sexta-feira, 26 de novembro de 2021

À moda da América!

 


Comer hamburgers ou beber coca-cola são hábitos que importamos da América. Nós, os portugueses, somos mais do tipo bifana e copo de três. Também copiamos outros dias que eles festejam com, por exemplo, o Dia de Acção de Graças - comemorado ontem - ou o Dia das Bruxas. São tudo hábitos ligados ao consumo e promovidos fortemente pelos comerciantes.

Mas há ainda outro dia que, com a globalização, tem vindo a crescer a cada ano que passa, a Black Friday (Sexta-feira Negra) que é uma chamada especial feita a todos os clientes para gastarem uns cobres, antes da campanha de Natal que, a partir do dia 1 de Dezembro, esvazia os bolsos a toda a gente. Antes, só havia descontos na época de saldos e era, maioritariamente, no negócio do vestuário, agora, a Black Friday abarca tudo e aponta em especial aos aparelhos eléctricos, em geral, e aos de alta tecnologia, em particular.

Este fim de semana é indicado para quem precisar de trocar alguns electrodomésticos, computadores e telemóveis. Mas não só, todas as lojas alinham neste jogo e oferecem descontos que em alguns casos são apetecíveis. Abram os olhos, os ouvidos e a carteira e vão comprar qualquer coisinha!

Eu não sabia é que a mania da Black Friday tinha chegado também à Bolsa. As bolsas do oriente fecharam com descontos na ordem dos 6%, as europeias abriram com um desconto ainda maior, em alguns casos ultrapassou os 10% e na América seguiu o mesmo caminho, embora sem os exageros da Europa. Eu também fui às compras, optei pela Bolsa de Madrid (onde as despesas são menores) e queimei quase 20 mil. Daqui a uns dias vos direi a sorte que tive, só peço que a Bolsa comece a subir, logo na segunda-feira, de manhã!

quinta-feira, 25 de novembro de 2021

Temos vários problemas em Portugal!

 


Um deles é o excesso de javalis que dão cabo das culturas, em certas zonas do país, e é proibido matá-los, de modo que os desgraçados que vivem da agricultura de subsistência vêem as suas culturas destruidas e nada podem fazer para o evitar. É um problema.

Depois há uns generais que levam os amigos para uma caçadas meias clandestinas no Campo de Tiro de Alcochete, a troco de umas ofertas generosas, segundo aquilo que o novo canal de TV (CNN) nos veio contar. É outro problema.


Também temos um político que vai a eleições no próximo sábado para ver se o deixam mandar no PSD e sonhar em ser o novo Primeiro Ministro que vamos escolher em Janeiro. Como estamos condenados a ter um Primeiro Ministro do PS ou do PSD, visto que são os dois partidos maioritários, e não queremos o Costa, é melhor começarmos a habituar-nos à ideia de que vai ser o Rui Rio a ocupar o lugar.

Mas falta ainda disputar a tal eleição, no próximo sábado, para sabermos se vai ser ele ou o outro candidato a ganhar a corrida. É um problema.


O segundo candidato a esse lugar é um rapaz cheio de defeitos que tem vivido em Estrasburgo, nos últimos anos, mas decidiu regressar a Penates e precisa de um emprego novo. Eu ainda não percebi como lhe pagam um ordenado que anda lá pelos 15 mil euros por mês e ele passa a vida aqui a azucrinar-nos os ouvidos com aquela vozinha roufenha que muito me enerva. Vocês estão a ver esta figura como o próximo Primeiro Ministro de Portugal?

Eu não e espero que a rapaziada que vai votar, no sábado, pense bem no assunto, antes de pôr a cruzinha no papel e metê-lo na urna. Esse é outro problema ... e grande!

O «Semáforo» vai ser ligado, em breve!

Cerca de 69% da população está totalmente vacinada, um número inferior ao de outros países europeus.

“A situação é grave”, admitiu na quarta-feira Olaf Scholz, o futuro chefe de Governo social-democrata após um acordo de coligação com os Verdes e os liberais do FDP, prometendo “fazer tudo” para lidar com a pandemia.

No entanto, a nova coligação parece excluir por enquanto a ideia de confinamento nacional, e aposta na generalização dos passes de saúde nos transportes e restrições de acesso para pessoas não vacinadas, por exemplo, a sítios culturais.

A Alemanha deve “estudar” uma possível “extensão” da obrigação de vacinação, em vigor no exército e brevemente em instituições de cuidados de saúde, disse Scholz.



No próximo mês de Dezembro, já faltam poucos dias, vão ligar o SEMÁFORO, na Alemanha e deixar a Angela Merkel regressar ao sossego do seu lar, longe do bulício político que a ocupou durante os últimos 16 anos.
Além de muitas outras questões, todas elas importantes, de que a crise dos refugiados concentrados na fronteira polaca e que querem rumar à Alemanha não é a menor, surge o avanço da pandemia de Covid-19 como aquele que é mais urgente atacar. Vacinas abaixo da média europeia, negacionistas e manifestações são coisas que têm que mudar rapidamente, a menos que prefiram que os mais velhos e aqueles com a saúde mais fragilizada tirem já o bilhete para a última viagem. Não digo que alguns governantes não pensem nisso (???) como uma solução económica invejável, mas as leis da moral (???) proíbem esse caminho.
Assim, não há outro caminho a seguir a não ser insistir nas vacinas, enquanto não for descoberto um meio de cura que se mostre eficaz. E impor limites ao movimento de pessoas, tanto nacional como internacional, além do uso das máscaras, claro. Espero que o Sr. Scholz e mais os seu dois coligados tenham a força necessária para impor isso e salvar o país do desastre.
É que eu tenho lá família, porra !!!

quarta-feira, 24 de novembro de 2021

Pandemias!

A peste foi carregada por pulgas em navios que retornavam dos portos da Ásia, espalhando-se rapidamente devido à falta de saneamento adequado: a população da Inglaterra, então com cerca de 4,2 milhões, perdeu 1,4 milhão de pessoas devido à peste bubónica. A população de Florença estava quase pela metade no ano de 1347. Como resultado da dizimação na população, o valor da classe trabalhadora aumentou e os plebeus passaram a gozar de mais liberdade. Para responder à crescente necessidade de mão-de-obra, os trabalhadores viajaram em busca da posição mais favorável economicamente.

O declínio demográfico devido à peste teve consequências económicas: os preços dos alimentos caíram e os valores da terra caíram de 30 a 40% na maior parte da Europa entre 1350 e 1400. Os proprietários enfrentaram uma grande perda, mas, para alguns homens e mulheres comuns, foi um golpe de sorte. Os sobreviventes da peste descobriram não apenas que os preços dos alimentos eram mais baratos, mas também que as terras eram mais abundantes, e muitos deles herdaram propriedades de seus parentes mortos, e isso provavelmente ajudou a desestabilizar o feudalismo.


A «Peste Negra» foi a pior de todas as pandemias sofridas pela Humanidade. Começou, em 1348, trazida para Itália por barcos genoveses e durou bastantes anos tendo dizimado metade da população europeia. Tal como o vírus Sars-Cov2, também veio do centro da Ásia, transportado pelas pulgas que infestavam marmotas e outros animais do género que conviviam paredes meias com os humanos. Sicília, depois Pisa e, logo a seguir, Marselha foram os pontos onde o vírus "aterrou" e muito rapidamente se espalhou a toda a Europa.
A Medicina não era nada semelhante ao que é hoje, mas o vírus que enfrentamos hoje também é mais evoluído que aquele e o risco de continuar a matar é muito real. Os países de clima mais quente parecem estar livres deste mal, embora a Covid-19 não respeite ninguém - veja-se o caso do Brasil - mas é nos climas mais frios e húmidos que o vírus se sente em casa e se expande com rapidez.
A cada dia que passa, a mortalidade aumenta na Europa e, embora ninguém acredite que possa tomar as proporções da «Peste Negra», podem ainda morrer milhões de pessoas, antes que a Medicina encontre o caminho para controlar a doença. Mas há muita gente, por essa Europa fora, que não está ciente desse perigo e continua a recusar vacinar-se e tomar os necessários cuidados para se proteger. Esse não conhecem o Passado nem se preocupam com o Futuro, são uma cambada de inconscientes! 
 

terça-feira, 23 de novembro de 2021

 Chegou o dia do tudo ou nada. No que à Liga dos Campeões diz respeito, claro. O resto é o resto e muito haverá a dizer ainda sobre esse assunto. Mas, hoje, o JJ só tem uma hipótese, se quiser ser lembrado no Benfica pelas boas razões, e que passa por ganhar o jogo e continuar na prova.

Hoje, começo a crónica antes do jogo para não ser sempre a mesma coisa. Já se sabe a composição da equipa que vai iniciar o jogo e, como sempre, o treinador já começou a inventar. Na frente de ataque vai jogar um trio composto por Cebolinha - Yaremchuk - Rafa, deixando o maior craque e de quem se esperam os golos, Darwin, sentado no banco. Se ao jogador não foram explicadas as razões desta escolha, os miolos dele devem estar a ferver. E isso não é nada bom para a moral do jogador.

O lugar do Lucas na defesa vai ser ocupado por André Almeida. É desta vez que ele tem que mostrar o que vale, se arriar a bronca será riscado da história do Benfica para sempre. No meio campo não há novidades. Do lado do Barça há uma aposta séria na juventude, coisas do novo treinador Xávi, o que não acontece no Glorioso, pois todos sabemos que o Jesus só gosta de "velhos", como os 3 trintões da defesa, Almeida, Otamendi e Vertonghen.

Está um dia frio e chove em Barcelona. Veremos se o ânimo de um estádio cheio consegue aquecer o ambiente. E se ninguém regressa contaminado com o vírus da moda, pois em Espanha a pandemia está em ascensão acelerada. E agora, vou fazer intervalo para mastigar a bucha que estiver em cima da mesa, regá-la com um copo de tintol e em breve estarei de regresso para ver o jogo. Se a coisa estiver a correr de feição ao Benfica, virei aqui no intervalo dizer duas coisinhas, se não só virei fazer a crónica no fim do jogo.

I N T E R M E Z Z O 

Acabou o jogo, não houve golos e não tenho muito que contar. O Barcelona jogou sempre ao ataque e o Benfica defendeu-se como pôde. Nos últimos minutos, o Esferovite teve a bola em seu poder e o guarda-redes fora da baliza, mas não teve a calma necessária para a meter lá dentro, precipitou-se e rematou ao lado. Se tem marcado o Benfica ganhava, mas sem o merecer. A haver um vencedor só o Barcelona merecia sê-lo. Especialmente, desde que entrou o Dembelé que fez gato sapato da nossa defesa do lado esquerdo. Nesse período, o Barça podia ter marcado e mais que um golo, só por verdadeiro milagre não aconteceu.

E assim foi o Benfica à Catalunha apanhar uma tremenda chuveirada pela cabeça abaixo e um banho de bola que só um esforço gigantesco da defesa e do guarda-redes evitaram se transformasse numa gigantesca derrota. Assim trouxeram um pontinho que ainda pode dar jeito e deixaram o Barça nas mãos (ou nos pés) do Bayern de Munique com quem vai jogar o último jogo. A nós resta-nos o jogo com o Dínamo com quem empatamos na primeira volta. Se Ganharmos e o Bayern fizer o seu dever, arrumando com o Barcelona, estamos salvos.

Salvos, mas não muito convencidos do valor da equipa para o resto da prova. Depois da saída do João Mário, Grimaldo e Rafa a equipa ficou toda coxa, muito embora o Darwin e o Seferovic ainda tenham chegado duas ou três vezes à baliza adversária, mas sem grande perigo. Assim, aos solavancos a coisa não vai nem tem grande piada!

A cobrança!

 

Fronteira da Polónia com a Bielorrússia

De um lado a bófia, do outro os esfomeados. A fome é má conselheira e não há polícia que consiga travar tanta gente com fome. Não estou a falar dos poucos que estão do lado de lá do arame farpado, mas dos muitos que espalhados pela África e Ásia - no que a nós, os europeus diz respeito - estão nas mesmas circunstâncias, sem um futuro à vista.

A velha Europa que colonizou o resto do mundo, na procura de ouro, pedras preciosas e outros bens que pudesse trocar por dinheiro, tem agora que pagar o preço daquilo que fez. Os antigos colonizados vêm cá para cobrar os juros das riquezas que trouxemos de lá, durante 500 anos. O melhor será aceitar esse facto tal como ele é e arranjar um modo de lhes pagar sem armar em mártir.

Não é uma situação muito confortável, mas pensem nas caravelas carregadas de portugueses que percorreram a costa africana e todo o sul da Ásia, sempre de espada em punho para punir quem se opusesse. Eles e os seu descendentes aguentaram até agora, mas passados 500 anos os juros da nossa dívida são astronómicos e eles precisam disso para sobreviver, ou seja, têm uma desculpa melhor que aquela que usamos para os colonizar.

Ai, Europa, Europa, que mais terás que aguentar!

segunda-feira, 22 de novembro de 2021

Inesperadamente!

 


Tarde e a más horas, entrei neste restaurante para matar a fome. Não sei até que ponto está espalhado pelo país, mas aqui no norte há um em cada lugar que reúna mais de 30 mil habitantes. Já fui um cliente habitual, mas há anos que o excluí das minhas escolhas, porque, como diz o ditado - ganha fama e deita-te na cama - o serviço foi ficando cada vez pior, enquanto os preços continuavam lá em cima.

Hoje saí de casa para ir comprar o bacalhau do Natal, antes que fique escolhido demais e eu tenha que ficar com os restos. E pagar mais por isso, segundo gritam aos 4 ventos todos os canais de TV cá da terra, embora acredite que isso não passa de publicidade encomendada e não deverá acontecer. Na volta, queria almoçar, pois isso também é importante, com o estômago vazio a máquina não anda. Corri 3 vilas, num raio de 20 Kms e não encontrei um único restaurante que se ajustasse às minhas exigências. A razão principal é que tenha parque de estacionamento a menos de 30 metros de distância que é o meu limite de marcha.

Já quase desistia do intento e teria que regressar a casa para me contentar com uma sandes de qualquer coisa, quando me lembrei que uns Kms mais à frente havia um destes «Tourigalos». Pensei que talvez o serviço já tivesse melhorado (na minha prolongada ausência) e os preços não tivessem subido como aconteceu com os combustíveis e a Posta à Mirandesa de que vos falei, há alguns dias. Forçado pelas circunstâncias para lá me dirigi, eram quase 14.00 horas.

Mesmo assim, o restaurante estava à pinha e havia ainda uma bicha com cerca de 10 pessoas à porta. Lá esperei, com muita calma, pela minha vez, segui até à mesa que me foi indicada e fiz o meu pedido. Grelhados e batatas fritas é o prato forte do restaurante e quis fugir disso, até por causa dos meus diabinhos e da dieta que tenho vindo a seguir, nos últimos dois anos. Escolhi um cabrito assado no forno, o que não é muito do agrado da minha cara-metade, mas ela lá condescendeu o empregado de mesa foi tratar do pedido. Uns bons 5 minutos depois regressou com a informação de que lamentava muito, mas cabrito não havia. Oh, diabo, isto começa mal, pensei eu!

Acabei por pedir uma posta de bacalhau assado na brasa com batatas a murro e legumes que a minha senhora não quis partilhar e encomendou salmão grelhado com batatas cozidas e legumes para ela. Não estava mau de todo (prefiro não dizer o que estava mal para não vos estragar o apetite) e fiquei, agradavelmente, surpreendido com os preços que estavam mais baixos do que aquilo que me recordava de há uns anos atrás. Uns míseros 30€ deu para pagar tudo, inclusivé a gorjeta ao empregado.

E o vinho estava óptimo, era tinto e do Dão, como eu gosto!

sábado, 20 de novembro de 2021

Caras lindas!

 A Luisa é uma das caras mais bonitas da SIC!

Então, porque não aparece mais vezes?


Há outras caras bem mais feias que podiam ficar escondidas lá para trás!

Lá aparece de vez em quando nas notícias fora de horas - que é como quem diz, quando todos dormem ainda - ou a conduzir uns carrinhos no programa Volante da SIC. É pouco, eu queria mais!

sexta-feira, 19 de novembro de 2021

Isto não é para cardíacos!

 Vi a coisa mal parada!

Na primeira parte podíamos ter marcado 3 ou 4 golos, sem favor nenhum, mas o resultado chegou ao intervalo empatado a zero. Com muito mérito também do adversário que não se fechou na defesa e jogou sempre taco a taco com o Benfica. Na segunda parte, esperava eu um Benfica demolidor, como o treinador prometera, que resolvesse o jogo em três tempos. Em vez disso foi o Paços a marcar e fiquei de queixo caído. Mas uma vez, era a hora de sofrer e rezar a todos os santos conhecidos para não perder.

Depois, apareceu um livre directo, mesmo ao jeito do pé esquerdo do Grimaldo, que deu um grande golo e ouviu-se, no Estádio da Luz, a assistência a respirar de alívio. Tenha sido o golo, ou as substituições que o treinador fez de rajada, o facto é que a história do jogo mudou completamente. Depois do golo do empate, veio o 2 a 1, o 3 a 1 e ainda, para fechar com chave de ouro, o 3 a 1 marcado pelo Cebolinha que parece estar a encontrar o caminho do golo. Os outros dois golos foram marcados pelo Seferovic que, desde Agosto não jogava, e pelo Rafa que está transformado no melhor marcador do Glorioso.

Esta coisa da pandemia permite uma série de substituições que antes não existiam e o JJ usa e abusa delas. Entrou meio mundo que não era esperado, desde o Seferovic ao Taarabt e ao Valentino. O pessoal deitou foguetes às substituições do treinador, só porque ganhou, se tivesse perdido levava uma roda de azelha. A vida é assim, uma vitória faz esquecer tudo, desde os erros dos jogadores às apostas discutíveis do treinador.

O Darwin podia ter marcado, ele foi contratado para fazer isso, mas não marcou e o treinador acabou por tirá-lo de campo. Entrou o Seferovic e marcou, ele que já quase não conta para o treinador e já esteve com um pé fora do Benfica por diversas vezes. O Pizzi também já não é primeira escolha, mas entrou e ajudou a dar a volta ao resultado. Ou seja, quando o jogo acabou e o público saltava de contente, só estavam em jogo atletas que vinham da época passada, as novidades ou nem tinham entrado ou já tinham saído.


E termino chamando a atenção para o facto de só os jogadores do Benfica terem marcado. Até o golo do Paços foi marcado pelo Nuno Santos, atleta do Benfica que está emprestado aos Castores nesta temporada. Já não é a primeira vez que jogadores emprestados ajudam a dar-nos desgostos, o Nuno é mais um!

Pode ser que o treinador olhe para ele e o aproveite na próxima época!

Os meus 3 clubes!

 

Hoje, foi o Varzim, o primeiro a entrar em campo.

Calhou-lhe na rifa o "todo-poderoso" Sporting e lá foi de vela erguida para fora da prova.

Mesmo assim, ainda fizeram os Leões sofrer e foi preciso um penalty, aos 90 minutos para desempatar a coisa.

Defenderam-se como puderam, os poveiros, mas era tudo uma questão de tempo. Assim poupou-se o sofrimento de mais meia hora de prolongamento.




Amanhã, vai ser o Benfica que tem que se amanhar com os "marceneiros" de Paços de Ferreira, ou Castores, como gostam de lhes chamar os comentadores da nossa praça.

O treinador deles anda cheio de garra e prepara-se para me dar um desgosto, espero bem que o JJ faça melhor que o Fernando Santos que não foi capaz de injectar confiança nos rapazes da Selecção e eles foram-se abaixo das canetas, antes de tempo. Festa para os sérvios e nós a sofrer até Março/2022. Que triste sina a nossa! E tenho as maiores dúvidas que as coisas lhe corram melhor no play-off. Temos tido muita sorte nos últimos tempos e algum dia teria que acabar.

Como diz o ditado - não há mal que sempre dure, nem bem que não acabe!


E no dia seguinte vai ser o meu Gil - agora sem o Galo de Barcelos no seu emblema - que é aquele que tem a vida mais facilitada, pelo menos em teoria, pois vai enfrentar os sardinheiros de Leça da Palmeira.
Acho que o treinador deles é o velho (e careca) conhecido Zé Mota que faz sempre os possíveis por dificultar a vida aos adversários.
Espero bem que, desta vez, lhe saia o tiro pela culatra e a bala não atinja ninguém da terra que me viu nascer.
Barcelos é uma das cidades mais antigas de Portugal, há quem jure que já existia no tempo de Mumadona Dias que foi a dona destas terras, durante o Século X, antes de o Afonsinho ter nascido para dar desgostos à D. Teresa de Leão. E muito bonita, por sinal, digo eu que a conheço bem!


quarta-feira, 17 de novembro de 2021

A Mitra!

 


A Mitra foi (e continua a ser) um símbolo do poder da igreja. Tanto em Lisboa como no Porto existem ainda resquícios do poder da igreja, muitas vezes mal aplicado, que, durante séculos, subjugou os portugueses. O maior exemplo disso é a cidade do Porto que foi doada ao bispo, no início da portugalidade, por D. Afonso Henriques e só no reinado de D. João I foi resgatada pela Coroa.

O Cabido da Sé era uma espécie de Ministro das Finanças ao serviço do bispo e era ele que estabelecia os dízimos a pagar por cada desgraçado que tivesse um negócio, por mais pequeno que fosse. Ou seja, decidia quais os impostos a pagar, encarregava-se da sua cobrança e depois gastava o dinheiro segundo as ordens que recebia do bispo. Depois de pagar os comes e bebes do clero, a maior parte ia para igrejas e monumentos religiosos. Acredito que lá no fim da linha aparecessem alguns miseráveis que tinham direito a umas migalhas.

Palácio da Mitra, em Lisboa

Atenção, não vim aqui dizer mal da Igreja, mas ela tem tantos pecados, a começar na Santa Inquisição e acabar na vergonha da pedofilia actual, que grande parte do inferno lhe deve estar reservado. O que eu sei e posso afirmar à boca cheia é que o Clero era a classe que melhor vivia, em Portugal, enquanto durou a Monarquia e especialmente antes do aparecimento do Marquês de Pombal que lhe acabou com as mordomias. No Porto é bem conhecida a influência do Bispo do Porto (consultar Wikipédia) no mundo da política e da economia.

Painel de azulejos do palácio da Mitra

A Mitra foi também uma instituição criada para dar protecão aos pobres e lutar contra a mendicidade (que era o meio de muitos lusitanos matarem a fome, até há pouco tempo) que grassava no país, em especial nos maiores centros urbanos. Já perto do fim da Monarquia viria a ficar integrada nas Misericórdias que actualmente está transformada num grande negócio, começando no jogo e acabando na Saúde, que tem muito pouco a ver com a Caridade que lhe deu origem.

Muitas vezes se refere a Mitra, em vez de Igreja, por ser aquela um símbolo desta que até o Papa continua a usar para mostrar quem manda! Eu gostaria que gastassem mais dinheiro dando esmola aos pobres do que a dourar santos e altares nas igrejas!

P.S. - A Quinta da Mitra, nas Antas, abandonada há muitos anos parece que vai ser reabilitada. Imagino que não será o cabido da Sé a pagar as obras, mas até posso estar enganado. Se aquilo der um bom hotel de charme pode ser um bom negócio!

terça-feira, 16 de novembro de 2021

Uma viagem ao passado!

A GNR lembra que "a colheita de pinhas de pinheiro-manso é proibida entre 1 de abril e 1 de dezembro". E "ainda que esteja caída no chão, a sua apanha está interditada por se encontrar em época de defeso", diz a guarda. O objetivo é salvaguardar "o crescimento e desenvolvimento da pinha e do pinhão e evitando a colheita da semente com deficiente faculdade germinativa e mal amadurecida", acrescenta um comunicado da GNR de Viseu.
Afinal, o "pinheiro-manso (Pinus pinea) é uma espécie florestal com um crescente interesse económico, cuja importância do comércio externo de pinha e de pinhão tem contribuído para a promoção de importantes dinâmicas económicas à escala regional, uma vez que o pinhão produzido em Portugal é de todos o mais valorizado pelas suas características nutricionais."



A notícia que podem ler acima fez-me voltar à idade da Escola Primária. Nessa idade eu ia às pinhas para termos pinhões, em casa, na noite de Natal. Se faltassem os pinhões, onde já havia tão poucas coisas seria a pior das falhas. E os pinhões eram-nos oferecidos pela natureza, só tínhamos que ir a eles.
Logo que o tempo começava a aquecer - aí pelo fim da Primavera - e as pinhas bravas a abrir e largar os pinhões, apareciam na minha aldeia os profissionais ligados ao negócio da lenha e do carvão. Eles subiam aos pinheiros mais altos, quais macacos aos coqueiros, e com o auxílio de um gancho, habilmente, preparado deitavam tudo ao chão. Algumas pinhas nem a cor de maduras tinham ainda. Eles carregavam as suas carroças e lá iam a caminho da Póvoa, onde o negócio dava dinheiro.
A partir de Outubro apareciam para rapar tudo que era pinha mansa para fazerem mais uns trocos no Natal. Na altura, não era proibido por lei, como é hoje, mas alguns lavradores, donos de pinhais com muitos pinheiros mansos, chegavam a montar guarda, com cão de guarda pela trela e caçadeira ao ombro. Era a única maneira de sobrar alguma coisa para o pessoal da terra. Eu recorria aos amigos e colegas de escola, filhos desses lavradores, para irmos à bouça (nome dado aos pinhais, no Minho) à procura das ditas e famosas pinhas. Eu era mais habilidoso a subir aos pinheiros, eles os donos do material, no fim repartíamos a colheita.
E a partir de Outubro, fora das horas escolares, ficávamos todos de atalaia, avisando os lavradores, logo que víamos passar as carroças dos lenhadores. Tudo que eles apanhavam era roubado e já conheciam, mais ou menos, as propriedades menos vigiadas. Andavam de aldeia em aldeia, à espera de uma oportunidade para trabalhar. Alguns lavradores pregavam nos pinheiros, à borda da estrada, uma placa que avisava que a propriedade estava à guarda da GNR. Nunca percebi como funcionava aquilo, pois nunca vi nenhum guarda a passear a Mauser pelo meio dos pinheiros.
No Minho, muito diferente do Ribatejo, as pinhas só amadurecem depois do Natal, por isso é precisa alguma sorte para encontrar pinhas que já tenham pinhões, pois deitar abaixo as pinhas muito verdes não serve de nada, só servem como lenha para a fogueira. Nesse métier era eu um mestre!
Aos 11 anos tornei-me num estudante profissional, coisa rara naqueles tempos e lugares, e nunca mais subi aos pinheiros. Na Escola de Fuzileiros, em Vale de Zebro, havia muitos pinheiros mansos, grandes e cheios de pinhas, mas ... ninguém se preocupava em as apanhar. Ainda subi algumas vezes a esses pinheiros, mas era em exercícios militares e sempre com um sargento debaixo do pinheiro para nos fazer correr e suar as estopinhas. Como nunca passei nenhum Natal, em Vale de Zebro, nunca soube se apanhavam as pinhas ou não. Talvez alguns que tinham família por perto o fizessem para darem à família os tais pinhões que agora se vendem ao preço do ouro fino. São precisos uns quantos euros para comprar 100 gramas e, por vezes, não valem nada. Nada que se compare aos que eu comia, tirados das pinhas assadas na fogueira acesa sobre a «pedra do lar».

Na minha casa era maior,
tinha cerca de 2X2 Metros

segunda-feira, 15 de novembro de 2021

Assim se perde um cliente!

 

Restaurante de Luxo, onde as doses são
inversamente proporcionais ao preço. 

Ontem, almocei num restaurante que era uma das minhas primeiras escolhas, no tempo pré-pandemia. Com os confinamentos e respectivas restrições, há muito tempo que lá não ia e fiquei surpreendido com os preços, mal deitei os olhos à ementa que o empregado de mesa me entregou..

Para perceberem o que digo vou contar-vos a História de uma Posta à Mirandesa. O dono do restaurante era transmontano e resolveu trazer para a zona do Porto o gosto pela carne de vitela mirandesa que é, na realidade, um verdadeiro pitéu. Só tem um defeito, faz subir o ácido úrico para níveis proibitivos e envia os seus adeptos para a consulta médica da especialidade.

Bem, esse transmontano colocou a «Posta» na lista por um preço fantástico, apenas 16,50€. Muita carne, muitas batatas fritas, um pouco de salada mista, satisfazia em pleno duas pessoas, mas bem repartida daria para quatro. Os clientes entravam e ficavam apaixonados pelo petisco (e pelo preço) e regressavam ali, sempre que a oportunidade surgia.

Há cerca de 3 a 4 anos, não posso precisar a data, subiu o preço para 19.00€. Os clientes refilaram com esta subida exagerada, já que os ordenados não tinham subido mais que 1%, mas como um almoço para dois, por 19.00€ ainda era aceitável, continuou a frequentar o local. Eu também alinhei, reconhecendo que já tinha comido muita e boa carne por pouco dinheiro e que o transmontano merecia amealhar algum lucro com o seu negócio. No verão do ano passado, entre pandemias, decidi lá ir almoçar e, no meio de muitas e exageradas medidas de segurança, reparei que a famosa «Posta» que voltei a pedir já aparecia na lista por 24.00€ (mais de 25% de aumento sobre o último preço). Perguntei qual era a razão do aumento e responderam-me que o restaurante mudara de gerência, que fizera obras e, acima de tudo, que o negócio estava muito mau por causa da pandemia.

Passou mais de um ano sem lá voltar e, ontem, foi o dia de regresso. Fiquei assustado com os preços da ementa, os pratos principais e que mais saída tinham, Posta, Bacalhau ou Polvo, tinham saltado a fasquia dos 30.00€. E todos os pratos mais baratos, na casa do 10.00€, eram servidos sem guarnição e os preços destas, arroz, batatas fritas e salada, custavam na casa dos 5.00€, metade disso para meia dose. Até as «Tripas à Moda do Porto», prato muito solicitado tinham subido também, o preço de meia dose era igual ao preço de uma dose inteira dos velhos tempos.

Para mim acabou a Posta à Mirandesa, pagar 30€ para me fazer mal à saúde, não, muito obrigado! 

domingo, 14 de novembro de 2021

A morte tem sempre uma desculpa!


 

O jogo de hoje? Um autêntico fiasco, tal como foi o jogo com a Irlanda.

Por puro acidente, o Renato meteu um golo aos 2 minutos, senão a imagem que ficaria seria mais feia ainda, uma verdadeira desgraça. Agora, como muitas vezes tem acontecido, ficamos à espera dum possível play-off que salve a honra do convento e nos leve até ao calor do Katar, no fim do próximo ano.

Para mim seria melhor mandar este seleccionador para a reforma e escolher outro para a campanha do Katar 2022 e os outros compromissos que aí vêm. Com a quantidade de bons jogadores que temos e mais os que têm mostrado serviço nos Sub 21 temos que mostrar alguma ambição e alguma arrogância também. E com o Fernando Santos isso não é possível, pois ele nunca ataca, joga sempre à defesa.

O nosso povo foi para a Luz na expectativa de fazer uma festa e saiu de lá encolhido, com o rabo entre as pernas. O Cristiano Ronaldo já deu o que tinha a dar e temos que descobrir outro milagreiro para os próximos dez anos. Se não o encontramos, voltamos ao mesmo de antigamente, uma equipa para ficar nos primeiros oito de qualquer prova, mas nunca ganhá-la.

Branco ou tinto? A escolha é sua!

Os vinhos tinto e branco possuem perfis nutricionais semelhantes. O tinto tem uma quantidade extra de minerais e vitaminas, enquanto o branco contém uma série de outras propriedades benéficas ao organismo. Por exemplo, a presença das peles e sementes no vinho tinto tornam-no rico em compostos vegetais, capazes de diminuir a incidência de doenças cardíacas.

Alguns estudos avançam que o consumo moderado de vinho tinto reduz em 30% o risco de doenças cardíacas. Tal é possível graças aos seus anti-inflamatórios e antioxidantes que atuam diretamente no coração. Outras pesquisas referem que o vinho tinto aumenta a quantidade de colesterol HDL no organismo.
O vinho tinto é ainda mais benéfico para a mente, devido à função antioxidante e anti-inflamatória do resveratrol, que não permite a formação de beta-amiloides no corpo. Assim, há menos risco de surgirem placas no cérebro ligadas à doença de Alzheimer.
Outra vantagem do tinto é que o resveratrol diminui as dores nas articulações e aumenta a sensibilidade à insulina.
O vinho tinta previne também as doenças associadas ao envelhecimento e cancerígenas.


O vinho branco também melhora a saúde corporal e mental. Ele reduz o risco de doenças do coração, entre 25% a 40%. Um estudo dinamarquês concluiu que quem bebe baixas quantidades de vinho branco têm menor probabilidade de morrer de doença cardíaca ou acidente vascular cerebral, em comparação com as pessoas que bebiam cerveja, por exemplo.
O vinho branco também atua contra o mau colesterol, diminuindo o risco de morte por doenças do coração. O consumo moderado desta bebida também previne as doenças neurodegenerativas, como o Parkinson e o Alzheimer.
Outra vantagem do consumo deste vinho é a melhoria ou prevenção dos casos de osteoartrite e o risco de cancro, nomeadamente do pulmão, é diminuído com o consumo desta bebida.

N.B. - As palavras não minhas, mas subscrevo-as plenamente. A vida sem um copo de vinho é uma tristeza sem fim!

sábado, 13 de novembro de 2021

O seu segredo!

Os EUA e a China competem pela influência global. A economia chinesa continua a ganhar peso no mundo, apesar de estar longe de pertencer ao grupo de democracias liberais que até agora dominava a economia e o tabuleiro de xadrez geopolítico. Joe Biden, o presidente dos EUA, tenta convencer países que defendem valores semelhantes (principalmente ocidentais) a exercer pressão sobre a China juntos.
Estas pressões incluem restrições ao comércio, tecnologia, finanças e investimentos, juntamente com sanções económicas, forçando alguns mercados (e empresas) a escolher um lado.
Embora esse cenário seja mais provável no campo da tecnologia, há o risco de que esta estratégia abranja setores industriais e consumidores.



Eles já fizeram o brinde, mas o sucesso daquilo que lhes vai na cabeça está longe de acontecer. Cada um deseja e brinda a uma coisa diferente e só um poderá ver o seu desejo cumprido. Nós, o resto do mundo, somos muito pequenos e meros espectadores da peça de teatro que eles vão representar.
Em cada canto do mundo, haverá alguém a torcer por um deles e esperando sair com isso beneficiado. E há também aqueles que não acodem por nenhum dos lados, mas que acabarão por ser afectados pelo resultado da guerra que ambos travam. E haverá grandes aliados de um e outro lado, esperando puxar a brasa para a sua sardinha a ver se ela fica bem assada. Se não forem bem sucedidos acabarão com a sua sardinha completamente chamuscada.
A União Europeia poderia e deveria ter uma palavra a dizer neste assunto, mas para isso precisaria de estar muito mais unida e falar a uma só voz, coisa que parece cada vez menos provável. O Reino Unido, depois de concluído o Brexit, o Canadá e a Austrália serão os primeiros aliados do Mr. Biden, enquanto a Rússia alinhará ao lado do Todo-Poderosos Xi. Quanto ao resto, fiquem atentos e logo verão! 

quinta-feira, 11 de novembro de 2021

Em dia de S. Martinho!

 


Hoje, era mais castanhas e vinho do que futebol da selecção. Assim, vi uns bocaditos do jogo e não fiquei a perder grande coisa. Não houve golos, foi um jogo fraquinho, segundo os comentadores da nossa praça, e tudo o que interessava era não perder, coisa que foi conseguida. Desta vez nem o S. Ronaldo nos valeu!

O ordinário do Pepe tinha que meter a mão na cara do adversário e levar o segundo amarelo, nunca mais aprende! Foi expulso e bem, estou convencido que nos safaremos no último jogo mesmo sem ele. Também é a única maneira de o treinador o deixar de fora e dar uma chance a outros, seja o Zé Fonte - que é outro dinossauro - ou outro qualquer. Se o ataque funcionar bem, nem da defesa precisamos.

Este é o nosso fado, temos que andar de calculadora na mão até ao fim. Não me lembro de termos feito um apuramento livre deste tipo de encrenca, tem sido sempre à rasca. Mas o que conta é passar, tudo o resto são flores para enfeitar a jarra.

No próximo domingo, lá estaremos no Estádio da Luz, para torcer pela equipa e tentar derrotar a Sérvia. Em teoria temos melhor equipa que eles, mas a bola é redonda e por vezes rola para onde não se espera.

Força Portugal !!!

Um poeta do povo!

 Na próxima terça-feira comemora-se um aniversário da morte do poeta popular António Aleixo. Antecipo-me um bocado ao falar disto, mas assim dou às pessoas mais distraídas o tempo necessário para preparar a sua homenagem. 


Ele fez poemas para todos os gostos, mas desancar na política e nos políticos era o seu desporto favorito. Não sei se teve problemas com a PIDE, ou se morreu antes de a política do Salazar precisar de se proteger da crítica do Povo Português. Eu diria que até às eleições de 1958, em que apareceu o "General sem Medo" como candidato, a polícia política não tinha muito que fazer. A informação era pouca e não chegava à maior parte do país em que o Povo carpia as suas misérias. A maior parte dos problemas que afligia as lusas gentes era ainda atribuída à Monarquia, deposta em 1910. O António Aleixo viveu, por conseguinte, uma grande parte da sua vida, os primeiros 30 anos, no período turbulento da Primeira República e assistiu na primeira fila à chegada de Salazar ao poder, à sua afirmação na década de 30 e ouvir falar dele, como o salvador da Pátria, durante a II Guerra Mundial e nos anos difíceis que se seguiram.


Confesso que não conheço a obra que nos deixou, mas tenho ouvido tantos elogios ao que escreveu que, um dia destes, vou dar uma volta pelos alfarrabistas a ver o que encontro.


E se um dia, dos poucos que me restam, voltar a passar por Loulé, vou sentar-me um pouco ao pé dele e pedir-lhe que me inspire para eu tecer alguns "elogios" aos políticos de agora, como ele fez no seu tempo.

quarta-feira, 10 de novembro de 2021

Chinesices!

 


Eles são tantos que já não cabem na China!

Tal como os americanos procuram estudar Marte como provável destino para a Humanidade, logo que este Planeta em que vivemos comece a dar o berro, Também os chineses procuram outros destinos para os muitos milhões de chinesinhos que já não têm futuro no seu país de origem. Em muitos cantos do mundo, eles já dominam no mercado do bric-a-brac, da alimentação e da indústria do vestuário. Agora estão a pensar nas energias e na banca - voos muito mais altos - depois disso virão os automóveis do futuro, movidos a uma nova energia que ainda nem sequer foi inventada, os comboios e os aviões. Convém não esquecer que foram os chineses que inventaram a pólvora!

Let's get ready for the future with the chinese!!!

Se não os podemos vencer, juntemo-nos a eles!!!

terça-feira, 9 de novembro de 2021

Uma questão de justiça!


Todos sabemos que os salários, em Portugal, são extremamente baixos. Num estudo recente diz-se que 67,5% dos trabalhadores por conta de outrem ganham apenas o salário mínimo. Isto é mau, muito mau!

Se o tal estudo separasse o sector público do privado a imagem seria ainda mais confrangedora, pois o sector público tem um salário médio cerca de 300€ acima do sector privado. Mais um erro dos políticos a distribuirem os dinheiros públicos de forma errada.

Partindo do princípio que Portugal está (muito) mal e aceitando a premissa de que queremos melhorar, o aumento salarial anual deve ser sempre superior à inflação. Se a inflação prevista é de 1%, o aumento deveria ser de 2%, ou seja, 1 para neutralizar a inflação e não perder poder de compra, acrescido de mais 1 para ir melhorando a vida dos portugueses.

Não foi bem assim que raciocinou o António Costa, quando apresentou o OE para 2022 e, por essa mesmíssima razão, deixou cair o governo. Vou esperar para ver como este assunto será encarado na campanha eleitoral e quais as propostas de cada partido a este respeito.

Por outro lado, os patrões desataram logo a berrar que aumentar o salário seria condenar muitas empresas à falência. Mal, muito mal, pois empresas baseadas em salários baixos não têm qualquer futuro. Para isso estão cá os chineses e os indianos que representam metade da população mundial e ainda não sabem como garantir um mínimo dos mínimos aos seus habitantes. Por isso é vê-los rumar aos Estados Unidos ou à Europa para viver uma vida com alguma decência.

Um outro ponto de vista é o IRC pago pelas empresas grandes que deveria ser calculado segundo uma fórmula nova, na base do volume de negócios por cada trabalhador. Há empresas, como a EDP, que têm cada vez menos trabalhadores e facturam cada vez mais. O segredo deles é comprar serviços, em vez de assumirem a responsabilidade de ter trabalhadores e pagar os seus custos sociais. Empresas assim deveriam pagar uma taxa social (retirada dos seus lucros) para patrocinar os trabalhadores que não empregam. Eles defendem-se, dizendo que dão o trabalho a terceiros, mas não confessam que ficam com a maior fatia dos lucros, enquanto as empresas sub-contratadas para os servir pagam apenas o salário mínimo aos seus trabalhadores. Se assim não fizerem, nunca ganham os concursos para as obras propostas a concurso. Mal, muito mal! Culpa do nosso governo por permitir uma situação dessas.

As maiores empresas do mundo têm a sua base em Nova Iorque ou Londres, mas a sua capacidade de produção está sedeada no Médio oi Extremo Oriente. Os governos não têm mais que taxá-los em função disso. Basta calcular o IRC em função da facturação e não dos lucros que ficam pelo caminho, perdidos numa qualquer offshore, em nome de um qualquer Tio Patinhas.

Portugal tem que melhorar o seu nível de vida e cabe ao governo procurar os meios para isso acontecer. Distribuir dinheiro pelas empresas (ditas em dificuldade) e não querer saber dos trabalhadores que são quem cria a riqueza está mal, muito mal! E é nesse dinheiro do PRR (a tal bazuca) que os patrões mais desonestos estão filados. Muita atenção a isso, durante a campanha!