quinta-feira, 8 de julho de 2021

Ditados populares e os comilões!

 O ditado popular que vou invocar, hoje, neste momento de tristeza benfiquista reza assim:

- Junta-te aos bons e serás como eles, junta-te aos maus e serás pior que eles!


Há alguns dias atrás, Pinto da Costa e Luís Filipe Vieira foram almoçar ao «Rei dos Leitões», na Mealhada. Quando os vi juntos, pensei cá para comigo num outro ditado - diz-me com quem andas e eu dir-te-ei quem és - mas, depois do que aconteceu ontem, acho que o outro se aplica melhor. O Vieira meteu-se no futebol e tentou imitar tudo o que fez o presidente do FCP, só que deve ter falhado algumas lições, pois o outro continua em liberdade e o presidente do Benfica está a ser encostado às cordas.

Anos e anos de trafulhices para viver à grande e à francesa e não olhar para a coluna do preço, quando se escolhe a ementa para o almoço ou jantar, nem da comida nem da bebida. Agora, atrás das grades, fiquei preocupado com o que lhe iriam servir ao jantar de ontem e ao almoço de hoje. Eu que andei no mato, durante a Guerra Colonial, e comi muitas rações de combate contento-me com qualquer coisinha. Qualquer lata de atum e um pedaço de pão me satisfazem, mas eles têm o paladar mais apurado e quando a iguaria não lhes cheira empurram para a borda do prato.


Os jornalistas da nossa praça não deixam os seus créditos por mãos alheias e já me vieram informar que o almoço de hoje foi frango assado. Acredito que foi sugestão do «Rei dos Frangos» que mesmo preso quer ver o seu negócio a bombar!

Como não acredito que os deixem ir para casa, hoje, o que irão comer ao jantar? Frango outra vez não, talvez venha o leitãozinho que parece estar nas suas preferências. E podem mandar a conta ao Benfica que até esfregará as mãos de contente por poder pagá-la. Afinal os amigos vêem-se no hospital e na cadeia!

Entretanto ...!

 Enquanto a imprensa e restantes meios de comunicação nacionais se entretêm com o Benfica (e o LFVieira, claro) eu vou dar uma volta até Bruxelas. E já agora, se não se importam, vou a (de) cavalo!


O cavalo Belga, ou cavalo de tração Belga (draft), é também conhecido como Belgian Heavy Horse, Brabançon e Brabant. É uma raça oriunda da região de Brabant, na Bélgica, onde é chamado Cheval de trait belge. Seus exemplares estão entre os mais fortes das conhecidas como raças pesadas.


Parece-vos estranha a minha escolha? Ou acham que perdi o juízo? Nada de precipitações, eu explico.

O meu primeiro emprego, depois de 6 anos de Marinha, foi exactamente igual àquele que tinha, quando decidi alistar-me, "apontador de produção". Era uma espécie de tarimba para vir a ser empregado de escritório, mais tarde (às vezes era tão tarde que os aprendizes desanimavam e partiam para outra). Assim me aconteceu da primeira vez e voltou a acontecer da segunda. Trabalhei um ano inteirinho e não ganhava o suficiente para dar de comer à mulher e filha (o meu agregado familiar do momento) e por isso decidi pôr-me na alheta.

Fui a casa dos meus sogros, entreguei-lhe a filha e a neta e pedi-lhe para olharem por elas durante uns tempos, enquanto eu ia à procura da minha sorte. Havia um vizinho que se tornara meu amigo e tinha regressado, há pouco tempo, da Bélgica, onde tinha passado quase toda a vida e criado os seus filhos (mais ou menos da minha idade) para que eles não fossem obrigados a ir para a tropa e alinhar numa guerra que não lhes dizia nada. Refiro-me aos filhos, porque o pai era um anti-salazarista convicto e a PIDE já lhe tinha chegado a roupa ao pêlo mais que uma vez, por isso a decisão de ir viver para Bruxelas. Garantiu-me ele que eu arranjaria emprego na Bélgica, sem qualquer problema.

Não há dúvida que ele conhecia bem aquilo e gizou um plano que deu 100% certo. Dizia ele que nos 15 dias antes do Natal todo o navio que entrasse no porto de Antuérpia se via confrontado com um problema difícil de resolver. Os marinheiros queriam ir passar o natal com as famílias e, como o comandante os não autorizava, eles desertavam e não compareciam na hora do embarque. Os comandantes dos navios afectados por este problema tinham que recorrer a contratações de ocasião para suprir as faltas, pois chegada a hora de zarpar tinham que o fazer, pois não podiam continuar encostados ao cais. Assim era só ficar por ali a zanzar e aproveitar a melhor oferta. O filho mais velho acompanhar-me-ia até Antuérpia e ensinava-me a dar os primeiros passos.

E assim foi, no dia 30 de Novembro de 1969, dirigi-me ao meu patrão e enchi-lhe as orelhas de quantos impropérios me lembrei de deitar pela boca fora. Que queria o dobro do salário que me estava a pagar ou me iria embora. Prometeu-me um aumento de 20% ,as eu respondi-lhe: - o dobro ou nada!

No dia seguinte já ia num autocarro a caminho de Paris, de onde segui para Bruxelas de comboio. O Francisco (assim se chamava o filho do meu vizinho) recebeu.me muito bem e cumpriu tudo aquilo que o pai lhe pedira. Arranjou-me alojamento em Bruxelas, pagou-me alguns jantares (para aliviar as minhas finanças) e acompanhou-me até Antuérpia, por volta do dia 15 de Dezembro. Levou-me à Stela Maris, lugar onde eu deveria passar a maior parte do tempo, quando não estivesse no porto, e a uma pensão, propriedade de um lisboeta seu conhecido, onde eu poderia ficar alojado por um preço baixíssimo (de amigo).

Ali fiquei e comecei a rondar os navios no cais (deveria dizer nos muitos cais) do porto de Antuérpia, à espera de encontrar o tal navio que haveria de levar-me à felicidade. Faltavam dois dias para o natal, já as minhas economias estavam pertinho do fim, e apareceu um navio que precisava de dois marinheiros (moços de convés) para se fazer ao mar. Eu e um brazuca do Rio de Janeiro resolvemos aceitar o desafio e apresentamo-nos ao capitão. Ele avisou logo que tínhamos que decidir na hora, pois queria zarpar antes da meia-noite. O navio era um ferro-velho, a tripulação com que nos cruzámos tinha cara de ser um monte de foragidos da justiça, ao mesmo tempo que o salário prometido pelo comandante não era grande coisa. E já nos tinham avisado que era normal o comandante reter o pagamento dos primeiros três meses para evitar que os marujos o abandonassem no primeiro porto.

Eu e o dito brazuca, já não recordo o nome dele, olhámos um para o outro tentando adivinhar o que nos ia na alma e, encolhendo os ombros, demos um passo em frente e entregámos os passaportes ao comandante que os fechou no cofre, de imediato. Viemos a terra buscar as nossas coisas e pagar as nossas contas ao lisboeta que nos tinha albergado, durante a última semana e qual não foi a nossa surpresa quando ele nos disse: vão em paz e pagarão a vossa dívida na próxima vez que passarem pelo porto de Antuérpia.

Agarrámos nas trouxas e voltamos ao navio, ocupando as instalações que nos foram distribuidas a bordo. Estávamos prontos e muito ansiosos pelas manobras de desatracação do navio, mas, de facto, nunca chegámos a partir. Mas isso é outro capítulo da história que não cabe aqui e ficará para outra altura. Ah, quanto ao cavalo que vêem na imagem é de raça belga e cruzei-me com muitos dessa raça que puxavam as carroças de mercadorias de e para o mercado da capital belga. Um animal impressionante!

quarta-feira, 7 de julho de 2021

EUREKA!

 

Já sei qual vai ser o meu futuro!

Vou para presidente do Benfica!

Prenderam o Vieira e já dizem que ao Benfica ele não volta mais.

Não posso deixar o meu clube entregue a qualquer aselha, vou candidatar-me!

E espero o vosso apoio incondicional!

Ás postas, s.f.f!

 

Vendido á posta rende mais dinheiro! Um peixe compridão, como o peixe-espada, até dá gosto cortá-lo ás postas, começa-se na cabeça e nunca mais se chega ao rabo!
Lembrei-me disto ao ver, ler e ouvir todas as notícias sobre o negócio da venda das barragens transmontanas aos franceses da Engie. Há um ditado que afirma que aos tesos «vão-se os anéis, mas ficam os dedos» e Portugal, não passando de um pobre teso, não foge à regra. Só que no caso das barragens, ou mais concretamente da EDP foram-se os anéis e os dedos, ficámos amputados de tudo.
Aquilo que nos levou dezenas de anos a amealhar foi vendido aos chineses por tuta e meia.
Se bem me lembro do negócio, eles pagaram 4,4 mil milhões de euros pela EDP (parte que ainda era do Estado) e em troca das 6 barragens do Douro, receberam agora metade disso, 2,2 mil milhões. Também não é tudo para os chineses (nós sabemos isso), pois há outros investidores a beneficiar do negócio, mas a maior fatia individual vai para o Xi Jimping que é o grande manda-chuva dos vermelhos.
Portugal não é tão comprido como um peixe-espada, mas tem sido fatiado sucessivamente e servido à posta a interesses privados, sejam eles nacionais ou estrangeiros. Se me perguntarem a mim o que é dos portugueses, actualmente, eu não sei responder. Já houve tempo em que Portugal era do Minho ao Algarve, depois dizia-se do Minho até Timor e hoje não sei onde começa nem acaba. Só sei que o Douro Internacional que era metade português e metade espanhol, agora tem um novo dono, quem lá manda são os franceses.

Bem, mudando de assunto para uma coisa mais ligeira, deixo-vos a seguir duas imagens que me ficaram na retina, depois do jogo de ontem que apurou a Itália para a final do Euro 2020.



A cada jogada que me aparecia na "pantalla" só via jogadores colegas do CR7 na Juventus. Cheguei a um ponto que só esperava ver o Ronaldo aparecer a qualquer momento e marcar um golo. O Chiesa, avançado-centro da Juventus, marcou pela Itália. O Morata, seu colega de equipa, começou no banco de suplentes, mas teve que entrar para marcar o golo da igualdade. Depois tiveram que ir a penalties e calhou ao mesmo Morata falhar o decisivo e ver o sonho de ir á final FINITO. E no fim de tudo, com o sonho transformado em pesadelo, só lhes faltava gritar - PORCA MISÉRIA!

Entretanto, o Benfica vai comprando e vendendo jogadores, tal e qual como se vendem marmotas na Praça da Ribeira. Fala-se mais nas compras que nas vendas, mas aos bocadinhos já foi o Pedrinho, o Cervi e o Caio Lucas. Bem queriam vender o Seferovic por 25 milhões, mas falta quem os dê. Já falta menos de um mês para o Glorioso entrar em campo e mostrar o que vale. O primeiro teste correu mal, foi com a formação da Academia do Seixal e deu em derrota!

terça-feira, 6 de julho de 2021

PPC perdeu o cabelo ...!

 ... e Portugal ficou mais pobre!

Não tem uma coisa a ver com a outra, mas aconteceram ambas, nos últimos tempos, e isso faz-nos pensar. O homem foi Primeiro Ministro deste país e há uns quantos que gostariam que ele voltasse para disputar o lugar com o Costa. Eu não apostaria na sua vitória e, se calhar, há muitos mais eleitores que pensam como eu.


Deixa-te ficar quieto, oh Pedro, que chatices já temos que chegue com os gameleiros que temos agora. Os partidos, em Portugal, estão muito mal servidos e quando pensamos em substituir Costa ficamos com os cabelos em pé (menos os do Pedro que não se levantam por nada) por não ver alternativa que nos convença.

A questão de Portugal ficar mais pobre é uma doença grave e antiga para a qual não se antevê cura nem vacina. Portugal e os portugueses vivem enterrados em dívidas, mas cada vez há mais milionários e com fortunas maiores. E a culpa é dos políticos que vão entrando e saindo do poder sem nada resolver que ajude a melhorar este estado de coisas. O Parlamento é uma fábrica de fazer leis, mas todas elas protegem mais os ricos que os pobres, são feitas ao jeito de quem se governa à nossa custa.

Comecem a procurar um candidato para o lugar do Costa e digam-me qual é para eu lhe fazer o elogio!

Adeus Rafaella!


Ontem, fechou os olhos para sempre a Rafaella que, durante uns tempos me ajudou a matar o tempo com a sua presença na Raiuno!

segunda-feira, 5 de julho de 2021

O da Crista Alta!

 


Estou a mostrar-vos o bichinho, mas não comecem já a pensar num «Polvo à Lagareiro» ou outro petisco semelhante. A imagem serve apenas para vos mostrar as ventosas que o polvo tem nos seus tentáculos e lembrar para que servem. Se já alguma vez pegaram num polvo vivo, conhecem a sensação das ventosas agarradas à vossa pele. O polvo e as suas ventosas vai ajudar-me a explicar a minha teoria a respeito do Corona Delta Plus e da sua maior capacidade de infecção.



O Corona, tal como o polvo, também tem as suas ventosas que lhe servem para se ligar à proteína das nossas células e infectá-las. Os cientistas que lidam com o vírus, desde o seu aparecimento, chamam-lhe coroas e não ventosas, porque elas também se assemelham a pequenas coroas, como aquelas que enfeitam as cabeças da realeza que existe ainda em muitos países da Europa. Só com o desenvolvimento dos estudos é que os cientistas perceberam como o vírus funciona e que é através dessas ventosas que se agarra às nossas células e as infecta. Se soubessem isso, desde o princípio, ter-lhe-iam dado o nome de ventosas, tal como eu faço agora.



Ora bem, como é fácil de perceber, quanto mais e mais fortes ventosas tiver o Corona mais ele se agarra a nós e torna-se mais difícil livrarmo-nos dele. Ele é esperto e consegue reforçar as suas defesas, logo que sente que estamos a combatê-lo. Daí as variantes que vão surgindo pelo mundo fora (Alfa no Reino Unido, Beta em Manaus/Brasil, Gamma na África do Sul e Delta na Índia) sempre mais perigosas e resistentes às vacinas que vamos inventando para as combater. A Delta já tem um sucedâneo, a Delta Plus (que eu traduzo por Crista Alta) que tem a capacidade de se agarrar com mais força às células humanas. É, mal comparado, como um exército de homens com dois metros de altura e armados com lanças muito mais compridas para ferir o inimigo sem que esta lhes toque.

Dizem que foi Deus que fez o mundo e todas as criaturas que nele vivem. Isso quer dizer que também foi ele que criou o Corona Vírus - e eu a pensar que tinham sido os chineses! - e assim vai regulando o a população do mundo sem ter que recorrer a guerras e deixar com má fama tipos como o Adolf Hitler ou o Pol Pot. Não vou entrar em grandes discussões de Filosofia, mas podemos dizer que esse facto, o da criação dos vírus, serviu a Deus para transmitir ao homem a capacidade de os estudar, combater e vencer. Sem os vírus e outros males que nos fazem ficar acordados e à defesa, o ser humano já teria sido «comido de cebolada» (como dizia o meu colega benfiquista Rui Vitória) há muitos séculos.

Eu sou dos que defende que Deus existe, pois não consigo aceitar que haja um engenheiro capaz de ter montado isto tudo, desde a Genética à Física, à Natureza, ao Cosmos, a Água e ao Fogo. Teve que ser um ser superior a criar tudo isto e, seja ele como for, tenha o aspecto que tiver, esse é Deus. Vou estudar mais um pouco de Teocracia para me sentir preparado para discutir esta questão.

Bom dia e cuidado com o da Crista Alta que ele anda por aí à procura de mais vítimas! 

domingo, 4 de julho de 2021

Oh, shit! Who am I?

Desculpem lá o título em inglês, mas soa-me melhor que em português. Oh, merda! Quem sou eu? Convenhamos que em inglês soa muito melhor e nem cheira mal nem nada!

Resolvi falar-vos hoje desta doença que é uma verdadeira praga, estou a aproximar-me dos 80 e essa é a barreira que uma vez ultrapassada nos garante uma entrada directa no mundo dos "esquecidos". Demência senil ou Alzheimer confundem-se facilmente e poucos escapam de uma delas depois de transporem a barreira dos 80 anos de idade. Falo agora porque essa ideia pode varrer-se-me da memória depois.

Tenho um amigo e camarada fuzileiro com quem mantenho um contacto permanente, uma chamada telefónica por mês, no mínimo, e um, cada vez menos frequente, encontro anual para um almoço-convívio em que tentamos reforçar os laços que nos ligam desde o Juramento de Bandeira, em Vale de Zebro. Ele fez 80 anos, na primeira semana de Fevereiro, e é o primeiro caso que me faz pensar nas estatísticas desta doença. E digo isto porque não me parece normal que ele repita a mesma história que já me contou uma dezena de vezes em telefonemas anteriores. Não quero que pense que perdi a paciência com ele e continuo a ouvi-lo sem dar um pio.

O segundo ponto de referência que me faz temer que essa doença me atinja e me faça esquecer de vocês todos que me têm acompanhado ao longo da minha vida, é aquilo que se passou com os meus antepassados, mais concretamente antepassadas, pois se trata da minha mãe e da sua mãe e avó. Essas três mulheres de quem carrego a herança genética (nenhum sinal me liga ao lado paterno) todas acabaram por sofrer, em maior ou menor grau, dessa maldita doença.

A mais velhota das três, Eusébia, nasceu em 1852 e faleceu em 1939, 87 anos de uma vida atribulada. Mãe solteira, já depois dos 30 anos de idade, viria a casar-se 10 anos depois, já de novo grávida de uma filha que viria a ser a minha avó materna.. Perdeu a tramontana, por completo, antes de chegar aos 80, e para piorar as coisas apareceu-lhe um cancro da mama que lhe abreviou a triste e dolorosa existência. Viveu com a filha, desde que enviuvou e ajudou a criar a sua neta que viria a ser minha mãe.

A minha avó, Maria de seu nome, nasceu em 1890 e faleceu, em 1970. Foi ela quem me criou, por ausência forçada da minha mãe, e esperou que eu regressasse a casa, depois da Marinha e Guerra do Ultramar, para entregar a alma ao Criador, para que eu a pudesse acompanhar até à sua última morada. Não posso dizer que a doença de Alzheimer a tenha incomodado muito, pois foi o cancro da mama que lhe fez a vida num inferno, nos últimos 10 anos da sua vida. Sofreu a bom sofrer e só pedia a Deus que a libertasse daquele sofrimento o mais depressa possível. Ah, ia.me esquecendo de dizer que também foi mãe solteira e a minha mãe a sua única filha.

Rita, filha de Maria e neta de Eusébia, nasceu em 1916 e faleceu em 2010. Foram 96 anos de uma vida cheia de tudo. Muito trabalho, muita miséria, muitos filhos, muitos netos e bisnetos e muita alegria por vê-los a crescer à sua volta. Aos 86 anos de vida enviuvou e com a perda do marido começou o lento calvário da famosa doença que ela tão bem conhecia, da convivência com a sua avó, a tomar conta do seu cérebro. Primeiro começou a esquecer-se do que andava a fazer, acendia o fogão a gás para cozinhar o almoço e saía para a rua sem lhe pôr um tacho em cima. Ou começava uma tarefa e depressa mudava para outra, sem completar a primeira.

Depois de passar os 90, já não vivia connosco, lembrava-se apenas dos seus primeiros 10 anos de vida e insistia connosco para a levar de volta para a casa onde tinha crescido. Eu que conhecia a história com todos os pormenores e o nome das pessoas com quem ele tinha privado, dava-lhe corda e deixava-a navegar nas ondas do seu passado, onde se sentia feliz. Não conhecia filho nem filha e odiava ver tantas caras estranhas à sua volta. Foi um grande alívio (pelo menos para mim) quando a vi partir deste mundo, viver assim é um castigo que não desejava para ela e muito menos para mim (se vier a ser apanhado nessa ratoeira).

Portanto, já ficam informados, quando eu começar a repetir as coisas que já vos contei mais que uma vez (como faz o meu amigo fuzileiro), desconfiem da coisa e preparem-se para a nossa separação que será inevitável.

Bom domingo e protejam-se do Corona Delta Plus, senão perdem o direito a conhecer o Dr. Alzheimer!


sábado, 3 de julho de 2021

Vamos falar de coisas grandes!

 

A China dos pagodes

Grande é a China, tanto em população como em área ou até em História. Nunca me esqueço que foram eles que inventaram a pólvora que serve para empurrar a bala que fura a pele e manda o atingido para um mundo melhor. Se é melhor ou pior ninguém sabe dizer, pois ninguém de lá voltou com notícias que confirmem ou desmintam aquilo que nos passa pela cabeça. Mas pensa-se que não há, por lá, doenças nem políticos (o que já é um grande trunfo) e também não há ricos nem pobres, uma vez que também não há dinheiro.
Desculpem, ia, como o Cabrita, em velocidade excessiva e despistei-me. Estava eu a dizer que a China é grande e que tem mais comunistas que a Rússia. E que vai crescer ainda mais e ter muitos mais comunistas do que tem agora. Parece-vos uma conversa de parvos? Mas olhem que não é. A China tem perto de 1,4 mil milhões de habitantes e só 92 milhões são "sócios" do Partido Comunista. A luta do actual Primeiro Ministro, o tal que dá pelo nome de Xi, é convencer o resto da população a alinhar pela mesma música, mas ...
Há sempre um "mas" que vem complicar a vida das pessoas que habitam este planeta. Por exemplo, é muito mais rápido viajar de avião, como fazem os chineses de hoje, do que no dorso de um cavalo, como faziam os seus antepassados, mas ... o clima e o planeta é que sofrem com isso. O Primeiro Ministro chinês não sabe, mas desconfia, qual a razão de haver tão poucos milhões de chineses inscritos no partido. E claro que o mundo (civilizado) também gostava de saber, mas há 1,3 mil milhões de bocas que não se abrem para contar o que lhes vai na cabeça.
Também na Rússia há bastantes milhões de comunistas, mas a maioria, penso eu, gostaria muito de ser outra coisa qualquer. Dizem os entendidos que a Rússia, tal como a conhecemos, tenderá a desaparecer, isto porque as pessoas não vão admitir que haja sempre um Putin que os obrigue a fazer o que não querem. Mais dia menos dia soltarão o seu grito do Ipiranga e darão início a uma nova era.

A China dos arranha-céus

A China espera que a força do Partido Comunista aumente muito num futuro próximo e para isso o carismático Xi Jimping está disposto a fazer impossíveis. Pôr o país a viver numa verdadeira economia de mercado, enquanto prega o comunismo, é o primeiro passo. Ser o maior exportador mundial e ter o mundo a seus pés é também um passo importante. E agora quer rivalizar com americanos e russos, metendo-se também na corrida a Marte. Sondas e satélites chineses começam fazer do espaço uma tremenda confusão, tal e qual como acontece com todos os sítios, onde os chineses aterram. Há uma "chinatown" em quase todos os países do mundo e Portugal não é excepção. Quem tiver dúvidas pode vir a Vila do Conde e ficará esclarecido.

A China vista lá de cima

Se os cineses vierem a ganhar a corrida para Marte ver-nos-emos livres de uns milhares, pois acredito que voluntariamente ou à força o Jimping os enviará para lá. E se houver outros planetas habitados, naquela zona do espaço sideral, eles vão iniciar o maior negócio de bric-a-brac jamais visto. E não afirmo que vão implantar lá a Indústria de Malhas e Confecções, pois não sei se o pessoal, por lá, anda vestido ou todo nu!

sexta-feira, 2 de julho de 2021

A minha vida dava um filme!


 

Há muita gente que afirma isso e eu acredito que, em muitos casos, possa ser verdade. Nem que o resultado acabe por ser muito pior do que o esperado. Dei comigo a pensar nisto, por não saber sobre o que escrever, hoje, no meu blog. A falta de assunto é, ou pode ser, uma razão para se abandonar um blog para sempre. Aliás, o que mais tenho encontrado são blogs interrompidos, há anos, e sem qualquer explicação.

Falar de nós próprios não é grande solução, pois o assunto pode esgotar-se em pouco tempo. Escrever as memórias passa pela cabeça de muita gente, mas é um exercício que interessa mais ao próprio que aos outros e, por conseguinte, condenado ao fracasso. No meu caso pessoal, eu já escrevi sobre tudo e mais alguma coisa. Contei histórias da minha vida, não me estiquei por aí além na parte amorosa e refugio-me no Benfica, quando sinto falta de inspiração.

O Marco Paulo canta uma canção, cujo título é «Eu tenho dois amores». Eu posso dizer que nunca tive dois amores, foi sempre um de cada vez. Durante os primeiros 16 anos da minha vida, fui estudante e não pensava noutra coisa. Depois fui marinheiro, por alguns anos, e nesse tempo não pensava em mais nada. Depois, durante um longo período, fui empregado na Indústria Têxtil e dei o meu melhor, ocupando vários cargos, e não havia mais nada que me interessasse. Até a família ficou um pouco de lado, nesse período (sou obrigado a reconhecê-lo). E passado esse período mais importante da minha vida, transformei-me num pacato "reformado", pai dos meus filhos e avô atento às necessidades dos netos.

Ou seja, se eu tivesse a veleidade de fazer disto um filme, seria um filme chato que não mereceria o aplauso de ninguém. Por isso, eu digo para mim mesmo: - deixa-te estar quieto e não faças figuras tristes. E só vos confesso isto, porque me falta assunto e o Benfica tem sido uma desilusão. Ainda não começou a época e já andam a inventar desculpas para o insucesso de Jesus, o da época passada e o desta que temem se venha a repetir.

quinta-feira, 1 de julho de 2021

PRR - O que significa isso?

O PRR é um plano feito por políticos para ter dinheiro aos montes à sua disposição para fazer aquilo que não fariam se o dinheiro saísse do seu bolso. Gastar o dinheiro dos outros sem um mínimo de responsabilidade é mesmo apanágio de gente que chafurda na política em benefício próprio. O dia de hoje é o mais importante, o de amanhã logo se verá, nem todos lá chegarão, por conseguinte é de uma importância relativa.

O caso do Joe Berardo veio levantar (de novo) uma ponta do véu que esconde a maior vergonha daquilo que a banca e os banqueiros fizeram com a economia deste país. Mas eles foram apenas o veículo usado pelos políticos para o conseguir. Os «Boys» da política, bem colocados em pontos-chave, foram os grandes executores desse desastre que submergiu Portugal na maior dívida da sua História e vai manter os nossos filhos e netos escravizados, durante dezenas de anos.

Se bem me lembro, tudo começou com a dupla Sócrates e Teixeira dos Santos a decidir nacionalizar o BPN, a que os esbirros de Cavaco Silva tinham deitado a mão e transformado num feudo muito próprio. O comum dos mortais neste país, onde a miséria é mais que muita, nem sequer percebeu o que ali aconteceu, mas lá se foram perto de DEZ MIL MILHÕES do seu dinheiro pago em impostos e que deveria ser destinado a outros fins.

Depois disso foi um corrupio, envolvendo o BCP, a Caixa Geral de Depósitos, ambos dominados por grandes(???) gestores ligados ao PS que movimentaram muitos milhões de um lado para o outro criando uma cortina de fumo para encobrir as suas manigâncias e aquilo que iam pondo de lado para os anos dourados da sua reforma. A vinda da Troika e os milhões do empréstimo de perto de 80 mil milhões para ajudar a economia a sair da crise, veio na hora certa para eles continuarem a chafurdar e, ainda por cima, receberem comendas pelos seus feitos (tal como aconteceu com o Berardo (mas não foi o único.


Há alguns dias, o CEO da Ryanair dizia que todo o dinheiro que vai ser injectado na TAP é como se fosse deitado pela sanita abaixo. Gosto da expressão usada por ele, «down the drain» que significa «pelo cano abaixo» e, sem ser um perito nessa matéria, eu sou obrigado a concordar com ele. A TAP é uma fraca companhia de aviação e todo o dinheiro lá metido é uma perda pura e simples. Aquilo é bom para garantir empregos bem pagos a amigos e ex-políticos que se cansaram de servir o Povo e escolheram viver à sua custa. Qualquer negócio que não é auto-sustentável deve ser abandonado, sob risco de ir acumulando prejuízos até ter que ser abandonado. E a TAP é um desses negócios.

E, voltando ao princípio da minha conversa, os milhões do PRR estão aí a chegar e não vão faltar amigos, como o Berardo, o Jardim Gonçalves, o Santos Ferreira, o Vara, o Ricardo Salgado e muitos outros que querem mexer e remexer neles até alguns caírem para baixo da mesa e ficarem ao alcance da sua gulodice. Bem espero que a Úrsula von der Leyen e o Charles Michel não afinem pelo mesmo diapasão e sejam capazes de controlar a cena que vai passar-se neste cantinho mais ocidental da Europa. É que o Costa e o Centeno têm muitos amigos e eu não confio muito neles!  

quarta-feira, 30 de junho de 2021

Não vale a pena ...!

 ... perder muito tempo a arengar sobre o que se passou, ou o que uns e outros esperavam que se passasse.


Calhou-nos o grupo da morte e foi morte certa para todos.

Primeiro foi a Hungria que ficou fora da fase final. Depois Portugal que se apurou, como já vem sendo costume, com recurso à máquina de calcular e não merecia outro destino. De seguida e com alguma surpresa, por se dizer que era a mais forte candidata ao título, foi a França que deu um trambolhão de todo o tamanho, com o melhor de todos os avançados a falhar o penalty decisivo. E, para terminar, a Alemanha que foi a Londres defrontar o velho rival de todas as guerras, futebolísticas e não só, e caiu atravessada ao comprido como todos os outros do seu grupo.

Depois do verão começarão os jogos de preparação para o Mundial de 2022 e vai ser preciso dar uma refrescadela no plantel. Começar por mudar o seleccionador seria uma boa medida, mas não vai acontecer. Aqui no nosso país, nunca sabem quando é chegada a hora de dar o lugar aos outros. A Federação não o vai mandar embora e ele, por decisão própria, também não irá. E assim se começa mal.

Jogadores mais velhos, como o Ronaldo e alguns (poucos) outros devem ficar para dar história aos mais novos, mas devem ser estes a base dos 26 eleitos. Temos muitos e bons jogadores e avançados de qualidade que era o que nos faltava no passado (lembro-me bem dos tempos em que só havia Pauleta e Nuno Gomes e era um desespero), só falta um seleccionador que saiba escolhê-los e os saiba treinar e motivar para darem o seu máximo. E que não haja influências de terceiros por trás da cortina, de modo a puxar por algum negócio de transferências milionárias.

Entretanto, no Benfica vão ser contados de novo os votos das últimas eleições para ver se se descobre mais alguma habilidade dos homens do Vieira. Com a detenção do madeirense Joe Berardo, já há quem aposte que o presidente do Benfica será o próximo. Ambos têm uma dívida de +/- mil milhões à Banca e o que o juiz decidir para um pode servir para o outro. E o Povo está farto de pagar contas que não são suas! 

segunda-feira, 28 de junho de 2021

Era a melhor de todas!

 


Pois era, mas também se foi de mala aviada como aconteceu com a portuguesa! E logo, por castigo, foi o jogador mais valioso, mais bem cotado, que falhou o penalty decisivo que lhes daria a passagem aos quartos de final. Teve um galo do caraças!

Bem se diz que a bola é redonda e pode rolar para qualquer lado com a sorte a empurrá-la para onde quer. Ora vai para o fundo das redes, ora acerta nos postes ou na trave, quando não passa a quilómetros da baliza para desespero de quem a remata e esperava melhor resultado.

Pois, a Suíça é uma das mais fraquinhas selecções em confronto, mas teve a habilidade de levar a França para um prolongamento que não desfez o empate. E nos penalties não falhou nenhum dos cinco, enquanto que a França ... falhou o quinto e foi fazer as malas para regressar a casa, como aconteceu, ontem, com os nossos rapazes.

Segundo os "espertos" da bola, saíram da competição as duas melhores selecções, a que detinha o título de campeão da Europa e a outra que detinha o título de campeão do mundo, Portugal e a França. É bom assim, para dar a oportunidade aos outros de mostrarem o que valem. A Espanha tem uma grande equipa, mas viu-se grega, hoje, para mandar os croatas para casa. Teve que ir a prolongamento e tudo. Eu não aposto em nenhum dos candidatos, prefiro esperar para ver! 

domingo, 27 de junho de 2021

Foi bom enquanto durou ...!


 ... mas a vida é mesmo assim

o nosso sonho acabou

teve hoje o seu fim!



Não é que tenhamos jogado menos que a Bélgica, mas tivemos menos sorte e menos pontaria, pois acertamos no poste e no boneco, enquanto eles acertaram na baliza e fizeram um golo. Está bem assim, para curar o pecado da soberba que atacou os portugueses, nos últimos tempos, e enfrentarmos os jogos de preparação para o Mundial 2022 com espírito aberto, aceitando que mesmo sendo bons há muitos outros tão bons como nós.

Foi mais uma etapa no jogo da bola, daqui em diante só dá Benfica!

A grande confusão!


 

Esta treta da Covid-19 pôs muita gente a pensar na morte. Mais que pensar, houve mesmo quem tivesse que se amanhar com ela e marchar deste mundo para um outro que ninguém sabe onde é ou como é. Eu que também faço parte dessa "muita gente" não me consigo esquivar a pensar no assunto, como parte interessada que sou.

Hoje, sem mais nem porquê. dei comigo a pensar na questão da vida depois da morte. Como país católico que somos, nós acreditamos que há uma outra vida depois desta. Isto dá-nos uma certa importância por sabermos que a nossa existência não se acaba numa cova com seis palmos de fundo. Mas o mundo é muito maior que Portugal e o que pensarão os milhares de milhões que habitam o planeta e não são católicos?

Só de pensar na população da Índia e da China que somam quase metade da gente que vive e respira na Terra e seguem outras religiões que não a católica, fico com dor de cabeça. Para onde pensam eles que vão depois de a Covid os fazer deixar de respirar? Vejo as piras funerárias que eles montam para queimar os cadáveres e sou levado a crer que não contam com o corpo para a outra vida. Já não serve para nada, portanto queima-se.

Talvez a reincarnação seja o grande segredo. Eles esperam receber um novo corpo para viver a próxima vida. Não sei se é isso que prega o Budismo e o Induismo, mas acredito que os indianos e chineses também esperam viver outra vida depois desta. E assim sendo tem que haver uma entidade qualquer que gere os destino de todas essas almas e lhes arranja um novo corpo, quando falecem desta vida terrena. Um brasileiro que morre - e têm morrido aos milhares - pode reincarnar na China, na Índia ou no Japão. Assim como um chinês que morreu ontem, pode ter nascido hoje, em qualquer aldeia de Portugal.

A menos que haja um método automático que eu desconheço, essa passagem de morto a vivo outra vez deve dar um grande trabalhão a quem se encarrega disso. É um processo de reciclagem contínuo e com a quantidade acrescida de óbitos motivados pela pandemia, aquilo deve estar uma grande confusão. Qualquer entreposto comercial com grande movimento dá muito trabalho a manter organizado. Agora imaginem o que será o «entreposto celestial» numa altura destas, tantas alminhas a chegar e a precisar de um novo habitáculo, em que possam continuar a viver!

Que grande confusão !!! 

sexta-feira, 25 de junho de 2021

Ui, que calor!

 


Ainda não são 10 horas e já queima!

Vai ser bonito, hoje!

A menos que se levante o vento que costuma soprar forte, na costa portuguesa, a norte da Figueira, e refresque os ânimos. Se isso não acontecer, vai parecer que estamos no Alentejo! Vou já encomendar uns «Pezinhos de Coentrada» para o almoço. E se não houver, pode ser uns «Secretos de Porco Preto»

Bom dia, pessoal! Acordem que o tempo não pára e cada hora perdida não volta mais!

Se me restarem 10 anos de vida serão 3.653 dias vezes 24 horas, o que já fica longe de 100 mil horas. Eu quero viver todas, não posso dar-me ao luxo de perder uma que seja.

P E N S A M E N T O     P O S I T I V O  ! ! !

quinta-feira, 24 de junho de 2021

Empate técnico!

 

Corona 3 - 3 Costa


O Corona atacou 3 vezes e o governo português, liderado por António Costa, por três vezes o rechaçou. Digamos que há um empate técnico entre o vírus e os nossos governantes que usaram todos os meios ao seu dispor para o travar. Agora, com alguma surpresa por estarmos em época de tempo quente e seco, o vírus voltou de novo à carga. Na reunião do Conselho de Ministros que se realiza hoje, há que reformular a defesa - como fez o Fernando Santos para travar os franceses - para garantir que o Corona não sai vencedor deste ataque.
A matriz de risco (ver imagem acima) traça o perfil do nosso país usando a variação do RT e do número de infecções por 100 mil habitantes. Nas últimas 4 semanas foi sempre a subir e andar para a direita, pelo que já entrámos na zona vermelha. Pode parecer um joguinho de crianças para entreter quem não tem nada que fazer, mas, na prática, é a única ferramenta que o governo tem ao seu dispor para organizar a defesa do país contra a defesa do povo.
Ninguém gosta da ideia, mas o mais certo é voltar a um confinamento mais rigoroso nas zonas mais afectadas, neste caso a área metropolitana de Lisboa. Com um vírus mais atrevido, o tal da «Crista Alta», e uma juventude menos colaborante com as regras estabelecidas pelas autoridades, o mais certo será voltar atrás nas medidas implementadas no fim de Maio, ou seja, proibir o contacto entre pessoas e limitar a circulação destas. Para a Indústria do Turismo e Hotelaria pode ser o golpe de misericórdia.
O nosso Presidente disse: - comigo não, enquanto eu for o presidente não voltaremos para trás - e acredito que deve estar arrependido de ter aberto a boca para fazer tal afirmação. Fez-me lembrar aquele dito que afirma que: 
- pedra atirada ao ar e palavra saída da boca nunca voltam para trás!
E o outro ditado popular que afirma que há pessoas que quando abrem a boca, entra mosca ou sai asneira.
Hoje é dia de S. João e feriado em cidades como Porto, Braga, Vila do Conde, etc..Divirtam-se hoje que amanhã pode ser tarde! Umas sardinhas assadas e um caneco de tintol sabem bem, mesmo sem grande ajuntamento de pessoas. Comam e bebam e juizinho na tola para não sermos eliminados da prova!

quarta-feira, 23 de junho de 2021

Uff, foi por pouco!

 


Custou segurar os franceses, mas lá conseguimos e vamos em frente na prova. Melhor seria ganhar, claro, mas o objectivo principal era passar a eliminatória. O Fernando Santos ficou com as orelhas a arder, tanto ouviu que teve que ceder e mudar o meio campo. Agora há que preparar o jogo contra a Bélgica que também tem os seus artistas e mortinhos por mostrar o que valem. O Rui Patrício tem que comprar umas luvas novas, pois o Lukaku vai aquecê-las com certeza. E o Hazard e o Kevin de Bruyne vão fazer os possíveis por ajudá-lo a ter bola para fazer os remates que se adivinham. Mas quem aguentou com a França que tem uma equipa de luxo, aguenta com tudo.

F O R Ç A   P O R T U G A L !!!

Delta Plus!

 


O Delta do Ganges (um dos maiores rios do mundo) é o maior de todo o mundo. Como se pode ver no mapa é formado pela confluência de 3 rios que durante milhões de anos arrastaram aluvióes das terras altas do interior da Ásia e os depositaram na Baía de Bengala, criando a zona mais fértil do mundo (pelo menos é isso que diz a Wikipédia).

Por mero acaso, a variante indiana do Corona Vírus ficou com a designação Delta - quarta letra do alfabeto grego - e assim ficou tudo em casa, o delta é indiano e a variante do vírus com o mesmo nome também. E, como o delta é enorme, também o vírus decidiu criar uma variante nova que fosse grande na capacidade de infectar as pessoas. E aí está ela, a «Delta Plus», a dar dores de cabeça aos génios da medicina. É mais contagiante e mais mortal, dizem eles, e já chegou a Portugal.

Quem a trouxe de tão longe até Lisboa? Não se sabe e possivelmente nunca se saberá e o mais importante é descobrir um meio de a neutralizar, esquecendo os quês e porquês da coisa. O Costa está disposto a RECONFINAR, o Marcelo está arrependido de ter aberto a boca (demais) para dizer que com ele não haveria mais CONFINAMENTO. E agora? Alguém vai ficar muito mal na fotografia se os casos continuarem a aumentar, em Lisboa e Vale do Tejo, a par com os óbitos. Ontem, já foram 6!

Eu fui, ontem à tarde, apanhar a minha segunda dose de Astra-Zéneca e aquilo estava um pandemónio, tive que esperar 3 horas na bicha. Houve falta de vacinas, durante a manhã, e continuaram a seguir ao almoço com as vacinas da manhã, em atraso. Como resultado, os doentes das 14.00 horas passaram para as 17.00 horas e eu entrei (na confusão) pelas 17.30 Horas. Como não gosto nada de esperar e odeio desorganização, apetecia-me bater em alguém, mas não encontrei nenhum candidato. Quando perguntei quem era o responsável por aquela bagunça todos encolhiam os ombros.

Agora, acreditando que a vacina produz os efeitos desejados, não há vírus que me pegue, nem o Delta Plus nem qualquer outro com a crista mais baixinha. Por falar nisso, deixem-me confidenciar-lhes que a designação de "corona" se pode traduzir por "crista", ou seja o «Vírus da Crista» para termos um nome 100% português. O novo Delta Plus é o vírus da «Crista Alta», seguindo este raciocínio, mas de pouco lhe serve a crista, a mim já não me apanha, estou escondido atrás da AZ!

É tudo, minha gente! E que Portugal ganhe à França, logo à noite! E não seria a primeira vez!

terça-feira, 22 de junho de 2021

O «Caldeirão do Saraiva»!

O país, que é o segundo com mais óbitos em todo o mundo, depois dos Estados Unidos, e o terceiro com mais casos, superado pelos norte-americanos e pela índia, ultrapassou a marca de 500 mil mortes pela doença no sábado.
O Brasil entrou na segunda-feira no inverno (no hemisfério sul) e, com o início do período mais frio nas regiões sul e sudeste, é esperado um aumento de casos de pacientes com problemas respiratórios.



Não sei quem inventou esta expressão, mas os padres que povoaram a minha infância referiam o Caldeirão do Saraiva como o inferno para onde seríamos mandados se fizéssemos asneira. A religião pelo medo, o pior caminho escolhido, pelo menos para mim, pois reajo ao contrário do que se pretende, quando sou pressionado.
O Brasil está transformado no verdadeiro Caldeirão, onde se revolvem o Bolsonaro e o Lula, qual deles o pior para gerir os destinos dos brasileiros. O problema do momento é correr com o Bolsonaro, antes que ele deixe dizimar a população do país. A solução não pode ser colocar de novo à frente dos destinos da nação brasileira o corrupto e ladrão, mais que confirmado, que está na bicha para ocupar o lugar logo que este fique vago.
O Brasil anda mal de políticos, desde que eu me conheço como gente. O lançamento do Cruzeiro Novo aconteceu, quando eu tinha para aí 20 anos e devia marcar uma viragem na história negra do Brasil. Mas durou pouco, depois veio o Cruzado e mais tarde o Real (que era suposto manter-se em paridade dom o dólar americano), mas o caminho foi sempre a descer. Só faltava mesmo a pandemia para fazer do Brasil o exemplo de país que não devia existir.
Se o Brasil quer resolver o seu problema tem que começar correndo com o presidente que é um verdadeiro anormal. Depois fazer todos os possíveis por travar a pandemia e, como grande país que é, investir na ciência para desenvolver vacinas e medicamentos para combater os vírua que nos espreitam a cada esquina. Atrás deste virão outros e cada um, tanto pessoas como países, tem que dar o seu melhor para contribuir para a solução do problema.
Da solução tem que fazer parte (também) a escolha de um presidente e um governo que sejam sérios e honestos e sejam capazes de dar as mãos ao resto do mundo civilizado (infelizmente ainda há uma grande parte do mundo que não cabe nesta definição) para combater as pandemias que nos consomem, tanto as sanitárias como as económicas, pois umas e outras dão cabo de nós.
A saída de Trump do governo dos Estados Unidos alterou o rumo das coisas nesse país, espero que a saída de Bolsonaro (que deve ser apressada por todos os meios) faça o mesmo pelo Brasil.