terça-feira, 31 de março de 2026

Damasco!

 Por mais que Israel e Netanyahu se estiquem Israel nunca deixará de ser um pequeno país! Pode ter muito dinheiro e amigos (americanos) poderosos, mas falta-lhe território!

Por isso o Netanyahu não admite a existência da Palestina e farta-se de construir colunatos na Cisjordânia. E, actualmente, com a desculpa de eliminar o Hezbollah, vai entrando pelo Líbano dentro como faca em manteiga aquecida!

Uma fatiazita da Síria e, quem sabe, outra da Jordânia davam-lhe jeito para compor um país mais a sério e de acordo com as suas ambições! Mas com que desculpa iria ele meter-se com esses dois países? Se os europeus colonizadores, antes de virarem as costas, lhe tivessem destinado uma fatia maior, Israel poderia ter aspirado a ser um país com mais significado na região. Mas assim não aconteceu, deixaram-no entalado entre o rio Jordão e o Mediterrâneo sem espaço para se expandir.

Eu que toda a vida fui um organizador de coisas, gostaria de eleger Damasco como capital daquele canto do mundo. Países como Israel, nascido por causa do Holocausto, a Jordânia, por causa do abandono dos ocupantes europeus, o Líbano, na sua pequenez, deviam juntar-se à Síria, ou parte desta, e formar um novo país com a capital em Damasco.

Esta cidade já existia muito antes de Cristo vir ao mundo e de os impérios, grego, romano, persa ou otomano, terem feito daquilo o seu feudo particular. Antes do Marco Polo andar por ali, à procura de um atalho que o levasse até à China, já Damasco era a capital do Oriente Próximo. Porque não devolver-lhe o seu esplendor de então? Porque acham que os apóstolos de Jesus Cristo começaram por ali a espalhar a palavra do seu mestre?

É isso mesmo, porque Damasco era a única terra, verdadeiramente, civilizada a oriente de Roma. Com o mesmo fulgor só, talvez, Constantinopla, mas nunca com uma História tão antiga e completa como a actual capital da Síria. Nunca poderia escolher outra capital para esse país que idealizo na minha cabeça. Os velhos comerciantes do Líbano a fazer dinheiro, os espertos judeus a guardá-lo e fazer render juros, enquanto os agricultores ou pastores do Vale do Jordão se encarregariam de alimentar o povo.

O mapa daquela zona do Mediterrâneo oriental poderia ser, totalmente, diferente do que é hoje e sem guerras entre árabes, judeus e cristãos. Todo o mundo a lutar por um objectivo comum, o bem da gente que ali vive e trabalha! 

3 comentários:

  1. E com isso tudo andamos todos lixados!
    Beijos e um bom dia!

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  2. Guerras e guerrinhas, é disso que muita gente gosta.
    O bom senso dispensa-as.
    Um abraço.

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  3. Embora Israel seja a única nação judia da época moderna teria sido mencionada pela primeira vez BCE no Egipto. E para confirmar temos o mais famoso judeu que nasceu na Judeia há 2026 muitos anos antes dos mahomedes comecarem a rezar de kupoar, Se 'os judeus errantes' resolveram regressar à sua terra é outra história - ISRAEL SEMPRE ESTEVE LÁ! Pela parte que me toca também gostaria de regressar à minha terra... mas conhecedor dos malefícios socialistas é melhor que não!

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