sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Muita água, mas sem banhistas!


Marina da Amieira.
A barragem do Alqueva ainda tem muito que andar até se transformar num local digno de visita. Se perguntar a qualquer residente na área o que há para ver todos respondem:
- Nada!
E é verdade, água há a perder de vista, o que é muito bom, mas não há mais nada. Com uma temperatura acima dos 35º saberia muito bem dar um mergulho, mas não se vê uma única pessoa com os pés dentro da água. Ao perguntar o porquê desta anormalidade, responderam-me:
- É proibido, ainda estão à espera das análises da água.
Nos meus tempos, bastava um charquito com meio metro de água e era ver os putos todos a saltar lá para dentro sem querer saber de análises nem nada.
Outros tempos!

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

A caçada continua!

O meu motorista enquanto espera que eu leve a cabo a
última diligência para continuarmos a viagem.

Aí estão os caçadores com a língua de fora, debaixo de uma
temperatura de 37º a que não estão nada habituados.

A cidadela de Monsaraz tem o inconveniente de não permitir,
lá dentro, o trânsito automóvel,pelo que só com boas
perninhas se pode continuar a caçada,
por aquelas bandas.

Mas o meu azar continua, nem dentro da torre, junto à bandeira
com as nossas cores, encontrei o tão procurado Pikachu.

Nesta loucura pela caça até a Espanha fui. Atravessei Badajoz de lés-a-lés, rumei ao sul, visitei o sítio onde "apagaram" o nosso infeliz Humberto Delgado, regressei à nação lusitana, atravessei o Alqueva, procurei em todos os esconderijos possíveis e imaginários e ... pokemons de grilo, nada, zero, já devem ter sido todos caçados por quem veio antes de mim.
Mas não sou de desistir à primeira e depois de "embuchar" um pequeno almoço alentejano à maneira, vou continuar os meus esforços por chegar a casa com alguma coisa que se veja.

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Azar ou falta de jeito?

Primeira paragem, Serra da Freita, no concelho de Arouca.
Quando me disseram que tinha que trepar aquela escadaria toda para encontrar
um pokemon, levantei o dedo do meio e disse-lhes:
- Ide vós que eu fico aqui à sombra à vossa espera!

A 1.400 metros de Altitude, na Serra da Estrela, também não tive mais sorte,
pois o único pokemon que lá havia foi apanhado pelo cão pastor alemão
que se vê no lado esquerdo da imagem. Foi mais rápido que eu a atirar-se à
água e em três tempos tinha-o filado.

Enquanto refrescava as ideias, fiquei a ver o vai-e-vem de um heli Kamov
que andava entretido a encher baldes de água e despejá-los em cima das
chamas que devoravam o mato, ali para os lados da Guarda.

Resultado, um dia com muitos kilómetros andados e zero pokemons no saco.
Mas, hoje, acordei ainda o sol andava pela terra de Pilatos e já vou a caminho
do sul, confiado que vai ser hoje que deixo o meu azar para trás das costas
e me estreio nesta arte nova que está a deixar em água a cabeça de
meio mundo. O outro meio anda entretido com
o preço do petróleo que começou a baixar
e a dívida pública que não pára
de subir!

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Vou à caça!

Amanhã, vou tomar o pequeno almoço e depois ... rua, vou à caça dos pokemons!
Vou atravessar Portugal de lés-a-lés e, se correr bem, vou trazer um saco cheio deles. Não se admirem, portanto, se não me virem aparecer por aqui, pois no meio da caçada não posso garantir que haja sinal de internet para dar vida ao meu computador e chegar até vós.


Contaram-me que os mais valiosos estão nas margens da albufeira do Alqueva. É longe, mas talvez a minha febre de caçador me leve atá lá. Mais ainda, garantiram-me que o mais valioso de todos eles e que é difícil de caçar (com'ó caraças) está escondido na Torre de Menagem e deram-me umas dicas para o apanhar. O pior é que tenho que ir a pé, pois o trânsito dentro da cidadela é muito limitado, e não sei se tenho pernas para isso.
Desejem-me sorte!

domingo, 31 de julho de 2016

Pescadinha de rabo ... na areia!

O que é que é que antes de o ser já o era?
Esta é uma adivinha tipicamente poveira, por estarmos em terra de pescadores e a resposta ter muito a ver com a arte da pesca. Pois é, a «pescada» já assim se chamava antes de ser pescada e trazida para a nossa mesa.


A conversa, ontem, esteve virada para as sardinhas, hoje vai virar-se para a pescada. E esta foi pescada pela objectiva de um fotógrafo que não sendo egoísta a quis partilhar comigo e convosco também. Quando deito o olho a peixes como este que vêem na imagem, apetece-me prometer que nunca mais como carne!
Olhando bem para ela, estudando todos os pormenores do seu corpo, eu fui atraiçoado pelos meus olhos que, esquecendo outros petiscos mais apetitosos, se fixaram na unha do dedão do pé direito que está pintada da mesma cor que a do dedo polegar da mão esquerda.
Quero lá saber das unhas!

sábado, 30 de julho de 2016

Nevoeiro sardinheiro!


Vocês gostam de sardinhas?
E de dores no esqueleto, também gostam?
Pergunto, porque parece que não se pode ter uma coisa sem a outra. É claro que isto só vale para rapazes e raparigas que tenham passado para lá dos 50, pois a juventude nem sequer perde tempo com trivialidades destas. E também não é muito adepta de sardinhas, são mais pelos hamburgers.
Pois é assim a puta da vida, chegámos ao último sábado de Julho, o mais especial de todos, pois traz milhares de emigrantes de regresso à sua terra natal e leva outros tantos milhares de pessoas para o Algarve, lugar onde o sol e o calor (bandidos, carteiristas e outros que tais) nunca faltam. Exactamente ao contrário, na minha santa terrinha só me chegam as nortadas e o nevoeiro. Há pessoal, aqui das redondezas, que se põe a pé às 6 das manhã, mete o farnel na alcofa, umas bebidas fresquinhas na geladeira portátil e ala, a caminho da Póvoa. Aqui chegados levam um banho de nevoeiro que nem se vedam. Com um bocado de sorte, lá para a tarde, depois do almoço, o sol aparecerá para lhes pagar o tributo e justificar a viagem.
E eu? Eu fico com as dores no esqueleto que é aquilo que o nevoeiro me oferece sem eu ter que pagar nada em troca. A coluna não dobra para eu poder apertar os cordões dos sapatos, pelo que decidi fazer uma selecção e mandar para o lixo todos os pares de sapatos com cordões. Doravante só sapatos de pala e uma calçadeira de 80 centímetros de altura para me ajudar a meter os pés lá dentro. Só me falta descobrir um modo de calçar as meias. Agora que é verão prescindo delas, mas quando o tempo arrefecer tenho que investir na procura de uma solução para esse problema.
Então e as sardinhas, perguntam vocês, onde ficaram as sardinhas?
Não é fácil responder a essa pergunta, pois embora o nevoeiro seja sardinheiro, quer dizer, encha as redes de sardinha, no dizer dos poveiros que se dedicam à pesca, a União Europeia não está pelos ajustes de que se traga para terra todas as sardinhas que saltam para dentro da rede e, embora contrariado, o pescador tem que afinar a voz e desatar a cantar:

Sardinha, minha rica sardinha
Não tomes isto como ofensa
É melhor ires dar uma voltinha
Para te levar não tenho licença!

sexta-feira, 29 de julho de 2016

O meu diário!

Quando já está tudo dito, nada mais há a dizer!
Verdade indesmentível que me leva a concluir que tenho que acabar com este blog ou, alternativamente, transformá-lo num diário. Além de ir comunicando aos amigos que ainda estou aqui para as curvas, resta-me falar do Benfica e, quando a ideia está virada para esse lado, da «Chicha Boa» que é o meu negócio mais bem sucedido.
Por isso não se admirem de faltar aqui a minha prosa habitual, pois estou como o poeta a quem falta a inspiração, por mais que esprema não sai nada. Não tarda nada está aí o Benfica a disputar a supertaça e a minha musa inspiradora há-de vir fazer-me uma visita.

quinta-feira, 28 de julho de 2016

As sereias!


Costuma dizer-se - linda como uma sereia. Será que não há sereias gordas e feias? O mais certo é nem haver umas nem outras, mas cada um fantasia a vida como mais lhe aprouver. Hoje deu-me para falar de sereias e pronto. O Eduardo fez um poema virado para o mar e as sereias e despertou-me o interesse por esse ser mítico. Vou à pesca.
E se eu apanhar uma sereia e me apaixonar por ela, terei coragem de comer-lhe o rabo? Não sei responder a isso, mas posso dizer que dependeria da fome! E mesmo sem fome, a um belo rabo não se vira a cara!


Mas afinal haverá sereias mesmo a sério?
O professor Bozidar Dimitrov afirma ter encontrado na costa da Sozopol, na Bulgaria, um esqueleto de uma antiga sereia!
Então, em que ficamos?

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Virou moda!


Encontrei outra que também não quis tirar os sapatos!
Não vi todas as fotos desta sessão fotográfica, mas estou pronto a jurar que o fotógrafo a obrigou a arriar a cueca. Para aquilo que interessa, os sapatos não contam!
P.S. - Está muito calor para pensar noutra coisa, tenham lá paciência!

O regresso da chicha!


Que tipo de mulheres é que vão para a cama sem descalçar os sapatos? Não me perguntem a mim que não sei responder. Nos meus tempos, a primeira coisa era atirar com os sapatos pelo ar.
Tantas fitinhas vermelhas fizeram-me pensar no Benfica e foi por isso que trouxe a loiraça para o nosso convívio, mas não se habituem que isto não é para continuar!
Divirtam-se enquanto podem!

terça-feira, 26 de julho de 2016

Jesus carregando a cruz!

Ontem passei em branco, por causa do aniversário do meu filho. Não se fazem 44 anos mais que uma vez e ele quis comemorar a preceito. Passei a tarde a organizar as coisas para que tudo corresse pelo melhor e à noite já estava cansado demais para pensar em blogar fosse o que fosse.
Mas cá estou eu de volta e, hoje, vou bater no meu inimigo favorito que enquanto esteve no meu clube só me deu desgostos e se preparava para mos dar ainda maiores quando se mudou para o inimigo. Felizmente o Rui Vitória e a deusa da sorte estiveram do meu lado e o JJ ficou de cara à banda, a ver navios, como se costuma dizer. Pois é mesmo desse "cromo da bola" que resolvi falar para ocupar este espaço de lazer para quem me visita.


A pré-época está praticamente acabada e, com um pouco de azar, o Sporting pode averbar mais uma derrota no jogo de hoje com o Villareal e assim a estrelinha de Jesus ficar com menos brilho. Brilho esse que começou a diminuir no dia em que abandonou a Luz. É normal, saiu da Luz ficou às escuras.
Com as derrotas que sofreu nesta fase inicial da época 2016/2017 que não contam para nada, mas pesam na alma de quem as sofre, acrescido do risco de ver meia equipa vendida antes de começarem os jogos a sério, o treinador do Sporting está a ver a sua vida a andar para trás. Eu que sou um pouco lunático e vejo coisas onde elas não existem, adivinho que o Jorge Jesus reuniu os putos que se vêem na imagem acima, para ver se ainda vai a tempo de os treinar e fazer alguma coisa que se veja no Sporting. Pode ser que ande por ali algum que se pareça com o Cristiano Ronaldo, o Quaresma, ou pelo menos um João Mário que cresça depressa e lhe salve a reputação.
Vou ver o jogo de logo à noite com muita atenção para me preparar para o que aí vem. E aquilo que eu sei é que o Bruno de Carvalho tem que vender alguém para fazer frente às dívidas de curto prazo, o que não augura nada de bom para o trabalho do seu treinador. Vejo-o daqui a carregar a sua cruz, a caminho do calvário, e ela não parece nada leve!

domingo, 24 de julho de 2016

Considerações domingueiras!

Não sou adepto da caça aos pokemons e, além disso, está muito calor para andar na rua, de modo que cá estou no meu desporto preferido, sentadinho, à sombra e com uma cerveja à mão de semear. Semear é como quem diz, pois é mais emborcar para refrescar a garganta. Há vida pior!


Como podem ver pela imagem acima, o meu desafio não surtiu efeito. Os «Pentelhos» não conseguiram um lugar no Top 10 das minhas mensagens dos últimos 30 dias. Afinal os surfistas da net não estão assim tão agarrados ao "vício" como eu pensava. Ainda bem, não há dependências.


Este "melro" que vêem na imagem já anda a cantar a canção do bandido a ver se convence os eleitores que o partido dele é o melhor de todos. Pergunto-me se as pessoas já terão esquecido os quatro anos em que ele nos amargurou a vida.
As próximas eleições são apenas para as autarquias, mas quem mandar aí já tem um grande impacto a nível nacional, especialmente se falarmos em Lisboa, Porto ou regiões autónomas. E ele tenta, a todo o risco, marcar pontos para partir em posição de vantagem na outra corrida, marcada para daqui a três anos.
Cuidado com o bicho que ele não brinca em serviço. E a geringonça abana a cada nova decisão que é preciso tomar. Por agora é gozar as férias o melhor que puderem, pois logo a seguir chega o OE 2017 e toda a gente (que liga a estas coisas) está ansiosa para ver como se aguentará o Costa no confronto com a Catarina e o Jerónimo.

sábado, 23 de julho de 2016

Calor é que é bom!


Se eu tivesse dinheiro suficiente para viver como e onde me apetecesse escolhia o Brasil, ou mais precisamente a cidade de Florianópolis, no estado de Santa Catarina. Já estou cheio da nortada que se sente aqui na Póvoa, durante quase todo o verão. O único tempo que se aproveita é o da primavera, nos meses de Março, Abril e Maio, mas nem sempre calha de feição. Este ano, por exemplo, foi um autêntico desastre.
Vem isto a propósito da foto publicada no Figueira Minha, porque ao ver a matrícula da moto onde vão montadas as duas loiraças (Navegantes - Santa Catarina) abriu-se a caixa dos sonhos e comecei logo a ver-me gozando os ares daquelas paragens. Os ares e as belezas naturais, as de carne e osso e todas as outras que são muitas.


E se não pudesse ser Florianópolis, qualquer outra, como Navegantes ou Camboriú, serviria às mil maravilhas. O lugar eu não teria dificuldade em escolher, falta-me é o mais importante, aquilo com que se compram os melões, o pilim. Mas não é proibido sonhar, pois não?

A quem serve isto?

Dois ou três polícias (talvez quatro ou cinco, para não ser muito mauzinho) chegavam para resolver o problema acontecido, ontem à tarde, no Mac Donalds, ao lado do Centro Comercial Olympia. Um rapaz de pistola em punho começou por dizer uma série de barbaridades e depois desatou aos tiros a quem estava à sua frente. Os dois ou três policias que estavam mais perto seriam suficientes para perseguir e neutralizar o puto, guiados pelas dezenas de testemunhas que assistiram à ocorrência e o que mais queriam era ajudar. A quem serviu então todo o aparato que se seguiu a isto?
Centenas de polícias, dezenas de ambulâncias, carros da polícia e dos bombeiros, atiradores especiais, polícia de choque e não sei mais quantos senhores e senhoras a vociferar ordens em todos os sentidos. Mas que grande confusão, senhores cabeças-quadradas! Porquê e para quê? Assim não se resolve problema algum!
Eu estudei e aprendi alguma coisa sobre guerra de guerrilha e isto é guerrilha urbana. E na guerrilha não se ganha com o uso da força bruta, mas sim com esperteza, com rapidez de actuação e o mínimo de ruído. Exactamente o contrário daquilo que aconteceu, ontem, em Munique. Acho que vou pedir emprego à Merkel para ensinar aqueles nabos!








Os grandes veleiros!


Se vivesse perto de Lisboa passaria um fim de semana a admirar os grandes veleiros que estão de passagem pela nossa capital. Parentes da nossa Sagres que é o orgulho da Marinha de Guerra Portuguesa.
Nunca vou esquecer que suei a camisola para ajudar a pô-la a navegar quando veio do Brasil. Usava ainda na amura o nome de Guanabara quando entrei a bordo pela primeira vez. Depois a velha Sagres passou a chamar-se Santo André e o nome passou para o novo navio que já deu umas voltas ao mundo nos 54 anos entretanto passados. Fica-me a pena de nunca ter navegado uma milha que fosse no navio que ajudei a preparar para correr o mundo.

quinta-feira, 21 de julho de 2016

A culpa é do Guterres!

A redução do preço das portagens, nas antigas SCUTs, tem dado que falar e ninguém está satisfeito com a decisão do governo. A obra fez-se sem dinheiro e agora que chegou a hora de pagar ninguém quer fazê-lo. A maior parte do povo que transita por essas estradas, assim como pela Ponte Vasco da Gama, nem sequer sabe como esta história começou, quem é o culpado por esta situação.
Não faz mal, eu digo-vos quem é. É socialista e quis apresentar obra feita aos seus eleitores, mas faltava-lhe a maçaroca para tal. Mas com a ajuda dos seus ministros criou um sistema fenomenal que lhe permitia construir o que quisesse, mesmo sem ter dinheiro, e no futuro alguém seria chamado a pagar a conta. Assim nasceu a SCUT (sem custos para o utilizador) e o fenomenal endividamento do estado e do povo português. Os maus exemplos têm sempre muitos seguidores e assim os particulares e as empresas deste país copiaram o sistema para se financiarem.


Uns anos depois, o Zé Pinóquio haveria de levar essa ideia ao exagero e, além de muitas estradas quis ainda um novo aeroporto, um TGV e uma nova ponte entre Lisboa e o Barreiro. Se não lhe tivessem dado um chuto no traseiro, ele ter-nos-ia deixado enterrados em dívidas que seriam impossíveis de pagar.
Refilar agora, ou buzinar na Ponte 25 de Abril, não vai adiantar nada. Os investidores, sejam eles quem forem, que adiantaram o dinheiro para as obras querem reaver o capital investido mais os juros de mora e, honestidade acima de tudo, têm direito a isso. Um dos grandes erros foi que essas obras foram pagas pelo dobro do preço que valiam, por culpa dos políticos pouco honestos que negociaram os contractos e embolsaram - para eles próprios e para os seus partidos - a diferença de preço. Mas isso é outra história!

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Pentelhos, o desafio!

Eu gosto mais de dizer pintelhos, mas fui confirmar ao dicionário de Língua Portuguesa e essa forma não existe. Como gosto de falar bom português, aí vai, pentelhos que é o assunto que hoje aqui me traz.
Uns não gostam deles e rapam-nos todinhos sem deixar um leve rasto que seja daquela beleza com que a natureza os brindou. Outros têm vaidade neles e só têm pena que sejam tão poucos. Quem os rapa desculpa-se com a questão da higiene ou, em última análise com a questão estética.
Não vou discutir a estética, porque aí entramos no campo dos gostos de cada um e esses não se discutem. A desculpa da higiene não serve, pois o lixo não se agarra aos pelos e se a natureza os fez crescer nos sítios certos, ela lá sabe porquê. E nós, cidadãos informados, devemos querer saber as razões da natureza. Como diz o ditado, o saber não ocupa lugar.
Tomemos por exemplo os pelos púbicos, desculpem, os pentelhos da mulher. Eles servem como barreira às poeiras e outros lixos que passem por aqueles lados, servem de amortecedor para proteger o osso púbico durante o acto sexual e, principalmente, são o que há de mais erótico numa mulher, tanto à vista como ao tacto. Nas minhas prelecções sobre erotismo, eu costumo dizer, pentelho à vista erecção garantida.
Bem, não me vou esticar mais para não sair algo de que me possa arrepender. E vou confessar-vos uma coisa, eu sei que os títulos das mensagens atraem os leitores como o mel atrai as moscas e resolvi pôr os pentelhos no título para ver quantas pessoas vão ler esta mensagem. E claro que não podia apenas escrever o título e deixar a caixa de texto vazia, por isso a razão daquilo que acabaram de ler.
E sem mais me despeço. Até logo que são quase horas de ir ver o Benfica!

terça-feira, 19 de julho de 2016

Vamos à Turquia?

Nos últimos dias, basta ligarmos a televisão para nos entrar a Turquia pela casa adentro. Infelizmente, não pelas melhores razões, mas por causa dos políticos - sempre eles - que andam à porra e à massa uns com os outros e não deixam o povo sossegado. E o povo - sempre o desgraçado povo - lá se vê envolvido nessas tramóias e acaba lixado, como o mexilhão do nosso ditado.
Mas, se nos pusermos à margem dessas quezílias que não nos dizem respeito, a Turquia é um país lindo que vale a pena visitar. Só lá fui uma vez e em serviço, mas deu para conhecer Istambul, uma das mais antigas cidades do mundo que já se chamou Bizâncio e Constantinopla nos vários períodos da sua conturbada história. É uma cidade enorme e não é possível ficar a conhecê-la como deve ser, num único fim de semana que foi o tempo que lá passei. Mas, nesse curto espaço de tempo, ainda encontrei um restaurante português (Café-Restaurante Lisboa, se bem me lembro), onde a comida tinha um misto de sabores turco-lusitanos.


Durante a semana de trabalho, fiquei instalado num hotel à beira-mar, na cidade de Mersin, costa sul da Turquia. Cheguei lá num sábado já de noite, arrumei a mala e fui descansar o esqueleto, depois de uma cansativa viagem entre o Porto e Adana, com transbordo em Paris e Istambul. Só de manhã, quando acordei e espreitei pela janela, reparei estar numa terra que parecia uma fotocópia da minha Póvoa de Varzim. Mar a perder de vista e um passeio onde madrugadores caminheiros se dedicavam ao desporto mais praticado por quem quer manter o físico em boa forma. Apenas uma coisa me fazia perceber de imediato que não estava em terra de cristãos, em cima de um minarete um muçulmano gritava aos quatro ventos que era hora de vergar a espinha e rezar a Alá.
Talvez um dia lá possa voltar com mais tempo para conhecer melhor o local e me divertir um pouco, coisa que nessa altura não tive tempo de fazer. Mas, entretanto, espero que o "todo-poderoso" Erdogan abandone aquela ideia maluca de reinstaurar a pena capital. É que nunca se sabe se a gente vai parar à pildra e mesmo inocente nos mandam para os anjinhos. Naquela terra, basta não gritar pelo Alá, a toda a hora, para se ser suspeito.

segunda-feira, 18 de julho de 2016

O Silva da selva!


Por mero acaso, deparei-me com esta explicação "muito brasileira" do nome que me calhou em sorte. Apelido é coisa que a gente não escolhe, vem do pai ou do avô e não se pode fazer outra coisa a não ser aceitá-lo e ... cara alegre. E há alguns tão mal-amanhados que bem merecem uma cara feia.
Isto fez-me lembrar uma velha história relacionada com o Brasil e com a quantidade de Silvas que lá existem. Conta-se que os missionários portugueses, quando começaram a catequizar o povo brasileiro, filhos de índios e escravos negros, se viram perante um dilema difícil de resolver. Um nome próprio eles conseguiam escolher sem qualquer problema, bastando-lhe para tanto recorrer à lista de santos que a Igreja Católica venera. Mas quanto ao apelido a coisa fiava mais fino. Como atribuir apelido a quem nunca soubera o que era ter um entre os seus antepassados? E como todos esses candidatos a novos católicos vinham todos da selva (em latim silva), no verdadeiro sentido da palavra, facilmente se entende que passaram a chamar-se "Silva".

domingo, 17 de julho de 2016

Assim sim!


Aí está o capitão Luisão com a primeira taça desta nova época que até pode nem ter grande valor, mas prova que o Benfica quando joga é para ganhar. O jogo de ontem já nada teve a ver com o de quinta-feira passada. Já se viram algumas habilidades e carga atacante continuada que é o que mais gosto no Benfica. O Gonçalo, o Nelson, o Salvio e até o André Almeida sempre a acelerar, como se já estivessem a meio da época, bonito de se ver. Os 4 golos marcados não foram demais para aquilo que vi em campo.
Gostei, a coisa promete!


Programado para o mesmo horário do jogo do Benfica, obrigaram-me a montar dois televisores, lado a lado, para poder ir seguindo o jogo da selecção portuguesa de hóquei em patins. Com um olho em cada televisor e longos minutos a sofrer com os 2 golos que os italianos nos arranjaram nos 2 primeiros minutos de jogo, ia admirando o Benfica avassalador que jogou a primeira meia hora instalado no meio campo adversário.
Quando a nossa equipa fez o 2 a 2 comecei a ganhar confiança e parece que foram os golos do Benfica a dar ânimo aos jogadores portugueses para atacarem as redes italianas e enfiar a bola lá dentro mais 4 vezes, uma por cada golo que o Benfica marcou.
Uma noite em grande, venham mais destas!