Há quem nasça cego, surdo, sem pila, sem um braço ou uma perna. Em português correcto, sem máscaras nem subterfúgios, a estas pessoas chama-se "aleijados". Esses são os aleijados fisicamente, mas há também aqueles que nascem aleijados na sua psique. Esses não vêem as coisas, não as fazem, nem as sentem como as pessoas normais, são aleijões da natureza. Desses temos que sentir pena, pois não têm culpa da imperfeição com que a natureza os dotou.
Mas, a reboque desses, há outros que por vício ou mal-formação moral e se dizem isto e aquilo, só para se distinguirem do comum da sociedade. A esses chamo-lhes anormais, os que não sabem que a maior riqueza do indivíduo é ser normal, andar com os pés pelo chão, a cabeça em cima dos ombros e outras coisas nos sítios que lhe foram destinados.
A cor do arco-íris foi escolhida como bandeira dos sexualmente aleijados. Eles juntam-se, eles marcham, eles gritam ao mundo que são diferentes. Ok, que continuem assim e não me incomodem que deixando-me quieto no meu canto eu não faço mal a ninguém. Mas se me tocam, nem que seja só nas minhas convicções, têm que me ouvir.
Em Famalicão vai o fim do mundo por causa de dois alunos que foram reprovados por faltas às aulas de «Educação para a Cidadania», em que supostamente se ensinam as nossas crianças a viver com diferenças de orientação sexual de cada um.
No Barreiro, uma escola do Ensino Básico organizou uma espécie de conferência para discutir essa mesma disciplina e convidou alguns membros da Associação LGBT para intervir e usar da palavra. Para piorar as coisas pediram a todos os alunos presentes 50 cêntimos que reverteriam para essas associação. Isso é meramente simbólico, pois com 30 alunos reuniram 15 Euros e isso não dá nem para mandar cantar um ceguinho.
Os alunos de Famalicão não foram às aulas porque os pais discordam do tipo de «conversa de chacha» que os professores são obrigados a usar nas aulas, muitas vezes ao arrepio daquilo que eles próprios pensam ou sentem. Os do Barreiro pagaram 50 Cents para ouvir uns aleijados falar do seu aleijão e tentar incentivar algum dos presentes a dizer que se sente como eles, nem que seja só para marcar a diferença. Há quem por um minuto de fama arrisque tudo na vida.
Se eu soubesse que nas aulas de Educação para a Cidadania se ensinavam as crianças a ir pelo caminho errado, também proibiria os meus filhos de as frequentar. Assim mesmo, curto e grosso!