terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Dor de cotovelo!

 A dor de cotovelo é uma coisa lixada!

Não me refiro ao sentimento de inveja que alguém sente quando vê a sorte bafejar o seu irmão, amigo ou vizinho esquecendo-se desse alguém que se acha mais merecedor. Nem tão pouco àquela dor lancinante que se sente ao bater com o cotovelo, inesperadamente, em qualquer coisa dura. Não, trata-se apenas de bursite, um mal que me aflige, desde há alguns anos. Doença de velhos, digo eu!

A bursite de cotovelo (ou olecraniana) é a inflamação da bursa na ponta do cotovelo, resultando em inchaço ("bola" mole), dor, sensibilidade e, por vezes, limitação de movimento. Causada geralmente por traumatismos diretos, apoio prolongado ou movimentos repetitivos, o tratamento inclui repouso, gelo, anti-inflamatórios e, raramente, punção ou cirurgia.

Sempre dormi no lado esquerdo da cama. Quando a minha filha se casou, decidimos, eu e a minha companheira de cama e mesa, abandonar o nosso quarto e ocupar aquele que era dela por ser mais pequeno e mais fácil de manter a uma temperatura agradável. O nosso era grande demais, frio e desagradável na maior parte do ano, só no calor do verão se estava lá bem.

Com a mudança mudei também de posição, passando a dormir do lado direito, já não me recordo muito bem do porquê, mas acho que foi a minha mulher a exigir ficar daquela lado, o lado da janela. Isto aconteceu nos idos de 1994 e mantém-se assim até hoje. Podem dizer que isso tem tem importância nenhuma e não influencia a nossa vida seja em que aspecto for.

Mas estão enganados! Com o avançar da idade e a perda de massa muscular somos obrigados a recorrer a alguns truques, pequenos nadas que nos ajudam a levar a cabo as tarefas a que não podemos fugir. Uma dessas tarefas é o levantar da cama sempre que achamos chegada a hora de lhe dizer adeus. Como os músculos que, na juventude nos faziam saltar como gafanhotos em campo de trigo, se foram, não sabemos para onde, somos obrigados a usar o braço como alavanca para nos sentarmos na cama e iniciar o processo de espreguiçar, vestir, calçar, etc. e tal.

E foi assim que comecei a sentir a tal dor de cotovelo e desenvolvi a tal bursite que cada vez me incomoda mais. Quando sentado à mesa, se decido apoiar o cotovelo lá vem aquela dor lancinante que me obriga a meter a mão debaixo da mesa e a mão pousada sobre a coxa. Mesmo numa superfície almofadada, como é o cadeirão em que estou sentado agora, a dor está sempre lá e pede que a pressão sobre o cotovelo seja reduzida ao mínimo.

Tenho pensado em recorrer a uma pequena cirurgia para resolver o problema, mas estou tão cheio de correr para o hospital que só de pensar nisso lhe perco a vontade. Por falar nisso, é já na próxima semana que tenho marcada uma entrevista com a minha médica de hematologia para saber o resultado da biopsia que me fez, no fim de Janeiro. Ela disse-me que era apenas para estabelecer o tratamento certo para o meu caso e, espero bem, que não passe disso.

E termino com um desejo. Que a dor de cotovelo não vos atinja, seja ela física ou moral! E toca a gozar o Carnaval que é hoje o dia certo para isso!

2 comentários:

  1. É uma dor tramada e desejo as tuas melhoras!
    Nunca gostei do carnaval hoje muito longe das raízes de Portugal! Gosto apenas dos Caretos e a que ocorre não me lembro do nome da terra que ostentam o ouro. Também desfile de crianças!
    Beijos e um bom dia!

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  2. Caramba! Não sei como se arranja, mas o meu Amigo tem doenças que mais ninguém tem...
    Olhe para o corpo escultural dessas moças, que as dores desaparecem logo. :)
    Um abraço

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