sexta-feira, 1 de julho de 2016

Será que fiz bem?

Fui eu que escolhi o País de Gales para nosso adversário, mas já estou com dúvidas que tomei a melhor decisão. Claro que escolhi os galeses por me parecerem os mais fraquinhos, mas depois de os ver eliminar a Bélgica com tanta facilidade já tenho as pernas a tremer. E se eles nos dão a mesma receita que deram aos belgas? Quero dizer, os 3 a 1 que marcava o placard no fim do jogo. Que Deus nos acuda!


Eu sei que nós temos argumentos para ganhar ao Bale e aos rapazes crescidinhos que o acompanham, mas o que eu não sei é se os nossos jogadores estarão dispostos a mostrá-los, quando chegar o momento. Vou ter que rezar muito para que isso aconteça e também para que o Engenheiro não me troque as voltas. É que, por vezes, eu escolho uma equipa e ele põe outra a jogar. Mas como é ele que recebe o ordenado para fazer o trabalho, tenho que me vergar às suas escolhas.
Nos jogos que faltam, o Alemanha-Itália não me deixa grandes escolhas, entre um e outro venha o diabo e escolha. Limito-me a ficar com aquele que sobrar e que seja o que Deus quiser. Se nos couber a nós enfrentá-lo, soltamos-lhes os cães às canelas e talvez a sorte nos sorria. Quanto ao França-Islândia, o caso é muito mais sério. A França é o organizador do Campeonato e não vai querer ficar de fora por nada deste mundo. Por seu lado, a Islândia é um estreante cheio de ambição que já cometeu algumas tropelias para chegar onde chegou. Foi o nosso primeiro adversário, neste Euro 2016, e pode acontecer que seja o nosso opositor na final, tal como aconteceu com a Grécia no Euro 2004. Só espero, se isso acontecer, que não se repita o desfecho do jogo Portugal-Grécia. Isso seria mau demais!
Força Portugal!!!

Faltam os sapatos!

Sim, já temos as meias, falta-nos ganhar os sapatos, ou seja o acesso à final. Vamos tratar disso na próxima quarta-feira, contra a Bélgica ou País de Gales.


Voltamos a não entrar muito bem no jogo. Parece ser o fado desta selecção, tem que levar na mona, primeiro, para acordar e começar a jogar. Depois disso só pecámos por não marcar dois ou três golos. O Ronaldo esteve outra vez algo perdulário e o árbitro não ajudou nada. Para além de um penalty claro que não assinalou, deixou os polacos massacrar os nossos jogadores sem puxar pelos cartões.
O prolongamento e os penalties já começam a chatear, mas se não pudermos resolver de outro modo que seja assim. Gramei o prémio de melhor jogador ser atribuído, mais uma vez, ao Renato. E o Patrício defender um penalty. E o Quaresma ter marcado o penalty decisivo. Foram duas horas e picos a sofrer, mas valeu a pena, pois subimos mais um degrau na escada de acesso ao pódio.
Em frente, Portugal!

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Portugal vs Polónia!

Chegou o dia do tira-teimas. Acabou-se a conversa e dentro das quatro linhas é que se vai ver quem é melhor, ou quem é o protegido da sorte. Um dos dois dá um passo em frente, em direcção às meias-finais e o outro faz uma viagem até ao aeroporto para apanhar o avião de regresso a casa. Espero que Portugal perca o avião e fique em terra.

Isto é uma imagem didáctica, nada de maus pensamentos! 

Entretanto, enquanto esperamos pela hora da verdade, vou ensinar-vos algumas noções de geografia e anatomia, pois o saber não ocupa lugar e às vezes faz jeito.
1) A linha que separa as duas nádegas chama-se ... Meridiano de Greenwich.
2) No sítio diametralmente oposto está a ... Linha Internacional da Mudança de Data.
3) Portugal e a Polónia ficam em campos opostos, não só em relação à «Linha de Meio Campo», mas também em relação ao referido Meridiano de Greenwich.
4) Numa descrição muito especial, à moda do Minho, analisando esta imagem que alguém me enviou por e.mail, sem saber o uso que eu lhe daria, eu diria que o Meridiano de Greenwich desce, em direcção a sul, desliza por entre as nádegas, passa pelo «Souto dos Apupos», flecte para norte a 180º, cruzando o «Prado do Regadio» e mudando o nome para Linha Internacional da Mudança de Data, regressa ao Polo Norte, de onde saiu há uns instantes atrás.
Viva Portugal!

quarta-feira, 29 de junho de 2016

S. Pedro da Matriz!


Na Póvoa, cada bairro tem o seu S. Pedro e um trono construído a preceito com as cores que as gentes do bairro adoptaram, vermelho e branco aqui neste caso. O trono do «Bairro Norte» é azul e amarelo (cores do mar e da estrela polar, segundo eles) e o do «Bairro Sul» verde branco.
O Bairro da Matriz é o das gentes que não têm nada a ver com a pesca, enquanto que os do Norte e Sul correspondem às duas comunidades piscatórias desta terra. Como se pode entender, a rivalidade entre estes dois bairros justifica todo o tipo de disputas e picardias que se possam imaginar, desde o que vestem, o que comem e tudo o resto que é sempre melhor que o do adversário. Não é raro acabarem a festa à pancada por causa dessas disputas e em 90% dos casos é iniciada pelas mulheres que são as mais ferrenhas.
É disto também que se faz a festa!
P.S. - Na foto do post anterior apareço de chapéu com as cores da Matriz, só para armar ao pingarelho, pois não ligo muito a essas particularidades da festa.

Com os pés debaixo da mesa!


Os meus netos ainda estão em idade de me fazer companhia. Não tardará que a vida os leve para longe de mim, ou eu parta para a outra vida, por isso é de aproveitar enquanto se pode.
A festa de S. Pedro para quem, como eu, não tem pernas para calcorrear a cidade e ver a festa que se faz por lá, limita-se a comer e beber até não poder mais. Foi exactamente isso que fiz, ontem á noite, e depois ... caminha!

terça-feira, 28 de junho de 2016

Adeus companheiro!

Muitas horas da minha juventude passei-as na companhia do Bud Spencer, um dos actores que mais apreciei nas telas de cinema. Infelizmente, hoje, é o dia de me despedir dele, pois disse adeus a este mundo cruel que não se compadece de ninguém, seja rico ou pobre, alto ou baixo, bonito ou feio, loiro ou moreno. Imaginem uma enorme fila indiana, em movimento em direcção a um grande precipício. A cada passo que a fila avança, cai aquele que vai em primeiro lugar. Ontem foi a vez deste grande cómico que tantas gargalhadas arrancou a milhões de espectadores em todo o mundo.


De seu nome verdadeiro Carlo Pedersoli (o nome artístico Bud Spencer surgiu como forma de homenagear o ator Spencer Tracy e a sua cerveja preferida, a Budweiser...), o intérprete tornou-se conhecido do grande público por via das muitas comédias de ação que protagonizou, duas dezenas das quais ao lado de Terence Hill, nomeadamente nos chamados “western spaghetti” rodados no sudeste de Espanha.
Quase sempre em figuras de brutamontes desmazelado e de poucas palavras, Bud Spencer deixou na memória popular figuras como o Bambino no díptico "Trinitá, Cowboy Insolente" (1970) e "Continuaram a Chamar-lhe Trinitá" (1971), ao lado de Hill, ou o Inspector Martelada em "O Inspector Martelada" (1973), "O Regresso do Inspector Martelada" (1975), "Piedone l'Africano" (1978) ou "O Inspector Martelada no Nilo" (1980), sem esquecer fitas outrora tão populares como "Juntos São Dinamite" (1974), "Chamavam-lhe Bulldozer" (1978), "O Xerife Quebra Ossos" (1980), "Banana Joe" (1982) e "Os Dois Superpolícias em Miami" (1985).

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Mais duas feras que já se foram!

A Itália correu com a Espanha e a Islândia - quem diria! - correu com a Inglaterra. Na próxima ronda cai a Itália ou a Alemanha e não tarda nada só estarão os pequenotes em competição. Com a França a jogar mal, como aconteceu no último jogo, ainda me vou rir muito com a ponta final deste Euro 2016. Principalmente se ganharmos à Polónia, na próxima quinta-feira.


Agora já dá para perceber o porquê de não termos conseguido ganhar aos homens que vieram do frio!

Falemos de futebol!

O que é que a equipa da Bélgica tem mais que a de Portugal? Porque é que eles deram 4 a 0 à Hungria e nós nos vimos gregos para sair de campo com um empate?
E a Polónia? Como vai ser o jogo contra eles? A Suíça que tem fama de fraquinha, aguentou-se num empate e só caíu nos penalties. Nos sorteios, sempre rezamos para nos sair a Suíça, pois tínhamos quase a certeza de lhes ganhar. Pensando dessa maneira não deve ser difícil ganhar aos polacos, pelo menos tem lógica. Não sei dizer porquê, mas estou convencido que vamos ganhar à Polónia, é apenas um feeling e Deus queira que não me engane.
Voltando ao jogo da Bélgica, três momentos houve que me ficaram na memória. Em primeiro lugar a escorregadela do Courtois que, se estivesse em frente à baliza, teria sofrido um golo de envergonhar a cara a qualquer guarda-redes que se preze. Em segundo, a entrada fulgurante do jogador que meteu o segundo golo que saltou do banco de suplentes e um minuto depois já estava a festejar. E em terceiro e muito mais doloroso, a bolada que o ex-benfiquista Witsel levou nas "miudezas" que até a mim me fez encolher na cadeira onde estava sentado.
No jogo da França foi um Deus nos acuda, primeiro para empatar, depois de ter estado a perder durante toda a primeira parte, e depois para conseguir um segundo golo que lhes dá o acesso aos quartos e mandou os pobres/alegres jogadores e adeptos irlandeses de volta á sua ilha. Valeu aos franceses a habilidade de um Griezman que até é neto de um português, o Sr. Amaro Lopes. Se ele se zangar com o Dechamps pode ser que jogue por nós no próximo campeonato do mundo. E se a França for campeã da Europa, também Portugal fica com um pouquinho do mérito.
Mas a grande barraca estava guardada para a madrugada desta segunda-feira. O melhor jogador do mundo, segundo os detractores do nosso Cristiano Ronaldo, perdeu a Copa América mais uma vez. E para a vergonha ser completa, depois de não ter sido capaz de meter um único golo, ainda falhou um penalty e entregou a taça ao Chile. No Barcelona, o Messi faz o que quer, mas fora de Barcelona é um jogador como qualquer outro. Pelo menos assim parece!

domingo, 26 de junho de 2016

Negócios em primeiro lugar!


Se bem me lembro, as ideias do governo português, na era do Zé Pinóquio, iam no sentido de ampliar o «Porto de Sines» e ligá-lo à Europa, por caminho de ferro e autoestrada, de maneira a fazer dele um entreposto comercial de alto nível, sendo o primeiro porto a demandar pelos navios que atravessam o Canal do Panamá em direcção à Europa.
É hoje inaugurado o novo Canal do Panamá. A partir de amanhã começa a formar-se uma fila de navios, através do Oceano Atlântico, em direcção à Europa. Pergunto-me se as obras de alargamento do Porto de Sines estarão concluídas? Caminho de Ferro e Autoestradas já sei que não existem, pois a falência eminente do nosso país, a troika e o Passos Coelho mandaram parar todas as obras, mal tomaram conta do governo, em 2011.
Se foi uma decisão bem ou mal tomada vai saber-se agora, quando começarem a contabilizar os lucros não realizados pelo movimento portuário de Sines. Os grandes navios porta-contentores, com 2,5 vezes mais capacidade que os anteriores (cerca de 12.500 TEU, contra os anteriores 4.800), caso descarreguem em Sines, vão gerar um aumento de tráfego de camiões em direcção à Europa que não vai ser brincadeira (2 TEU por camião). Nada bom para o nosso Alentejo, do ponto de vista ambiental. Torna-se, portanto, urgente acelerar a ligação ferroviária a Espanha para fazer funcionar o negócio sem aumentar a emissão de gases nocivos à nossa saúde e ao meio-ambiente.
Quando se trata de negócios há que ter os olhos bem abertos. Como dizia um amigo meu, é necessário manter um olho no burro e outro no cigano. Quero dizer, um no Panamá e outro em Sines, para não deixar os nossos concorrentes belgas, holandeses e alemães ficarem-nos com o negócio. 

Razão tinha o outro ...!

... que dizia assim:
- Isto não é como começa, mas sim como acaba!
Como se viu, hoje, no nosso jogo com a Croácia, ganhou a equipa que até ao momento coleccionava apenas empates. Nunca tinha ganho, mas ganhou hoje que era o que mais queríamos.
A Croácia, ao ter derrotado a Espanha, tornou-se a grande favorita para esta eliminatória e já era possível ver a derrota espelhada nos olhos dos nossos adeptos. Nos meus também, pois com tantos empates e exibições pouco conseguidas, eu já estava preparado para dizer adeus à França e meter a viola no saco até daqui a dois anos.
Se posso dar a minha opinião, acho que os croatas entraram em campo cheios de medo dos portugueses e encolheram-se durante tempo demais. Quando começaram a esticar-se, convencidos que podiam ganhar o jogo, já era tarde demais. E a entrada do Quaresma, que neste Euro 2016 teima em ser a arma secreta do nosso seleccionador, inclinou o jogo a nosso favor definitivamente.


E por último, mas não menos importante, a nossa equipa teve, neste jogo, aquela pontinha de sorte que nos faltou nos outros três que acabaram empatados. E é assim a vida, começou mal, mas acabou bem. Acabar ainda não acabou, mas chegar até aqui já é uma grande vitória!
Amanhã vou içar a bandeira nacional cá em casa!

sábado, 25 de junho de 2016

O «Mundo Cão»!

Enquanto a economia mundial abanava no meio de forte temporal, a Europa se debatia com o maior problema surgido nos seus quase 50 anos de vida e os ingleses (pelo menos alguns) já torciam a orelha pela maneira como tinham votado no dia anterior, andava Sua Excelência o Presidente dos Estados Unidos da América a "paneleirar". Ora leiam a notícia abaixo que, hoje, aparece em grandes parangonas no Sapo Notícias:


O presidente americano, Barack Obama, instituiu o primeiro monumento nacional LGBT esta sexta-feira, concedendo a honra ao bar Stonewall Inn e à área em seu redor, em Nova Iorque, considerado o local de nascimento do movimento dos direitos dos gays nos Estados Unidos.
A 28 de junho de 1969, chegaram ao Stonewall Inn agentes da polícia para fazer cumprir a lei que proibia a venda de álcool a gays. Os clientes resistiram à pressão policial e juntou-se uma multidão do lado de fora, com tumultos que continuaram nas ruas adjacentes. Nos dias seguintes, as manifestações e os confrontos com a polícia continuaram, e o Parque Christopher, ali próximo, tornou-se um ponto de reunião para membros da comunidade LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgéneros) expressarem as suas frustrações e reforçarem a luta.
Os acontecimentos são "amplamente considerados como divisores de águas para a comunidade LGBT no país, ao mostrar o seu poder de união e a exigência de igualdade e respeito", declarou a Casa Branca. O Parque Christopher e o bar Stonewall Inn continuam a ser nos dias de hoje um ponto de concentração para a comunidade LGBT. Milhares reuniram-se nesta zona depois do massacre de Orlando, o tiroteio mais mortal da história dos Estados Unidos, que deixou 49 mortos numa discoteca gay no início deste mês. 
Foi também onde a comunidade gay se reuniu para celebrar a decisão do Supremo Tribunal de legalizar o casamento gay em todos os 50 estados, no dia 26 de junho de 2015. A designação do monumento ocorre poucos dias antes do primeiro aniversário desta decisão. Grupos dos direitos dos gays congratularam-se com o anúncio de Obama nesta sexta-feira. "O Monumento Nacional Stonewall prestará homenagem aos corajosos indivíduos que resistiram à opressão e ajudaram a acender o fogo do movimento para acabar com a injusta discriminação contra pessoas LGBT", declarou em comunicado o presidente do grupo de advocacia Human Rights Campaign, Chad Griffin.

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Aconteceu!

O que poderia esperar-se de um país que conduz pela esquerda, que teima em andar ao contrário de todos os outros europeus? Eu já esperava que isto acontecesse. Conheço, de ginjeira, esta cambada de empertigados que parecem ter engolido um guarda-chuva e não conseguem dobrar a espinha.
Na ressaca desta decisão que tomaram os britânicos, duas coisas há que me deixariam muito contente se acontecessem. A primeira seria a unificação da Irlanda que é uma vergonha que dura há séculos e a segunda a independência (finalmente) da Escócia, cujos habitantes têm pouco a ver com os ingleses e estão fartos deles até às pontas dos cabelos. E, como complemento, poderiam deixar de considerar Gales um país, pois não passa de uma província pobre da Inglaterra.
Depois deste arranjo, a Inglaterra poderia então ser um país "à moderna" separado do resto da Europa, tal e qual como eles gostam. Não tenho muito a certeza que a juventude, cidadãos abaixo dos 40 anos, goste tanto da saída da UE como os velhos imperialistas que sentem saudades dos tempos em que tinham um batalhão de escravos às suas ordens para lhes servir o chá. Mas isso é um problema que eles vão ter que resolver com os seus concidadãos mais velhos. Nós, os pobres da Europa que somos forçados a viver com a emigração, teremos um destino a menos para procurar os meios que garantam a nossa sobrevivência.
Pelos últimos números conhecidos, há perto de meio milhão de portugueses a trabalhar, legal ou ilegalmente, no Reino Unido. Para eles começa, hoje, uma nova vida. Quem não tiver autorização de residência ou um emprego que lhes permita consegui-la, pode começar a fazer a mala. As fronteiras vão começar a ser fechadas em breve e o câmbio da libra esterlina pode dar alguns desgostos a quem tem que cambiar em euros o que de lá traz para Portugal.
Os outros destinos da emigração não estão em condições, infelizmente, de suprir a falta do Reino Unido. A Suíça é pequena demais e Angola está um caos. E o resto do mundo é uma autêntica paranóia, sem oportunidades que valham a pena, talvez exceptuando o Canadá que tem acolhido alguns portugueses nos últimos anos. Pena estar tão longe e ser tão frio.
P.S. - O senhor que vêem na imagem acima é um dos maiores responsáveis pela saída e que, desde ontem à noite, não se cansa de deitar foguetes e festejar o resultado do referendo.  

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Que fazer, ficar ou abalar?



Esta é a pergunta que perto de 60 milhões de britânicos fazem a si próprios, hoje, antes de porem a cruzinha no boletim de voto que vai condicionar o seu futuro. Aparte os políticos que sempre defendem aquilo que a eles mais convém, ninguém sabe muito bem o que de bom ou mau os espera conforme sigam por um ou outro caminho, ou seja, é uma espécie de salto para o desconhecido.
Amanhã começaremos a fazer planos para resolver o problema criado por este referendo. Até lá só nos resta esperar.

quarta-feira, 22 de junho de 2016

IN ou OUT?


Nada ficará igual na Europa depois da votação de amanhã. Quer os britânicos fiquem ou saiam algo vai mudar definitivamente. Alta política não é comigo, mas a Europa, como ela tem sido nos últimos anos, não tem futuro. Ninguém se entende, ninguém está satisfeito, a Alemanha quer dar ordens e os outros não estão dispostos a obedecer. Para além de que o Euro (moeda) tem sido mais um problema que uma solução para aqueles que aderiram.
Aguardo com alguma ansiedade o resultado do referendo, pois sei que dificilmente escaparemos das ondas de choque que ele vai provocar. Como em qualquer tempestade, o rasto de destruição que esta loucura dos britânicos vai provocar será uma coisa muito séria. A começar pela vida dos nossos compatriotas que escolheram ir para lá ganhar a vida e que não sabem muito bem como vão ficar a seguir ao referendo.
Se escolherem continuar connosco haverá trovoada, mas será menos perigosa, com menos raios e coriscos. O estatuto de excepção que eles exigem, no caso de continuarem, vai custar-nos alguns milhões, mas será menos gravoso para as empresas que têm negócios em conjunto e terá um menor impacto nas importações e exportações de bens e serviços.
Não há como fugir ao assunto, vamos esperar para ver!

terça-feira, 21 de junho de 2016

Amanhã é que vai ser!

Não temos outro remédio senão acreditar que amanhã vamos ganhar à Hungria e seguir em frente nesta prova. Se assim não fosse seríamos masoquistas que gostam de sofrer por antecipação. E se isso não acontecer ... paciência, teremos que procurar outras alegrias que nos encham a vida, pois nem só de futebol é feita a nossa felicidade.
Cair agora ou na próxima fase pouca diferença faz, pois não creio que a nossa selecção tenha estofo para ganhar aos tubarões do futebol como a Alemanha, a França, a Itália ou a França e está portanto condenada a encetar o regresso a casa mais dia menos dia. Todo o mal fosse esse, há coisas que me preocupam bem mais.
Dá-me mais pica seguir o Benfica e estou morto que a próxima época comece. Ver o que o Porto é capaz de fazer para se endireitar, ou se o Jesus vai continuar com a sua língua de trapos a cuspir asneiras pela boca fora. Esse sim é o nosso futebol, o que nos faz vibrar todos os fins de semana. Os mundiais e europeus são grandes negócios que mexem com muitos milhões, mas infelizmente não nos cabe grande coisa desse bolo, apenas algumas migalhas.
Mesmo assim, lá estarei amanhã a torcer como todos os outros 10.999.999 portugueses que comigo perfazem os tais 11 milhões. E à hora do jantar já saberemos qual o nosso destino e não correremos o perigo de uma indigestão. E espero que o Renato Sanches entre de início.
Allez Portugal, allez!!!!!!!!!!!!!!!! 

A Guiné dos nossos medos!

Os grumetes da CF2 regressaram de Moçambique em Abril de 1965 (dia 11 se bem me recordo) e mergulharam quase de imediato no Curso de 1º Grau para se candidatarem à promoção a Marinheiros. No fim de Setembro estava o curso terminado e estando em formação a CF8 para ir fazer comissão em Moçambique, eu e mais uma dúzia de camaradas apressámos-nos a dar o nome, pois já se sabia que a próxima Companhia iria parar à Guiné, lugar para onde não queríamos ir de modo nenhum.
Uns meses depois, no início de 1966, outra dúzia de ex-camaradas da CF2 ingressou na CF9, não sei se voluntariamente ou à força, e partiram para a Guiné, de onde, felizmente, voltaram todos vivos. A minha ideia, quando sugeri que se juntasse a CF9 às outras duas Companhias no convívio deste ano, era juntar alguns desses camaradas que fizeram as duas comissões e assim alargar o âmbito da confraternização.


Para mal dos meus pecados, só apareceram dois filhos da escola que estavam nesse caso, o Verde e o Rafael, todos os outros arranjaram uma boa desculpa para não aparecerem. A uns aceito a desculpa de bom grado, a outros nem tanto, pois bem poderiam ter aparecido se houvesse um pouco mais de vontade.
Além do Verde e do Rafael (um de cada lado na imagem) apareceram o Silvino, da Escola de Março de 64, o Gervásio, da Escola de Setembro de 64 e o Ernesto, da escola de Março de 65.

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Não foi nada fácil!

O restaurante do Sr. Lopes não teria sido a minha escolha para o nosso convívio por muitas e variadas razões. Além das várias «Quintas» que me recomendaram, havia dois restaurantes, a Maria do Carmo e a Viúva, a que eu teria dado a minha preferência se tivessem aceitado as minhas exigências. Nas «Quintas» o preço tendia a ser mais alto e talvez tivesse que cortar na ração. Nos dois restaurantes que menciono, o preço era aceitável para uma ementa semelhante àquela que tivemos no Lopes. O maior problema era, num e noutro, a limitação de horário, pois queriam o espaço livre a partir das 15.00 horas. Ora, depois de uma viagem tão longa, seria um crime engolir o almoço à pressa e sair para a rua de seguida.
Para somar às dificuldades que tive que enfrentar, o Sr. Lopes ainda não entrou na era das tecnologias, não usa a internet nem tem uma conta de e.mail, o que me obrigou a deslocar a Vila Real para discutir as condições do nosso contrato e verificar se o local se ajustava àquilo que eu pretendia.
Quanto aos comes e bebes, uns gostaram e outros nem tanto, mas como costumo dizer um convívio é muito mais que comer e beber. Qualquer um de nós seria capaz de comer melhor e pagar menos dinheiro sem sair de ao pé da porta, mas o que mais importa nestes encontros é ver e abraçar os amigos e pôr a conversa em dia. E é só uma vez por ano, portanto vale a pena o sacrifício.


Eu não sou muito exigente com a comida e com qualquer coisa me dou por satisfeito, mas uma coisa posso dizer, gostei mais da comida do Sr. Lopes do que a que nos serviram nos últimos três convívios, na Quinta Nova, em Pernes, no D. Nuno, em Boleiros, e na Casa S. Nuno, em Fátima. E aquele que me ficou na memória, como o melhor de todos, foi na Gralha, junto às Grutas de S.to António, na Serra de Aire.
Já me obrigaram a prometer que para o ano há mais e se houver será, de novo, na zona centro. Porque não voltar à Gralha? Quem concordar que levante um braço que eu mando já reservar o lugar. E se não houver impedimento de maior será no último sábado de Maio.

domingo, 19 de junho de 2016

Fotos no Facebook!


Mais tarde e com tempo, publicarei algumas fotografias com os comentários que se justifiquem. Entretanto e para poupar trabalho, publiquei 87 fotografias no Facebook a que todos que navegam nessas águas têm livre acesso.
Já houve quem se queixasse que só consegue ver parte das fotos. Se isso vos acontecer, entrem em contacto comigo que eu envio por mail as que faltarem.
Um abraço a todos (incluindo os que não puderam ir a Vila Real).

sábado, 18 de junho de 2016

Um dia especial!

Se não fosse pelo penalty que o Ronaldo falhou teria sido um dia sem mácula. Assim foi apenas um grande dia, um dia muito especial para os camaradas fuzileiros, das Companhias 2, 8 e 9, e seus familiares que me acompanharam no convívio Vila Real 2016.
Depois haverá mais fotografias, mas por agora e para abrir o apetite deixo-vos esta meia dúzia que separei das restantes por serem as mais ilustrativas daquilo que vos quero transmitir.

O Bolo deste ano não estava nada mal

Pessoal da CF9 da Guiné

Pessoal da CF8 de Moçambique

Pessoal da CF2 de Moçambique

Todos ao molho

Veremos, logo à noite!