terça-feira, 26 de dezembro de 2017

O Mostrengo !

Hoje, vá lá saber-se porquê, não estou com muita vontade de escrever. E assim sendo, deixo-vos aqui um poema que todos os portugueses devem conhecer e que todos os marinheiros devem considerar o seu «Pai Nosso». É uma mensagem escrita por Fernando Pessoa, inspirado na leitura dos Lusíadas e tem, por isso, um valor a dobrar.


O mostrengo que está no fim do mar
Na noite de breu ergueu-se a voar;
A roda da nau voou três vezes,
Voou três vezes a chiar,
E disse: «Quem é que ousou entrar
Nas minhas cavernas que não desvendo,
Meus tectos negros do fim do mundo?»
E o homem do leme disse, tremendo:
«El-Rei D. João Segundo!»

«De quem são as velas onde me roço?
De quem as quilhas que vejo e ouço?»
Disse o mostrengo, e rodou três vezes,
Três vezes rodou imundo e grosso.
«Quem vem poder o que só eu posso,
Que moro onde nunca ninguém me visse
E escorro os medos do mar sem fundo?»
E o homem do leme tremeu, e disse:
«El-Rei D. João Segundo!»

Três vezes do leme as mãos ergueu,
Três vezes ao leme as reprendeu,
E disse no fim de tremer três vezes:
«Aqui ao leme sou mais do que eu:
Sou um povo que quer o mar que é teu;
E mais que o mostrengo, que me a alma teme
E roda nas trevas do fim do mundo,
Manda a vontade, que me ata ao leme,
De El-Rei D. João Segundo!»

segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

O 1º dia foi-se !

Há dias falei-vos da semana 51.
Hoje apresentei-vos a Maria das Dores.
E hoje é segunda-feira, primeiro dia da semana 52, a última do ano.
Se não tivesse recebido a visita da(s) Dores, este teria sido um dia em grande.
Assim, fico feliz que esteja quase a terminar.
Em breve mergulharei no vale de lençóis e nos meus melhores sonhos gostaria de lá encontrar uma brasa destas para me aquecer o esqueleto.


Se isso não acontecer, pode ser que encontre por lá uma bisnaga de Voltaren ou Reumon Gel para esfregar nos joelhos!

Dores !

Olá!
Eu sou a Maria das ... DORES!
Vim passar as festas com o Tintinaine, para que ele não se esqueça de mim, durante o resto do ano!
Malvada!
Só me aparece disto!
E eu bem que te dispensava!

domingo, 24 de dezembro de 2017

Contrastes !


Chegou, finalmente, o dia de ferrar o dente numa boa posta de bacalhau. Ao longo de todo o ano, vamos fazendo jus ao fiel amigo, comendo-o de todos os modos e feitios, seja cozido, assado, frito ou grelhado. Mas, hoje, é um dia especial e o bacalhau que teremos na consoada deve ser cozido com batatas e muita hortaliça. E regado com bom azeite do Alentejo ou Trás-os Montes (que são os melhores) ou, em alternativa, com molho de azeite fervido com cebola.
Sigam o meu conselho e ... BOM APETITE !
Escolhi para título desta mensagem a palavra "contrastes" e imagem do Cavaco a rir-se por ser essa atitude do nosso ex-presidente um verdadeiro contraste com aquilo que foi toda a sua vida, um homem que nunca se ria, não mostrava os dentes a ninguém. Outro contraste são estes políticos de quem não gosto, em comparação com o "fiel-amigo" que eu adoro.
Podia não ter usado esta fotografia para ilustrar a minha publicação de hoje, mas perderia a oportunidade de vos mostrar o Cavaco com a dentuça à mostra, acompanhado da ex-ministra Cristas que também não é flor que se cheire, além de perder a chance de lhes espetar duas farpas, como políticos (de merda) de quem não gosto nem um bocadinho.
Já estou a adivinhar que alguém está em desacordo comigo, hoje é dia de natal e devemos fomentar a amizade, a paz e a harmonia entre todos, mas eu sou um homem de ideias fixas, amigo é amigo para toda a vida e inimigo é bicho que eu nunca esqueço. Não somos todos iguais, não é verdade? Ora comparem-me lá com o Ronaldo. Ele é o maior com a bola no pé e eu um aselha com dois pés esquerdos. Ele tem o cofre a pingar por fora e eu tenho lá meia dúzia de tostões que andei a poupar a vida inteira para a velhice. E não quero falar de filhos que a diferença ainda é maior.
E acabou a conversa. Tenham todos um FELIZ NATAL !!!

E esta, hein !

Excertos de uma entrevista do escritor LOBO ANTUNES à revista VISÃO, onde, às tantas, se evoca a guerra do Ultramar, em Angola.

Visão: Ainda sonha com a guerra? 

Lobo Antunes: (...) Apesar de tudo, penso que guardávamos uma parte sã que nos permitia continuar a funcionar. Os que não conseguiam são aqueles que, agora, aparecem nas consultas. Ao mesmo tempo havia coisas extraordinárias. Quando o Benfica jogava, púnhamos os altifalantes virados para a mata e, assim, não havia ataques.

V: Parava a guerra?

L.A .: Parava a guerra. Até o MPLA era do Benfica. Era uma sensação ainda mais estranha porque não faz sentido estarmos zangados com pessoas que são do mesmo clube que nós. O Benfica foi, de facto, o melhor protector da guerra. E nada disto acontecia com os jogos do Porto e do Sporting, coisa que aborrecia o capitão e alguns alferes mais bem nascidos. Eu até percebo que se dispare contra um sócio do Porto, mas agora contra um do Benfica? 

V: Não vou pôr isso na entrevista.

LA: Pode pôr. Pode pôr. Faz algum sentido dar um tiro num sócio do Benfica?

sábado, 23 de dezembro de 2017

A todos um bom Natal !



Faltam apenas 24 horas para ver a mesa posta, o bacalhau na panela a ferver, uma garrafinha do Dão e muitos doces à minha espera. Como não sou invejoso, venho aqui desejar a todos um Natal tão bom como o meu e que não faltem as prendas no sapatinho.
E para já não pensem no Ano Novo que eu ainda cá volto com outro cartão de Boas Festas. Assim racionado até sabe melhor!

Aterrar de cabeça !

Esta expressão significa qualquer coisa muito dolorosa. Cair de uma grande altura e aterrar de cabeça no chão duro de pedra deve doer com'ó caraças! Foi o que aconteceu ao Benfica, mais concretamente ao seu treinador Rui Vitória que se esqueceu daquele velho ditado que afirma que "tudo o que sobe terá que infalivelmente descer". O ditado refere-se mais às leis da Física e a lógica de que qualquer massa projectada para o ar cairá, atraída pela força da gravidade.
Mas não me custa nada aplicá-lo nestas coisas do futebol. É impossível alguém ganhar sempre, assim como o inverso também é verdade. Só não se sabe como e quando isso poderá acontecer. O caso do Rui Vitória é sintomático. A vida começou a correr-lhe bem quando, como treinador do Guimarães, ganhou ao Benfica a Taça de Portugal. Isso abriu-lhe as portas da Luz e desde então não fez outra coisa senão ganhar.
Acho que não estou enganado se disser que, num passado recente, foi o Setúbal, com o José Couceiro como seu treinador, que mais dores de cabeça deu ao Benfica e mais pontos lhe roubou. Pois ontem voltou a ser a "alma negra" do Benfica e, como não podia deixar de ser, do Rui Vitória. Ao ganhar ao S.C. Braga e apurar-se para a Final Four da Taça da Liga, tirou ao Benfica a última possibilidade de lutar pelo apuramento nesta prova. Depois da vergonhosa participação na fase de grupos da Liga dos Campeões e da eliminação na Taça de Portugal, só faltava mesmo esta para fazer deste Natal o mais negro da sua carreira de treinador.
Rui Vitória à parte, o meu clube tem andado embrulhado numa grande trapalhada, com acusações de corrupção pelo meio, divulgação de correspondência privada, devassa de documentação do clube e não sei quantas coisas mais. Tudo isso faz parte de uma grande campanha orquestrada pelos adversários mais directos, Porto e Sporting, para tentar travar o ímpeto ganhador do Benfica, nos últimos anos.



Estes dois artistas que aqui vêem são as caras visíveis dessa campanha, mas todos sabemos e muito bem, quem está por trás deles. Ganhar é muito bom e, para além do fervor clubístico de cada um, há muitos milhões em jogo. E quando se trata de dinheiro ... são 7 cães a um osso. Acreditando que o Benfica possa ser arredado da luta pelo título de campeão 2017/2018, quero ver como se comportarão estas duas "figuras", quando a disputa final for entre eles os dois. Isto porque o título só dá para um, o outro vai ficar a chuchar no dedo.
João Correia, um dos advogados a trabalhar para o Benfica, deu uma longa entrevista à SIC Notícias, a qual foi transmitida, não sei se toda ou em parte, ontem à noite. Por aquilo que ele diz, o Benfica sairá ileso desta trapalhada toda. Mas alguém sairá chamuscado desta batalha, pois há uma série de ilícitos que foram cometidos. Como há coisas que ele não pode, nem lhe convém, dizer ficarei à espera de ver o resultado final.
P.S. - Daqui a pouco vou ver o combate «Messi vs Ronaldo» e faço votos para que o nosso craque saia vencedor. É bom não esquecer que o Zidane e o Real Madrid estão quase como o Rui Vitória e o Benfica ... prestes a aterrar de cabeça!

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Há uma Cuba no Alentejo ...!

... e há outra no mar das Antilhas.
Não conheço nenhuma das duas em pormenor e, por essa razão, não vou pôr-me para aqui a emitir uma opinião para depois ser criticado por leitores como o «CAÇADOR» que não perdoa uma, sempre que pode espetar a faca, fá-lo sem dó nem piedade. Mas conheço, suficientemente, a História Política de Cuba, ou melhor dizendo, as personalidades que fazem parte dela e que são meus contemporâneos e é deles que vou falar.


Não é segredo para ninguém que a doutrina comunista não recolhe a minha simpatia. Aliás, como qualquer outra doutrina totalitária que não permita que cada um pense e decida pela sua cabeça. Comecemos então com a revolução cubana de 1959, quando eu era ainda um rapazinho estudante de 15 anos e não percebia nada do que se passava neste mundo de Deus.
Desde 1952 até 1959 reinou, em Cuba, como quis e lhe apeteceu, o ditador Fulgencio Batista, com o patrocínio de todos os poderes americanos, desde o político até ao da máfia organizada. Nesse período, os magnatas que exploravam os grandes negócios, entre eles o do jogo e prostituição, enriqueceram a olhos vistos, enquanto que o povo cubano foi ficando cada vez mais pobre. E foi isso que espoletou a criação dos grupos revolucionários, apoiados por Moscovo, que dariam origem á «Revolução Cubana» que correu com o Batista para fora de Cuba e pôs Fidel Castro, El Comandante, no poder. Vejam o que se escreve a esse respeito:

Apesar das declarações oficiais de neutralidade no conflito cubano, os Estados Unidos deram seu apoio político, econômico e militar a Batista e se opuseram a Fidel Castro. Apesar disso, de seus 20 mil soldados e de sua superioridade material, Batista não pôde vencer uma guerrilha composta de 300 homens armados durante a ofensiva final do verão de 1958. A contraofensiva estratégica lançada por Fidel Castro causou a fuga de Batista para a República Dominicana e o triunfo da Revolução em 1 de janeiro de 1959.

Pois, a vida continuou, tanto em Cuba como no resto de mundo, eu cresci, alistei-me na Marinha, participei na Guerra do Ultramar, passei para a vida civil, casei, tive filhos e netos e só depois de reformado tive o pequeno prazer de ver o poder em Cuba deixar de ser exercido por El Comandante. Mas a mudança não foi assim tão grande como se desejava, pois a Fidel Castro ainda restou um pouco de vida e saúde para nomear o seu irmão Raúl presidente e entregar-lhe o poder.
Li, agora mesmo, nas notícias que Raúl Castro viu o seu mandato prorrogado de Fevereiro até Abril de 2018, para dar tempo a preparar a eleição daquele que o irá substituir, visto que é um processo complexo e demorado. A coisa já estava a decorrer, mas sobreveio o desastre do furacão Irma e tudo se complicou. Espera-se que, agora, decorra tudo na paz do Senhor e possamos, finalmente, despedir-nos da família Castro que não deixa muitas saudades (pelo menos a mim).


Este rapaz simpático, aqui sentado ao lado de Raúl Castro, parece o candidato mais bem posicionado para ganhar a corrida.

"He is well-liked, young, well-educated, and he's gone through all the different hoops. That he is admired in the often snippy world of university circles is very significant and shows he has the talent for handling people,"
Professor Rafael Betancourt of the University of Havana says.

As palavras do professor Rafael Betancourt não podiam ser mais elogiosas e quando diz que ele tem talento para lidar com pessoas, é meio caminho andado para o sucesso. Chama-se Miguel Diaz-Canel, é o Vice-Presidente de Cuba e lá para os fins de Abril de 2018 - faltam apenas 4 meses - podemos estar aqui a aplaudi-lo como presidente da Cuba das Antilhas, porque na nossa manda o João Manuel Casaca Português.

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

É inverno !


É mesmo inverno. Desde esta tarde que estamos no inverno e temos que gramar o frio, a chuva, a neve e qualquer outra coisa com que o nosso S. Pedrinho nos queira brindar. Tudo bem, é a mesma receita todos os anos, não há que estranhar.
Entretanto, no Benfica o inverno já começou ontem, com o resultado conseguido frente ao Portimonense que, praticamente, deixa o Glorioso fora da Taça da Liga. Depois de já ter sido corrido das provas europeias, assim como da Taça de Portugal e de estar em 3º lugar no campeonato, não há pior inverno que esse.
Ainda se a equipa estivesse a jogar bem e dependesse unicamente de um deslize dos adversários para lhes passar à frente, tudo bem, mas assim, a jogar de forma tão inconsistente, prevejo um inverno cheio de nuvens negras que pode durar até ao fim da época. Escolhi a imagem acima, onde se vê uma nuvem negra por trás do emblema do meu clube, para ilustrar esse meu sentimento.
Só há uma coisa que nos pode salvar, a sobrecarga de jogos que o Porto e Sporting vão ter que disputar no princípio do novo ano, enquanto o Benfica se vai fartar de descansar, pois não joga mais que o campeonato. Talvez uns castigos, umas lesões, algum cansaço possa atrasar os adversários e dar-nos a chance de tomar a liderança. Se não for assim, não vai haver primavera para os benfiquistas, vai ser inverno até ao fim da época.

É já amanhã ...!

... que os dias começam a crescer!
Mais logo, às 16 horas e 28 minutos, o sol atingirá o seu ponto mais baixo, facto que marca o início do inverno no hemisfério norte.


São apenas alguns segundos, nos primeiros dias, mas em breve passarão a ser minutos e quando chegarmos ao fim do mês de Janeiro já teremos mais uma hora de dia. Parece pouco, mas já dá para aquecer um bocadinho a Terra. Cada hora de sol a mais representa muito calor e muita vida neste planeta.
Não tarda nada, temos aí o verão outra vez!

O Homem, rio e barragem !


Há já alguns dias que andava cismado se a barragem do rio Homem, no Gerês, estaria tão vazia que deixasse a descoberto a antiga aldeia das Furnas. Vai daí, ontem, meti os pés ao caminho e fui lá espreitar. Como se pode ver por esta imagem, não tem qualquer semelhança com as barragens do Alentejo e Algarve, há muita farturinha de água. E da aldeia das Furnas ... nem sinal!


Nota-se, pelas marcas deixadas no paredão, que já tem estado bem mais cheia, mas com a falta de chuva que nos tem afligido nos últimos tempos não admira nada.


Com tudo aquilo que se tem falado, a respeito da falta de água, é uma alegria deitar os olhos a um panorama desta natureza, água a perder de vista. Até mata a sede só de olhar para ela.


A outra coisa impressionante que se vê na Serra do Gerês é a quantidade de rocha granítica que aflora à superfície. Quantos milhões de anos teriam sido necessários para a água da chuva ter varrido dali toda a terra que cobria aquela penedia?
Também a vegetação do Gerês, onde não abundam pinheiros nem eucaliptos, é bonita de se ver vestida com as suas cores outonais. Um verdadeiro regalo para os olhos. Em tempo de chuva, ou com neve, não deve ser assim tão agradável, mas com o sol brilhante que o último dia de inverno nos proporcionou, ontem, foi uma pequena maravilha a minha viagem pelas veredas da serra.
Não há nada como a natureza e a paz que lá se respira!

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Que desânimo !


Foska-se!
É melhor ir dormir e não pensar mais nisso!
Enquanto for sonhando ... o Benfica é o melhor!
Quando acordar ... espreguiço-me e pronto!
Esta vida são 3 dias!
E este já se foi!

Um espanto !


Se o resultado das reuniões se medisse pela beleza das fotografias que são tiradas, o salário mínimo nacional (que foi o assunto aqui em discussão) teria subido para 650€, em de se ficar pelos 580€. Continuo "zangado" com o presidente da CIP por teimar em manter um salário tão baixo. Todo o país sairia a lucrar se os salários passassem para um nível mais alto. Mais impostos cobrados, mais dinheiro injectado na economia, subida do nível de vida dos portugueses que cada vez estão mais longe da média europeia. Parece impossível que da parte da União não emanem recomendações para que se corrija este erro.

Amigos de quatro patas !

É um caso de Saúde Pública, em Paris: a proliferação de roedores estendeu-se a vários ministérios, incluindo o do Interior, onde a vice-ministra, Jacqueline Gourault, foi obrigada a colocar armadilhas no seu escritório.
Também o secretário de Estado para as Relações com o Parlamento, Christophe Castaner, vê o seu gabinete, recorrentemente, ser ocupado por ratos.
O caso faz as páginas de vários órgãos de imprensa francesa, sobretudo porque algumas áreas urbanas de França têm sido afetadas recentemente por invasões de ratos. A "crise" chegou agora ao Governo.
A medida (contratação dos gatos) não é, no entanto, pioneira: o Executivo britânico de Theresa May conta com Larry, um felino adotado em 2011 com a mesma missão.
Este gato habita o número 10 de Downing Street, onde partilha casa com a primeira-ministra britânica.
Desde o início do ano, a Câmara Municipal de Paris fez mais de 1.800 intervenções contra estes animais. Mas a praga parece que veio para ficar.


Par de gatos contratados pelo governo para resolver o problema

Já na Idade Média os ratos eram um grande problema em Paris. No segundo quartel do Século XIV, a «Peste Negra», em grande parte provocada pela praga de ratos, piolhos e pulgas que infestavam a cidade e os seus habitantes, matou milhares de pessoas. Vejam um relato que encontrei na net:

Por volta de 1328, a população parisiense já alcançava cerca de 200 000 habitantes, o que tornava uma das cidades mais populosas da Europa. Mas em 1348, a Peste Negra dizimou boa parte de seus habitantes. Nessa época, não se tomava banho, e quase todos tinham a cabeça cheia de piolhos. Pulgas e ratos eram comuns nas casas, o que facilitou a propagação da peste negra, que era também transmitida por ratos. A Peste Negra foi apresentada pela Igreja como uma punição divina contra uma população inclinada ao pecado e que às vezes nem comparecia às missas. Apavorados, as pessoas se reuniam então, nas igrejas para rezar, contaminando-se uns aos outros. Ou seja, quando mais rezavam mais morriam… Também agravou a situação a falta de higiene, já que a igreja considerava a preocupação com o corpo um comportamento que podia levar ao pecado. Só judeus e muçulmanos tomavam banho com certa regularidade. Gatos, principalmente os pretos foram acusados de ajudar feiticeiros e caçados impiedosamente, facilitando a propagação de ratos, os verdadeiros propagadores da peste.

Portanto, o presidente Macron que se ponha a toques, pois o seguro morreu de velho. Aliás, vou dar-lhe um conselho (se ele passar por aqui para o ler, senão alguém que lho transmita) que é fácil de seguir. Deve haver, em Paris, milhares de gatos vivendo, confortavelmente, em ambiente climatizado e com refeições servidas a horas certas. Basta-lhe mandar publicar um decreto que obrigue as pessoas a soltar os gatos para a rua e proibir que lhe dêem comida. Quando a fome começar a apertar, não há rato que escape. E não esquecendo, também, de mandar colocar uns caixotes de areia em cada esquina, senão livra-se dos ratos e fica afogado em merda de gato que fede que tresanda.

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Pensamentos vagabundos !

Hoje acordei a pensar num projecto para suprir a falta de água no verão. Um projecto baseado na teoria mais simples de todas, a recolha da água da chuva. Mas para isso é preciso que chova e, espero eu, que nesse pormenor o S. Pedro não me deixará ficar mal. O resto é uma questão de gastar uns patacos em cimento e algum ferro.
Construir um tanque de 10 por 10 metros e com 1 metro de altura não é muito caro, nem muito difícil. E quando estiver cheio já tenho 100 metros cúbicos de água, ou seja, 100 mil litros. Já dava para regar uma grande horta. Se aumentar a altura do tanque para 2 metros, ou até para 3 metros terei água a duplicar, ou a triplicar. Cada vez é mais água e começo a gostar da ideia.
Mas falta enchê-lo, é claro. E como funciona isso no meu projecto? Muito fácil. No meio do tanque monto um tipo de guarda chuva, com 25 metros de altura, na posição invertida, que será comandado por um sensor que o abre logo que começa a chover e o fecha logo que a chuva pára. Um segundo sensor, com um medidor de vento, fechá-lo-á sempre que o vento ultrapasse a velocidade de segurança. Depois de tudo pronto é só esperar que o nosso querido S. Pedro abra as torneiras e é ver a água a escorrer pelo guarda-chuva abaixo até entrar no tanque e começar a enchê-lo.
O reservatório (tanque) deve ser montado num sítio acima dos terrenos que se planeiam regar para não ser preciso usar bombas e usar apenas a força da gravidade para fazer a água chegar onde é precisa.
E pensando em sítios altos, em pensamento viajei até à Serra D'Arga, no Alto Minho, distrito de Viana do castelo, onde além de alturas só há pedras e mais pedras, um nunca acabar de pedras. Será que não dá para trocar todas aquelas pedras por dólares americanos? E a peso, a 1 dólar o kilo, arranjava-se ali um belo dote.


No regresso da minha viagem por terras de Viana, deparei-me com estas belíssimas habitantes daquela região e fiquei admirado com a beleza do quadro. Umas mais altas e outras mais baixas, umas mais jovens e outras menos jovens, umas mais morenas e outras de pele mais clarinha, mas todas muito bem, muito elegantes, dentro dos seus trajes minhotos.


E um último pensamento, na hora em que verifiquei que estava a sonhar e já devia ter saído da cama há muito, veio atrapalhar o meu raciocínio. Por onde é que um homem deve começar, quando quiser "descascar" uma minhota destas?

A semana 51 !


Hoje, segunda-feira, começou a semana 51. E que é que tem de especial a semana 51? É a penúltima semana do ano, aquela em que acontece o Natal. A mesma em que os portugueses se vêem obrigados a abrir os cordões à bolsa para fazer frente às despesas inerentes às festividades da época, em que se inclui a compra das "prendinhas" que a sociedade convencionou que se oferecessem a familiares e amigos. E ainda a mesma também em que os comerciantes esperam fazer o negócio que lhes endireite a escrita antes, do encerramento do ano.
A semana 51 é, portanto, uma semana importante na vida de todos nós. As prendas que vamos receber e aquelas que vamos oferecer, o dinheiro que vamos injectar na economia nacional, a dor de cabeça daqueles que o não têm e de como o terão que arranjar e por aí fora. Mais que importante a semana pode ser decisiva na vida de muita gente. Imaginem os que gastam aquilo que não têm, que compram a crédito o que comem, o que bebem e o que oferecem. Esses vão entrar no Ano Novo com um nó na garganta sem saber como pagar a dívida em que se meteram. Mau começo, diria eu.
E é por isso mesmo que hoje vos falo nisto. Cuidado com a semana 51 e lembrem-se daquele ditado que diz - quem não tem dinheiro não tem vícios - e fiquem quietinhos no vosso canto se não tiverem dinheiro para festas. Fazer dívidas, nunca. A semana 52 chega muito rápido e felizes daqueles que podem dizer - eu tive um bom natal e não devo nada a ninguém. Esses que vão começar o ano de 2018 a partir do zero, sem débitos nem créditos na sua conta, esses ganharam a primeira batalha do ano e têm tudo para poder aspirar a um «Próspero Ano Novo».

domingo, 17 de dezembro de 2017

O «Recreio» !

Não há, nunca houve, nem vai haver jogos mais alegres, mais disputados e mais lembrados pela vida fora do que as partidas de futebol jogadas na hora do recreio, nos tempos da escola.
Foi assim que jogou, esta noite, em Tondela, a equipa do Benfica. Um grupo de rapazes alegres a correr atrás da bola sem nunca se cansarem e fazendo uma enorme festa quando a bola entra na baliza. Sem quezílias, sem zangas, sem discussões com os árbitros ou com os adversários, assim vale a pena ver futebol, é assim que devia ser sempre para alegria dos adeptos.
O Jonas que já nos habituou a isso, marcou mais dois golos, o que ajuda para se manter na frente da lista dos melhores marcadores. O Pizzi que toda a gente dizia já estar arrumado para a grande competição, nem lugar tinha já na selecção para ir à Rússia, no próximo mês de Junho, enfiou mais duas bolas na baliza do Tondela, provando que ainda é preciso contar com ele e que tem lugar na equipa do Benfica.
Pode dizer-se que a equipa do Tondela não tem valor suficiente para lutar com o Benfica e que, por conseguinte, os 5 a 1 de jogo de hoje não traduzem o real valor da equipa do Glorioso, mas isso vale o que vale. Quem esteve atento ao jogo de hoje não pode negar que a equipa jogou tudo o que quis e como quis e nada lhe tira o brilho.
A lesão que não deixou o Luisão jogar até me leva a pensar que foi ele o culpado de todos os maus desempenhos dos últimos jogos. Aquele tipo de jogo, com a equipa a insistir na circulação de bola pelos centrais, sem vontade de arriscar e partir para o ataque será influência do velho capitão? Vamos confirmar isso no próximo jogo, já na quarta-feira, em que ele também vai ficar de fora. O Lisandro Lopes que já tem guia de marcha para abandonar o Benfica, em Janeiro, jogou no lugar dele, ao lado de Ruben Dias, e parece que não correu nada mal. Espero que o treinador atente nestes pormenores.
Não nos resta outra solução a não ser esperar que os que vão à nossa frente se espalhem e percam pontos. Vamos nessa!

Em stand by !


Daqui um bocadinho vamos ver passar aqui o vermelhão, a caminho do estádio que se avista do lado esquerdo da imagem. Se no ano passado se perguntasse quem ganharia o jogo não haveria dúvidas, todas as apostas dariam uma vitória fácil às águias. Hoje, no entanto, todos acham que o Benfica anda pelas ruas da amargura e até o modesto Tondela lhe poderá ganhar.
Vamos ver! Já não falta muito para vermos os artistas entrar em campo e, como dizia o João Pinto, prognósticos só no fim!
Entretanto vai começar o jogo do Sporting que recebe, em Alvalade, os algarvios do Portimonense e vou aproveitar para dar uma espreitadela, enquanto espero pelo Benfica. Se correr tudo bem, ainda volto aqui antes de mergulhar para debaixo dos lençóis.
Inté!

Crónica de domingo !

Li nas notícias que as coisas na Guiné não vão pelo melhor caminho. Por vezes dou por mim a perguntar se eles, os guineenses que não ligam nada à política, gostariam de ser ainda governados por Portugal. Nós também não nadamos em riqueza, mas sempre vivemos um pouco melhor que eles. Ser livre é uma grande coisa, mas se for de barriguinha cheia sempre é melhor. Ao chegar a este ponto, vem-me sempre à ideia a fábula de «O cão e o lobo» que tínhamos nos livros da Primária.


A acompanhar a notícia vinha esta fotografia que o jornalista escolheu, penso eu, porque onde há porcos e pessoas à mistura é sinal de miséria. Talvez até seja, mas eu ao ver aquele porquinho penso logo noutra coisa que talvez vocês que já me conhecem bem, são capazes de já estar a adivinhar. Esqueçam os guineenses por momentos, pois nada podemos fazer para os ajudar a curar a sua teimosia, e concentrem-se na imagem seguinte.


O porco já virou rojão e chouriço e está na mesa para uma verdadeira festa do nosso paladar. Ao domingo é dia de ementa melhorada e que tal uns rojõezinhos e sarrabulho, à moda do Minho? A malguinha de porcelana para beber o tinto (com o dedo indicador mergulhado no dito para lhe aumentar o sabor) é imprescindível, é bom não esquecer. Hoje, com o dia bonito como ele está, com o sol a brilhar tanto que até fere os nossos olhos, esta é a receita ideal para nos esquecermos do frio do inverno, da falta de dinheiro e de todas as outras desgraças que tentam estragar-nos a vida.


Não se preocupem que eu não me esqueci do resto do porco. Hoje comemos os rojões e durante a semana trataremos do resto. Este prato que a imagem retrata tem um nome que pode não vos agradar, bofes de porco, mas que é a alegria deste rapaz que daqui vos escreve. Aquela gordurinha que vêem a escorrer na travessa faz acelerar o coração - lembram-se que o meu esteve quase parado, no ano passado? -  e não deixa que a nossa pele ganhe rugas. Se incluírem este prato no vosso menu, verão que a pele da vossa cara ficará como a do cuzinho de um bebé.


Bem, estou a esquecer-me que entre vós pode haver quem não aprecie este tipo de iguarias, mas há sempre uma solução para tudo. Que tal cozido no pote? Para quem vive na cidade é capaz de ser impossível, mas a quem vive na província e tem a possibilidade de cozinhar a lenha, a melhor maneira de fazer esta receita é usando o pote (aquela panela de ferro fundido com três pernas e uma argola, para quem quiser ou puder pendurá-la numa trave do telhado), metendo lá dentro todos os ingredientes (boas carnes de porco, bons enchidos, boa hortaliça), fazer uma boa fogueira em redor do pote (e até por cima, se quiserem), ir dar um passeio e voltar duas horas depois para comer o resultado da experiência. Não há coisa melhor, garanto eu.
Ah, não se esqueçam de adicionar água também, senão o cozido não coze!

sábado, 16 de dezembro de 2017

O meu último recurso !


Quando o Benfica me deixar ficar mal, tenho sempre o Gil como último recurso. E se eu desse um murro na mesa e amanhã fosse ver o Gil a jogar com o Académico de Viseu?
É que agora o Gil vai voltar à I Liga (segundo ouvi nas notícias) e ainda traz dez milhões de indemnização para refazer o plantel. Isso é que são boas notícias para o clube da minha terra! Valeu a pena a luta do Fiúza nos tribunais!
Só que entre as notícias saídas ontem a público e a realidade que virá a acontecer no próximo ano vai uma grande distância e eu tenho receio de me cansar antes de lá chegar. Enfim, vou ficar a pensar nisso.