Vamos falar do Irão (os brasileiros preferem escrever sem o "O" final) que está, hoje, na ordem do dia, pois anda lá a Marinha Iraniana a plantar minas e a Marinha americana a rebentar com os fracos navios dos infiéis (é a minha vez de lhes chamar isso) que andam a minar o caminho dos petroleiros.
Mas, antes de começar, uma adivinha. Qual é o país do mundo onde a Bayer vende mais aspirina? E como aconteceu a Bayer ter descoberto esse mercado?
A resposta é simples, desde que o Aiatola Komeini subiu ao poder no Irão, em 1979, que iranianos desataram a gritar "ai a tola" e os alemães sempre atentos a tudo e mais alguma coisa que lhes possa render uns cobres, saltaram logo para lá a vender aspirina a toda a gente. Foi um sucesso!
O tratamento de choque que o judeu Netanyahu, com a ajuda do amigo americano Trump - que eu uma vez apanhei, de barrete judeu na carola, a rezar no muro das lamentações - é bem merecido e não será curado com aspirina. Quem os manda gritar "morte a Israel e à América"? Komeini, depois Kamenei e agora os que ainda estão vivos continuam a afirmar que esse é o seu propósito de vida e sacrificarão de bom grado a sua vida para atingir esse objectivo.
Pois então, lá vai morteirada para cima deles para lhes oferecer o passaporte para o céu de Maomé, em que eles têm direito a 7 virgens e não sei mais quantas benesses! Com esse tipo de ideias andam a complicar a vida de meio mundo, pagando ao Hamas, ao Hezbollah e aos Iemenitas para os ajudarem a espalhar o terror. E agora andam a minar o estreito para que o petróleo de todos os países do Golfo Pérsico seja impedido de seguir para o seu destino, um pouco por todo o mundo.
Eu já tinha manifestado a minha estranheza por ver isso acontecer nas barbas da Marinha mais forte do mundo que para ali tinha enviado um porta-aviões acompanhado de uma série de outros navios para lhe proteger a rectaguarda e permitir-lhe cumprir a sua tarefa que, neste caso, seria evitar que o Irão prejudicasse o normal funcionamento das coisas, a começar pelo trânsito marítimo do petróleo e de contentores levando mercadorias diversas para a gente do golfo que só tem cabras, camelos e petrodólares que não garantem uma alimentação correcta.
Nos últimos dias a aviação começou a tratar do assunto afundando todos os vasos de guerra iranianos que se aproximassem do estreito. Nas notícias de ontem garantiam que já foram afundados 16, mas é de desconfiar de todo o tipo de embarcações, pois até os pescadores podem andar a trabalhar para aqueles cromos de cartola branca, espalhando minas magnéticas por todo o lado. A mina é uma arma pequena e barata, mas eficaz para complicar a navegação na zona.
Como se pode ver no mapa que escolhi para ilustrar esta publicação, a margem ocidental do estreito pertence a Oman e segundo as regras marítimas, este país tem soberania sobre metade da estreita faixa de água que separa os dois países, pouco mais de 30 Quilómetros. Ou seja, ninguém lá pode ir meter minas sem a sua autorização e essa é mais uma razão para os americanos (amigos) afundarem qualquer navio que ande por ali a cometer ilegalidades.
Enquanto isso, em terra, esperava-se que o povo (descontente com os teocratas que o têm martirizado) se revoltasse e desse uma ajuda a judeus e americanos para executar o seu plano de substituição do governo. Infelizmente, isso não tem acontecido e a guerra entrou num impasse que se limita a bombardear posições da guarda revolucionária e e hipotéticos depósitos de mísseis e drones. Talvez os curdos se revoltem e possam dar uma ajuda neste imbróglio, há muito tempo que eles esperam e reclamam um país independente para o seu povo e esta pode ser uma oportunidade de ouro.
Entretanto, não há quem saiba onde foram parar os quilos de urânio, enriquecido a 60%, que serviria para a tal bomba atómica que o Irão gostaria de despejar sobre Jerusalém ou Telavive. Não devem ter sido atingidos pelos bombardeamentos levados a cabo sobre Teerão, senão o seu efeito já se teria sentido. E isso cria um novo problema ao Netanyahu, pois pode significar que alguém, em lugar desconhecido, continua a trabalhar na feitura da mortífera bomba!



Fiquei mais esclarecida com este teu texto e quero que acabem com a guerra que já chega tanta mortandade onde o justo paga pelo pecador!
ResponderEliminarBeijos e um bom dia!
Quem diria que o país que controlou o Estreito de Hormuz por mais de um século iria chegar a este estado. Espero que os USA/Israel mantenham as ruínas portugueses nas duas margens do Estreito fora de mira...
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