona e tenham um bom fim de semana!!!

quinta-feira, 19 de novembro de 2020

Oh, meus amigos!

 


Gostaria de escrever qualquer coisa que vos alegrasse a vida, mas tive um dia tão cansativo que estou sem energia até para pensar. Tive que andar a pé mais do me é habitual e estou aqui que não posso com dores nos pés. No total não atingi os 2.000 metros, mas é como se tivesse ido a Fátima a pé!

As notícias e a conversa da treta é só Covid, vacinas, mortos e infectados, nem quero pensar nisso. Nas minhas andanças trouxe para casa o resultado das últimas análises e fiquei de boca aberta com o que vi no relatório. Desde a diabetes, ao colesterol, passando pela análise química ao sangue, está tudo melhor do que eu esperava. Aliás, melhor de tudo que já vi nos últimos dez anos. O ter perdido 20 kilos e a respectiva barriguinha parece que inverteu o processo de depauperação do meu organismo, estou um rapaz novo ... pronto para as curvas. Pena é as pernas não me levarem a lado nenhum.

Na melhor das hipóteses vou morrer cheio de saúde e criar um "problema do arco da velha" ao médico que tiver que passar a certidão de óbito, pois não saberá o que escrever na "causa mortis".

Acho que vou marcar uma jantarada para festejar, comer e beber tudo o que me apetecer sem me importar de engordar um quilinho ou dois. Depois terei todo o tempo do mundo para recuperar a forma!